Prelazia	de	São	Félix	do	Araguaia	-	MT
Equipe	da	FORMAÇÃO	DE	BASE
10 NA	IGREJA
COM	O	JEITO
DA GAUDIUM
ET	SPES
Uma	ajuda	...
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Prelazia	de	São	Félix	do	Araguaia
Subsídios	para	a	formação	de	base:
1)	Bíblia...
Querida	irmã,	querido	irmão,
Este livrinho quer nos ajudar a conhecer melhor um dos
documentos	mais	importantes	...
Oração	de	abertura	e	acolhida
O	dono	da	casa	dá	as	boas	vindas	e	acolhe	com	o	maior	carinho	possível	os	participantes
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T.	–	E	não	nos	deixeis	cair	em	tentação.
A. – A tentação do conformismo, do não fazer nada, a tentação da
r...
possível	recortá-la	e	colá-la	num	lugar	bem	visível.
5.	É	bom	convidar	os	participantes	para	trazerem	a	Bíblia.	Evitem-se	...
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Nestes nossos encontros queremos nos deixar conduzir por
algumas páginas do documento Gaudium et Spes do	...
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A.	-	"Todas	as	coisas	foram	feitas	por	ele,	e	sem	ele	nada	foi	criado"	(Jo
1,3).	Agradeçamos	ao	Senhor	o	seu	amor	que	s...
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Uma	Igreja	que	se	entrega
Era uma vez um boneco de sal. Após perguntar por terras
candentes	e	áridas,	chegou...
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Continuamos a nossa caminhada procurando acolher a nova
imagem	de	Igreja	que	nos	oferece	o	documento	Gaudium	et...
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dos	tempos	e	enxergar	o	bem	que	está	brotando.	Trata-se	de
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minha	boca	vai	sempre	louvar,
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Reconhecer	o	valor	das	coisas
Numa	pequena	cidade	do	interior,	havia	um	pobre	mendigo.	Fazia
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No	Concílio	Vaticano	II	a	Igreja	fez	uma	avaliação	sobre	si	mesma	e	sobre
a	sua	missão.	Com	o	documento	Gaudium	et	Spe...
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A	Igreja	coloca	a	pessoa	no	centro	da	própria	ação	e
missão.	É	a	dignidade	humana	vivida	na	história	o	eixo	norteado...
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A.	-	“Até	quando,	Senhor	santo	e	verdadeiro,	tardarás	em	fazer	justiça
sobre	a	terra?”	(Ap.	6,10).	No	meio	dos	sofrime...
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tropeçou	em	uma	pedra	e	caiu.	Ao	cair	chorou,	e	ao	chorar	teve
socorro.
Um senhor que estava ali, vendo a crian...
19
A	Gaudium	et	Spes	foi	o	último	documento	promulgado	antes	do
encerramento	do	Concílio	Vaticano	II.	Uma	porta	se	abriu	...
20
Ao	longo	da	história	a	Igreja	aprendeu	muito!	O	encontro
com novas culturas enriqueceu e enriquece a missão ...
21
seja	nossa	única	riqueza	e	segurança	na	vida.	Em	seu	nome	trabalhamos
para	conquistar	a	terra	e	a	justiça	para	todos.
...
22
Temos	muito	que	aprender
Conta-se de um próspero fazendeiro, dono de muitas
propriedades,	que	estava	enfermo.	A...
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O	Concílio	nos	diz	que	a	Igreja	acredita	na	família	como	célula	da
sociedade. A família é o berço da vida e d...
24
A	família	é	escola	de	humanidade	e	escola	de	fé.	Nela	as
novas	gerações	conhecem	os	valores	que	constroem	a	sociedad...
25
Jesus,	Maria	e	José
em	vós	nós	contemplamos
o	esplendor	do	verdadeiro	amor,
a	vós	dirigimo-nos	com	confiança.
Sagrada	F...
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Um	retrato	da	vida
Dona	Sebastiana	casou-se	nova,	aos	17	anos.	Já	no	começo	a	vida
não	foi	fácil.	Quando	chegou	o	terc...
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Com o Concílio a Igreja tomou consciência que devia sair das
sacristias	para	estabelecer	um	diálogo	com	a	cu...
28
Os	bens	da	terra	são	destinados	por	Deus	a	todas	as
pessoas.	Deus	criou	o	homem	e	a	mulher	e	lhe	entregou	o	mundo
p...
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A.	-	"Quando	vocês	tornarem	a	me	ver,	o	coração	de	vocês	se	encherá	de
alegria"	(Jo	16,22).	Cantemos	com	alegria	ao	Se...
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todos.”	“Pois	é”	disse	seu	Juvenal.	“Às	vezes	a	gente	dá	uma	de	filósofo…”
“Por	que	é	que	o	senhor	disse	isso?”	“Ah,	po...
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A	Igreja	vive	no	meio	de	pessoas	e	culturas	diferentes,	por	isso	faz-
se	necessário	ser	cristãos	capazes	de	dialogar	e	...
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Diálogo é saber escutar e respeitar. Diálogo não é
somente	conversa	entre	pessoas,	mas	é,	sobretudo,	saber	e...
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A.	-	“Eu	sou	o	bom	pastor:	conheço	as	minhas	ovelhas	e	elas	me	conhecem”
(Jo	10,14).	Como	os	antigos	romeiros	do	povo	...
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A	nossa	Igreja
Certa ocasião, um homem, que acabou de chegar na cidade,
abordou um velho jornaleiro e di...
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Amar	e	servir	aos	homes	e	às	mulheres	de	hoje	é	o	compromisso
que	o	Concílio	assumiu	para	todos	os	que	querem	seguir	J...
36
A	Igreja	quer	que	todas	as	pessoas	se	reconheçam	e
vivam	como	irmãos	e	irmãs,	filhos	do	mesmo	Pai	que	está	nos
céus...
Aleluia,	aleluia,	aleluia,
vem,	minh'alma,	bendizer	teu	Senhor,	aleluia!
Aleluia,	aleluia,	aleluia,
vem,	minh'alma,	bendi...
38
A	Igreja	é	chamada	para	ser	luz
Chegou	o	dia	em	que	o	fósforo	disse	à	vela:	“Eu	tenho	a	tarefa	de
acender-te.” Assust...
39
Um	dos	temas	que	mais	suscitaram	interesse	depois	do	Concílio	foi
o	compromisso	com	a	paz	mundial	e	o	chamado	profétic...
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O Concílio denuncia que na
base	dos	problemas	que	ameaçam	a
paz estão as injustiças praticadas por
quem	é...
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A.	-	"Quem	ama	foi	gerado	por	Deus,	e	quem	não	ama	não	conhece	a
Deus"	(1Jo	4,7).	Antes	de	oferecer	nosso	louvor,	faça...
O	amor	pede	socorro
Era uma vez uma ilha onde moravam a alegria, a tristeza, a
sabedoria,	o	amor	e	todos	os	ou...
43
Na	Igreja	latino-americana	a	aplicação	do	Concílio	tem	inicio	com	a
preparação	da	II	conferência	Geral	do	CELAM	que	ac...
Servir	os	pobres	é	fazer	acontecer	o	Reino	de	Deus.	No
momento	em	que	escolhemos	de	participar	da	Igreja	Católica	e	nos
...
45
A.	-	“Se	Deus	é	por	nós,	quem	será	contra	nós?	Nada	nos	separará	do
amor	que	Deus	nos	deu	por	meio	de	Jesus	Cristo”	(R...
Uma	estação	de	salvamento
Numa certa costa do mar havia um trecho muito perigoso que causava muitos
naufrágio...
47
Algumas	ideias	para	a
Convidamos preparar com calma a
celebração final para que seja um
momento	de	encontro,...
pois	até	mesmo	o	assassino	não
pode	ser	assassinado.	Deus	quer
destruir a cadeia de morte que
entrou	no	mundo,	mas...
serviço	da	humanidade	e	da	vida
que é um dom de Deus. Foi ele
quem ordenou o surgimento da
vida vegetal, d...
partilha	com	os	presentes.
Canto	n°	14	na	página	53	ou	outro.
5.	Benção	final
Comentarista:	O	Concílio	entrega	a
todos n...
---	1	---
Oi,	que	prazer,	que	alegria	o
nosso	encontro	de	irmãos
1.	É	como	um	banho	perfumado,
gostosa	é	nossa	união.
2....
52
---	7	---
1.	Escuta,	ó	povo	a	canção	da
alegria	o	canto	novo	que	prepara
o	nosso	dia...
Vem,	canta,	luta	cantando,
vi...
53
---	13	---
1.	O	povo	de	Deus	no	deserto
andava	/	mas	a	sua	frente	alguém
caminhava.	/	O	povo	de	Deus	era
rico	de	nad...
54
sabe	enfrentar	/	O	pobrezinho	ele
defenderá	/	Não	nos	abandonará
4.	O	povo	dá	glórias	ao	Senhor	/
meu	coração	bate	al...
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Na Igreja com o jeito da Gaudium et Spes

Na Igreja com o jeito da Gaudium et Spes
Published on: Mar 3, 2016
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Na Igreja com o jeito da Gaudium et Spes

  • 1. Prelazia de São Félix do Araguaia - MT Equipe da FORMAÇÃO DE BASE 10 NA IGREJA COM O JEITO DA GAUDIUM ET SPES Uma ajuda para rezar, partilhar a vida e a Palavra de Deus nas comunidades, nos grupos de rua e nas famílias.
  • 2. ___________________________________________ Prelazia de São Félix do Araguaia Subsídios para a formação de base: 1) Bíblia, Palavra de Deus (Setembro 2013) 2) O teu Rosto, Senhor, eu procuro (Advento-Natal 2013) 3) Eis o tempo de conversão (Quaresma 2014) 4) Eis o tempo da alegria (Páscoa 2014) 5) Sejam os santos do novo milênio (Agosto 2014) 6) A Palavra de Deus nos convoca e nos envia (Setembro 2014) 7) Palavras para preparar o Natal (Advento-Natal 2014) 8) Eu vim para servir (Quaresma 2015) 9) Dízimo, gesto de amor e gratidão de um coração qua ama ROTEIRO: 1) Uma Igreja que respira e vive o Evangelho pág. 07 2 Uma Igreja atenta aos sinais dos tempos pág. 11 3 Uma Igreja respeitosa de cada pessoa humana pág. 15 4 Uma Igreja que tem muito a aprender pág. 19 5 Uma Igreja que acredita na família pág. 23 6 Uma Igreja atenta ao bem comum pág. 27 7 Uma Igreja em diálogo pág. 31 8 Uma Igreja que quer construir um mundo novo pág. 35 9 Uma Igreja chamada a construir a paz universal pág. 39 10 Uma Igreja que faz a opção pelos excluídos pág. 43 Celebração final pág. 47 Cantos pág. 51 OBSERVAÇÃO: Este roteiro é uma ajuda para refletir, mas não quer substituir a criatividade dos animadores/as dos grupos. Cada grupo sinta-se à vontade para melhorar o que está escrito nestas páginas. 2
  • 3. Querida irmã, querido irmão, Este livrinho quer nos ajudar a conhecer melhor um dos documentos mais importantes do Concílio Vaticano II, a Gaudium et Spes. Trata-se de um documento que quer orientar a vida da Igreja no mundo atual. Gaudium et Spes são as palavras com que começa o documento na língua latina e significam: as alegrias e as esperanças. A Igreja quer se aproximar de cada homem e de cada mulher com o desejo de partilhar alegrias e esperanças, sofrimentos e dores. Sair para encontrar, visitar, partilhar, conversar... é o compromisso da Igreja depois do Concílio Vaticano II. Com este subsídio queremos nos ajudar a sermos Igreja de Jesus: uma Igreja que respira e vive o Evangelho, uma Igreja atenta aos sinais dos tempos, uma Igreja respeitosa de todas as pessoas, uma Igreja que tem muito a aprender, uma Igreja que acredita na família, uma Igreja atenta ao bem comum, uma Igreja em diálogo, uma Igreja que quer construir um mundo novo, uma Igreja chamada a construir a paz universal, uma Igreja que faz a opção pelos excluídos. Que Deus dê a nós e a toda a Igreja a coragem de escutar a voz do Espírito Santo que nos impele à missão. Boa missão! A equipe da formação de base OBS. Os textos da Gaudium et Spes foram adaptados com o desejo de serem mais simples. Para quem quer aprofundar mais convidamos ler na íntegra o documento. 3
  • 4. Oração de abertura e acolhida O dono da casa dá as boas vindas e acolhe com o maior carinho possível os participantes do encontro. Canto n° 1 ou 2 na página 51. A. – Estamos reunidos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. O encontro continua nas páginas seguintes. T. – Amem. A. – Podemos começar o nosso encontro com muita simplicidade fazendo a recordação da vida e colocando diante de Deus as nossas alegrias e os nossos sofrimentos... Continua nas páginas seguintes. Oração final A. – Antes de terminar colocamos diante de Deus as nossas preces. Deus, escuta a nossa oração como uma mãe escuta e atende o pedido do filho. Podemos repetir: Caminha com a Tua Igreja, Senhor! (Intenções livres) T. – Pai Nosso que estais nos céus. A. – Concedei que nós, vossos filhos, construamos uma nova sociedade, de paz e fraternidade e não de violência e morte. T. – Santificado seja o vosso nome. A. – Para que em vosso nome, Senhor, não haja abuso, opressão, mas solidariedade e louvor. T. – Venha a nós o vosso Reino. A. – Não o reino do medo, do poder, do consumismo, mas aquele que o teu Filho nos mostrou. T. – Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. A. – Que a terra seja dom de todos. T. – O pão nosso de cada dia nos dai hoje. A. – O pão da paz, do emprego, dos direitos básicos para qualquer ser humano, o pão da justiça e da dignidade. T. – Perdoai as nossas ofensas. A. – Que os nossos interesses pessoais não sejam o que movem a sociedade. Que sejam mudados nossos lamentos em cantos de alegria, os punhos fechados em mãos abertas, os choros dos órfãos em sorrisos. T. – Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. A. – Transformai em nós os sentimentos de egoísmo, pela confiança do perdão do Senhor que é muito maior que a nossa capacidade de perdoar! 4
  • 5. 5 T. – E não nos deixeis cair em tentação. A. – A tentação do conformismo, do não fazer nada, a tentação da recusa em trabalhar convosco na procura de justiça e paz. T. – Mas livrai-nos do mal. A. – De não sermos irmãos para nosso irmão e irmã. T. – Amém! A. – Que assim seja, Senhor, por vossa vontade, pois vosso é o Reino, o poder e a glória! A. – O Senhor nos abençoe e nos guarde! T. – Amém! A. – O Senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável! T. – Amém! A. – O Senhor dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz! T. – Amém! T. – Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A. – Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. T. – Para sempre seja louvado! O encontro pode terminar com a Oração da família n° 3 na página 51. Orientações para o uso do subsídio 1. É bom que cada paróquia ou comunidade faça uma reunião com os animadores antes de iniciar o estudo deste subsídio. Esta reunião servirá para estudar este subsídio e avaliar como foram feitos os encontros do subsídio anterior. 2. É bom que cada comunidade escolha uma celebração para fazer a apresentação e o envio dos animadores dos grupos. È também oportuno escolher uma data para a celebração conclusiva que pode ser em nível de comunidade. No final do subsídio tem uma sugestão de celebração. 3. É bom que o animador prepare cada encontro com antecedência, prevendo o ambiente necessário a cada reunião. Se possível os leitores sejam escalados com antecedência para treinar na leitura. Uma pequena mesa com a Bíblia, água, velas e um crucifixo e outros sinais da nossa fé podem ajudar no clima de oração. Não se esqueçam de escolher os cantos para animar o encontro (no final deste subsídio encontram algumas sugestões). No momento da reflexão o animador deve ajudar a todos a darem sua opinião, participando. 4. É bom que alguém passe de casa em casa para convidar as pessoas lembrando o dia, o horário e o local da reunião. É importante convidar pessoas novas: não custa repetir o convite com simpatia às pessoas que ainda não participam. A última página deste subsídio pode ajudar sendo
  • 6. possível recortá-la e colá-la num lugar bem visível. 5. É bom convidar os participantes para trazerem a Bíblia. Evitem-se conversas e comentários sobre assuntos inconvenientes. O encontro deve ser algo esperado e desejado por todos. O AMBIENTE dos encontros é o lugar onde vivemos: casa, oficina, firma, comunidade, escola... É bom que o grupo se reúna num ambiente anteriormente preparado, tendo no centro alguns sinais que possam ajudar: flores, fotos da vida da comunidade, lembranças de momentos de partilha, símbolos ... ORAÇÃO DE ABERTURA E ACOLHIDA (página 4) A celebração começa com as boas vindas, a acolhida carinhosa dos participantes e, se for necessário, a apresentação dos participantes no encontro. Cuidar de forma especial dos que participam pela primeira vez. INTRODUÇÃO. Cada roteiro começa com uma introdução ao tema em que são destacadas as ideias mais importantes do encontro. Aqui encontramos o texto da Gaudium et Spes que anima o encontro. TRES IDEIAS PARA ENTENDER E PENSAR. A cada encontro são apresentadas três ideias tiradas do texto da Gaudium et Spes para focar melhor o tema do encontro. UMA PERGUNTA PARA CONVERSAR. É o momento da partilha e da conversa em grupo. SALMO. A nossa vida partilhada é colocada diante de Deus com as palavras dos Salmos. Palavras que o mesmo Jesus usava para rezar. Palavras que nos colocam numa longa história de oração em que mulheres e homens de todos os tempos apresentam a Deus alegrias e sofrimentos, esperanças e decepções. UMA PALAVRA QUE QUER NOS INCOMODAR. É a alma da nossa oração. A Palavra de Deus vai iluminar a realidade da vida, do dia-a-dia. Nos roteiros colocamos somente uma frase da Palavra de Deus. O grupo, porém, está convidado a ler o trecho completo na Bíblia. Quem vai proclamar a Palavra de Deus se prepare com um carinho todo especial: o que vai proclamar é Palavra de Deus! Depois da leitura é bom deixar um tempo de silêncio para a meditação. A Palavra de Deus sugere sempre um compromisso. É bom em grupo nos ajudar a traduzir em gestos concretos as nossas reflexões. ORAÇÃO FINAL (página 4). É o momento em que recolhemos os frutos do encontro para levá-los às nossas casas. Acolhendo a bênção de Deus, nos tornamos também uma bênção para as pessoas que encontraremos no nosso dia-a-dia. Antes da bênção, pode ser bom mais um momento de partilha para gravar no coração uma frase, um gesto, uma experiência que marcou o encontro. 6
  • 7. 7 Nestes nossos encontros queremos nos deixar conduzir por algumas páginas do documento Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II. Com estas palavras (na língua latina) começa o documento mais voluminoso que o Concílio nos deixou para orientar a Igreja no mundo atual. Gaudium et Spes significa: “As Alegrias e as esperanças”. Ajudada por este documento, a Igreja, conseguiu perceber, de forma bastante honesta, quais têm sido as alegrias e as esperanças que o Espírito Santo animou na vida das comunidades e retomar a caminhada com renovado entusiasmo. Foi uma virada histórica e uma mudança de passo. Com o Concílio, a Igreja assumiu a caminhada para o Reino como Povo de Deus. A Igreja, sonhada pelo Concilio Vaticano II caminha partilhando as alegrias e os sofrimentos da humanidade. Algumas pessoas mais de idade lembram como era a Igreja antes do Concílio. 1. UMA IGREJA QUE RESPIRA E VIVE O EVANGELHO Introdução
  • 8. A Igreja partilha as alegrias e os sofrimentos de toda a humanidade: sofre com quem sofre e se alegra com quem está alegre. O Concílio pede a todos os cristãos a responsabilidade de cultivar e promover esta nova imagem de Igreja que se coloca na escuta e está aberta à promoção de todas as mulheres e de todos os homens. No coração da Igreja tem espaço para todos os seres humanos, assim como no coração de Deus. O coração da Igreja bate com o coração da humanidade toda. A Igreja quer participar da caminhada de toda a humanidade, de sua história, de suas lutas, vitórias e derrotas, para contribuir na libertação integral do ser humano. A Igreja é formada por homens e mulheres que, reunidos em Jesus, se deixam guiar pelo Espírito Santo. A Igreja pretende só uma coisa: continuar a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade, para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido. É necessário que a Igreja seja coerente com a mensagem do Evangelho para se tornar credível e anunciar eficazmente a Palavra de Deus. Os discípulos de Jesus têm a responsabilidade de viver e anunciar o Evangelho. Canto n° 3 na página 51 Três Ideias para entender e pensar 8 A nossa comunidade vive e respira o Evangelho? Como estamos continuando a missão de Jesus hoje? O que estamos fazendo como comunidade para ser fermento que anima a massa? Uma pergunta para conversar Seria bom ouvir o que têm a nos dizer a respeito da atuação da mulher na Igreja, da distribuição das funções entre padres e leigos, da missa, enfim... Eis as primeiras palavras do documento que queremos estudar: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Jesus; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no coração da Igreja. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação a procura do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para comunica-la a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se realmente e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história.” (GS 1)
  • 9. 9 A. - "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada foi criado" (Jo 1,3). Agradeçamos ao Senhor o seu amor que se revela na criação do mundo, na caminhada de libertação do seu povo e em nossa vida. 1. Alegres vibrem no Senhor, ó justos, pois a vocês fica tão bem louvar, com a guitarra ao Senhor celebrem, com violões pra ele vão tocar! 2. Um canto novo cantem ao Senhor, toquem com arte na festividade, pois a Palavra do Senhor é certa e sua obra toda é verdade! 3. O seu prazer consiste na justiça e seu amor preenche toda a terra, o céu foi feito pela sua Palavra, sua boca sopra e surgem as estrelas! 4. Do mar as águas ele é quem represa e os oceanos o Senhor contém; que a terra inteira o respeite e o tema e os moradores deste chão também! 5. Fala o Senhor e as coisas acontecem e o que ele manda faz-se de repente; ele desfaz os planos das nações, mas seu projeto dura eternamente! 6. Feliz nação que tem Deus por Senhor, feliz o povo que o tem por herança! De lá do céu contempla o mundo todo e os corações o seu olhar alcança! 7. Ninguém se salva pela própria força, nem o valente, nem o poderoso; para salvar, as armas nada valem e seu poder é sempre enganoso. 8. O Senhor vela por quem o respeita, por quem espera pelo seu amor, para livrar da morte sua vida e sustentá-lo em tempo de horror. 9. Por isso nós por ele esperamos, é nosso auxílio e nossa proteção! E no seu nome é que nós confiamos, nele se alegra o nosso coração! 10. O teu amor repouse em nós, Senhor, tal como está em ti nossa esperança! Ao Pai, ao Filho e ao Divino amor todo louvor e toda a confiança! Salmo 33 (32) Entre uma estrofe e a outra pode ser cantado o refrão: Quero cantar ao Senhor, sempre, enquanto eu viver. Hei de provar seu amor, seu valor e seu poder!
  • 10. 10 Uma Igreja que se entrega Era uma vez um boneco de sal. Após perguntar por terras candentes e áridas, chegou a descobrir o mar que jamais vira e, por isso, não podia compreender. Perguntou o boneco de sal: “Quem és tu?” E o mar respondeu: “Eu sou o mar”. Tornou o boneco de sal: “Mas quem é o mar?” O mar respondeu: “Sou eu”. “Não entendo”, disse o boneco de sal. “Como poderia compreendê-lo, porque gostaria muito?” O mar respondeu: “Toque-me”. Então o boneco de sal, timidamente, tocou o mar com as pontas dos dedos do pé. Percebeu que aquilo começou a ser compreensível. Mas logo se deu conta: “Veja só, desapareceram as pontas de meus pés. Que me fizeste, ó mar?” O mar respondeu: “Você me deu alguma coisa para que eu pudesse compreender”. E o boneco de sal começou a entrar lentamente para o mar, solene e devagar como quem vai fazer o ato mais importante de sua vida. Na medida em que entrava ia-se diluindo. E nessa mesma medida tinha a impressão de conhecer mais e mais o que é o mar. Até que uma onda tragou totalmente o boneco de sal. Pensamos que a Igreja respira e vive do Evangelho: as nossas comunidades se deixam transformar pelo Evangelho? Contos para pensar Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Lc. 10,25-37 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Vá e faça a mesma coisa!” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Lc 10,25-37
  • 11. 11 Continuamos a nossa caminhada procurando acolher a nova imagem de Igreja que nos oferece o documento Gaudium et Spes. O Concílio estabelece um critério fundamental para a caminhada da Igreja: a atenção aos sinais dos tempos e sua interpretação à luz do Evangelho junto com a humanidade. ‘Sinais dos tempos’ é uma expressão que quer destacar a ação de Deus na nossa história: Deus continua trabalhando para que este nosso mundo seja a cada dia um mundo melhor. Uma Igreja atenta aos sinais dos tempos é uma Igreja que procura dia após dia Deus presente no coração de cada pessoa e nos acontecimentos da história. “Para dar continuidade a missão de Jesus é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas. É, por isso, 2. UMA IGREJA ATENTA AOS SINAIS DOS TEMPOS Introdução
  • 12. 12 É necessária muita sabedoria para saber ler os sinais dos tempos e enxergar o bem que está brotando. Trata-se de um olhar positivo sobre o mundo criado por Deus, apesar do mal: o jeito da Igreja, mais acolhedor e aberto para escutar todas as realidades humanas, a ajuda a enxergar primeiramente o positivo. No mundo, o Espírito Santo trabalha, têm sinais da presença e da ação de Deus. Uma Igreja que ama não uma Igreja que julga: eis o sonho do Concílio. A Igreja que ama aprende diariamente a ver e valorizar o bem espalhado nas mais diferentes realidades. Quantas coisas boas acontecem sem fazer barulho? São muitas! Uma Igreja que ama sabe que tudo o que é bom vem de Deus: por isso valoriza tudo o que é bom sem preconceitos. A Igreja vive no mundo aberta às novidades que acontecem porque sabe que todo acontecimento bom é animado pelo Espírito Santo e conduz ao Pai. Deus continua cuidando da vida e da história da humanidade e espalha sementes de bem em cada cultura, povo, língua e nação. A Igreja aprende aos poucos a descobrir e valorizar as pérolas preciosas que Deus colocou no mundo. Refrão 372 Três Ideias para entender e pensar A nossa comunidade está atenta aos sinais dos tempos? Conseguimos enxergar a ação do Espírito Santo que trabalha para fazer deste mundo um mundo melhor? O que estamos fazendo para nos ajudar a fazer o bem? Quais os maiores desafios de nossa comunidade? Quais as coisas novas que tem nos ajudado a caminhar segundo a vontade de Deus? Uma pergunta para conversar necessário conhecer e compreender o mundo em que vivemos, as suas esperanças e aspirações, e o seu caráter tantas vezes dramático.” (GS4) Podemos cantar o refrão: Quando Tu, Senhor, teu Espírito envias, Todo mundo renasce, é grande a alegria
  • 13. 13 Bendirei ao Senhor todo o tempo, minha boca vai sempre louvar, a minh'alma o Senhor glorifica os humildes irão se alegrar. Salmo 34 (33) 1. Vamos juntos dar glória ao Senhor e ao seu nome fazer louvação. Procurei o Senhor, me atendeu, me livrou de uma grande aflição. Olhem todos pra ele e se alegrem, todo o tempo sua boca sorria. Este pobre gritou e ele ouviu, fiquei livre da minha agonia. 2. Acampou na batalha seu anjo, defendendo seu povo e o livrando, provem todos, pra ver como é bom, o Senhor que nos vai abrigando. Povo santo, adore o Senhor, aos que o temem nenhum mal assalta. Quem é rico empobrece e tem fome, mas a quem busca a Deus, nada falta. 3. Ó meus filhos, escutem o que eu digo pra aprender o temor do Senhor. Quem de nós que não ama sua vida, e a seus dias não quer dar valor? Tua língua preserva do mal e não deixes tua boca mentir. Ama o bem e detesta a maldade, vem a paz procurar e seguir. 4. Sobre o justo o Senhor olha sempre, seu ouvido se põe a escutar; que teus olhos se afastem dos maus, pois ninguém deles vai se lembrar. Deus ouviu quando os justos chamaram e livrou-os de sua aflição. Está perto de quem se arrepende, ao pequeno ele dá salvação. 5. Para o justo há momentos amargos, mas vem Deus pra lhe dar proteção. Ele guarda com amor os seus ossos; nenhum deles terá perdição. A malícia do ímpio o liquida, quem persegue o inocente é arrasado. O Senhor a seus servos liberta, quem se abriga em Deus é poupado. 6. Glória a Deus criador que nos ama, glória a Cristo que é nosso bem, e ao Espírito, amor e ternura, desde agora e pra sempre. Amém! A. - "Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso" (Mt 11,28). Bendigamos ao Senhor que escuta a oração dos empobrecidos e liberta os oprimidos. Façamos nossa a experiência da intimidade com Deus que o salmista revela e Maria desenvolve na sua ação de graças ao Senhor.
  • 14. 14 Reconhecer o valor das coisas Numa pequena cidade do interior, havia um pobre mendigo. Fazia o que todo mendigo faz: dormia nas calçadas, pedia pão e roupa velha. Tudo o que ganhava, colocava dentro de uma mochila. Nos dias bonitos de sol ele sentava na praça, tirava do saco os trapos, os lavava na fonte da praça e os estendia no chão para secar. Pegava o pão velho e o amassava com uma pedra que ele trazia também no saco, comia como se fosse uma sopa. Era um mendigo que não incomodava, até gostava de conversar e brincar com algumas crianças. Assim levava a vida... Quando ele demorava em aparecer, o povo sentia falta, mas mais cedo ou mais tarde chegava. Aconteceu, porém, que num dia muito frio, o mendigo não apareceu. Estava morto lá no começo da rua principal. O povo correu para ver o homem morto. Do lado dele estava a mochila e mais nada. O povo cheio de bondade ajeitou o enterro e o levou para o cemitério. Um jovem curioso revirou a mochila e gostou da pedra. A levou para a casa e, lavando-a descobriu que era uma pedra preciosa, um diamante que todo o dinheiro da cidade não dava para comprar. Pensamos: a nossa comunidade sabe reconhecer a presença de Deus na história? Como faz para valorizar as coisas que valem? Contos para pensar Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Mt. 25,31-46 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Todas as vezes que vocês fizeram algo a um dos meus irmãos, foi a mim que o fizeram!” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Mt 25,31-46
  • 15. 15 No Concílio Vaticano II a Igreja fez uma avaliação sobre si mesma e sobre a sua missão. Com o documento Gaudium et Spes a Igreja faz uma súplica a Deus para que possa ser testemunha do compromisso e da esperança para com a vida de todas as pessoas e povos. A Igreja afirma solenemente que não quer ter uma postura distanciada da vida concreta dos seus fiéis, mas buscar uma compreensão e envolvimento com todas as situações onde a dignidade humana era violada. O desejo da Igreja é uma continuidade da vontade de Jesus, que foi e é estar sempre junto da vida do povo, caminhando e lutando junto, libertando-se das angústias e cuidando sempre da dignidade de cada pessoa. A Igreja começou se interessar com as coisas do mundo e curar aquela ferida que a separava das pessoas com que vivia. O Concílio quer uma Igreja respeitosa com cada pessoa humana porque é para salvar os homens e as mulheres que Jesus veio no mundo. E é para servir a missão de Jesus que a Igreja foi criada e existe. “É a sociedade humana que deve ser renovada. É, portanto, a pessoa considerada em sua unidade e totalidade, corpo e alma, coração e consciência, inteligência e vontade, que será o eixo de toda explanação deste documento. A Igreja, certa de que em cada pessoa 3. UMA IGREJA RESPEITOSA DE CADA PESSOA HUMANA Introdução
  • 16. 16 A Igreja coloca a pessoa no centro da própria ação e missão. É a dignidade humana vivida na história o eixo norteador do diálogo que a Igreja quer estabelecer com o mundo. A Igreja está a serviço de uma vida melhor para que todo ser humano tenha vida e vida em abundância. O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. Através de Jesus tornam-se irmãos uns dos outros. Jesus viveu a nossa mesma vida trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana. A humanidade, obra de Deus, mas escravizada pelo pecado, precisa ser libertada do mal que a oprime. Por isso a Igreja, atenta a cada mulher e a cada homem, não pode ter medo de chamar a atenção às situações de pecado que atentam a dignidade humana. Respeitar as pessoas significa respeitar a consciência de cada homem e cada mulher porque a pessoa não pode se voltar ao bem a não ser livremente. Nunca o anúncio do Evangelho deve violar a consciência! Ao mesmo tempo que respeita a liberdade, a Igreja chama a atenção para a igualdade e a responsabilidade que cada ser criado tem em deixar este mundo melhor de como o achou. Três Ideias para entender e pensar A nossa comunidade se sente responsável pela vida de cada pessoa? Conseguimos respeitar todas as pessoas, também aquelas que vivenciam o Evangelho de forma diferente da nossa? O que estamos fazendo para as pessoas terem mais dignidade e uma vida melhor? Uma pergunta para conversar está presente Deus, se coloca a disposição da humanidade para cooperar ao fim de instaurar a fraternidade universal. É a pessoa humana que deve ser salva.” (GS 3) Podem cantar: Seu nome é Jesus Cristo e passa fome e grita pela boca dos famintos e a gente quando o vê, aperta o passo, as vezes pra chegar depressa à igreja. Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa e dorme pelas beiras das calçadas, e a gente quando o vê, passa adiante, e diz que ele durmiu embriagado Entre nós está e não o conhecemos, entre nós está, e nós o desprezamos.
  • 17. 17 A. - “Até quando, Senhor santo e verdadeiro, tardarás em fazer justiça sobre a terra?” (Ap. 6,10). No meio dos sofrimentos e em nome de todos os que sofrem, entreguemos a Deus nossa confiança. Acreditamos que o seu amor nos faz cantar de alegria pela salvação de todos. 1. Até quando, Senhor, vais me esquecer? Até quando pra mim não vai olhar? Até quando esta dor dentro de mim? Até quando o inimigo vencerá? 2. Meu Senhor, sê atento e me responde, Não se apague a luz dos olhos meus, O inimigo não diga: “Está perdido”, Quem me oprime não pense que venceu. 3. Quanto a mim eu confio em teu amor; Pelo bem que me fez eu vou cantar. Tu me salvas, meu coração se alegra, A teu Noé, ó Deus, eu vou tocar! Salmo 13 (12) Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Mt. 25,31-46 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Todas as vezes que vocês fizeram algo a um dos meus irmãos, foi a mim que o fizeram!” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Mt 25,31-46 Jardim da vida Uma criança brincava no parque com sua mãe quando avistou próximo dali um lindo jardim. Flores coloridas, brancas, vermelhas, rosas e amarelas a convidavam a brincar. A criança, sem pensar, olhou para aquelas belas flores e saiu correndo pelo parque em busca do jardim. Só que, no caminho,
  • 18. 18 tropeçou em uma pedra e caiu. Ao cair chorou, e ao chorar teve socorro. Um senhor que estava ali, vendo a criança em desespero, aproximou-se e sentou-se carinhosamente ao seu lado. - Você está bem?- disse o homem. - Eu caí quando tentava chegar ao jardim. Caí e estou triste, acho que vou desistir de ir para lá. – disse a criança chorando. O homem olhou penalizado e com doçura disse: - Meu bem, um dia, há muito tempo, eu também caí ao buscar o jardim. Caí, e não mais me levantei, eu desisti. Desisti do motivo maior que me impulsionava. A chama que havia em meu peito gritava: “Vá, acredite!” Mas eu não fui. Caí e desisti. Abandonei o que minha alma tanto buscava. Sofri e aprendi. Ouça: Ali na frente, você vê um jardim. Você sente que é lá que você prefere estar. Uma voz dentro de você diz: “Seja, vá, acredite!” Mas, lembre-se filho, sempre haverá pedras em seu caminho. A criança, mais calma, olhou para o homem e perguntou: - Porque as pedras? O caminho não poderia estar livre? O homem olhou nos olhos da criança, um olhar tão sincero e sereno que a criança sentiu-se amparada e protegida, então o homem falou: - Todos podem chegar ao jardim… Todos. Mas as flores são sensíveis e delicadas. Por isso precisam ser protegidas de pessoas despreparadas que poderiam destruí-las. A natureza colocou pedras no caminho para permitir que só aqueles que tiverem a sensibilidade de entender que as pedras não foram feitas para impedir a chegada, mas para serem contornadas, cheguem até lá! A criança enxugou as lágrimas, levantou-se e continuou em busca do jardim. Você não vai desistir de ir ao encontro do seu jardim, só porque algumas pedras estão aí no seu caminho. Retire-as e vá em frente. Todos podem chegar…depende só de você. Quando encontrar o jardim, não esqueça de dar uma flor para quem você ama. Pensamos: a Igreja é para todos, depende de nós chegar e ficar a vontade nela! Contos para pensar
  • 19. 19 A Gaudium et Spes foi o último documento promulgado antes do encerramento do Concílio Vaticano II. Uma porta se abriu para que a Igreja pudesse sair e percorrer as estradas do mundo. Com os padres conciliares (aqueles que participaram diretamente do Concilio) a Igreja saiu para alcançar as pessoas mais distantes e anunciar o Evangelho do Reino. Saiu com o desejo de encontrar homens e mulheres, conversar, entender, aprender, trabalhar e servir. “A Igreja não ignora quanto recebeu da história e da evolução do gênero humano. A experiência dos séculos passados, os progressos científicos, os tesouros encerrados nas várias formas de cultura humana, os quais manifestam mais plenamente a natureza do homem e abrem novos caminhos para a verdade, aproveitam igualmente à Igreja. Ela aprendeu, desde os começos da sua história, a formular a mensagem de Cristo por meio dos conceitos e línguas dos diversos povos.” “Para aumentar este intercâmbio a Igreja necessita da ajuda daqueles que, vivendo no mundo, conhecem bem o espírito e conteúdo das várias instituições e disciplinas, sejam eles crentes ou não. É dever de todo o Povo de Deus e, sobretudo dos pastores e 4. UMA IGREJA QUE TEM MUITO A APRENDER Introdução
  • 20. 20 Ao longo da história a Igreja aprendeu muito! O encontro com novas culturas enriqueceu e enriquece a missão da Igreja. Acolhendo povos diferentes e dialogando com eles a Igreja não perde nada e a sua missão evangelizadora ganha muito. O progresso cientifico ofereceu novos instrumentos para entender e viver o Evangelho. A Igreja está ciente de que não sabe tudo, mas tem muito a aprender. Por isso convida cada cristão e se compromete ela mesma a escutar, ouvir e entender melhor o que acontece. Para anunciar o Evangelho faz-se necessário conhecer a cultura em que as pessoas vivem, a língua que falam, os costumes e as tradições que as animam. Com jeito humilde a Igreja quer aprender! A Igreja quer aprender a trabalhar em conjunto, juntar forças, para que a ação evangelizadora alcance o seu objetivo: que Jesus seja conhecido, seguido e amado por todos os povos. A Igreja pode aprender também das pessoas que a hostilizam e perseguem. Três Ideias para entender e pensar A nossa comunidade tem consciência que tem ainda muito a aprender? Aceitamos quem tem ideias diferentes e não pensa como nós? O que estamos fazendo para entender o que está acontecendo e acolher as novidades da sociedade em que vivemos? Uma pergunta para conversar teólogos, com a ajuda do Espírito Santo, saber ouvir, discernir e interpretar as várias linguagens do nosso tempo, e julgá-las à luz da palavra de Deus, de modo que o Evangelho possa ser cada vez mais intimamente percebido, melhor compreendido e apresentado de um modo conveniente.” (GS 44). Podem cantar: Eu quero ver, eu quero ver acontecer o sonho bom, sonho de muitos, acontecer. A. - Conforme a promessa deste salmo “o Messias não foi abandonado no túmulo, e seu corpo não chegou à corrupção” (At. 2,31). Os levitas antigos não recebiam propriedade. O Senhor Deus devia ser a porção que eles herdavam. Hoje, retomando o canto deles, peçamos ao Senhor que ele
  • 21. 21 seja nossa única riqueza e segurança na vida. Em seu nome trabalhamos para conquistar a terra e a justiça para todos. 1. Protege-me, o Deus, tu és meu abrigo “só tu és meu bem”, eu digo ao Senhor. Rejeito esses Deuses que o mundo promove; Aos grandes não sirvo, nem presto favor. 2. Aqui, na terra, és, Deus, minha única herança, Em ti meu destino, porção garantida: Tiraram a sorte para ver minha parte, Tu és a mais bela herança da vida. 3. Bendito o Senhor que é meu conselheiro, À noite me alegra o meu coração. Pra sempre o Senhor perante os meus olhos, Com ele meus passos não vacilarão. 4. O meu coração se alegra constante, Até minha carne repousa segura. No mundo dos mortos tu não me abandonas, nem deixas teu servo preso à sepultura. 5. Tu me ensinarás da vida o caminho, Em tua presença há muita alegria. O Deus do universo, qual Mãe se mostrou, Cantemos louvores de noite e de dia. Salmo 34 (33) Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Mc. 7,24-30 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Uma mulher com uma filha doente foi até Jesus e caiu a seus pés.” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Mc 7,24-30
  • 22. 22 Temos muito que aprender Conta-se de um próspero fazendeiro, dono de muitas propriedades, que estava enfermo. Algo que lhe preocupava muito era o clima de desarmonia que reinava entre seus filhos. Certo dia chamou os filhos para lhes comunicar as suas decisões: “Como vocês sabem eu estou velho e cansado e creio que não me resta muito tempo de vida. por isso vos chamei aqui para avisá-los que vou deixar todos os meus bens para apenas um de vocês” Os filhos, surpresos, se entreolharam. O pai continuou: “Vocês estão vendo aquele feixe de gravetos ali, encostados naquela porta? Aquele que conseguir partir o feixe ao meio, apenas com as mãos, este será o meu herdeiro!” Cada um dos filhos teve a sua chance de tentar quebrar o feixe, mas nenhum, por mais esforço que fizesse, foi bem sucedido na sua tentativa. Indignados com o pai começaram a reclamar. O velho fazendeiro pediu o feixe e foi retirando um a um os gravetos, quebrando-os, separadamente, até não mais restar um único graveto inteiro. E depois concluiu: “Eu não tenho o menor interesse em deixar os meus bens para um só de vocês. Eu quero que vocês juntos sejam os sucessores do meu trabalho, com garra, dedicação e acima de tudo repletos de amor. Enquanto vocês estiverem unidos, nada poderá por em risco tudo o que consegui para vocês. Nada, nem ninguém os quebrará. Mas separadamente vocês são frágeis quanto cada um destes gravetos. Pensamos: Temos muito a aprender! Juntamo-nos em volta de Jesus! Contos para pensar “AQUELE QUE, PELA VIRTUDE QUE OPERA EM NÓS, PODE FAZER INFINITAMENTE MAIS DO QUE TUDO QUANTO PEDIMOS OU ENTENDEMOS, A ELE SEJA DADA GLÓRIA NA IGREJA E EM CRISTO JESUS, POR TODAS AS GERAÇÕES DA ETERNIDADE”. (EF. 3, 20-21).
  • 23. 23 O Concílio nos diz que a Igreja acredita na família como célula da sociedade. A família é o berço da vida e do amor, onde o ser humano nasce e cresce. O bem estar da pessoa e da sociedade depende muito do bem estar das famílias. A Igreja se alegra com tudo o que fortalece a família e apóia todas as ações que favorecem a valorização desta instituição fundamental da sociedade. Na família as novas gerações fazem a primeira experiência de Igreja e aprendem a conviver juntos em comunidade. A Família é escola de humanidade e escola de fé. O futuro da humanidade passa pela família. “A família é uma escola de valorização humana. Para que esteja em condições de alcançar a plenitude da sua vida e missão, exige, porém, a comunhão de almas, o comum acordo dos esposos e a diligente cooperação dos pais na educação dos filhos. A presença ativa do pai 5. UMA IGREJA QUE ACREDITA NA FAMÍLIA Introdução
  • 24. 24 A família é escola de humanidade e escola de fé. Nela as novas gerações conhecem os valores que constroem a sociedade, aprendem a ser homem e mulher, a se relacionar, a viver as alegrias e a enfrentar as dificuldades. Na família as pessoas fazem a primeira experiência de Igreja, conhecem e amam a Deus criador que em Jesus vem para nos salvar e com o dom do Espírito Santo nos dá a força necessária para construir a sociedade do amor. A família é o berço da vida e do amor. A Igreja quer defender o bem supremo do ser humano que é a vida, especialmente quando é frágil e vulnerável. Na família o ser humano é acolhido, respeitado, amado em todos os momentos da sua existência. A Igreja convida com força todas as pessoas e todas as instituições a tomar a sério a família e fazer o possível para que tenha o necessário para desenvolver a sua missão. A família é o caminho da Igreja, porque é o lugar onde nascem e crescem o homem e a mulher. A família é o lugar onde o Filho de Deus entrou na história e aprendeu a viver como todos nós. A família é o lugar onde nascem e crescem as vocações para o bem da sociedade e do povo de Deus. O papa Francisco exclama “Mãe é mãe, não existe mãe solteira!” Nesse sentido, somos convidados a olhar com carinho e igualdade para as famílias que tiveram que encontrar uma outra forma senão a tradicional par viver, são mulheres batalhadoras que assuem o papel de pai também. Três Ideias para entender e pensar A nossa comunidade dá importância às famílias? Acreditamos que a família é célula da sociedade onde fazemos a primeira experiência de comunidade? O que estamos fazendo para acompanhar as famílias que estão em dificuldades? Uma pergunta para conversar contribui poderosamente para a formação dos filhos, mas é necessária também assegurar a presença da mãe, da qual os filhos, sobretudo os mais pequenos, têm tanta necessidade, sem esquecer a legítima promoção social da mulher. Os filhos sejam educados, em condições morais, sociais e econômicas favoráveis, de tal modo que, chegados à idade adulta, sejam capazes de seguir com inteira responsabilidade a sua vocação, seja ela a vida consagrada e religiosa ou a constituir uma família própria.” (GS 52) Podem cantar o refrão do canto n° 3 na página 51.
  • 25. 25 Jesus, Maria e José em vós nós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, a vós dirigimo-nos com confiança. Sagrada Família de Nazaré, faz também das nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas. Sagrada Família de Nazaré, nunca mais nas famílias se vivam experiências de violência, fechamento e divisão: quem quer que tenha sido ferido ou escandalizado receba depressa consolação e cura. Sagrada Família de Nazaré, o Sínodo dos Bispos possa despertar de novo em todos a consciência da índole sagrada e inviolável da família, a sua beleza no desígnio de Deus. Jesus, Maria e José escutai, atendei a nossa súplica. (Papa Francisco) Oração à Sagrada Família pelo Sínodo Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Lc. 2,41-52 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Jesus crescia em sabedoria, em estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Lc 2,41-52
  • 26. 26 Um retrato da vida Dona Sebastiana casou-se nova, aos 17 anos. Já no começo a vida não foi fácil. Quando chegou o terceiro filho, Sebastiana ficou viúva. Arranjou um emprego numa fábrica. Quando voltava da fábrica, lá pelas sete da noite, dona Sebastiana afagava os filhos, perguntava como havia sido a escola, se tinham se comportado. Pondo a criançada na cama, lá ia ela para a máquina de costura, por vezes até depois de meia noite. Afinal, sem a costura não daria para custear o material escolar das crianças... e também para guardar um dinheirinho para a tão sonhada casinha. Assim que foram crescendo, dona Sebastiana foi incentivando os filhos a trabalhar, mas sem descuidar da escola. Afinal, mãe pobre não pode ser superprotetora: tem que por os filhos na estrada da vida! E ela continuou na mesma labuta até se aposentar. Passaram-se os anos. Os cabelos grisalhos, as rugas do rosto, as mãos calejadas fazem dona Sebastiana mais bonita. Os netos a cobrem de beijos e abraços. Os filhos olham fundo nos olhos cansados e felizes da mãe. Não conseguem esconder uma lagrima de gratidão, de admiração, de amor. Pensemos: Acreditamos que a família é a célula da comunidade e que a Igreja é como uma mãe que cuida da família. Contos para pensar
  • 27. 27 Com o Concílio a Igreja tomou consciência que devia sair das sacristias para estabelecer um diálogo com a cultura e a sociedade em que vivia. Fazia-se necessário percorrer novos caminhos para ir além do medo das novidades. A Igreja devia juntar forças com todas as realidades que trabalhavam em prol do bem comum dando mais confiança e liberdade aos leigos. O bem comum nos diz o Concílio é “O conjunto das condições de vida social que permitem, tanto aos grupos, como a cada membro, alcançar mais plenamente e mais facilmente a própria realização”. Hoje são muitas as instituições que trabalham para a promoção humana e cuidam de forma especial dos pobres, das necessidades da família, dos excluídos, das mais diferentes realidades que necessitam de atenção e oferecem exemplos de proximidade à humanidade sofredora. Promover o bem comum, numa sociedade onda cada um olha para as suas necessidades significa renunciar a uma vida egoística para 6. UMA IGREJA ATENTA AO BEM COMUM Introdução
  • 28. 28 Os bens da terra são destinados por Deus a todas as pessoas. Deus criou o homem e a mulher e lhe entregou o mundo para que cuidasse dele e para que nada lhe faltasse do que é importante para a vida. Tudo o que possuímos, recebemos de Deus para ter uma vida boa e feliz para nós, para a nossa família e para que aprendamos a partilhr com os que precisam. Nada é meu, mas tudo é nosso! Os cristãos têm o dever de colaborar com todos os homens e mulheres de boa vontade na construção de um mundo mais humano. Trabalhando a terra, para que a humanidade tenha alimentos, participando conscientemente da vida social, para que haja mais justiça, dedicando-se as várias disciplinas e tarefas que ajudam a ter mais dignidade, o homem e a mulher estão cumprindo a vontade de Deus. Para garantir o bem comum homens e mulheres se reunem numa comunidade maior que é a sociedade civil. A sociedade, a economia, a política existem a serviço do bem comum. Todos nós somos responsáveis do bem comum. O bem de todos é mais importante do que as necessidades individuais. Três Ideias para entender e pensar A nossa comunidade é atenta a todas as pessoas que moram no município? Acreditamos que o bem de todos é mais importante das nossas necessidades? O que estamos fazendo para que os nossos administradores estejam atentos ao bem de todos? Uma pergunta para conversar procurar o bem de todos. O Espírito Santo está trabalhando para construir o Reino de Deus. “É necessário tornar acessíveis ao homem todas as coisas de que necessita para levar uma vida verdadeiramente humana: alimento, vestuário, casa, direito de escolher livremente o próprio futuro, de constituir uma família, direito a educação e ao trabalho, a boa fama e ao respeito, à conveniente informação, direito de agir segundo as normas da própria consciência e a liberdade. A sociedade e o seu progresso devem procurar sempre o bem das pessoas.” (GS 26) Podem cantar o n° 16 na página 54.
  • 29. 29 A. - "Quando vocês tornarem a me ver, o coração de vocês se encherá de alegria" (Jo 16,22). Cantemos com alegria ao Senhor pela salvação que nos deu em Jesus Cristo e por sua justiça vitoriosa. 1. Entoai ao Senhor novo canto / pois prodígios, foi ele quem fez. Sua mão e o seu santo braço / salvação nos trouxeram de vez. Então, os povos viram / foi Deus que nos salvou. Por isso, ó terra inteira, / cantai o seu louvor. 2. Salvação o Senhor manifesta, / sua justiça às nações demonstrou. Recordando sua fidelidade, / pelo povo do seu grande amor. 3. Celebrai ao Senhor com tambores, / com violões e pandeiros cantai, com atabaques, cornetas e flautas, / ao Senhor, Deus e Rei aclamai! 4. Batam palmas o mar e os peixes, / todo mundo e o que ele contém; Que os rios alegres aclamem, / e as montanhas bendigam também. 5. Ante a face de Deus alegrai-vos, / ele vem para nos governar, guiará com justiça os povos, / as nações no direito e na paz. 6. Glória a Deus do universo presente, no louvor das três raças também, e que desça a paz sobre a terra, / desde agora e pra sempre. Amém. Salmo 98 (97) Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Mc 12,13-17 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Devolvem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Mc 12,13-17 Pra que serve viver? Quando acabou o ensaio eles foram falar com o seu Juvenal. “Me entrevistar?” estranhou seu Juvenal. “O que é que eu posso contar pra vocês?” “A gente não sabe direito” a Marina falou. “Mas o senhor disse uma coisa tão bacana no ensaio… Que na vida não tem cadeira pra
  • 30. 30 todos.” “Pois é” disse seu Juvenal. “Às vezes a gente dá uma de filósofo…” “Por que é que o senhor disse isso?” “Ah, porque é verdade. Vocês já repararam o que vai acontecendo com as pessoas? No começo todo mundo vai bem, quando é criança… assim mesmo alguns ficam doentes, perdem o ano na escola, alguns vão crescendo e não conseguem acabar o colégio; tem uns que arranjam emprego e vão se ajeitando… mas tem uns que não acertam no emprego… tem uns que casam com quem nem gostam, alguns vão desacertando no casamento… alguns nunca têm amigos… e assim vão perdendo as cadeiras… No fim da vida, tem poucos sentados… quer dizer… tem poucos que se sentem felizes.” “Ai que coisa horrível, pensar que as pessoas ficam velhas e não são felizes…” “Mas muitas não são mesmo. Sabem por quê? As pessoas pensam que a vida é que nem peça de teatro: tem começo, meio e fim. Mas não é assim. Na vida os personagens vão entrando, vão saindo, ninguém acaba o papel. Só uns poucos, que até ficam desapontados, sem saber o que fazer com o resto da vida, sem papel pra dizer. “Mas o que é que as pessoas têm que fazer para não ficar assim?” “Na minha opinião, as pessoas não podem nunca parar de trabalhar, parar de ter amigos, parar de se preocupar com o que se passa no mundo, com o que acontece com os outros… Eu, por exemplo, tenho 65 anos. Já me aposentei, que eu sou professor. Daí passei uns tempos em casa, sem fazer nada, e fiquei chateado. Então eu peguei este trabalho de tomar conta de crianças em acampamentos e me divirto bem. Assim eu não tenho a impressão de que a minha vida acabou…” “Mas, seu Juvenal” perguntou Marina, “afinal, pra que serve viver, então?” Seu Juvenal ficou pensando, ficou pensando tanto tempo que Marina teve a impressão que ele não tinha escutado. Então ele sorriu: “Sabe, menina? Eu acho que a vida só serve mesmo é pra viver. Respire fundo, veja como é bom… Leia um livro, ouça uma música, converse com um amigo… Faça um trabalho bem-feito… Faça um favor… Na idade de vocês, namorem bastante, é pra isso que a vida serve… Pra viver… Sinta o calor do sol, tome um banho de mar… Não espere que aconteçam coisas sensacionais. Geralmente não acontecem e quando acontecem passam tão depressa… Mas as coisas de todo dia, todo dia tem. Cheiro de chuva, flor, criança, essas coisas… E as coisas engraçadas que acontecem? Eu faço coleção, desde que eu era professor. Um dia eu conto a vocês. “Puxa, professor, que bacana… Nunca vi ninguém falar assim” disse Pedro. “É mesmo!” Marina falou. “Vamos tirar uma foto?” Seu Juvenal sorriu: “Eu é que quero tirar uma foto de vocês. Vocês é que são a vida…” Contos para pensar
  • 31. 31 A Igreja vive no meio de pessoas e culturas diferentes, por isso faz- se necessário ser cristãos capazes de dialogar e encontrar. A Igreja necessita de cristãos que sabem construir pontes que unem pessoas, ideias, culturas diferentes. A Igreja quer se tornar sinal da fraternidade que permite e consolida um diálogo sincero entre raças, línguas, culturas e nações. Isto requer a promoção, dentro da própria Igreja, da mútua estima, respeito e concórdia, largando de preconceitos e aceitando as diferenças como oportunidades para crescer e ser de verdade um único povo de Deus. Eis o que nos diz o Concílio: “Em virtude da sua missão de iluminar o mundo inteiro com a mensagem de Cristo e de reunir sob um só Espírito todos os homens, de qualquer nação, raça ou cultura, a Igreja constitui um sinal daquela fraternidade que torna possível e fortalece o diálogo sincero. Isto exige, em primeiro lugar, que 7. UMA IGREJA EM DIÁLOGO Introdução
  • 32. 32 Diálogo é saber escutar e respeitar. Diálogo não é somente conversa entre pessoas, mas é, sobretudo, saber escutar e saber falar, uma disposição interior desarmada de qualquer preconceito, uma atividade positiva de acolhida do interlocutor. Dialogo requer silencio para escutar não somente o que outro diz, mas também o que as mesmas palavras não dizem, mas apostam. O diálogo começa nas famílias e continua nas comunidades, na Igreja alcançando aos poucos todos os homens e mulheres de boa vontade. O Concílio nos convida a dialogar sem cessar! No momento que somos filhos do mesmo Pai e irmãos em Jesus podemos e devemos colaborar em paz, sem violência e engano na edificação do mundo na paz verdadeira. O diálogo deve permear o cristão chamado a viver como pessoa entre pessoas. O diálogo deve buscar a verdade porque não consiste em impor ao outro as próprias ideias, nem aceitar se, questionar as ideias dos outros. O diálogo deve ser a porta pela qual passam todos os relacionamentos da igreja e da sociedade. O diálogo nasce do amor pela verdade e não exclui ninguém. Três Ideias para entender e pensar Tem diálogo na nossa comunidade, as decisões estão sendo tomadas juntos? A nossa comunidade dá importância aos momentos de reflexão e de partilha das ideias? O que estamos fazendo para favorecer o diálogo ente a nossa comunidade e a sociedade em que vivemos? Uma pergunta para conversar promovamos na própria Igreja a mútua estima, respeito e concórdia, em ordem a estabelecer entre todos os que formam o Povo de Deus, pastores ou fiéis, um diálogo cada vez mais fecundo. Porque o que une entre si os fiéis é bem mais forte do que o que os divide: haja unidade no necessário, liberdade no que é duvidoso, e em tudo caridade” (GS 92). Podem cantar: Igreja é povo que se organiza, gente oprimida buscando a libertação; em Jesus Cristo, a ressurreição.
  • 33. 33 A. - “Eu sou o bom pastor: conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (Jo 10,14). Como os antigos romeiros do povo de Deus, cantemos nossa confiança no Senhor, pastor que nos conduz e nos acolhe como hóspedes queridos. 1. Pelos prados e campinas verdejantes eu vou É o Senhor que me leva a descansar Junto às fontes de águas puras repousantes eu vou Minhas forças o Senhor vai animar Tu és, Senhor, o meu pastor Por isso nada em minha vida faltará Tu és, Senhor, o meu pastor Por isso nada em minha vida faltará (nada faltará) 2. Nos caminhos mais seguros junto d'Ele eu vou E pra sempre o Seu nome eu honrarei Se eu encontro mil abismos nos caminhos eu vou Segurança sempre tenho em suas mãos 3. Ao banquete em sua casa muito alegre eu vou Um lugar em Sua mesa me preparou Ele unge minha fronte e me faz ser feliz E transborda a minha taça em Seu amor 4. Com alegria e esperança caminhando eu vou Minha vida está sempre em suas mãos E na casa do Senhor eu irei habitar E este canto para sempre irei cantar Salmo 23 (22) Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de João 4,1-29 A. – Vamos repetir no nosso coração: “O pessoal saiu da cidade e foi ao encontro de Jesus.” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Jo 4,1-29
  • 34. 34 A nossa Igreja Certa ocasião, um homem, que acabou de chegar na cidade, abordou um velho jornaleiro e disse: “Bom dia, meu amigo. Gostaria de saber como é o povo daqui. Já que o Senhor nasceu nesta cidade, deve conhecê-la muito bem”. “É verdade” respondeu o jornaleiro. “Mas, por favor, me fale entes da cidade de onde você vêm. “Ah! É ótima , maravilhosa! Gente boa e fraterna... deixei muitos amigos e só vou mudar por causa da minha transferência”. “Pois bem” disse o jornaleiro, “esta cidade é exatamente igual. Você vai gostar daqui. Minutos depois, por coincidência apareceu outro homem e perguntou ao mesmo jornaleiro: “Estou chegando para morar aqui. O que me diz deste lugar. O jornaleiro lhe fez a mesma pergunta: “Como é a cidade de onde você vem?” E o homem respondeu: “Horrivel, muito chata, povo fofoqueiro, orgulhoso, cheio de preconceitos, não fiz um único amigo naquele lugar”. “Lamento, meu filho, mas aqui você encontrará a mesma coisa. Pensamos na nossa Igreja: a Igreja é aquilo que nele fazemos. Qual o compromisso nosso e das nossas comunidades na transformação e na evangelização da sociedade? Contos para pensar
  • 35. 35 Amar e servir aos homes e às mulheres de hoje é o compromisso que o Concílio assumiu para todos os que querem seguir Jesus na Igreja Católica. Com Jesus a Igreja repite diariamente “Eu vim para servir!”. Um mundo melhor se constrói seguindo o exemplo de Jesus que na santa ceia lava os pés dos discípulos. A igreja é povo de Deus que caminha na história. A sua vocação é servir a humanidade alimentando uma esperança também ali onde parece impossível um melhoramento da situação. Com um sonho no coração as pessoas começam crer que vale a pena caminhar para a terra da esperança, a terra prometida, percebendo que Deus está presente no dia-a-dia da história. O Deus de Jesus é um Deus companheiro que caminha com seu povo. É um Deus conosco. “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo. 13,35). Os cristãos nada podem desejar mais ardentemente do que servir aos homens do mundo de hoje, com 8. UMA IGREJA QUE QUER CONSTRUIR UM MUNDO NOVO Introdução
  • 36. 36 A Igreja quer que todas as pessoas se reconheçam e vivam como irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai que está nos céus. O Concilio convida a todos a promover a fraternidade, a justiça e o amor com palavras e obras na esperança de um mundo novo que Deus vai nos doar. Um mundo novo se espera e se constrói somente vivendo juntos como povo de Deus no amor e no respeito uns dos outros. A Igreja tem obrigação de fazer todo esforço para educar os povos a desistir do armamentismo e a abolir qualquer tipo de guerra. É dever di cada cristão percorrer caminhos de paz e de fraternidade e resolver os conflitos de comum acordo no respeito da dignidade da pessoa humana. A Igreja quer juntar forças com todos os que amam e querem a paz O Concílio entrega a todos os cristãos uma tarefa da qual deverão prestar contas a Deus: cumprir a vontade do Pai que quer que amem a todos os homens e mulheres com palavras e ações. Três Ideias para entender e pensar O que falta em nossa comunidade para que ela seja um pequeno exemplo do Reino de Deus?A nossa comunidade quer construir um mundo melhor? Acreditamos que um mundo melhor é possível se nós nos comprometemos por primeiros? O que estamos fazendo para melhorar os relacionamentos entre vizinhos? Uma pergunta para conversar generosidade sempre maior e mais eficaz. Os cristãos aderindo fielmente ao Evangelho e alimentados com suas forças, unidos a todos os que amam e praticam a justiça, têm uma importante tarefa a ser desempenhada nesta terra e da qual devem prestar contas Àquele que julgará todos os homens no último dia.” (GS 93) Podem cantar: Virá o dia em que todos, ao levantar a vista, veremos nesta terra, reinar a liberdade A. - "Olhem os pássaros do céu e os lírios do campo. O Pai do céu cuida deles e os alimenta" (Mt 6,6). Como uma meditação sobre a história bíblica da criação do mundo, cantemos ao criador este hino de louvor e peçamos a força para restabelecer no mundo a justiça e a ordem do universo.
  • 37. Aleluia, aleluia, aleluia, vem, minh'alma, bendizer teu Senhor, aleluia! Aleluia, aleluia, aleluia, vem, minh'alma, bendizer teu Senhor, aleluia! Salmo 104 (103) 1. Senhor meu Deus, como és tão imenso! O teu vestido, esplendor e clarão, como num manto de luz envolvido, os céus desdobras, são teu barracão! Tua morada, em cima das águas! Montado em nuvens, tu voas no vento; Dos ventos fazes os teus mensageiros, como dos raios, ministros atentos! 2. Em suas bases a terra assentas, inabalável pra sempre a assentaste; Com o oceano, qual manto, a cobriste, sobre as montanhas as águas pousaste! Por teus trovões açoitadas correram, montanha acima ou vales abaixo, para o lugar que marcaste se foram, não voltarão a inundar este barro! 3. Fazes brotar fontes d'água nas várzeas, por entre as serras marulham riachos e, enquanto os bichos sua sede saciam, os passarinhos gorjeiam nos galhos! De lá do alto tu regas os montes, com teus favores a terra se farta, para o rebanho o pasto forneces e o ser humano co'as plantas regalas! 4. E o homem tira dos campos o pão, seu coração com o vinho se alegra, e o azeite ilumina-lhe a face, com o alimento ele se regenera! Foi o Senhor quem plantou estas matas e satisfeitas se enchem de ninhos; as cabras pastam nas altas montanhas e os urubus nos rochedos vizinhos! 5. Fizeste a lua pros tempos marcar e o sol se põe ao cumprir sua rota; A noite desce e as trevas ocultam da selva os bichos que rondam nas grotas! Os leõezinhos em busca da presa rugem pra Deus suplicando o alimento;renasce o sol, todos eles se entocam e o homem sai a buscar seu sustento. 6. Quão numerosas, tuas obras, Senhor! Tudo fizeste com sabedoria! A terra, cheia de tantas criaturas, e o mar abriga incontável família! Todos esperam de ti o alimento, jogas pra eles e logo recolhem; Abres tua mão, ficam todos contentes, por ti em tudo o que é bom se promovem! 7. Tua face escondes e se apavoram; Se lhes retiras o ar, já se enterram; O teu Espírito sopra e envias todas as coisas renovas na terra. Que do Senhor dure sempre sua glória, com suas obras se alegre o Senhor! Ele olha a terra e tudo estremece, toca as montanhas, sai fogo e calor! 8. Por toda a vida ao Senhor vou cantar, por toda a vida a meu Deus, meu louvor! Que meu poema lhe seja agradável, minh'alegria está no Senhor! Desapareçam da terra os malvados e gente ruim não exista jamais! Vem, ó minh'alma, bendize ao Senhor, glória ao Deus trino e na terra haja paz!
  • 38. 38 A Igreja é chamada para ser luz Chegou o dia em que o fósforo disse à vela: “Eu tenho a tarefa de acender-te.” Assustada a vela respondeu: “Não, isto não! Se eu estou acesa então os meus dias estão contados. Ninguém mais vai admirar a minha beleza.” O fósforo perguntou: “Tu preferes passar a vida inteira, inerte e sozinha, sem ter experimentado a vida?” “Mas queimar , dói e consome as minhas forças.” Sussurrou a vela insegura e apavorada. “É verdade”, respondeu o fósforo, “mas, é este o segredo da nossa vocação. Nós somos chamados para ser luz! O que eu posso fazr é pouco. Se eu não te acender, eu perco o sentido da minha vida. Eu existo para acender o fogo. Tu és uma vela, tu existes iluminar os outros, para aquecer. Tudo o que tu ofereceres será transformado em luz. Tu não te acabarás te consumindo pelos outros. Outros passarão o teu fogo adiante. Só quando tu te recusares, então morreras!” A vela afinou seu pavio e disse cheia de expectativa: “Eu te peço, acende-me”. Pensamos na responsabilidade que temos em passar adiante o fogo do amor de Deus que de geração em geração chegou até nós. Nós (as pessoas da nossa comunidade) aceitamos nos consumir pelos outros? Contos para pensar Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de João 13,1-15 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Eu vos dei o exemplo para que vocês façam uns aos outros o que eu vos fiz.” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Jo 13,1-15
  • 39. 39 Um dos temas que mais suscitaram interesse depois do Concílio foi o compromisso com a paz mundial e o chamado profético a pensar num governo comum para o planeta, para fazer frente a desafios sempre mais globais. A Gaudium es Spes deplora a pobreza mundial e a ameaça de guerra, sugerindo uma perspectiva de paz como ordenamento da sociedade com base na justiça, estabelece o conceito duma comunidade internacional baseada na ajuda mutua e declara a responsabilidade dos cristãos na construção dum mundo mais justo e mais pacífico. “É claro que nos devemos esforçar por todos os meios por preparar os tempos em que, por comum acordo das nações, se possa interditar absolutamente qualquer espécie de guerra. Isto exige, certamente, a criação duma autoridade pública mundial, reconhecida por todos e com poder suficiente para que fiquem garantidos a todos a 9. UMA IGREJA CHAMADA A CONSTRUIR A PAZ UNIVERSAL Introdução
  • 40. 40 O Concílio denuncia que na base dos problemas que ameaçam a paz estão as injustiças praticadas por quem é mais forte para com os que são mais fracos. Injustiças entre povos e nações, injustiças que parecem crescer em vez de diminuir, injustiças que a longo prazo acabam com a raça humana. A Igreja, para fazer frente aos desafios que parecem cada vez maiores, convida a pensar num governo comum para o planeta. O planeta terra precisa de uma autoridade que possa interditar as guerras e promover a paz e a concórdia entre as nações e os povos. A Igreja se compromete e pede a todas as pessoas de boa vontade o compromisso com a paz mundial. É um grande compromisso necessário para progredir na construção de um mundo mais justo e respeitoso de todas as diferenças. Três Ideias para entender e pensar A nossa comunidade passa por momentos de conflitos? Como os vivenciamos? O que fazemos para expressar a nossa fé nas situações de conflitos? Uma pergunta para conversar segurança, o cumprimento da justiça e o respeito dos direitos. É necessário que os supremos organismos internacionais se dediquem com toda a energia a buscar os meios mais aptos para conseguir a segurança comum. Já que a paz deve antes nascer da confiança mútua do que ser imposta pelo terror das armas, todos devem trabalhar por que se ponha, finalmente, um termo à corrida aos armamentos e por que se inicie progressivamente e com garantias reais e eficazes, a redução dos mesmos armamentos, não unilateralmente, mas simultaneamente e segundo o que for decidido.” (GS 82) Podem cantar: 1. Quando o dia da paz renascer, quando o sol da esperança brilhar, eu vou cantar. Quando o povo nas ruas sorrir, e a roseira de novo florir, eu vou cantar. Quando as cercas caírem no chão, quando as mesas se encherem de pão, eu vou cantar. Quando os muros que cercam os jardins, destruídos então os jasmins, vão perfumar. Vai ser tão bonito se ouvir a canção, cantada, de novo. No olhar do homem a certeza do irmão. Reinado, do povo.
  • 41. 41 A. - "Quem ama foi gerado por Deus, e quem não ama não conhece a Deus" (1Jo 4,7). Antes de oferecer nosso louvor, façamos nosso este exame de consciência e peçamos ao Senhor que nos converta totalmente. Senhor, quem entrará no santuário pra te louvar? 1. Quem sempre procede com sinceridade, pratica a justiça e diz a verdade. 2. Quem não fala à toa do seu camarada, quem não prejudica com falsas palavras. 3. Quem dá o desprezo ao vil malfeitor, mas honra o justo que teme ao Senhor! 4. Quem jura e mantém o seu compromisso, quem não volta atrás, nem com prejuízo. 5. Quem não tem usura com seu companheiro, nem contra o inocente aceita dinheiro. 6. Quem assim procede, não fracassará, Pai, Filho e Divino glorificará! Salmo 15 (14) Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Mt 5,1-12 A. – Vamos repetir no nosso coração: “Alegrai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus.” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Mt 5,1-12
  • 42. O amor pede socorro Era uma vez uma ilha onde moravam a alegria, a tristeza, a sabedoria, o amor e todos os outros sentimentos. Um dia foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apresentaram-se para sair da ilha, pegaram seus barcos e partiram, mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava afogando, o amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a riqueza, em um lindo barco. O amor disse: “Riqueza, leve-me com você.” Lhe respondeu a riqueza: “Não posso, há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você”. O amor pediu ajuda a vaidade, que também vinha passando: “Vaidade, por favor, me ajude”. Respondeu a vaidade: “Não posso te ajudar, amor. Você está todo molhado e poderia estragar o meu barco novo”. Então o amor pedia ajuda a tristeza que lhe respondeu: “Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha. Também passou a alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la. Já desesperado, o amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar: “Vem, amor, eu levo você!” Era um velhinho. O amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a sabedoria: “Sabedoria, quem aquele velhinho que me trouxe?” A sabedoria respondeu: “Era o tempo”. “O tempo? – Exclamou o amor. – Mas , porque só o tempo me trouxe?” Disse a sabedoria: “Porque só o tempo é capaz de entender o amor”. Pensamos no tempo que nos é dado como uma oportunidade para construir um mundo justo e em paz: como a nossa comunidade valoriza os pequenos gestos de amor? Contos para pensar 42
  • 43. 43 Na Igreja latino-americana a aplicação do Concílio tem inicio com a preparação da II conferência Geral do CELAM que aconteceu em Medellín (Colômbia). Estamos no ano de 1968. A recepção do Concilio foi acolhida cheia de entusiasmo e otimismo se tornando eco da experiência vivenciada pelos Bispos que participaram. Toda a reflexão tem como base a Igreja dos pobres. O interlocutor do Concílio se tornou o pobre. Em Puebla se fará a opção preferencial pelos pobres (solidariedade). Nascem as CEB’s. O pobre se torna o sujeito do Reino de Deus e a partir dele se começa a construir uma nova sociedade. A maior parte do mundo ainda sofre tanta necessidade, de maneira que, nos pobres, o próprio Cristo apela em alta voz para a caridade dos seus discípulos. Não se dê aos homens o escândalo de haver algumas nações, geralmente de maioria cristã, na abundância, enquanto outras não têm o necessário para viver e são 10. UMA IGREJA QUE FAZ A OPÇÃO PELOS EXCLUÍDOS Introdução
  • 44. Servir os pobres é fazer acontecer o Reino de Deus. No momento em que escolhemos de participar da Igreja Católica e nos comprometemos em alguns serviços ao Reino de Deus assumimos o compromisso de testemunhar o Evangelho de Jesus e nos colocamos a serviços da fé. Servir a fé é servir os pobres! Servir os pobres é acolher e abrir espaços de diálogo. O cristão junta forças com as realidades que lutam para que todas as pessoas tenham uma vida digna. Tem muitas pessoas que procuram algo de bom, e fazem coisas muito boas, mas não querem se comprometer na Igreja ou não aceitam a Igreja Católica. O nosso compromisso é valorizar o bem que fazem. Servir os pobres é saber que o que fazemos é sempre pouco. Diante do Evangelho e do Reino de Deus estamos inadequados. É algo maior do que nós e das nossas possibilidades. Por graças de Deus fomos escolhidos para servir na Igreja: sempre temos que reconhecer a nossa incapacidade e confessar que somos pecadores. Três Ideias para entender e pensar 44 A nossa comunidade dá preferência aos pobres e necessitados? Acreditamos que a opção preferencial pelos pobres é a força da nossa Igreja e da nossa comunidade? O que estamos fazendo para incluir a todos, sem preconceitos, na nossa comunidade? Uma pergunta para conversar atormentadas pela fome, pela doença e por toda a espécie de misérias. Pois o espírito de pobreza e de caridade são a glória e o testemunho da Igreja de Cristo. São, por isso, de louvar e devem ser ajudados os cristãos, sobretudo jovens, que se oferecem espontaneamente para ir em ajuda dos outros homens e povos. Mais ainda: cabe a todo o Povo de Deus, precedido pela palavra e exemplo dos Bispos, aliviar, quanto lhe for possível, as misérias deste tempo e, como era o antigo uso da Igreja, ajudar não somente com o supérfluo, mas também com o necessário. (GS 88)
  • 45. 45 A. - “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Nada nos separará do amor que Deus nos deu por meio de Jesus Cristo” (Rm 8,31.35) No meio das nossas dificuldades e lutas, Deus é a garantia da vitória. Cantemos nossa confiança de que veremos a bondade do Senhor na terra dos vivos. O Senhor é minha luz, / Ele é minha salvação. Que poderei temer? / Que poderei temer? 1. O Senhor é minha luz, / Ele é minha salvação. O que é que vou temer? / Deus é minha proteção. Ele guarda a minha vida: / Eu não vou ter medo, não. 2. Quando os maus vêm avançando, / procurando me acusar, Desejando ver meu fim, / Só querende me matar. Inimigos opressores / É que vão se liquidar. 3. Se um exército se armar / Contra mim, não temerei. Firme está meu coração, / Sempre firme ficarei. Se estourar uma batalha / Mesmo assim, confiarei. 4. A Deus peço uma só coisa, / Sei que Ele vai me dar: Habitar em sua casa / Todo tempo que eu durar, Para provar sua doçura / E no templo contemplar. 5. Ele vai me dar abrigo, / Em sua caasa vou morer. Nestes tempos de aflição / Sei que vai me agasalhar, Me escondendo em sua tenda, / Para na rocha eu me formar. 6. A cabeça eu tenho erguida, / Mesmo em meio de inimigos. Ofereço um sacrifício, / Pois livrou-me dos perigos. Canto hinos com a viola, / O meu canto a Deus eu digo. 7. Ó Senhor, ouve o meu grito / E de mim tem compaixão. Eu te falo confiante, / Firme está meu coração. Eu procuro é tua face, / Não me tires tua visão. 8. Em tua ira não me enxotes. / Só tu podsme ajudar. Não me deixes enjeitado, / Vem, Senhor, me segurar. Se meus pais me abandonarem, / Sei que vens me agasalhar. 9. Vem, me ensina teus caminhos / E me mostra a boa estrada. Me protege do inimigo / Que só pensa coisa errada Falsidade estão tramando, / Tenho a vida amargurada. 10. Sei que eu hei de ver, um dia, / A bondade do Senhor: Lá, na terra dos viventes, / Viverei no seu amor. 'Spera em Deus! Cria coragem! 'Spera em Deus que é teu Senhor! 11. Glória ao Pai que nos acolhe, / Glória a Cristo Salvador. Igualmente demos glória / Ao Espírito de amor. Deus é Mãe que nos consola, / Cantaremos seu louvor. Salmo 27 (26)
  • 46. Uma estação de salvamento Numa certa costa do mar havia um trecho muito perigoso que causava muitos naufrágios. Um grupo de marinheiros corajosos instalou um pequeno posto de socorro marítimo com um farol para serviço de vigilância e um barco sempre pronto para o salvamento. Muitas vidas foram poupadas e a casa se tornou conhecida. Aconteceu que as pessoas socorridas se afeiçoaram com ela e começaram a melhorar a casa. Compraram outros barcos e treinaram muita gente. A estação crescia e prosperava. Benfeitores queriam aumentar o prédio. Diziam que os socorridos mereciam mais conforto. Compraram camas novas e todo o mobiliário novo. A estação começou a ser procurada como lugar de lazer e virou um clube recreativo. Já não tinha mais voluntários para o socorro marítimo e foi preciso contratar profissionais para isto. Um dia aconteceu um grande naufrágio. Os barcos de socorro trouxeram muita gente aflita. No clube houve um grande caos: este povo vai sujar a casa! Fizeram banheiros improvisados lá fora para os estranhos não invadirem a casa elegante. Logo veio a Assembleia geral e a maioria quis suspender de vez o serviço de salvamento porque só dava dor de cabeça e perturbava a vida normal do clube. Um grupo pequeno defendeu a ideia do começo: a estação é para salvar os náufragos! Mas foi derrotado pela maioria que falou: “Se vocês de dão com este povo, façam uma nova estação”. Foi isso que o grupo fez. Tudo começou de novo. Mas com os anos a história se repetiu: a alegria de salvar vidas, a gratidão dos socorridos e a chegada dos benfeitores. Assim foi preciso fundar uma terceira casa que não foi diferente das outras. Hoje em dia naquela costa tem dez clubes, cada qual mais elegante que o outro. Ainda hoje tem navios que naufragam ali, só que a maioria não escapa da morte porque não tem mais ninguém que se arrisca em alto mar! Pensamos na Igreja como uma estação de salvamento: quantos pobres precisam de nós! A nossa comunidade tem a coragem de continuar sendo um posto de salvamento para os mais pobres e necessitados? Contos para pensar Canto: sugestões nas páginas 51 e seguintes Leitura de Lc 16,19-31 A. – Vamos repetir no nosso coração: “O pobre morreu e os anjos o levaram par junto de Deus.” Momento de silêncio e oração pessoal. A. – O que Deus quer nos dizer com esta Palavra? Conversa em grupo. A. – As palavras convencem, mas os exemplos arrastam! A Palavra de Deus nos convida a um gesto concreto: o que podemos fazer? Conversa em grupo. Uma Palavra que quer nos incomodar: Lc 16,19-31 46
  • 47. 47 Algumas ideias para a Convidamos preparar com calma a celebração final para que seja um momento de encontro, partilha e fé. Aqui em seguida têm somente algumas sugestões para ajudar a fantasia dos animadores dos grupos. 1. Introdução O comentarista convida o povo a se preparar para a celebração dando as boas vindas. No entanto em silencio, sem demorar muito, entra uma pessoa com um cartaz com escritas as primeiras palavras da Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Jesus”. Apresenta o cartaz ao povo e lê em voz alta e solene o que está escrito. Canto n° 17 na página 54 ou outro. O ministro faz o sinal da cruz e introduz a celebração lembrando a caminhada de estudo da Gaudium et Spés e comentando as primeiras palavras do documento. Comentarista: No livro do Deutero- nômio o povo hebreu, beneficiado pela ação libertadora e salvadora do Deus da vida, é colocado por Moisés diante da grave alternati- va: escolher a vida e um futuro esperançoso para si e seus descendentes, permanecendo fiel aos mandamentos de Deus, ou escolher a morte, andando por caminhos de idolatria e servindo a “deuses” fabricados para a própria conveniência. Muitos anos depois a Igreja, reunida no Concílio Vaticano II, pede a todos os cristãos de se responsabilizar em promover uma nova imagem de Igreja que se coloca a serviço da vida compro- metendo-se em juntar forças com quem quer construir um mundo melhor onde a justiça triunfa sobre a injustiça. Entra uma criança, ajudada pelos pais, com uma jarra de água. Comentarista: Acolhemos no nosso meio a vida que vem da água que bebemos cada dia. Entram duas crianças brincando com um grande balão cheio de ar. Comentarista: Acolhemos no nosso meio a vida que vem do ar que respiramos. Entra um adolescente que leva um fogo aceso. Comentarista: Acolhemos no nosso meio a vida que vem do fogo que nos aqueça e ilumina cada dia. Entra um jovem que leva um vaso cheio de terra. Comentarista: Acolhemos no nosso meio a vida que vem da terra que produz os alimentos do dia-dia. As pessoas que entraram ficam com os símbolos em mão no meio do povo. Canto n° 15 na página 54 ou outro. 2. Ato penitencial Comentarista: Desde que Caim matou Abel, a vida passou a ser constantemente ameaçada. Deus se coloca como defensor da vida, CELEBRAÇÃO FINAL
  • 48. pois até mesmo o assassino não pode ser assassinado. Deus quer destruir a cadeia de morte que entrou no mundo, mas o pecado, ação livre e responsável das pessoas humanas, como que estendendo tentáculos, cria uma rede de ódio que gera uma mentalidade de morte, presente no mundo até os nossos dias. A família que levou a água diz: Perdoa Senhor esta nossa humanidade, e nós, que nem sempre cuidamos da vida desde o começo. Colocam a água num lugar bem ajeitado. No então o povo canta o pedido de perdão. As duas crianças que levaram o ar dizem: Perdoa senhor esta nossa humanidade, e nós, que poluímos o ar e tornamos insustentável a vida. Colocam o balão num lugar bem ajeitado. No então o povo canta o pedido de perdão. O adolescente que levou o fogo diz: Perdoa Senhor esta nossa humanidade, e nós, que não cuidamos da natureza e queima- mos inutilmente recursos necessários para a vida. Coloca o fogo num lugar bem ajeitado. No então o povo canta o pedido de perdão. O jovem que levou o vaso de terra diz: Perdoa Senhor esta nossa h u m a n i d a d e , e n ó s , q u e desrespeita-mos a terra que nos acolhe e preferimos os bens artificiais àqueles naturais. Coloca a terra num lugar bem ajeitado. No então o povo canta o pedido de perdão. Ministro: O Deus da vida e do amor, o Deus misericordioso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados contra a água, o ar, o fogo e a terra e nos dê a paz. Por Cristo nosso Senhor. Podem cantar um hino de louvor. 3.Partilha da Palavra de Deus Leitura de Dt 30,15-20 Salmo 1 Entre uma estrofe e a outra pode ser cantado o refrão n° 12 na página 53 ou outro. Feliz quem não vai ao encontro dos ímpios, feliz quem não para no caminho dos maus, nem senta na roda onde há zombadores, mas busca a alegria de noite e de dia, enquanto medita a lei do Senhor. Qual árvore firme à beira do rio, que mesmo em estio não ha de secar. No tempo devido, seu fruto é colhido, é bem sucedido em tudo o que faz. O ímpio não chega a feitos iguais. Os ímpios são palha que o vento espalha, sua casa é falha perante o juízo. Do meio dos justos acabam expulsos, pois Deus o caminho dos justos conhece, enquanto o caminho dos ímpio se perde. Cantemos louvores a Deus, nosso guia. A sua palavra é nossa alegria. A todos ensina seu justo caminho, de modos diversos seu nome revela, seu nome louvamos cantando este hino. Leitura de Lc 4,31-44 O ministro introduz o momento da partilha com a pergunta: o que quer nos dizer esta Palavra? O momento da partilha pode terminar com o canto n° 6 na página 52 ou outro. 4. Partilha da vida Entra uma criança com a lembrança do Batismo, um casal de adolescentes com pão e vinho, um adolescente com a vela da Crisma, um casal de namorados, um casal com alianças um estudante com livros e cadernos, um adulto com instrumentos de trabalho, uma pessoa experiente e sabia oferece uma mochila. Comentarista: A Igreja está a 48
  • 49. serviço da humanidade e da vida que é um dom de Deus. Foi ele quem ordenou o surgimento da vida vegetal, da vida animal em todas as suas dimensões e características e, por fim fez o ser humano. Assim, por um dom divino, a vida surgiu na terra e evoluiu até os nossos dias. Mas a vida humana mereceu um destaque especial na obra da criação. A vida humana surge e se desenvolve a partir de uma ação divina na qual o Criador se envolve com a criatura e dá a ela o seu próprio hálito como princípio vital. A criança com a lembrança do Batismo diz: Aceita, Senhor, a lembrança do meu Batismo, lembra o dia em que foi acolhido na Igreja e me tornei teu discípulo e missionário: na Igreja quero servir a vida que recebi de ti. Os adolescentes com o pão e o vinho dizem: Aceita Senhor o pão e o vinho, significam o teu amor e o nosso trabalho: na Igreja queremos servir a vida acolhendo todos os domingos o Pão da vida, a Eucaristia. O adolescente com a vela da Crisma diz: Aceita Senhor a pureza desta vela que recebi no dia da Crisma, é a fé que de geração em geração chegou até a gente: na Igreja quero servir a vida respeitando o meu corpo e o corpo dos outros Os Dois namorados dizem: Aceita Senhor a nos mesmos, somos uma maravilha do teu amor: na Igreja queremos servir a vida vivendo o nosso namoro na castidade e no respeito um do outro. O casal com as alianças diz: Aceita Senhor as nossas alianças, significam o nosso compromisso em amar-nos para sempre: na Igreja queremos servir a vida amando-nos, respeitando-nos e acolhendo a vida que vem de ti. O estudante com livros e cadernos diz: Aceita Senhor estes meus anos de estudo e os meus sonhos para com o futuro, significam o compromisso em preparar um futuro melhor em que o respeito da vida vence sobre a cultura de morte. O adulto com um instrumento de trabalho diz: Aceita Senhor com o meu serviço o trabalho da humanida- de, significa o compromisso em lutar em favor da vida. A pessoa com a mochila diz: Aceita Senhor esta mochila, significa as experiência vivida e a vida que recebi de ti: quero servir a vida colocando a disposição dos mais novos da comunidade a mia experiência. 4. Partilha do pão e do vinho Ministro: A Igreja quer que todas as pessoas se reconheçam e vivam como irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai que está nos céus. O Concílio convida a todos nós a promover a fraternidade, a justiça e o amor com palavras e obras, na esperança de um mundo novo. Animados por este sonho e querendo que se torne realidade rezemos com as palavras que Jesus nos ensinou: Pai nosso... O ministro abençoa o pão e o vinho e 49
  • 50. partilha com os presentes. Canto n° 14 na página 53 ou outro. 5. Benção final Comentarista: O Concílio entrega a todos nós uma tarefa da qual prestaremos contas a Deus: amar- nos uns aos outros. Com este compromisso acolhemos a bênção. Deus nos abençoa para que nós possamos tornar uma bênção uns pelos outros. Ministro: Deus, que é a nossa salvação, nos abençoe, faça brilhar sobre nós a sua paz, agora e sempre. Amém. Ministro: Deus, fonte de toda graça, que nos chamou à comunhão por Jesus Cristo, nos fortaleça em nossas provações e nos firme na fé, agora e para sempre. Amém. Ministro: Deus, adorado por todas as raças e povos, faça de nós testemunhas do Seu Reino no mundo. Amém. Ave Maria ou canto a Nossa Senhora. Despedida por conta do ministro. Como lembrança da caminhada a Comunidade pode preparar uma mensagem que convida a respeitar a vida 50
  • 51. --- 1 --- Oi, que prazer, que alegria o nosso encontro de irmãos 1. É como um banho perfumado, gostosa é nossa união. 2. Sereno da madrugada, gostosa é nossa união. 3. Senhor, nos abençoa, gostosa é nossa união. 4. É vida que dura sempre, gostosa é nossa união. --- 2 --- SEJA BEM-VINDO, bem vindo seja alê, ôleleô. Seja bem vindo, bem - vindo seja ôlelea. Não importa se você veio do sul ou do norte, a casa é sua meu irmão, ôelea. --- 3 --- 1. Que nenhuma família comece em qualquer de repente Que nenhuma família termine por falta de amor Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente E que nada no mundo separe um casal sonhador! 2. Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte Que eles vivam do ontem, do hoje em função de um depois Que a família comece e termine sabendo onde vai CANTOS 51 E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor E que os filhos conheçam a força que brota do amor! Abençoa, Senhor, as famílias! Amém! Abençoa, Senhor, a minha também Abençoa, Senhor, as famílias! Amém! Abençoa, Senhor, a minha também 3. Que marido e mulher tenham força de amar sem medida Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão Que as crianças aprendam no colo, o sentido da vida Que a família celebre a partilha do abraço e do pão! 4. Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois --- 4 --- 1. Nossa alegria é saber que, um dia, todo esse povo se libertará. Pois, Jesus Cristo é o Senhor do mundo, nossa esperança realiza- rá! (Bis)
  • 52. 52 --- 7 --- 1. Escuta, ó povo a canção da alegria o canto novo que prepara o nosso dia... Vem, canta, luta cantando, vive forjando o novo chão, em que nós todos viveremos sendo irmãos! 2. Se em tua vida só floresce a tristeza e está oprimida na injustiça e na pobreza... 3. Se não achares alegria nesta terá sê profecia em tua guerra... --- 8 --- Eis-me aqui Senhor! Eis-me aqui Senhor! Pra fazer Tua Vontade pra viver do Teu Amor Pra fazer Tua Vontade pra viver do Teu amor Eis-me aqui Senhor! 1. O Senhor é o Pastor que me conduz / Por caminhos nunca vistos me enviou Sou chamado a ser fermento sal e luz / E por isso respondi: aqui estou! 2. Ele pôs em minha boca uma canção / Me ungiu como profeta e trovador Da história e da vida do meu povo / E por isso respondi: aqui estou! 3. Ponho a minha confiança no Senhor / Da esperança sou chamado a ser sinal 4. Seu ouvido se inclinou ao meu clamor / E por isso respondi: aqui estou! --- 5 --- Feliz de quem caminha / Tendo Deus no coração, / Quem faz da sua vida / Uma eterna procis- são.(bis) 1 – Escolhi o Cristo como compa- nhia, / Escolhi o reino, como vocação, / Escolhi o mundo, como moradia / Escolhi o pobre como meu irmão 2 – Quero ver no mundo, com teu olhar, / E a dor da vida, com teu coração. / Vou levar ajuda, a quem precisar / Vou cantar a vida como uma canção 3 – Quero descobrir minha voca- ção: / Leiga, religiosa ou sacerdo- tal, / Quero ver meu povo todo em missão, / Numa Igreja toda minis- terial. — 6 --- 1. Me chamaste para caminhar na vida contigo / Decidi para sempre seguir-te, não voltar atrás / Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma / É difícil agora viver sem lembrar-me de ti Te amarei, Senhor, te amarei, Senhor/ Eu só encontro a paz e a alegria / Bem perto de ti 2. Eu pensei muitas vezes calar e não dar nem resposta / Eu pensei na fuga esconder-me, ir longe de ti / Mas tua força venceu e ao final eu fiquei seduzido / É difícil agora viver sem lembrar-me de ti 3. Ó Jesus, não me deixes jamais caminhar solitário / Pois conheces a minha fraqueza e o meu coração / Vem, ensina-me a viver a vida na tua presença / No amor dos irmãos, na alegria, na paz, na união.
  • 53. 53 --- 13 --- 1. O povo de Deus no deserto andava / mas a sua frente alguém caminhava. / O povo de Deus era rico de nada / só tinha esperança e o pó da estrada / Também sou teu povo Senhor / estou nessa estrada / Somente a Tua graça / me basta e mais nada 2. O povo de Deus também vacilava / as vezes custava a crer no amor / O povo de Deus chorando rezava / pedia perdão e recomeçava. / Também sou Teu povo Senhor / estou nessa estrada / Perdoa se as vezes / não creio em mais nada. 3. O povo de Deus também teve fome / e Tu me mandaste o pão lá do céu / O povo de Deus cantado deu graças / Provou Teu amor / Teu amor que não passa. / Também sou povo Senhor / estou nessa estrada / Tu és alimento na longa jornada. 4. O povo de Deus ao longe avistou / a terra querida que o amor preparou / O povo de Deus corria e cantava / e nos seus louvores o poder proclamava. / Também sou teu povo senhor / e estou nesta estrada / cada dia mais perto / da terra esperada. --- 14 --- 1. Antes que te formasses dentro do seio de tua mãe / Antes que tu nascesses, te / conheci e te consagrei. / Para ser meu profeta entre as nações eu te escolhi. / Irás onde enviar-te e o que eu mando proclamarás. --- 9 --- Fala, Senhor! Fala, Senhor! / Palavra de fraternidade! / Fala, Senhor! Fala, Senhor! / És luz da humanidade! 1. A tua Palavra / É fonte que corre, / Penetra e não morre, / Não seca jamais. 2. A tua Palavra / Que a terra alcança / É luz, esperança / Que faz caminhar. 3. A tua Palavra, / Farol de justiça, / Que vence a cobiça, / É bânção e paz. --- 10 --- Bendita (3x) a Palavra do Senhor! / Bendito (3x) quem a vive com amor! A Palavra de Deus escutai, no Evangelho Jesus vai falar: / “A justiça do Reino do Pai / procurai em primeiro lugar”. --- 11 --- Buscai primeiro o Reino de Deus / E a sua justiça / E tudo mais vos será acrescentado. Aleluia! Aleluia! 1. Não só de pão o homem viverá, / Mas de toda palavra / Que procede da boca de Deus / Aleluia! Aleluia! 2. Se vos perseguem por causa de mim / Não esqueçais o porquê / Não é o servo maior que o Senhor / Aleluia! Aleluia! --- 12 --- Envia Tua palavra, palavra de salvação, que vem trazer a esperança aos pobres libertação.
  • 54. 54 sabe enfrentar / O pobrezinho ele defenderá / Não nos abandonará 4. O povo dá glórias ao Senhor / meu coração bate alegre e feliz / Maria carrega o salvador / porque Deus Pai sempre cumpre o que diz / E quem tem mais qualquer dia vai ver / o que é ter fome e não ter pra comer / quem passa fome comida terá, eis que a justiça virá. --- 16 --- 1. Nesta mesa da irmandade, a nossa comunidade se oferece a ti, Senhor. Nosso sonho e nossa luta, nossa fé, nossa conduta, te entregamos com amor. Novo geito de sermos igreja nós buscamos, Senhor, na tua mesa. (bis) 2. Neste pão te oferecemos os mutirões que fazemos, a partilha e a produção. Neste vinho a alegria, que floresce cada dia, dentro de nossa união. 3. Nesta bíblia bem aberta, encontramos a luz certa, para aqui te oferecer. Ela reúne o teu povo na busca de um mundo novo, onde os pobres vão viver. --- 17 --- Agora é tempo de ser Igreja, caminhar juntos participar. (bis) 1. Somos povo escolhido e na fronte assinalados, com o nome do senhor, que caminha ao nosso lado. 2. Somos povo em missão, já é tempo de partir. É o Senhor que nos envia, em seu nome a servir. Tenho de gritar, tenho de arriscar, ai de mim se não o faço. Como escapar de ti, como calar, se tua voz arde em meu peito? 2. Não temas arriscar-te porque contigo eu estarei. / Não temas anunciar-me, em tua boca eu falarei. / Entrego-te meu povo, vai arrancar e derrubar. / Para edificares, destruirás e plantarás. 3. Deixa os teus irmãos, deixa teu pai e tua mãe. / Deixa a tua casa, porque a terra gritando está. / Nada tragas contigo pois a teu lado eu estarei. / É hora de lutar, porque meu povo sofrendo está. --- 15 --- 1. Minha alma da glórias ao Senhor / meu coração bate alegre e feliz / Olhou para mim com tanto amor, que me escolheu, me elegeu e me quis / E de hoje em diante eu já posso prever / todos os povos vão me bendizer / O poderoso lembrou-se de mim/ Santo é o seu nome sem fim. 2. O povo da glória ao Senhor / meu coração bate alegre, feliz / Maria carrega o Salvador / porque Deus Pai sempre cumpre o que diz / e quando os povos aceitam a lei / passa de Pai para filho seu dom / das gerações ele é mais do que Rei: Ele é Deus Pai, ele é bom. 3. Minha alma da glória ao Senhor / meu coração bate alegre e feliz / Olhou para mim com tanto amor, que me escolheu, me elegeu e me quis / o orgulhoso ele sabe cobrar / o poderoso ele
  • 55. --------------------------------------cortarnestalinha-------------------------------------- VOCÊ PODE CORTAR ESTA PÁGINA E COLAR NA PORTA DA SUA CASA! AJUDE-NOS A MELHORAR! Gostaríamos que os grupos dedicassem alguns minutos para responder às seguintes perguntas e nos ajudar a melhorar os próximos subsídios e este trabalho de formação de base. - Este subsídio ajudou a refletir a respeito da Igreja? Como? Tem algo que seria bom tirar? Tem algo que seria bom acrescentar? - Com quantas pessoas se encontrou para trabalhar os roteiros deste subsídio? Foi um encontro em comunidade, no grupo de rua, na família...? Tem sugestões para a “Equipe de formação de base” melhorar os próximos subsídios? Agradecemos pela atenção. Pode entregar as respostas por escrito à Equipe de Pastoral do seu Regional ou enviá-las para: prelaziasaofe- lix@gmail.com.
  • 56. NA IGREJA NÓS QUEREMOS FAZER A DIFERENÇA! VENHA PARTICIPAR DO NOSSO GRUPO NO DIA ____________________________

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