Flan nantes
F o m o s s e r vi-
dos em directo
por um lavar de
roupa suja entre
homens do mes-
mopartido, um
confronto...
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Nada ficará como dantes ......... um artigo mst . parte 1 cópia - cópia

nada ficará
Published on: Mar 3, 2016
Published in: News & Politics      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Nada ficará como dantes ......... um artigo mst . parte 1 cópia - cópia

  • 1. Flan nantes F o m o s s e r vi- dos em directo por um lavar de roupa suja entre homens do mes- mopartido, um confronto entre . o ódio e o des- peito, de que não há memória. Odio de Seguro, despeito de Costa. Se havia al- guma coisa ainda que faltava saber sobre An-tónio José Se- guro, ficámos elucidados: não é apenas uma questão de vazio político absoluto ou do mais triste populismo, é uma ques- tão de ter ou não um mínimo de grandeza, de não se com- portar como alguém a quem querem roubar o brinquedo. Mas, se havia alguma coisa que também nos faltava saber so- bre António Costa - e havia - continuamos sem o saber. Não se lhe pedia um programa de governo, mas exigia-se-lhe um sinal, ainda que tênue, daqui- lo que, segundo ele, faltava ao seu adversário e o fez avançar; capacidade de transmitir uma ideia de mudança, de mobiliza- ção, de esperança. Ficará para segundas núpcias, suponho. Entretanto, na segunda-fei- ra que vem, o PS acordará fa- talmente rasgado ao meio. E, a avaliar pelo extraordinário exercício de insultos cruzados nas redes sociais, a que se de- dicaram, tambéin em directo e durante o debate, algumas “personagens de referência” dos socialistas, vai ser preciso muito e intenso cheiro a po- der para cicatrizar as feridas expostas de tanta navalhada mútua. Bem podem alguns espíritos esperançosos con- tinuar a apelar, em nome dos tempos actuais, a um mínimo. de entendimento entre forças partidárias, que nem no maior partido da oposição os tempos ou o país têm mais urgência do que o ritual das facas lon- gas. Se isto - as directas par- tidárias - era o cantinho para aproximar os partidos e a po- lítica dos cidadãos (como eu também cheguei a acreditar), a primeira experiência não me parece que aconselhe outras. Mas o PSD também não está muito melhor. A trapalhada em que se envolveu Passos Coelho, incapaz ou indispo- nível para responder sim ou não a duas ou três questões simplicíssimas, as notícias so- bre Luís Filipe Menezes (qua- se de certeza impulsionadas de , dentro do partido), a feroz luta subterrânea pela candida- tura presidencial, e os recados . e intrigas que vão e vêm de uns para os outros para serem utilizadas em público, tudo isso nos remete para o velho e familiar PSD que tão bem co- nhecemos. E que *não se reco- menda ao país. Volta à pauta a privatiza- ção da TAP e eu temo que a nova urgência tenha por trás o desejo de deixar o assun- to consumado antes das legis- lativas do ano que vern. .Fala-se agora que o Governo poderá, devidamente autorizado por Bruxelas, meter uns largos mi- lhões na TAP para colocar a Enquanto o PS se esfaqueava à vista de todos, o PSD afogava-se em trapalhadas e no inconfundível cheiro dos jogos palacíanos zeros o passivo da empresa de manutenção do Brasil e assim entregar a TAP, sem encargos e com lucros de exercício, a quem a quiser comprar. Se as- sim for, e tal como sucedeu no BPN, a venda da TAP conse- guirá reproduzir um insólito negócio em que a privatização. nos custa quase uma compa- nhia nova. Seria, de facto, ex- traordinário que o argumento que asfixiou financeiramente a e TAP ao longo dos anos - o de que Bruxelas não consentia a injecção de dinheiros públicos para cortar o endividamento e manter a empresa no domínio público - agora nada valha se os dinheiros públicos servirem para viabilizar a sua venda a privados. ' Sobre a venda da. TAP, já se disse tudo e sóresta lembrar o essencial: a TAP em mãos , privadas deixará de prestar o 'serviço inestimável que presta às comunidades, às regiões au- tônomas e a Portugal. Segura- mente que não voará, aos pre- ços de agora, _para as regiões autônomas, para alguns paí- ses de emigração lusa e para outros de serviço político-di- plomático, como S. Tomé ou a Guiné-Bissau. Reduzirá ope- rações e despedirá trabalha- dores, escolherá o fílet mignon e abandonará o resto. Temos o funesto exemplo da priva- tização da ANA, que liquidou instantaneamente qualquer política aeroportuária do inte- resse nacional, substituindo-a por uma voraz apetência por lucros cada vez maiores, sem cuidar de nada mais (quatro . ;-. -._; ,.e. '~; .n. .~. ,:. .._. -.-. .3.. _.4., ... _›. _._. .;. .;_. ,.. ... _~. ..L_. ~_-. _v. _.~_. .. : ~= ~ ~ a. - _-. ..i. ... .,. _m_. g.a. ... uui_i. ,.__; .¡

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