SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDEPREVENÇÃO E CONTROLE DOCÂNCER DE COLO DO ÚTEROPROTOCOLOS DE ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER2008
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PREFEITOFernando da Mata PimentelVICE-PREFEITORonaldo VasconcelosSECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDEHelvécio de Oliveira Magalhã...
EQUIPE DE ELABORAÇÃO:Alex Sander Ribas De SouzaAngela Maria Saldanha RodriguesDaniel Knupp AugustoFabiano Gonçalves Guimar...
SecretariaMunicipaldeSaúde,aolongodoseuprocessodeorganização,produçãoeofertade serviços e ações de saúde, busca consolidar...
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Sumário1 - Introdução .......................................................................................................
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091 - INTRODUÇÃO1.1-CâncerdeColoUterino–PromoçãodeSaúdeePrevençãoO câncer do colo do útero é uma doença de crescimento len...
10dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos (Atenção: toda mulher que tem ou já teve atividade sexual de...
11- Mulheres com DST: devem ser submetidas à citopatologia mais freqüentemente, pelo maior risco de serem portadoras docân...
12Uma adequada coleta de material é de suma importância para o êxito do diagnóstico. O profissional de saúde deveassegurar...
131.4-SeguimentodeMulheresSubmetidasaoRastreamentoparaCâncerdoColodoÚteroA importância do seguimento das mulheres examinad...
142 - SISTEMA DE INFORMAÇÃO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO – SISCOLOSISCOLO é o sistema de informática oficial do Ministério d...
152 - Livro de registros: é importante anotar todos os dados concernentes à sua identificação. Esse livro de registros per...
163 - ASSISTÊNCIA EM PATOLOGIA DO COLO UTERINO NA REDE3.1-NoCentrodeSaúde:ØExameclínico-ginecológicoanualColetadematerialp...
173.2- Nonívelsecundário:ColposcopiaBiópsiadirigidaCauterizaçõesCirurgiadealtafreqüência(CAF)emalgumasunidadessecundáriasD...
184 - FLUXOGRAMA PARA PROPEDÊUTICA DO COLO UTERINO - SMSA - SUS/ BHCitologia positiva ou Schiller positivo ou lesão cervic...
195 - ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS5.1-MédicodeSaúdedaFamíliaRealizaroexameclínico-ginecológicoemtodasasmulheresnasquaisesteja...
205 - ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAISdosproblemasidentificados;Registrar as ações de enfermagem no prontuário do paciente, em fo...
215.5-AgenteComunitáriodeSaúdeDesenvolveraçõesquebusquemaintegraçãoentreaequipedesaúdeeapopulaçãoadscritaàESF;Estar em con...
Brasil.MinistériodaSaúde.CadernosdeAtençãoBásica–Câncerdecolouterinoemama.2006.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria Exe...
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SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
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Prevenção e controle do câncer de colo do útero

Published on: Mar 4, 2016
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Prevenção e controle do câncer de colo do útero

  • 1. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDEPREVENÇÃO E CONTROLE DOCÂNCER DE COLO DO ÚTEROPROTOCOLOS DE ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER2008
  • 2. contra capa interna 1em branco
  • 3. PREFEITOFernando da Mata PimentelVICE-PREFEITORonaldo VasconcelosSECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDEHelvécio de Oliveira Magalhães JuniorGERÊNCIA DE ASSISTÊNCIASônia Gesteira e MatosCOORDENAÇÃO DE ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHERVirgílio QueirozPREFEITURA MUNICIPALDE BELO HORIZONTE03Prevençãoe Controle doCâncer de MamaPROTOCOLOSDE ATENÇÃOÀ SAÚDE DAMULHER 2 800
  • 4. EQUIPE DE ELABORAÇÃO:Alex Sander Ribas De SouzaAngela Maria Saldanha RodriguesDaniel Knupp AugustoFabiano Gonçalves GuimarãesJaqueline Aparecida Da Silva XavierLorena Souza RamosLuciano Freitas SouzaMarcia B. MagalhãesMaria Augusta Silveira Vieira (In Memorian)Maria Isabel DiasMaria Tereza Alves Machado RabeloMarina Cruz BotelhoMilson Álvares FonsecaMírian Rêgo De Castro LeãoMõnica Lisboa SantosPatricia Aliprandi DutraSilvana Almeida Coutinho D. SousaSimone PalmerSoraya Almeida De CarvalhoThatiana Malta GomesVirgílio QueirozEQUIPE DE REVISÃO:Carmem MaiaLuciano Freitas SouzaMônica Lisboa SantosRosa Marluce Gois de AndradeVirgílio QueirozAGRADECIMENTOS04Prevençãoe Controle doCâncer de MamaPROTOCOLOSDE ATENÇÃOÀ SAÚDE DAMULHER8200
  • 5. SecretariaMunicipaldeSaúde,aolongodoseuprocessodeorganização,produçãoeofertade serviços e ações de saúde, busca consolidar o Sistema Único de Saúde. Para isso contaAcom o trabalho compartilhado de milhares de trabalhadores de diversas categoriasprofissionais, e com o apoio da população que testemunha, dia a dia, os avanços conquistados apartirdaconstruçãoeescritacompartilhadadecadapáginadestahistória.AtualmenteempreendemosesforçosnosentidodefortaleceraestratégiadeSaúdedaFamíliaequalificarasaçõescotidianasdasequipesqueatuamnaredebásica,oquecertamenterepercutirádemododecisivoepositivoemtodososníveisdeorganizaçãodosistemamunicipaldesaúde. Umadas medidas que adotadas para tal fim é a revisão e constituição de Protocolos técnicos entendidoscomo dispositivos que explicitam um determinado arranjo institucional que auxilia a gestão doprocesso de produção de cuidado e organiza fluxos a partir da análise da dimensão dasnecessidadesdeusuáriosdosserviçosedecomunidades.Um protocolo, portanto, é um instrumento que estabelece normas para as intervençõestécnicas, ou seja, uniformiza e atualiza conceitos e condutas referentes ao processo assistencial narede de serviços. Orienta os diferentes profissionais na realização de suas funções ante acomplexidade dos problemas de saúde apresentados pela população, pautando-se emconhecimentos científicos que balizam as práticas sanitárias para coletividades e no modeloassistencial adotado. Isto significa que o Protocolo reflete a política assistencial assumida pelaSecretaria de Saúde bem como suas opções éticas para organização do trabalho em saúde eescolhas tecnológicas úteis, apropriadas e disponíveis para o processo de enfrentamento deproblemasdesaúdepriorizadosemcadaépocasegundosuamagnitude.Assim, um protocolo, por mais abrangente que seja, não abordará todas as situaçõesdecorrentes do modo de viver dos diferentes grupos sociais e que podem surgir no cotidiano dosserviços.Este protocolo resulta do esforço de profissionais da rede e aborda especificamente oCONTROLEEPREVENÇÃODOCÃNCERDECOLODEÚTERO.É uma aproximação com a dimensão e natureza das questões relativas à saúde (da mulher) erepresentaumaopçãonosentidodapadronizaçãodeaçõeseprocedimentosparaaqualificaçãodaassistênciaaessegrupamentopopulacional.Como ferramenta para impulsionar a construção coletiva de compromissos para mudar oprocesso de trabalho nas Unidades Básicas de Saúde apostando na articulação ecomplementariedade de saberes, é um documento inacabado a espera de contribuições de todoscomprometidoscomaqualificaçãodaassistência.Apresentação05
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  • 7. Sumário1 - Introdução ...............................................................................................................................................1.1 - Câncer de Colo Uterino – Promoção de Saúde e Prevenção1.2 - Situações Especiais1.3 - Coleta do Material para o Exame Preventivo do Colo do Útero1.3.1- Recomendações prévias à coleta do exame preventivo do colo de útero1.4 - Seguimento de Mulheres Submetidas ao Rastreamento para Câncer do Colo do Útero2 - Sistema de Informação do Câncer do Colo do Útero – SISCOLO .........................................................2.1 - Instrumentos de acompanhamento que podem ser utilizados na Unidade Básica .....................3 - Assistência em Patologia do Colo Uterino na Rede Municipal de Saúde ...............................................3.1 - Na unidade básica3.1.1 - Condutas baseadas no resultado da citologia oncótica3.2 - No nível secundário3.3 - No nível terciário4 - Fluxograma Para Propedêutica do Colo Uterino SMSA - SUS/ BH5 - Atribuições dos Profissionais5.1 - Médico de Saúde da Família5.2 - Enfermeiro5.3 - Médico Ginecologista5.4 - Auxiliar de Enfermagem5.5 - Agente Comunitário de Saúde6 - Bibliografia..............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................07
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  • 9. 091 - INTRODUÇÃO1.1-CâncerdeColoUterino–PromoçãodeSaúdeePrevençãoO câncer do colo do útero é uma doença de crescimento lento e silencioso.Adetecção precoce do câncer do colo do útero oude lesões precursoras é plenamente justificável, pois a cura pode chegar a 100% e, em grande número de vezes, a resoluçãoocorreráaindaemnívelambulatorial.A prevenção primária é quando se evita o aparecimento da doença por meio da intervenção no meio ambiente e em seusfatores de risco, como o estímulo ao sexo seguro, correção das deficiências nutricionais e diminuição da exposição ao tabaco. Amulhercomsituaçãoderiscopodeseridentificadaduranteoacolhimentoounaconsultaginecológicaedeveseracompanhadademaneiramaisfreqüente.Por sexo seguro entende-se o uso de preservativo durante a relação sexual, uma das formas de evitar o contágio pelo HPV,víruscompapelimportanteparaodesenvolvimentodocânceresuaslesõesprecursoras.Uma alimentação saudável pode reduzir as chances de câncer. A dieta deveria conter diariamente porções de frutas,verduras e legumes. Devemos dar preferência às gorduras de origem vegetal como o azeite extravirgem, óleo de soja e degirassol, entre outros, lembrando sempre que não devem ser expostas a altas temperaturas. Evitar gorduras de origem animal –leite e derivados, carne de porco, carne vermelha, pele de frango, entre outros – e algumas gorduras vegetais como margarinas egorduravegetalhidrogenada.Além disso, as mulheres devem ser estimuladas a manter uma atividade física regular, evitar ou limitar a ingestão de bebidasalcoólicaseparardefumar.A mulher fumante tem um risco maior de câncer de colo de útero, além de infertilidade, dismenorréia, irregularidadesmenstruaiseantecipaçãodamenopausa(emmédiadoisanosantes).Na anamnese dirigida, é importante investigar quando foi a última coleta do exame citopatológico (Papanicolaou) e qual oresultado do exame.Algum tipo de tratamento no colo do útero deve ser investigado. Também deve ser questionado sobre uso deDIU, tratamentos hormonais ou radioterápicos, além de uma gestação atual.Apresença de sangramento vaginal fora do períodomenstrualnormaldeveserinvestigada,alémdesangramentovaginalapósrelaçãosexual.A principal estratégia utilizada para detecção precoce do câncer de colo uterino no Brasil é através do rastreamento, quesignifica realizar o exame preventivo, citologia oncótica (Papanicolaou), em mulheres sem os sintomas, com o objetivo deidentificar aquelas que possam apresentar a doença em fase muito inicial, quando o tratamento pode ser mais eficaz – Prevençãosecundária.A efetividade da detecção precoce, associada ao tratamento em seus estádios iniciais, tem resultado em uma redução dastaxas de incidência de câncer invasor que pode chegar a 90%. De acordo com a OMS, quando o rastreamento apresenta boacobertura (80%) e é realizado dentro dos padrões de qualidade, modifica efetivamente as taxas de incidência e mortalidade poressecâncer.A periodicidade de realização do exame preventivo do colo do útero, estabelecida pelo Ministério da Saúde, em 1988,permaneceatualeestáemacordocomasrecomendaçõesdosprincipaisprogramasinternacionais.O exame citopatológico deve ser realizado prioritariamente em mulheres de 25 a 59 anos de idade, uma vez por ano e, após
  • 10. 10dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos (Atenção: toda mulher que tem ou já teve atividade sexual devesubmeter-seaoexamepreventivoatéos69anosdeidade).Essa recomendação apóia-se na observação da história natural do câncer do colo do útero, que permite a detecção precocede lesões pré-malignas ou malignas, e o seu tratamento oportuno, graças à lenta progressão para estágios mais graves que estalesãoapresenta.Em mulheres que tenha sido identificado algum fator de risco, como por exemplo, a infecção pelo vírus HIV, o rastreamentopeloexamecitopatológico(Papanicolaou)deveseranual.No Brasil, observa-se que a maior parte do exame preventivo do colo do útero é realizada em mulheres com menos de 35anos,provavelmentenaquelasquecomparecemaosserviçosdesaúdeparacuidadosrelativosànatalidade.Issolevaaumasub-utilização dos Serviços e menor eficácia do programa de rastreamento, uma vez que não estão sendo atingidas as mulheres nafaixaetáriademaiorrisco.Aidentificação das mulheres na faixa etária de maior risco, especialmente aquelas que nunca realizaram exame na vida, é oobjetivo da captação ativa. As estratégias devem respeitar as peculiaridades regionais envolvendo lideranças comunitárias,profissionaisdesaúde,movimentosdemulheres,meiosdecomunicaçãoentreoutros.Emrelaçãoàsmulheresacimadafaixaetáriarecomendada,torna–seimperativoquesejamlevadosemconsideração:(1)osfatores de risco, (2) a freqüência de realização dos exames, (3) os resultados dos exames anteriores. A freqüência dorastreamentodeveráserindividualizadoparacadacaso.Éfundamentalqueaequipedesaúdeincorpore,naatençãoàsmulheresno climatério, orientação sobre o que é e qual a importância do exame preventivo do colo do útero, pois a sua realização periódicapermitereduziramortalidadeporcâncerdocolodoúteronapopulaçãoderisco.1.2-SituaçõesEspeciais- Mulher grávida: não se deve perder a oportunidade para a realização do rastreamaento. Pode ser feito em qualquerperíodo da gestação, preferencialmente até o 7º mês. Não está contra-indicada a realização do exame em mulheresgrávidas,acoletadeveserfeitacomaespátuladeAyreenãousarescovadecoletaendocervical.- Mulheres virgens: a coleta em virgens não deve ser realizada na rotina. A ocorrência de condilomatose na genitáliaexterna, principalmente vulvar e anal, é um indicativo da necessidade de realização do exame do colo, devendo-se ter odevidocuidadoerespeitaravontadedamulher.- Mulheres submetidas a histerectomia: Em caso de histerectomia total recomenda–se a coleta de esfregaço de cúpulavaginal.Nahisterectomiasubtotalarotinadecoletadeveserahabitual.OsintervalossãoosrecomendadospeloINCA.1 - INTRODUÇÃO
  • 11. 11- Mulheres com DST: devem ser submetidas à citopatologia mais freqüentemente, pelo maior risco de serem portadoras docâncer do colo do útero ou de seus precursores. Já as mulheres com condilomas em genitália externa não necessitam decoletasmaisfreqüentesdoqueasdemais,salvoemmulheresimunossuprimidas.Nasocasiõesemquehajamaisde12mesesdoexamecitopatológico:ØAcoletadeveráserrealizadaassimqueaDSTfortratada;ØAcoletatambémdeveserfeitaquandoamulhernãosouberinformarsobreoresultadodoexameanterior,sejapordesinformaçãooupornãoterbuscadoseuresultado.É necessário ressaltar que a presença de colpites, corrimentos ou colpocervicites pode comprometer a interpretação dacitopatologia. Nesses casos, a mulher deve ser tratada e retornar para coleta do exame preventivo do câncer do colo do útero(conformeexpostonaabordagemsobresasDST).Seforimprováveloseuretorno,aoportunidadedacoletanãodeveserdesperdiçada.Nessecaso,háduassituações:ØQuando é possível a investigação para DST, por meio do diagnóstico bacteriológico, por exemplo, bacterioscopia,essadeveserfeitainicialmente.Acoletaparaexamecitopatológicodeveserfeitaporúltimo.ØNas situações em que não for possível a investigação, o excesso de secreção deve ser retirado com algodão ougaze,embebidosemsorofisiológico,esóentãodeveserprocedidaacoletaparaoexamecitopatológico.A presença do processo inflamatório intenso prejudica a qualidade da amostra. O tratamento dos processosinflamatórios/DSTdiminuioriscodaanálisedoexamepelolaboratórioserinsatisfatória.1.3-ColetadoMaterialparaoExamePreventivodoColodoÚteroConsiste na coleta de uma amostra da parte externa (ectocérvice) e outra da parte interna (endocérvice). Para a coleta domaterial, é introduzido um espéculo vaginal e procede-se à escamação ou esfoliação da superfície externa e interna do colo pormeio de uma espátula de madeira (de Ayre). Caso a junção escamo colunar não seja atingível pela espátula, utilizar também aescovaendocervical.Afaltadaescovinhanãoéjustificativaparaanãorealizaçãodoexame.Acoletadeveráserfeitapelomédico,duranteavaliaçãoclínico-ginecológicacompleta.O enfermeiro treinado realizará coletas regularmente, quando esta ação contribuir para uma maior abrangência daprevenção.1 - INTRODUÇÃO
  • 12. 12Uma adequada coleta de material é de suma importância para o êxito do diagnóstico. O profissional de saúde deveassegurar–sedequeestápreparadopararealizá-loedequetemomaterialnecessárioparaisso.Agarantiadapresençadematerialemquantidadessuficienteséfundamentalparaosucessodaação.Figura 1 - Confecção do esfregaço ectocervical(lâmina única)Figura 2 - Confecção do esfregaço endocervical(lâmina única)1.3.1-RecomendaçõespréviasàcoletadoexamepreventivodocolodeúteroPararealizaçãodoexamepreventivodocolodoútero,eafimdegarantiraqualidadedosresultados,recomenda-se:ØNão utilizar duchas ou medicamentos vaginais ou exames intravaginais, como por exemplo, a ultrassonografia nas 48horasantesdacoleta;Evitarrelaçõessexuaisnas48horasantesdacoleta;Evitaranticoncepcionaislocais,espermicidas,nas48horasanterioresaoexame.O exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode prejudicar o diagnóstico citológico.Aguardarotérminodamenstruação.Emalgumassituaçõesparticulares,comoemumsangramentoanormal,acoletapodeserrealizada.Por vezes, em decorrência do déficit estrogênico, a visibilização da junção escamo-colunar e da endocérvix pode encontrar-se prejudicada, assim como pode haver dificuldades no diagnóstico citopatológico devido à atrofia do epitélio. Uma opção seria ouso de cremes de estrogênio intravaginal, de preferência o estriol, devido à baixa ocorrência de efeitos colaterais, por sete diasantes do exame, aguardando um período de 3 a 7 dias entre a suspensão do creme e a realização do preventivo. Naimpossibilidade do uso do creme, a estrogenização pode ser por meio da administração oral de estrogênios conjugados por 07 a14dias(0,3mg/dia),adependerdaidade,inexistênciadecontra-indicaçõesegraudeatrofiadamucosa.ØØØ1 - INTRODUÇÃO
  • 13. 131.4-SeguimentodeMulheresSubmetidasaoRastreamentoparaCâncerdoColodoÚteroA importância do seguimento das mulheres examinadas é ressaltada por vários autores que consideram essa ação comoelementofundamentalparaavaliaçãodaefetividadedasaçõesdecontroledocâncerdocolodoútero.A vigilância deve incluir processos de rastreamento permitindo a identificação das mulheres que se tornam casos positivosdurante o seu “seguimento”. O importante é que a equipe de saúde seja capaz de fazer o seguimento, identificar as faltosas e teracessofacilitadoàsinformaçõesquepermitamavaliaçãodasações.Quemsãoasmulheres?Mulheres com resultado do exame citopatológico alterado, que devem ser submetidas a procedimentos adicionais dediagnósticoeàterapiaadequadaimediatos;Mulherescomresultadodeamostrainsatisfatória;Mulherescomresultadosemanormalidades.Atéquandoseguir?O seguimento sistemático requer procedimentos que conduzam a um diagnóstico completo, tratamento adequado do caso epermita a observação dos diversos tipos de desfechos: favoráveis, esperados e desejados (como o tratamento e a cura) oudesfavoráveis(comoarecidiva,aprogressãooumesmooóbito).Seguirétambémacompanharosindivíduoslivresdadoença,paraobservarapossibilidadedesurgimentodadoença.ØØØ1 - INTRODUÇÃO
  • 14. 142 - SISTEMA DE INFORMAÇÃO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO – SISCOLOSISCOLO é o sistema de informática oficial do Ministério da Saúde, utilizado para o fornecimento dos dados informatizadosdosprocedimentosdecitopatologia,histopatologiaecontroledequalidadedoexamedepreventivodocolodoútero,referentesaoprogramadecontroledocâncerdocolodoúteronoBrasil.Écompostopordoismódulosoperacionais:a) módulo laboratório – registra os dados referentes aos procedimentos de citopatologia, histopatologia emonitoramentoexternodaqualidade;b) módulo coordenação – registra as informações de seguimento das mulheres que apresentam resultados deexamesalterados.É uma ferramenta importante para o profissional de saúde avaliar e planejar as ações pertinentes ao bom desempenho dasaçõesdecontroledocâncerdocolodoútero.Comosdadosfornecidospelosistemaépossível:ØAcompanhar o desenvolvimento das ações de controle do câncer do colo do útero, ou seja, avaliar por meio deindicadoresseapopulaçãoalvoestásendoatingida;Qualaprevalênciadaslesõesprecursorasentreasmulheresdiagnosticadas,Qualaqualidadedacoletadessesexames,adequabilidade;Qualopercentualdemulheresqueestãosendotratadas/acompanhadas.Fornecer indiretamente dados para avaliar a captação, mulheres novas, mulheres atingidas e cobertura do programaderastreamento.Esse sistema é alimentado através do preenchimento correto dos dados nos formulários para Requisição do ExameCitopatológico.2.1-InstrumentosdeacompanhamentoquepodemserutilizadosnaUnidadeBásicaÉ de extrema importância ter um instrumento de coleta da informação padronizada a exemplo de uma ficha mínima, comcaráter obrigatório para alimentar o SISCOLO, cujo preenchimento é da responsabilidade dos profissionais da Unidade Básica deSaúderesponsávelpeloatendimento.Seguemsugestõesdeinstrumentosdeacompanhamento:1 - Instrumento de Acompanhamento do SISCOLO – módulo de seguimento: Ficha de Acompanhamento do resultado doexamecitopatológico–podeserinformatizado,casoaUnidadeBásicadeSaúdetenhaorecursoounão.ØØØØ
  • 15. 152 - Livro de registros: é importante anotar todos os dados concernentes à sua identificação. Esse livro de registros permitirá atodo o momento localizar as mulheres, assim como saber os resultados dos exames citopatológicos realizados naUnidadeBásicadeSaúde.Seguemsugestõesdosdadosquedeverãoconstarnolivro:a)nomedapaciente;b)idade;c)endereçocompletoepontodereferência;d)nomedamãe;e)númerodotelefone,quandopossível;f)datadacoletadoexamepreventivodocolodoútero;g)observaçõesclínicas;h) resultado do exame, com controle para busca ativa daquelas com exames positivos e daquelas que a equipe julguenecessárioretornoouencaminhamentoaUnidadedeReferência,senecessário.Omédicodeveráavaliartodososresultados.Aspacientessemalteraçõesclínicasecomresultadodecitologianegativo,nãonecessitam de retorno. Estes resultados poderão ser entregues em grupo, aproveitando-se este momento para atividadeseducativasemsaúdedamulher,comprofissionalqualificadoparaestaatividade.2 - SISTEMA DE INFORMAÇÃO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO – SISCOLO
  • 16. 163 - ASSISTÊNCIA EM PATOLOGIA DO COLO UTERINO NA REDE3.1-NoCentrodeSaúde:ØExameclínico-ginecológicoanualColetadematerialparacitologiaoncóticaTestedeSchiller,comdiferenciaçãodeáreasiodopositivas(Schillernegativo)eáreasiodonegativas(Schillerpositivo)Tratamentodeleucorréiasevulvo-vaginitesTratamentoquímicodelesõescondilomatosas(verrucosas)vulvarescomusodeÁcidoTricloroacético(ATA50a80%)3.1.1-Condutasbaseadasnoresultadodacitologiaoncótica:Amostrainsatisfatória:repetircoletaomaisbrevepossível.Amostrasatisfatória,maslimitadaporausênciadecélulasendocervicais:orientarpararepetiçãodoexameemumano.Processo infeccioso: avaliação médica (DST: tratar; Candida ou Gardnerella: associar a dados clínicos para indicaçãoounãodetratamento).Presença de ASCUS (Atipias de Significado Indeterminado em Células Escamosas) e AGUS (Atipias de SignificadoIndeterminado em Células Glandulares): devem ser submetidas ao tratamento de infecções associadas (se houver) e ànova coleta citológica após 04 meses. Na persistência deste diagnóstico, as pacientes devem ser encaminhadas aserviçodecolposcopia.EncaminharparaPropedêuticadocolodeacordocomseguintescritérios:CitologiapositivaparaHPV,LSIL(NICI),HSIL(NICII,NICIII/Ca“insitu”),Cadecolo.PersistênciadeASCUS/AGUSemexamecitológicorepetidoapós04mesesdo1ºexameSchillerpositivoegrandesectopiascommucorréiaeindicaçãodecolposcopiaecauterizaçãoPóliposcervicaisCondilomatosescomindicaçãoderealizaçãodebiópsiae/outratamentocirúrgicoLesões vulvares discrômicas (brancas/avermelhadas) pruriginosas, ulceradas, nodulares, friáveis, persistentes apóstratamentotópicodeprocessosinfecciosossecundários.As pacientes deverão ser encaminhadas ao nível secundário com o formulário de Referência, explicitando o motivo econtendohistória,exameclínicoeresultadodacitologia,alémdeexamespréviosrealizados.AconsultaseráagendadaatravésdaCentraldeMarcaçãonaprópriaUBS.ØØØØØØØØØØØØØØ
  • 17. 173.2- Nonívelsecundário:ColposcopiaBiópsiadirigidaCauterizaçõesCirurgiadealtafreqüência(CAF)emalgumasunidadessecundáriasDeveráseroferecidotesteHIVparatodasasmulherescomdiagnósticodeLesãodeAltoGrauQuando as pacientes forem re-encaminhadas ao Centro de Saúde de origem, deverá ser preenchido o formulário de Contra-referênciaexplicitandoexamesetratamentosquetenhamsidorealizadoseorientaçõescabíveisaoacompanhamentodocaso.As pacientes com Biópsia positiva para malignidade deverão ser encaminhadas (pessoalmente ou por familiar) paraComissãodeOncologia(PAMPadreEustáquio–RuaPadreEustáquio,1951,andartérreo,de2aa6afeira,de8as18horas–Tel.3277-8367),portandoresultadodabiópsiaeencaminhamentomédico,paraagendarconsultaemServiçodeOncologia.Nonívelterciário:CirurgiasdealtafreqüênciaAmputaçãocirúrgicadecoloCirurgiasmaiores(Histerectomias/Wertheim-Meigs)Radioterapiae/ouQuimioterapiaØØØØØØØØØ3 - ASSISTÊNCIA EM PATOLOGIA DO COLO UTERINO NA REDE
  • 18. 184 - FLUXOGRAMA PARA PROPEDÊUTICA DO COLO UTERINO - SMSA - SUS/ BHCitologia positiva ou Schiller positivo ou lesão cervicalColposcopiaLesãoectocervicalJEC não visualizada oucolposcopia negativaBiópsia dirigida Repetir citologia com escova(na Unidade onde foi realizadaColposcopia)Lesão baixo grau(NIC I)Lesão alto grau(NIC II ou III)Normal ou NIC ILesão alto grau(NIC II ou III)CauterizaçãoRetorno 6 meses. Senormal, altaAmputação do colo(CAF ou a frio)Retorno 6 meses,1 ano, 2 anos.Se normal, alta.Retorno 6 meses, (onde foirealizada Colposcopia)se normal, altaBiópsia ou curetagemde canalLesão alto grau(NIC II ou III)Amputaçãodo coloRetorno 6 meses,1 ano, 2 anos.Se normal, alta.
  • 19. 195 - ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS5.1-MédicodeSaúdedaFamíliaRealizaroexameclínico-ginecológicoemtodasasmulheresnasquaisestejaindicadoRastrear o câncer do colo uterino em todas as mulheres nas quais esteja indicado. Realizar a coleta de materialparaexamecitopatológicodocolouterino,seguindoasrecomendaçõesderastreamentodoINCAMonitorarosresultadosdosexamescitopatológicoscolhidospelasuaESFOrientaraEquipepararealizaçãodebuscaativadasmulherescomexamesalteradosOrganizar os processos de trabalho para realização de busca ativa das mulheres em sua área de abrangênciaquenãoestejamrealizandoseusexamespreventivosderotinaIncrementar ações que resultem no aumento da cobertura do rastreamento/prevenção do Ca de colo uterino naáreadeabrangênciadesuaESFEncaminhar as mulheres para aAtenção Secundária, quando indicado, e monitorar seu atendimento/tratamento.AtençãoespecialparaoscasosdeCadecoloTratarasDSTseinfecçõesdoTratoGenitalInferiorDiscutiroscasosquegeremdúvidascomoGinecologistadesuaUnidadeOrientaro(a)enfermeiro(a)nacorretarealizaçãodacoletadematerialparaexamecitopatológicodocolouterino5.2-EnfermeiroPlanejar, coordenar, executar e avaliar as ações de assistência de enfermagem integral em todas as fases dociclodevidadoindivíduo,tendocomoestratégiaocontextosocioculturalefamiliar;Supervisionar (planejar, coordenar, executar e avaliar) a assistência de enfermagem, merecendo destaque paraas ações de imunização, preparo e esterilização de material, administração de medicamentos e curativos, bemcomoavaliaroprocedimentodecoletadematerialparaexameedispensaçãodemedicamentosrealizadospelosauxiliaresdeenfermagem.Realizar consulta de enfermagem e prescrever o cuidado de enfermagem, de acordo com as disposições legaisdaprofissão-ResoluçãoCOFENn°159/1993;Quando necessário e conforme protocolos estabelecidos nos programas do Ministério da Saúde, da SMSAe asdisposições legais da profissão – Resolução COFEN nº 195/1997 e Resolução COFEN nº 271/2002, bem comono documento da regulação de patologia clínica, está respaldada a solicitação de exames complementares e aprescriçãodemedicamentos,apósavaliaçãodoestadodesaúdedoindivíduo;Planejar e coordenar a capacitação e educação permanente da equipe de enfermagem e dosACS, executando-ascomparticipaçãodosdemaismembrosdaequipedoCS;Promover e coordenar reuniões periódicas da equipe de enfermagem, visando o entrosamento e enfrentamentoØØØØØØØØØØØØØØØØ
  • 20. 205 - ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAISdosproblemasidentificados;Registrar as ações de enfermagem no prontuário do paciente, em formulários do sistema de informação e outrosdocumentosdainstituição5.3-MédicoGinecologistaRealizaroexameclínico-ginecológicoemtodasasmulheresnasquaisestejaindicadoRastrear o câncer do colo uterino em todas as mulheres nas quais esteja indicado. Realizar a coleta de materialparaexamecitopatológicodocolouterino,seguindoasrecomendaçõesderastreamentodoINCAMonitorarosresultadosdosexamescitopatológicoscolhidosqueestejamalterados,nasuaUnidadeOrientarasESFpararealizaçãodebuscaativadasmulherescomexamesalteradosOrganizar os processos de trabalho junto às ESF de sua Unidade, para realização de busca ativa das mulheresdaáreadeabrangênciaquenãoestejamrealizandoseusexamespreventivosderotinaIncrementar ações que resultem no aumento da cobertura do rastreamento/prevenção do Ca de colo uterino naáreadeabrangênciadesuaUnidade,juntocomasESFEncaminhar as mulheres para aAtenção Secundária, quando indicado, e monitorar seu atendimento/tratamento.AtençãoespecialparaoscasosdeCadecoloTratarasDSTseinfecçõesdoTratoGenitalInferiorOrientar os Médicos e Enfermeiros nos casos da sua Unidade que gerem dúvidas quanto ao diagnóstico,tratamentoeencaminhamentoOrientar os médicos de família e enfermeiros na correta realização da coleta de material para examecitopatológicodocolouterino5.4-AuxiliardeEnfermagemRealizarcuidadosdiretosdeenfermagemnasurgênciaseemergênciasclínicas,sobsupervisãodoenfermeiro;Orientarousuárioparaconsultasmédicasedeenfermagem,exames,tratamentoseoutrosprocedimentos;Participardecapacitaçãoeeducaçãopermanentepromovidaspeloenfermeiroe/oudemaismembrosdaequipe;Participar de reuniões periódicas da equipe de enfermagem, visando o entrosamento e enfrentamento dosproblemasidentificados;Registrar as ações de enfermagem no prontuário do paciente, em formulários do sistema de informação e outrosdocumentosdainstituição.ØØØØØØØØØØØØØØØØ
  • 21. 215.5-AgenteComunitáriodeSaúdeDesenvolveraçõesquebusquemaintegraçãoentreaequipedesaúdeeapopulaçãoadscritaàESF;Estar em contato permanente com as famílias, principalmente através das visitas domiciliares, desenvolvendoações educativas, visando à promoção da saúde e prevenção das doenças bem como estimulando a autonomiaeauto-cuidado,deacordocomoplanejamentodaequipe;Orientar indivíduos, famílias e grupos sociais quanto aos fluxos, rotinas e ações desenvolvidas pelo centro desaúdeetambémquantoàutilizaçãodosserviçosdesaúdedisponíveis;Acompanhar no mínimo uma vez a cada mês, por meio da visita domiciliar, todas as famílias sob suaresponsabilidademantendoaequipeinformadaprincipalmentearespeitodaquelasemsituaçãoderisco;Identificar os usuários que não aderiram às atividades programadas nos protocolos assistenciais, ações devigilância epidemiológica ou outras que tenham sido previstas pela equipe, estimulando a sua participação ecomunicandoàequipeoscasosondeasensibilizaçãonãofoisuficiente;Realizar, em conjunto com a equipe, atividades de planejamento e avaliação das ações de saúde no âmbito deadscriçãodocentrodesaúde;Realizar a entrega nos domicílios de medicamentos prescritos ou informar aos usuários a marcação de consultase exames especializados, em situações especiais, definidas e avaliadas pela equipe ou pelo gerente do CentrodeSaúde;ØØØØØØØ5 - ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS
  • 22. Brasil.MinistériodaSaúde.CadernosdeAtençãoBásica–Câncerdecolouterinoemama.2006.Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Controle do câncer do colo uterino: ProgramaNacionaldeControledoCâncerdoColoUterino.2001INCA.Falandosobrecâncerdecolodeútero,2002.INCA.ProgramaNacionaldeControledoCâncerdoColodoÚteroedeMama-VivaMulherCuritiba. Secretaria Municipal da Saúde. Programa Viva Mulher em Curitiba. Controle do Câncer deMamaeColodoÚtero.Curitiba,20026 - BIBLIOGRAFIA22
  • 23. Contra capa interna 2em branco
  • 24. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

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