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Natalia beatriz

Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde trabalhos e os modos de produção científica no Mackenzie, visando fortalecer a cultura da pesquisa acadêmica. Assim é justo parabenizar os professores e colegas envolvidos e permitir que mais alunos vejam o que já se produziu e as muitas portas que ainda estão adiante no mundo da ciência, para os alunos da Arquitetura - mostrando que ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA.
Published on: Mar 3, 2016
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Natalia beatriz

  • 1. Universidade Presbiteriana MackenzieUTILIZAÇÃO DA DANÇA DO VENTRE COMO MINIMIZADOR DE DORES NADISMENORRÉIA PRIMÁRIANatalia Beatriz Datrino (IC) e Denise Elena Grillo (Orientadora)Apoio: PIVIC MackenzieResumoA dismenorréia primária é uma desregulação hormonal não patológica que provoca uma menstruaçãodificultada e causa dor. Algumas teorias médicas e fisioterápicas descrevem o auxílio da dismenorréiaprimária com uso de choques eletroestimulantes, massagem localizada e uso de medicamentos paraaliviar os sintomas. Sendo a dança do ventre uma dança exclusivamente feminina e que provocacontrações voluntárias na região pélvica, alvo da dismenorréia primária, assim como massagem,pode ser utilizada como forma natural de tratamento da dismenorréia primária. Esta pesquisa,portanto, objetiva verificar a eficácia da dança do ventre na diminuição de dores de mulheres quepossuam dismenorréia primária. Para isto, foi elaborado um questionário de sintomas e escala visualnumérica de dor e aplicado antes e depois de três meses de aulas de dança do ventre, para setemulheres da região Oeste de São Paulo que possuem características sintomáticas de dismenorréiaprimária. Como resultado, foram obtidas diferenças consideráveis para dizer que o período de testetraz benefícios para as mulheres. Os sintomas todos em geral diminuem na intensidade do problemacomo, por exemplo, na diminuição das dores do baixo ventre, náuseas, dores de cabeça e das dorespela escala visual numérica de dor. Concluímos que a dança do ventre pode ser utilizada comominimizador de dores na dismenorréia primária, mas deve ser realizada por mais de 3 meses paramelhores resultados ou acompanhando outros tratamentos.Palavras chave: dismenorréia primária, dança do ventre, mulheresAbstractThe primary dysmenorrhoea is a non-hormonal endocrine pathology causing menstruation hinderedand cause pain. Some medical theories and phisioterápics describe the aid of primary dysmenorrheawith use of shock eletroestimulantes, massage and use of medications to relieve symptoms. The bellydance is exclusively feminine and causing voluntary contractions in the pelvic region, target of primarydysmenorrhea, as well as massage, can be used as a natural form of treatment of primarydysmenorrhea. This research, therefore, aims to verify the effectiveness of belly dance in the decreaseof pain in women with primary dysmenorrhea. For this, a questionnaire was prepared and visualsymptoms of pain scale numerical and applied before and after three months of belly dance classes,to seven women of the Western region of São Paulo who have symptomatic features of primarydysmenorrhea. As a result, significant differences were obtained to say that the test period bringsbenefits for women. All symptoms decrease in overall intensity of the problem as, for example, in thedecrease of the lower abdomen pain, nausea, headaches and pains by numerical pain scale visual.We found that the belly dance can be used as minimizador pain in primary dysmenorrhea, but must beheld by more than 3 months for best results or together with other treatments.Key-words: primary dysmenorrheal, belly dance, women 1
  • 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011INTRODUÇÃOA dança do ventre como atividade física traz inúmeros benefícios tanto psicológicos quantofísicos e é feita exclusivamente para o corpo da mulher. É atrativa, envolve a mulher emprazer de praticar a arte, além de resgatar a auto-estima, bem-estar, alegria, consciênciacorporal, sensualidade etc. Bomentre (2005) apud Braga (2008) afirma que esta atividadetrabalha os órgãos do baixo ventre, normalizando as suas funções, massageia a coluna,aumenta a flexibilidade e a criatividade.Além dos fatores psicoemocionais envolvidos na dança do ventre que já são claros hámuitos anos principalmente pela região do Oriente Médio, existe uma questão um poucomais fisiológica da dança do ventre que engloba as características morfofuncionais destadança que Silva (2009) caracteriza como um trabalho de fortalecimento das musculaturas doassoalho pélvico.A procura pela dança do ventre é muito grande e tem crescido demasiadamente pelasmulheres adultas. E em conexão com esta procura, existe dentro deste público um problema– hoje, já considerado como um problema de saúde pública que atinge mais do que 60%das mulheres adultas – no qual o governo pode dispor de verba para tratamento que é adismenorréia primária, que Silva (2007) considera como um distúrbio ginecológico queafasta as mulheres de suas tarefas diárias sejam elas, estudo, trabalho e casa.Segundo Acetta et al. (2006) apud Silva (2007), a relação dança do ventre e dismenorréia épertinente e co-relacionadora. Tal afirmação se justifica com base nos movimentos da dançado ventre que apresenta características massageadoras e a região alvo ser a mesma dacausa problemática da dismenorréia, que se localiza na região abdominal baixa por umadificuldade do escoamento do fluxo menstrual seguido de dor por contrações involuntárias.Diante deste relato o objetivo deste estudo é verificar a eficácia da dança do ventre nadiminuição de dores de mulheres que possuam dismenorréia primária.Importância do problema ou justificativaSendo este problema um causador de bloqueio nas atividades diárias, é fundamental que sedescubram formas de amenizar o problema e tratamento, visto que não há leis quepermitam que as mulheres fiquem afastadas de seus afazeres escolares ou trabalhistas porconta de cólicas menstruais. Serão analisadas as seguintes variáveis: diminuição dossintomas característicos da dismenorréia primária e possibilidades de realizar as atividadesdiárias. 2
  • 3. Universidade Presbiteriana MackenzieREVISÃO DE LITERATURAVisão geral da dançaSegundo Capri & Finck (2009), a dança é uma arte milenar em que as pessoas demonstramseus sentimentos e antigamente era exclusiva da elite, porém hoje em dia acompanha oseventos sociais recentes, além de pertencer a estética, linguagem e possibilidades de umpovo.A dança dispensa qualquer tipo de material e ferramenta e depende apenas do corpo dapessoa, sendo estes materiais adicionais, mas não fundamentais como a expressão apenascorporal, por isso acredita-se que essa era uma forma de expressão muito singela eexpressionista cultural (PORTINARI, 1989).“Entende-se por dança como uma arte que significa expressões gestual e facial através demovimentos corporais, emoções sentidas a partir de determinado estado de espírito”(GARCIA & HAAS, 2003, p. 139). Nanni (1995) apud Capri & Finck (2009) complementacom o pensamento de que a expressão é necessária à raça humana e que acompanha asgerações e as mais diversas culturas, dançando diferentemente sobre os mesmoscontextos.A mesma autora afirma que o homem representa seus sentimentos através da dança eexpressões corporais ritmadas e os relaciona com religiosidade; energia ludicidade esexualidade.Dentro do contexto da educação física, a dança é chamada de “atividades rítmicas eexpressivas” e está presente dentro do conteúdo da cultura corporal segundo os ParâmetrosCurriculares Nacionais (PCN’s), porém dentro do ambiente escolar não é bem definida entreeducação física ou artes e pior, não tem a sua significância relevante (CAPRI & FINCK,2009). Mesmo com a irrelevância estimada, alguns autores demonstram que “inúmerasexperiências pedagógicas que indicam a abordagem da saúde mental e, sobretudo sexualno âmbito da educação pela dança” (ABRAÃO & PEDRÃO, 2005, p. 244).Miranda (1994) apud Pacheco (1999) aprofunda seus estudos em dizer que os professoresda área não receberam instrução necessária a esta prática e com isso são preconceituososao tema dança por conta da indefinição de dança na área de graduação em educação físicaou a própria faculdade de dança. Uma das explicações para a falta de aprofundamento dadança na educação física é a superficialidade e impropriedade do assunto dentro da gradecurricular bem como a inviabilidade que a faculdade admite ter disponibilizando, assim,cargas horárias baixíssimas para o tema (PACHECO, 1999). 3
  • 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Dança do ventreO nome verdadeiro da dança do ventre é Racks el Sharqi (que em árabe significa dança doleste). A dança do leste significa de onde o sol nasce e fornece energia à mulher que recebepoder, primeiro se dissipou na França e recebeu o nome de Danse du Ventre e em seguidaBelly Dance pelos norte- americanos e no Brasil foi traduzida para Dança do Ventre(PEREIRA, 2004, p. 13).Segundo Ribeiro (2008), a dança do ventre trata de uma arte milenar que desenvolve agraça, a sensualidade e a alegria de ser mulher e se utiliza de movimentos que imitam osanimais, como o camelo a serpente com movimentos ondulatórios e batidos podendo assimunir condicionamento físico, técnica, expressão corporal e beleza plástica.“A dança do ventre é uma maneira clara, simples, direta e ampla para trabalhar a saúde deum grupo de mulheres. É uma prática alternativa milenar que reduz a complexidade naabordagem da sexualidade feminina” (ABRAÃO & PEDRÃO, 2005, p. 244).Braga (2007) demonstra que a dança do ventre não é apenas a beleza que as pessoasestão acostumadas a ver em filmes, clipes e novelas, é uma atividade física de âmbitorítmico com um grande peso cultural e merece seu devido respeito, principalmente por terexercícios com alto grau de complexidade que ao serem alcançados levarão o aluno a umdomínio ótimo de seu corpoA dança do ventre como fator motivacional às mulheresXavier & Matsumoto (2004) explicam que poucos são os estudos feitos na área de dança doventre, visto que é uma arte praticada há muitos anos e com poucos registros no mundo,recebendo o nome de “invisibilidade feminina” e atualmente também como “invisibilidadeacadêmica”, com milhões de livros se referindo a danças clássicas como ballet, jazz,sapateado, danças de salão, mas nunca com o aspecto real da dança do ventre.A Dança do Ventre destina-se, unicamente, ao corpo feminino, enfatizando os músculosabdominais e os movimentos de quadris e tórax. Ela é praticada com os pés descalços,firmados no solo, caracterizando-se pelos movimentos suaves, fluidos, complexos esensuais do tronco, alternados com movimentos de batida e tremido (RIBEIRO, 2008).Moro (2004) nos mostra que a local do corpo que mais apresenta “segredos da vida” ouseja, um aspecto intimo da cada um, é o ventre, onde se guarda uma forte fonte de energiado corpo feminino. O autor afirma que a dança do ventre trabalha a dissociação, bem comoconscientização do corpo. Esta dança desperta sensualidade e sensibilidade que asmulheres não acreditam ter e assim faz com que elas demonstrem isso às demais pessoasque as assistem e obtenham uma melhor compreensão do mundo que as cerca (ABRAÃO & 4
  • 5. Universidade Presbiteriana MackenziePEDRÃO, 2005). Braga (2008) diz que a mulher quando dança deixa que seu corporesponda à feminilidade.A dança do ventre faz com que cada mulher que a pratique busque em seu interior umresgate do feminino que por razões de estresse diário e mundo ocidental moderno ficouescondido.Algumas poucas mulheres modernas acreditam no seu poder de igualdade e expressamseus sentimentos, dominam qualquer área, obtém poder sem perder a delicadeza.Trabalham em jornadas de trabalho fora de casa e não como doméstica encorajando o seuespírito feminino (BRAGA, 2008).As mulheres que descobrem a dança do ventre se dedicam de forma íntegra na qualrealizam uma viagem interior, modificando seu estado de espírito e entrando em contatocom alguns símbolos, desejos diferenciados e imagens arqueótipas como: o materno, aodalisca, a prostituta sagrada e a Afrodite, interligando graças e sensualidade (XAVIER,2007).Segundo Cenci (2001) apud Camargo (2003), a dança das mulheres feitas por mulheres écaracterizada por delinear a cintura dando uma forma bem feminina, corrige a postura,tonifica e fortalece a musculatura do corpo todo, estimula funções ovarianas, melhora orelacionamento sexual, desenvolve a criatividade, sensibilidade, intuição, autoconfiança,auto-estima.Dismenorréia primáriaSilva (2007) caracteriza a dismenorréia primária como uma produção excessiva desubstâncias causadoras da dor, chamadas de prostaglandinas, secretadas pelas glândulasestrógenas, derivadas de ácidos graxos.Atinge populações desde a adolescência até mulheres com anatomia pélvica normal ecausa o absenteísmo escolar ou laboral e está ligada a problemas de saúde de foroginecológico. A característica da dor é recorrente com a menstruação e se chama deprimária, pois não está acompanhada de patologias pélvicas subjacentes (GALVÃO, 2009). 5
  • 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 (Fonte: Passos et al, 2008)Alguns casos de dismenorréia primária podem ser originados de uma Síndrome do quebra-nozes, caracterizada por uma disfunção anatômica, sendo ela na artéria mesentéricasuperior e a aorta que faz um pinçamento da veia renal esquerda e por consequência naveia ovariana esquerda (FERREIRA, et al., 2008). Motta (2000) apud Schmidt e Herter(2002) acredita que a dismenorréia primária atinge cerca de 50% a 90% das mulheres edentro deste percentual 10% não consegue executar suas atividades diárias por conta destador: “a dismenorréia é um distúrbio ginecológico também conhecido menalgia,algomenorréia e síndrome de dor menstrual, definido como menstruação dolorosa queimpede as atividades normais” (SILVA, 2007. (Fonte: Passos et al, 2008).As mulheres com dismenorréia primária produzem um aumento de prostalgina no ciclomenstrual causando uma contração uterina anômala dolorosa. Além da prostalgina há umaumento de vasopresina e leucotrienos que causa uma dor isquêmica como consequênciada vasoconstrição. Estes hormônios em níveis elevados aumentam a atividade muscular econtrações desrítmicas (GALVÃO, 2009). 6
  • 7. Universidade Presbiteriana Mackenzie Fluxograma 1 – Origem da dor pela vasoconstrição e queda do nível de progesterona. (Fonte: Editoração eletrônica: prostaglandina.com, 2010).Este distúrbio tem sido tratado como um problema público que faz com que as mulheres nãoconsigam executar as suas atividades diárias por conta das dores menstruais, denominadaspor cólicas menstruais. Por conta de um fluxo dificultado, a aglomeração de menstruaçãoobstrui o canal do endométrio causando contrações uterinas caracterizadas pela forte dor(SILVA, 2007).“Alivia com anti-inflamatórios não esteróideos (AINE). Se persiste a dor apesar dos AINE,está indicada a ecografia pélvica para descartar qualquer anomalia anatômica e emsubstituição de um exame exploratório pélvico.(...)” (GALVÃO, 2009, p. 2).“Os leucotrienos, substâncias que seriam liberadas durante a descamação do endométrio eatuariam na musculatura lisa, poderiam ser considerados como os responsáveis pela dorpélvica.”. (SILVA, 2007).Para as mulheres que não conseguirem fazer o tratamento via farmacológica, comreposição hormonal, poderão se alimentar a base de tiamina, vitamina E, suplemento deóleo de peixe, omega-3, dieta vegetariana com baixo teor de gordura, realizar acupuntura ouestimulação neural elétrica que realiza a simulação uma contração voluntária. (GALVÃO,2009). 7
  • 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011A visita a um ginecologista é necessária para a detecção de uma dismenorréia primária,caso contrário apenas uma dor na região abdominal pode ter origem em congestão venosapélvica, disúria, hematúria, dispareunia ou congestão vulvar (FERREIRA, et al., 2008).A dança do ventre e a dismenorréia primáriaA dismenorréia primária com dores espasmóticas ou cólicas causa mais do que apenasdesconforto na região pélvica, pode causar vômitos, cefaleias, dores nas costas, diarreia efadiga, o que normalmente confunde com outros problemas que não sejam ginecológicos.Sendo esta a razão de não haver procura médica para o tratamento da dismenorréiaprimária (PASSOS et al, 2008).Mohamed (1998) apud Pereira (2004) acredita que as alunas que busquem o tratamento dadismenorréia através da dança do ventre, encontrarão os diversos benefícios anteriorescitados, mas irão de fato se preocupar mais com a sua diminuição de dor. Os exercíciosabdominais combinados com os ritmos envolventes propiciarão uma massagem relaxadoraque ao mesmo tempo tem a capacidade de fortalecer a musculatura, obtendo o foco centralda região pélvica, como diz ter ouvido de muitas alunas que sofriam de cólicas menstruaisterem melhoras significativas nas dores, pelos efeitos causados nos movimentos da dançado ventre que de forma separada acaba massageando e trabalhando bastante a regiãopélvica, influenciando por conseqüência o bom funcionamento dos ovários.A dança do ventre mais do que uma prevenção para as dores menstruais é lembrada comdiversos benefícios, “a literatura trata bastante deste tema, afirmando que são muitos osbenefícios físicos, mentais e psicológicos provocados pela dança oriental na mulher”(PEREIRA, 2004, p. 48).A dança do ventre se diferencia das demais danças de passos para se caracterizar como adança dos músculos. Mihaljevic (2007) trata de movimentos diferentes e sinuosos comoextensão dos músculos abdominais, isolamentos de costela, isolamento das grandesextremidades, isolamento de palmas, círculos com o quadril, batidas de quadril, figuras deoito executadas na horizontal e na vertical, tremido egípcio, e tremido de ombro.Segundo Galvão (2009), uma das formas de tratar a dismenorréia primária é a base deestímulos elétricos neurais para provocar contrações voluntárias ao invés das involuntáriascausadas por estes hormônios. Sendo assim, a dança do ventre tem muito a contribuir nestetratamento pela sua alta especificidade nas contrações e massagens na área pélvica.A medicina recomenda o tratamento via analgésicos, porém a área de fisioterapia vemdesenvolvendo métodos eficazes com base na cinesiologia, se utilizando da massagemterapêutica, a qual era utilizada há muitos anos pelos japoneses, sendo assim mais indíciosdo passado foram pesquisados para a não utilização de remédios. Assim, a dança do ventre 8
  • 9. Universidade Presbiteriana Mackenzieaparece como a arte milenar capaz de preparar o corpo da mulher para as condiçõesrelativas ao sistema reprodutor (REIS, 2005).Esta modalidade de dança oriental trabalha a consciência corporal de forma sistematizada,fortalecendo e oferecendo flexibilidade ao mesmo tempo, massageando a região pélvicacomo um todo. “As dançarinas orientais são consideradas diferentes, pois realizam umadança dos músculos, ao contrário das danças de passos, praticada no ocidente” (BRAGA,2008, p. 2).Segundo Braga (2007), a dança do ventre é mais do que uma arte envolvente e bonita, elatraz os mais diversos benefícios e um peso cultural muito grande, movimenta a musculaturade forma sistêmica fazendo com que a mulher tenha um grau de consciência corporal muitoalto. Salientado por Pereira (2004) que além de todos esses benefícios citados a dança doventre traz feminilidade, suavidade, beleza e auto-estima.Portal & Honda (2006) acreditam que qualquer forma de exercício físico é valido quando setrata de tratamento da dismenorréia primária. Segundo seus estudos, as anamnesesdemonstraram que as mulheres não praticavam nenhum tipo de atividade física e que apóso estudo experimental as mulheres passaram a praticar e os índices de dor diminuíram.DorPara detectar uma patologia, um dos sintomas mais claros observados é a dor. O indivíduosente de forma clara e consegue demonstrar que existe esse sintoma. A Agência Americanade Pesquisa e Qualidade em Saúde Pública (AAPQSP) e a Sociedade Americana de Dor(SAD) descrevem que existem cinco formas de detectar um problema e que a dor é a quintadelas, sendo as outras quatro: temperatura, pulso, respiração e pressão arterial (PEREIRA,2008).A dor pode ser descrita como “desagradável experiência sensorial e emocional associada aum dano atual ou potencial do tecido ou descrita em termos deste dano” (MICELI, 2002apud CIENA, 2008).METODOLOGIAO presente estudo possui caráter experimental, já que avaliou a influência da dança doventre como minimizador de dores para mulheres que sofrem de dismenorréia primária. Deacordo com Thomas e Nelson (2002), a pesquisa experimental tenta estabelecer umarelação de causa e efeito entre uma variável independente que é manipulada para julgar seuefeito sobre uma variável dependente. 9
  • 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Os participantes foram 7 mulheres de 18 a 45 anos que possuem dismenorréia primária.Todas praticantes de aula de dança do ventre iniciante, da região Oeste de São Paulo.As participantes foram analisadas em sua primeira aula de dança do ventre, até os 3 mesesfinal do estudo. E não praticaram mais nenhuma atividade física.Apenas uma das participantes toma medicamento frequentemente para hipertensão e todasas outras, medicamentos para aliviar a dor quando sentem cólicas muito fortes, segundorelatos das próprias alunas.As participantes foram avaliadas em dois momentos: Grupo A – Questionário aplicado antesdo tratamento e Grupo D – Questionário aplicado depois do tratamento.O estudo foi experimental, e teve como objetivo avaliar qualitativamente se há alteração dador durante a realização de suas atividades diárias, após serem submetidos a um programade dança do ventre. Na primeira aula foram entregues questionários relativos aos sintomasde dor e absenteísmos. O programa de dança do ventre foi composto por exercíciosespecíficos de ondulações e técnicas de quadril e foi realizado durante três meses uma vezpor semana com duração de uma hora e meia, totalizando doze sessões de treinamento, eapós esse período de treinamento foram novamente realizados os questionários paraidentificar se houve alteração na dor destas mulheres. A pesquisa foi realizada por meio deum questionário (anexo 1) elaborado pela pesquisadora, na intenção de observar sintomasde dores e assim caracterizar as participantes como portadores de dismenorréia primária,ciclo menstrual e frequência da dança do ventre e da escala visual numérica da dor (anexo2), na intenção de observar a intensidade da dor no período de cólicas menstruais á partirde uma Escala de Likert adaptada. Este instrumento consiste de uma faixa limitada de 10cm de comprimento, a qual representa a experiência dolorosa do aluno. Os participantessão instruídos a assinalar a intensidade da sensação dolorosa em um ponto dessa reta,sendo que os escores podem variar de 0 (zero) a 10 (dez) (PEREIRA & SOUZA, 1998).A coleta dos dados foi feita através do questionário individual, aplicado pela pesquisadora eanalisados pelo método de itens em escala. Na primeira aula farão o questionário inicial eapós três meses de aula, as alunas responderão o questionário final.Os dados foram tabulados, apresentados em gráficos e dados percentuais e discutidosposteriormente.O estudo tem a analise final apenas do treinamento e do qual foi realizado, o que pode nãoser eficaz pelo grande intervalo de um treino ao outro. Não foi determinado que as alunasnão participassem de outras atividades físicas. Não houve controle de aplicação demedicamentos. 10
  • 11. Universidade Presbiteriana MackenzieAPRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOSOs resultados apresentados a seguir serão demonstrados através de dados percentuaisseguidos de um gráfico demonstrativo visual e discutidos isoladamente.Para detectar as participantes que poderiam ser instrumento de coleta, observamos alguns pantessintomas descritos por Passos et al (2008) como dor de cabeça, náuseas, dor no baixoventre. Baseado nestes sintomas, o questionário primário detectou as mulheres quepossuem a dismenorréia primária, assim como sua frequência dentro das aulas de dança do primária,ventre e a escala visual numérica de dor para oferecer parâmetros comparativos. Tabela 3 – Referente ao ciclo menstrual de cada participante. Tabela 3 - Ciclo menstrual regulado Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Raramente 2 28,57% 3 42,86% 2 Pouco 0 0,00% 0 0,00% 3 Muitas vezes 3 42,86% 1 14,29% 4 Frequentemente 2 28,57% 3 42,86% Total 7 100,00% 7 100,00% Ciclo menstrual antes Ciclo menstrual depois 1 28% 43% 29% 1 2 43% 2 0% 3 3 4 4 43% 14% 0%Gráfico 1 – Percentual de alunas que possuem Gráfico 2 – Percentual de alunas que possuemCiclo menstrual regulado, antes do tratamento Ciclo menstrual regulado, depois do tratamento. icloA tabela 3 é o início do questionário e todas as anteriores seguem as ordens de respostas.Nesta primeira tabela juntamente com os resultados do gráfico temos uma estimativa de que43% das participantes alegam ter um ciclo menstrual muitas vezes regulado. Sendo que28% afirmam ter um ciclo menstrual frequentemente regulado.Após o tratamento, aumentou o número de alunas que alegam ter um ciclo menstrualregulado subindo para 43%. Essa variável que consideramos uma melhora pode ser devida 11
  • 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011à reorganização citada por Pereira (2004), que indica a melhora do funcionamento dosovários e todo o sistema reprodutor pela massagem realizada na dança do ventre.Reis (2005) trabalhou sobre um projeto de que para auxiliar nas regulações menstruais amedicina utiliza métodos elétricos e contráteis para regular a produção de hormônio que todoscausa dor e em longo prazo regula a menstruação. Sendo essa afirmação verdadeira, éprovável que a dança do ventre produza contrações similares às mecânicas e com efeitoselétricos sobre os elétrons da musculatura podendo regular voluntariamente este efeito. Tabela 4 – Referente à Dor no Baixo Ventre Tabela 4 - Dor no baixo ventre Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Raramente 0 0,00% 2 28,57% 2 Pouco 0 0,00% 2 28,57% 3 Muitas vezes 2 28,57% 0 0,00% 4 Frequentemente 5 71,43% 3 43% Total 7 100% 7 100% Dor no baixo ventre antes Dor no baixo ventre depois 0% 0% 28% 29% 1 43% 1 2 2 3 3 71% 4 4 0% 29%Gráfico 3 – Percentual de alunas que sentem dor Gráfico 4 – Percentual de alunas que sentem dorna região do baixo ventre, antes do tratamento. na região do baixo ventre, depois do tratamento.As dores sentidas no baixo ventre são consequências de vasoconstrições por açãohormonal. De acordo com Galvão (2009), a dismenorréia primária é uma menstruaçãodolorosa por conta de aumento de prostalgina (um hormônio de cadeia lipídica) que contraio útero, que por sua vez, causa a dor isquêmica e vasoconstrição e aumento de contraçõesinvoluntárias.O estudo demonstra uma grande maioria com dores nesta região com 71% de dorfrequentemente e após o tratamento apenas 43%. Sendo no início do estudo ninguém com tratamentodores raramente e no final do estudo 28% raramente sentem. 12
  • 13. Universidade Presbiteriana MackenzieO uso da dança do ventre para essa questão é bastante importante devido ao efeitocausado na vida destas mulheres e a porcentagem de mulheres que possuem essa dor.Desta forma, a dança do ventre é realizada 80% utilizando o foco do ventre e toda a suaregião pélvica, é seguida de contrações musculares de abdômen e perínio, que, por suavez, utilizados de forma voluntária podem vir a se educar e não contraírem mais de formainvoluntária causando essa dor. Além de todo o efeito do treinamento como qualquer outroexercício físico de causar uma hormônio hormônio-regulação.Podendo considerar de acordo com Mihaljevic (2007), os exercícios específicos para regiãoalvo da dor: círculos com o quadril, batidas de quadril, figuras de oito executadas naverticalmente e horizontalmente pelo quadril e os tremidos de quadril (nomenclaturaespecífica da dança do ventre). Tabela 5 – Referente a náuseas percebidas pelas participantes. Tabela 5 – Náuseas Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Raramente 1 14,29% 0 0,00% 2 Pouco 1 14,29% 5 71,43% 3 Muitas vezes 1 14,29% 1 14,29% 4 Frequentemente 4 57,14% 1 14,29% Total 7 100,00% 7 100,00% Náuseas antes Náuseas depois 14% 15% 1 1 14% 2 14% 2 3 72% 3 14% 57% 4 4 0%Gráfico 5 – Percentual de alunas que sentem rcentual Gráfico 6 – Percentual de alunas que sentemnáuseas, antes do tratamento. náuseas, depois do tratamento.A questão sobre a sensação de dor é utilizada no questionário para detectar um dossintomas da dismenorréia primária e consequentemente, pelo grande desconforto que este 13
  • 14. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011sintoma causa o que mais para frente pode intervir na questão a seguir que se refere a aoabsenteísmo.Ciena (2008) acredita que a dor é o início para a detecção de um problema, é o quintoelemento, mas que pode levar a outros sintomas, como é o caso da náusea. Muitas pessoasexpelem por sentirem fortes dores e influenciar no sistema corporal como um todo.A náusea é um desconforto à parte do problema que pela sensação de impotência pode vira ser um fator primário do problema e por conta da frustração deste sintoma, a mulher podedeixar de realizar suas atividades da vida diária.O sintoma de náusea no gráfico é de 57% de frequência e após o tratamento cai para 14%,sendo que 72% alegam ter pouca náusea, uma melhora considerável. Tabela 6 – Referente às dores de cabeça Tabela 6 - Dor de cabeça Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Raramente 0 0,00% 1 14,29% 2 Pouco 1 14,29% 2 28,57% 3 Muitas vezes 2 28,57% 3 42,86% 4 Frequentemente 4 57,14% 1 14,29% Total 7 100,00% 7 100,00% Dor de cabeça antes Dor de cabeça depois 14% 14% 0% 14% 1 1 2 2 29% 3 3 57% 4 43% 29% 4Gráfico 7 – Percentual de alunas que sentem dor Gráfico 8 – Percentual de alunas que sentem dorde cabeça, antes do tratamento. dor de cabeça, depois do tratamento.A dor de cabeça pertence ao quadro de sintomas clínicos que podem aparecer durante oproblema crônico da dismenorréia primária. É colocado em questão dentro do ciclomenstrual ativo, ou seja a época de sangramento. al 14
  • 15. Universidade Presbiteriana MackenziePode ser imposto como mais uma das dores que é específica para a região da cabeça masnão isolada, é consequência de um problema específico por uma queda de progesteronaque libera leucotrinos que, segundo Silva (2007), são os responsáveis pela dor isquêmica.A dor de cabeça, assim como a febre, pode ser vista como avisos de emergência de umfuncionamento indevido, de tecidos, órgãos ou sistemas e por Ciena (2008) a dor é umasensação extremamente desagradável e que permite experiências muito ruins na vida da quepessoa. Antes do periodo de tratamento 57% das alunas disseram ter dores de cabeçafrequentemente, o que após o estudo foi para 14%. A maioria de 43% disse sentir dores decabeça muitas vezes. Tabela 7 – Referente à irritação nervosa sentida pelas participantes Tabela 7 - Irritação nervosa Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Raramente 0 0,00% 0 0,00% 2 Pouco 1 14,29% 4 57,14% 3 Muitas vezes 4 57,14% 1 14,29% 4 Frequentemente 2 28,57% 2 28,57% Total 7 100,00% 7 100,00% Irritação nervosa antes Irritação nervosa depois 0% 14% 0% 57% 29% 29% 1 1 2 2 3 3 4 4 57% 14%Gráfico 9 – Percentual de alunas que sentem ercentual Gráfico 10 – Percentual de alunas que sentemirritação nervosa, antes do tratamento. irritação nervosa, depois do tratamento.Dentro de um estudo que visa o tratamento de um problema que chega a atingir cerca de50% a 90% das mulheres, no qual 10% não consegue executar suas tarefas diáriasconcordando com Schmidt e Herter (2002) é importante checar as questões pertinentes aoconjunto biopsicossocial. 15
  • 16. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Se preocupar com as questões psicológicas é bem importante quando se trata de um serhumano como um todo. Às vezes sentir dor e manter uma atividade diária é difícil e muitasempresas podem entender e dispensar o funcionário por licença médica, mas quando setrata de um distúrbio psicológico muitas empresas não são pacíficas a aceitar que a irritaçãonervosa e o descontrole também fazem parte de um complexo biológico, principalmente ocomplexo hormonal que é desregulado no quadro de dismenorréia primária.Antes do tratamento, 57% das alunas alegavam sentir irritação nervosa muitas vezes e apóso estudo, apenas 14% disse ter irritação nervosa, depois sendo após o estudo a maioria de57% disse sentir pouca irritação nervosa.Os métodos de tratamento que são propostos pela medicina e fisioterapia são tidos comodolorosos, segundo Galvão (2009), visto que causam choques elétricos para propor umacontração involuntária, alimentação suplementada ou acupuntura; a dança do ventre estámostrando sua eficácia neste tratamento sob uma ótica de ser prazerosa.Braga (2008) defende a teoria motivacional da dança do ventre para mulheres por ser umaarte que além de traçar movimentos complexos como em qualquer dança ou exercício físico,traz um resgate do feminino que transparece na mulher a autoestima e delicadeza que umavida agitada a faz retirar.O efeito da melhora na irritação nervosa pode ser resultante de uma melhora de todos ossintomas anteriores demonstrados que causa uma melhora sistêmica ou até mesmo amotivação obtida pela prática à dança. Tabela 8 – Referente ao Absenteísmo Tabela 8 - Absenteísmo Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Raramente 2 28,57% 5 71,43% 2 Pouco 0 0,00% 0 0,00% 3 Muitas vezes 3 42,86% 1 14,29% 4 Frequentemente 2 28,57% 1 14,29% Total 7 100,00% 7 100,00% 16
  • 17. Universidade Presbiteriana Mackenzie Absenteísmo antes Absenteísmo depois 14% 29% 28% 1 1 2 2 0% 3 14% 3 4 0% 4 43% 72% Gráfico 11 – Percentual de al alunas que faltam Gráfico 12 – Percentual de alunas que faltam ao trabalho ao estudo, antes do tratamento. , trabalho ou estudo, depois do tratamento.A grande importância deste trabalho está na questão do absenteísmo que retira as mulheresde seus afazeres diários por conta de um problema não considerado patológico. A propostade melhora está não somente na mudança de sintomas de dores, mas como na mudança derotina. Segundo estudos de Passos et al (2008), o custo mensal de dias perdidos detrabalho por conta das cólicas chega a R$ 31,00, o que de certa forma é muito alto quandocomparado à diferença de um salário mínimo de R$ 545,00. No presente estudo, aincidência de absenteísmo é pertencente a 43% de mulheres que alegam faltar à atividadediária muitas vezes, o que após o estudo partiu para 14%, sendo 72% o número demulheres que faltam raramente, lembrando que o reflexo deste percentual é monetário. Tabela 9 – Referente à frequência nas aulas da dança do ventre Tabela 9 - Frequência nas aulas Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Raramente 0 0,00% 0 0,00% 2 Pouco 1 14,29% 3 42,86% 3 Muitas vezes 0 0,00% 0 0,00% 4 Frequentemente 6 85,71% 4 57,14% Total 7 100,00% 7 100,00% 17
  • 18. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Frequência nas aulas antes Frequência nas aulas depois 0% 14% 0% 0% 1 1 43% 2 2 57% 3 3 86% 4 4 0% Gráfico 13 – Percentual de frequencia as aulas, Gráfico 14 – Percentual de frequencia as aulas, antes do tratamento. depois do tratamento.Para validar o estudo e traçar as limitações é necessário compreender a frequência destasalunas nas aulas, 86% das alunas iam às aulas frequentemente e após o estudo 57% iamfrequentemente. Houve uma queda das participantes neste estudo devido a algumas quedahipóteses que foram comentadas durante o estudo pelas próprias alunas, comoimpedimentos por trabalho no mesmo horário da aula, novo emprego, doençaprincipalmente por crise de dor causada pelos dias de menstruação, o que faz parte doabsenteísmo, questão abordada anteriormente e por alcance de melhora e opção de outrasatividades. Tabela 10 – Referente à escala visual numérica de dor Tabela 10 - Escala Visual Numérica Grupo A Grupo A Grupo D Grupo D N % N % 1 Ausencia de dor 0 0,00% 1 14,29% 2 Dor de fraca intensidade 0 0,00% 1 14,29% 3 Dor de intensidade moderada 2 28,57% 5 71,43% 4 Dor de forte intensidade 2 28,57% 0 0,00% 5 Dor de int. insuportável 3 42,86% 0 0,00% Total 7 100,00% 7 100,00% 18
  • 19. Universidade Presbiteriana Mackenzie Dor antes do tratamento Dor depois do tratamento 0% 0% 0% 14% 43% 28% 1 0% 1 2 14% 2 3 3 4 4 29% 72% 5 5Gráfico 15 – Percentual de dor pela escala visual or Gráfico 16 – Percentual de dor pela escala visual numérica de dor, antes do tratamento. numérica de dor, depois do tratamento.Esta última questão é a questão norteadora, é finalmente o alcance da melhora de dor. Foiutilizada uma escala visual numérica de dor que faz parte dos métodos de investigaçãoutilizados por todas as áreas da saúde e propostos por Pereira & Souza (1998) co como umaescala de fácil compreensão, muito utilizada em questionários devido a tabela explicativaembutida. Antes do tratamento, 43% das mulheres sentiam dor de intensidade insuportávele até chegar aos 29% de forte intensidade. Estes dados são bastante rel relevantes para casosde pessoas que sofriam de dores que as colocavam em todos os sintomas citados(náuseas, dor no baixo ventre, dor de cabeça) e prejuízos já vistos (absenteísmo, irritaçãonervosa e frequência nas aulas). Nesta mesma ordem, não havia nenhu nenhuma participante quesentia ausência de dor.No final do estudo, nenhuma aluna sentia dor insuportável e nem de forte intensidade, amaioria ficou em 72% com o índice de intensidade moderada e pelo menos uma delassentiu ausência de dor. Esta razão é resultante de parte de uma melhora de todos os resultantesintomas atrelados anteriormente.CONSIDERAÇÕES FINAISEste estudo por pertencer a uma característica experimental pode provar qualquer teoriaque não seja necessariamente a hipótese do estudo, porém neste caso, a hipótese chave deque a dança do ventre poderia ser usada como minimizador de dor para a dismenor dismenorréiaprimária é constatada pela melhora de todos os sintomas. Em todas as questões foipercebida a melhora significativa das dores.Esta melhora não quer dizer o tratamento terminado, as mudanças foram consideráveis,mas não absolutas, poderia ter algum complemento com medicamentos e técnicas habituais complemento 19
  • 20. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011da medicina e fisioterapia com menor intensidade, ou até ser uma das formas decomplementar estas outras técnicas com um foco motivacional.Sendo assim, neste estudo, constatamos a eficácia desta proposta de tratamento dacinesioterapia para dores na dismenorréia primária, porém este tratamento requer estudosmais precisos sobre a rotina diárias destas alunas, praticantes da dança do ventre, como porexemplo: ingestão de medicamentos para alívio de dor ou regulação hormonal comanticoncepcionais e até um aumento do período de tratamento, ao invés de três meses paraum ano.REFERÊNCIASABRAÃO, Ana Carla Peto; PEDRÃO, Luiz Jorge. A contribuição da dança do ventre para aeducação corporal, saúde física e mental de mulheres que freqüentam uma academia deginástica e dança. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v 13, n 2, p 243 -248, 2005.Disponível em: http://www.centraldancadoventre.com.br/content/blogcategory/70/116/.Acesso em: 21 mar. 2009.BRAGA, Viviane Esteves de Mello. O Resgate do Feminino através da Dança do Ventre:uma forma de ser e estar no mundo, 3º Jornada Científica Universidade Cidade de SãoPaulo - Unicid, SP, 2008. Disponível em: http://www.centraldancadoventre.com.br/content/blogcategory/70/116/. Acesso em: 21 mar. 2009BRAGA, Viviane Esteves de Mello. A dança do ventre na educação. 7º CONIC - CongressoNacional de Iniciação Cientifica e 5º COINT - Congresso Internacional de IniciaçãoCientifica, SP, 2007. Disponível em:http://www.centraldancadoventre.com.br/content/blogcategory/70/116/. Acesso em: 21 mar.2009.CAMARGO, Juliana Furtado. Dança do ventre: (Re) significações do feminino. 2007. 52 f.Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura em Educação Física)-Universidade Federal deSanta Catarina, Santa Catarina, 2003. Disponível em:http://www.centraldancadoventre.com.br/content/blogcategory/70/116/. Acesso em: 21 mar.2009.CAPRI, Fabíola Schiebelbein; FINCK, Sílvia Christina Madrid. A dança no contexto daeducação física: uma análise da prática de ensino de professores e de acadêmicos noprocesso de formação docente. Revista Digital – Buenos Aires, v 13, n 128, p 117 – 127,2009. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd128/a-danca-no-contexto-da-educacao-fisica.htm>. Acesso em: 9 mai. 2009. 20
  • 21. Universidade Presbiteriana MackenzieGALVÃO, Amandio A. Dismenorréia Primária Diagnóstico e Tratamento. Revista DigitalMedicina Integrativa, 2009. Disponível em: http://www.medicinaintegra tiva.com.pt/blog/.Acesso em: 26 ago. 2009.GARCIA, Ângela; HAAS, Aline Nogueira. Ritmo e Dança. Rio Grande do Sul: Editora daUlbra, 2003. 204 p.EDITORAÇÃO eletrônica: prostaglandina.com. [2010¿]. Disponível em: <HTTP://http://www.prostaglandina.com/bioqumica_de_las_prostaglandinas>. Acesso em: 25 set.2010.FERREIRA, Marcelo; LANZIOTTI, Luiz; ABUHADBA, Giafar; MONTEIRO, Marcelo;CAPOTORTO, Luiz; SPICACCI, José Luiz. Dor pélvica crônica: o papel da síndrome doquebra-nozes. Jornal Vascular Brasileiro, v. 7, n. 1, p 76 – 79, 2008. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/jvb/v7n1/v7n1a14.pdf> . Acesso em: 12 mai. 2009.MIHALJEVI, Dodi; SRHOJ, Ljerka; KATIC, Ratko. Motor Abilities at Belly dance in elementarfemale schoolers. Coll. Antropol. n 31, v 3, p 817–822, 2007.MORO, Elisabeth. MORO, E. A dança do ventre como instrumento na psicoterapia corporalpara mulheres. Convenção Brasil latino américa, congresso brasileiro e encontroparanaense de psicoterapias corporais. Foz do Iguaçu, 2004.NANNI, Dionísia. Ensino da dança na estruturação/expansão da consciência corporal e daauto-estima do educando. Revista de Fitness & Performance Journal, v. 4, n. 1, p. 45 – 57,RJ, 2005.PACHECO, Ana Júlia Pinto. Educação física e dança: uma revisão bibliográfica. BibliotecaDigital do portal da educação física. 2007. Disponível em:<http://www.educacaofisica.com.br/biblioteca_mostrar.asp?id=1818> . Acesso em: 10 mai.2009.PASSOS, Roberta Benitez Freitas et al. Prevalência da dismenorréia primária e seu impactosobre a produtividade em mulheres brasileiras – Estudo DISAB. Revista brasileira demedicina, v. 65, n. 8, p. 250 – 253, RJ, 2008.PEREIRA, Lilian Varanda; SOUZA, Fátima Faleiros; Mensuração avaliação da dor pós-operatória:uma breve revisão. ISSN 0104-116. Revista Latino Americana. Enfermagem v.6 n.3- RibeirãoPreto jul. 1998 . Acesso em: 24 out. 2010.PEREIRA, Mariana Lolato. Dança do ventre: uma revisão bibliográfica. 2004. 70 f. Trabalhode conclusão de pós-graduação (Dança e Consciência Corporal) – Faculdade de EducaçãoFísica UniFMU, São Paulo, 2004. Disponível em: 21
  • 22. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011<http://www.educacaofisica.com.br/biblioteca_mostrar.asp?id=1818> . Acesso em: 10 mai.2009.PORTAL, Camila; HONDA, Samira. Protocolo Fisioterapêutico aplicado em mulheres queapresentam dismenorréia primária. Trabalho de conclusão de curso (Fisioterapia) –Universidade da Amazônia. Belém, PA, 2006. Disponívelem<http://66.102.1.104/scholar?q=cache:c029rFLpWqUJ:scholar.google.com/+ artigos+medicina+sobre+dismenorr%C3%A9ia+prim%C3%A1ria&hl=pt-BR&lr=lang _pt>.Acesso em: 26 ago. 2009.PORTINARI, Maribel Berruezo. História da Dança. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,1989. 305 p.REIS, Conceição Aparecida de Almeida Santos. O Efeito da massagem do tecido conjuntivoem mulheres com dismenorréia primária. Trabalho de dissertação de mestrado – Unicamp,SP, 2005.RIBEIRO, Idalina Maia. Avaliação do estado nutricional de bailarinas da dança do ventre.Revista de Educação Física, v 143 p 35 – 40, 2008. Rio de Janeiro – RJ.SILVA, Aline Manta. Fortalecimento do assoalho pélvico através da dança do ventre.Trabalho de conclusão de curso – Universidade Católica de Salvador – Curso deFisioterapia (bacharelado). Salvador, BA, 2009.SILVA, Ulicéia Monteiro Carvalho. A Tens Convencional como recurso dealívio da dor na Dismenorréia Primária. 2007. Disponível em: <http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/variedades/dismenorreia_uliceia/dismenorreia_uliceia.htm>. Acesso em: 23 mar. 2009.XAVIER, Felipe Salles. Dança do ventre: Corpo, Mente e Alma em Movimentos. PsiqueObjetiva, 2007. Disponível em: <http://74.125.47.132/search?q= cache:eg54uRVwqpgJ:www.symbolon.com.br/artigos/danca_do_ventre.doc+artigos+academicos+dan%C3%A7a+ventre&cd=13&hl=ptBR&ct=clnk&gl=br&lr=lang_pt> Acesso em: 26 ago. 2009.Contato: natália.datrino@hotmail.com e denisegrillo@mackenzie.com.br 22

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