POLÍTICA PÓS
MODERNA
Componentes: Camila
Mecca, Eduardo Tirloni,
Gabriel Zaffari, Jeferson Dias,
Leandro Caldeira, William...
CONCEITO
 O conceito de política, no contexto da
modernidade, foi marcado pela dicotomia
esquerda-direita, e significava ...
PRÁTICA
 Este tipo de política, estava de acordo
com um tempo espaço simples e
tradicional, no qual a natureza ou a
tradi...
 Porém a emergência da condição pós-
moderna mais do que acentuar os problemas
desse contexto, colocou novos e complexos
...
 Este entendimento e valorização da política na
pós-modernidade enquanto participação
coletiva na esfera pública, com a d...
 A política pós-moderna, efetivada nas ações da
"política de vida", da "subpolítica", da
"antropolítica", ou das "micropo...
 Ao contrário do que os políticos tradicionais
pensam, hoje todos estão, de alguma maneira,
positivamente (des)organizado...
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Política pós moderna zaffari 34 mp

34MP
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Education      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Política pós moderna zaffari 34 mp

  • 1. POLÍTICA PÓS MODERNA Componentes: Camila Mecca, Eduardo Tirloni, Gabriel Zaffari, Jeferson Dias, Leandro Caldeira, William Lexeus
  • 2. CONCEITO  O conceito de política, no contexto da modernidade, foi marcado pela dicotomia esquerda-direita, e significava ação das metanarrativas (ideologias totalizadoras). Estas, estabeleciam amplos e distantes objetivos relacionados com a revolução burguesa, ou com a socialista, cada uma, a sua maneira, defendia o progressivismo, que afirmava a possibilidade de se mudar tudo para melhor. Foi neste contexto que o parlamento, os partidos políticos e os sindicatos, eram a expressão dos verdadeiros agentes da política; a atuação era reduzida à classe ou a outros determinismos fixos, e o Estado, uma mera agência de classe.
  • 3. PRÁTICA  Este tipo de política, estava de acordo com um tempo espaço simples e tradicional, no qual a natureza ou a tradição ditavam as ordens e as metas, e uma superestrutura corporativista e político-partidária forjava as opções políticas, nas quais os cidadãos eram tratados como súditos.
  • 4.  Porém a emergência da condição pós- moderna mais do que acentuar os problemas desse contexto, colocou novos e complexos problemas, os quais são a expressão de um tempo espaço destradicionalizado e de crescente "reflexividade social", que obriga os indivíduos a um engajamento mais amplo com o mundo, e a tomar o destino em suas próprias mãos. Os problemas da pós-modernidade, são ricos, variados, heterogêneos; dizem respeito às condições de vida dos indivíduos; fogem da dicotomia esquerda-direita e de suas ortodoxias, e não podem ser resolvidos através de "políticas redentoras" (Heller). No lugar destas políticas, e da subordinação das vozes às mesmas, vem à tona o poder da opinião pública, "muito mais próxima, por sua própria flexibilidade e fragilidade, das demandas sociais, do que as grandes máquinas políticas seguras de si mesmas e do seu direito histórico de representar as "massas""(Touraine).
  • 5.  Este entendimento e valorização da política na pós-modernidade enquanto participação coletiva na esfera pública, com a defesa da legitimidade e autenticidade das vozes que por longo tempo foram caladas sob os macrodiscursos, é expressão do movimento de desconstrução da razão iluminista; desacredita as burocracias especializadas e seus representantes políticos, colocando em xeque as categorias do pensamento político clássico, principalmente o partido (que não aborda os novos campos de ação), e desideologiza o comportamento político.
  • 6.  A política pós-moderna, efetivada nas ações da "política de vida", da "subpolítica", da "antropolítica", ou das "micropolíticas", reconhece a pluralidade constitutiva dos sujeitos sociais e políticos, favorecendo o surgimento de novos atores, os quais lutam pela cidadania de forma fluída e dinâmica, possibilitados pelos grupos e novos movimentos com uma estrutura decisória descentralizada.
  • 7.  Ao contrário do que os políticos tradicionais pensam, hoje todos estão, de alguma maneira, positivamente (des)organizados, e desta posição resultam as questões sobre como viver, ou como diriam os existencialistas, sobre "como-estar-no- mundo" das incertezas globais, e dos "riscos de grande consequência”. As inovações e decisões sobre o futuro não se originam na classe política, mas sim nos grupos e movimentos da política pós-moderna, e na melhor das hipóteses, mais tarde os partidos apropriam-se e legislam sobre as mesmas.