Doenças e Pragas de
Pastagens
Aula 2: Controle de Pastagens
Degradadas
Causas pastagem degradada
1.
Estabelecimento inadequado
• Grande parte é pastagem nativa, não adaptada para uso contínuo...
Causas pastagem degradada
3. Práticas inadequadas de manejo do pastejo
• Excesso de lotação;
• Sistemas inapropriados de p...
Causas pastagem degradada
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Queda da Capacidade Suporte
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Alem destes temos muitos outros, mas em geral o que leva a degradação é um
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idade, com lotação rotacionada e adubada com nitrogênio.
Reforma de pastagens degradadas pode aumentar produtividade em 10 vezes
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Critérios de avaliação de pastagens degradadas
Muitas vezes, a degradação não é percebida pelo produtor. Diante disso, Soa...
Mas a disciplina não é controle
de pragas?
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Pontos Importantes para uma boa reforma
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Recuperação direta
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Recuperação direta sem destruição da vegetação
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Estratégias para recuperação de pastagens
Recuperação direta com destruição parcial da vegetação
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Renovação direta
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Tecnologias associadas a renovação ou
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Integração lavoura e pecuária na recuperação e renovação de...
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Pragas e Doenças de Pastagens pragas de pastagens
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Education      
Source: www.slideshare.net


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  • 1. Doenças e Pragas de Pastagens Aula 2: Controle de Pastagens Degradadas
  • 2. Causas pastagem degradada 1. Estabelecimento inadequado • Grande parte é pastagem nativa, não adaptada para uso contínuo. • Escolha errônea da espécie forrageira – uma dos principais causas. • Análise e correção de solo • Preparo adequado da área (planta perene) • Época de plantio • Qualidade de sementes (valor cultural: germinação + vigor) - estande • Sistemas e métodos de plantio • Manejo animal na fase de formação • Escolha de espécies não adaptadas ás condições edafoclimáticas. 2. Práticas inadequadas de manejo da pastagem • Uso de fogo como rotina; • Métodos, épocas e excesso de roçagens; • Ausência ou uso inadequado de adubação de manutenção para repor exportação de nutrientes.
  • 3. Causas pastagem degradada 3. Práticas inadequadas de manejo do pastejo • Excesso de lotação; • Sistemas inapropriados de pastejo; • Ausência ou aplicação incorreta de práticas de conservação do solo após superpastejo. 4. Fatores bióticos • Ocorrência de pragas, doenças e plantas invasoras 5. Fatores abióticos Falta de chuva Excesso de água e drenagem do solo deficiente
  • 4. Causas pastagem degradada Meirelles (1999) aponta duas outras causas da degradação de pastagens descritas a seguir: Extensas áreas de pastagem, sem subdivisões, permitindo o livre acesso dos animais a toda área, favorece a seletividade, fazendo com que os animais escolham plantas ou partes de plantas mais palatáveis. Nesse sistema de pastejo não se consegue uma utilização uniforme da forragem disponível, uma vez que algumas plantas são super utilizadas. A localização inadequada de cercas, cochos e bebedouros força os animais a seguir continuamente pelos mesmos caminhos concentrando-se sempre em determinados lugares, causando pisoteio excessivo da vegetação e do solo.
  • 5. Queda da Capacidade Suporte Estádio de degradação 1 Parâmetro limitante Vigor e solo descoberto QCS (%) Nível Até 20 Leve 2 ED 1 agravado + daninhas 21 – 50 3 ED 2 agravado ou morte de plantas forrageiras (degradação agrícola) Solo descoberto + erosão (degradação biológica) 51 – 80 Forte 4 QCS = queda na capacidade suporte >80 Moderado Muito forte Dias-Filho, 2011
  • 6. Causas pastagem degradada Alem destes temos muitos outros, mas em geral o que leva a degradação é um conjunto destes, portanto faz-se necessário a atenção e muitas vezes o treinamento e a consultoria para corrigir e detectar os diversos pontos que estão levando a degradação. Podemos recuperar e ou reformar as nossas pastagens inúmeras vezes e elas votarão a se degradar, isso vai ocorrer se o pecuarista não se conscientizar de que sua pastagem é uma cultura como é o milho, a cana e outras mais e como tal tem suas necessidades e limitações. É preciso conhecer mais sobre as plantas forrageiras e quebrar os paradígmas que os antigos adotavam como verdade.
  • 7. Causas pastagem degradada A forma como se conduziu as pastagens e o negócio de pecuária a alguns anos atrás não dá mais certo hoje e é preciso que o pecuarista acorde, observe os seus erros e aprenda com eles, enquanto ainda existe tempo e fôlego para corrigí-los e mudar a atitude em relação ao manejo das pastagens. Muito se fala em pecuária sustentável, porém enquanto existir a degradação das pastagens a pecuária não será sustentável. Faz-se necessário urgente a consolidação do conceito de sustentabilidade na pecuária para que possamos nos manter como o pais do maior rebanho comercial do mundo. Somente através da sustentabilidade nos faremos respeitar pelos governantes, pelos políticos, pela sociedade, outros países e ecologistas que muito entendem de meio ambiente e pouco atentam para a importância da carne e do leite como uma boa fonte de alimento do homem.
  • 8. O que fazer com a pastagem degradada? A primeira coisa a fazer é realizarmos um diagnóstico minucioso de todas as pastagens da propriedade para assim tomarmos a decisão mais correta e econômica. É normal o pecuarista querer iniciar o trabalho de melhoria das pastagens pelas piores e isso é um grande erro. Devemos sim iniciar pelas menos degradadas e que terão um custo menor, pois a recuperação é sempre mais econômica e de menor risco que a reforma da pastagem. Existem vários fatores que levam a degradação das pastagens, porém 4 deles os mais importantes: Plantas Daninhas, Fertilidade do Solo, População de capim e Outras Plantas.
  • 9. O que fazer com a pastagem degradada? PLANTAS DANINHAS: estas surgem na pastagem quando há um mal manejo e perde o seu vigor de rebrota. As plantas daninhas são em geral muito mais agressivas que as gramíneas e depois que se instalam na pastagem vão se propagando por todo espaço que encontram. FERTILIDADE DO SOLO: em geral o pecuarista esquece que a gramínea é uma planta e como tal necessita de macro e micro nutrientes para viver e o boi é constituído de cálcio, magnésio, fósforo e tantos outros nutrientes que são retirados da pastagem. As pastagens ao longo dos anos de uma atividade totalmente extrativista vão perdendo o vigor. POPULAÇÃO DE CAPIM: é bom observar a presença deste na área, porque se tem capim podemos recuperar, se não, a saída é a reforma. OUTRAS PLANTAS: considero aqui toda planta de folha estreita presente na pastagem, pouco ou não palatáveis aos que da pastagem se alimentam ou, menos exigentes a fertilidade e mais agressivas que a gramínea principal. Esta planta é tão ou mais grave que as plantas daninhas, pois o seu controle é mais difícil que as de folhas largas.
  • 10. MANUTENÇÃO RECUPERAÇÃO D E C A P I M RECUPERAÇÃO FOLHA ESTREITA REFORMA
  • 11. Interpretação do Diagrama No diagrama acima encontramos 4 situações o VERDE 1 que se trata de uma pastagem produtiva que apenas requer uma manutenção; o AMARELO 2 uma situação de recuperação onde apesar de alta infestação de plantas daninhas temos uma grande população de capim; o AMARELO 3 outra situação de recuperação e finalmente o VERMELHO 4 que é uma área totalmente condenada que obrigatoriamente deve ser reformada.
  • 12. Pastagem de Brachiaria brizantha cv. Piatã em área de integração-lavoura-pecuária (milho-brachiaria) no Instituto de Zootecnia, Nova Odessa/SP
  • 13. Tabela 3. Sugestões para períodos de descanso de várias forrageiras em dias. ESPECIE FORRAGEIRA DIAS Capim-elefante 20 a 35 Mombaça, Tanzânia, Colonião, Milênio 25 a 42 Capim-andropogon 25 a 30 Braquiarão (Marandu) 28 a 35 B. decumbens 28 a 42 Aruana, Áries 25 a 45 Tifton 85, Coast-cross, etc 24 a 28
  • 14. Pastagem de Brachiaria brizantha cv. Marandu, com 13 anos de idade, com lotação rotacionada e adubada com nitrogênio.
  • 15. Reforma de pastagens degradadas pode aumentar produtividade em 10 vezes Com aplicação correta de tecnologias, investimento na recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária e suplementação adequada no período das secas é possível ter grandes ganhos na produtividade. “É claro que há terrenos menos propensos a isso, mas em situações favoráveis podemos aumentar a lotação de um pasto em até 10 vezes - Isto é, de meia unidade passar para cinco – e em situações normais em até seis vezes”. http://ruralcentro.uol.com.br/analises/reforma-de-pastagens-degradadas-podeaumentar-produtividade-em-10-vezes-3487#y=1399
  • 16. Critérios de avaliação de pastagens degradadas Muitas vezes, a degradação não é percebida pelo produtor. Diante disso, Soares Filho (1993) aponta as seguintes características de uma pastagem em processo de degradação: 1) a produção de forragem diminui, com a redução da qualidade e quantidade, mesmo nas épocas favoráveis ao seu crescimento; 2) há uma diminuição na área coberta do solo pela pastagem e existe pequeno número de plantas novas, provenientes da ressemeadura natural; 3) há aparecimento de espécies invasoras de folhas largas, competindo por nutrientes, e de processos erosivos pela ação das chuvas, e 4) existe grande proporção de espécies invasoras, ocorre a colonização da pastagem por gramíneas nativas e os processos erosivos acelerados ficam evidentes.
  • 17. Mas a disciplina não é controle de pragas?
  • 18. Estratégias para recuperação de pastagens Quando a pastagem começa a demonstrar sinais de degradação, deve-se tomar algumas medidas para recuperar a produtividade original. A condição essencial é que ainda haja na pastagem uma população adequada de plantas forrageiras, isto é, que o número de plantas ou touceiras e sua distribuição sejam tais que possibilitem a cobertura posterior da área. Caso contrário, haverá necessidade de se reformar a pastagem, quando então os procedimentos são aproximadamente os mesmos adotados na formação de novas pastagens (Carvalho, 1993). As várias técnicas para recuperar pastagens degradadas visam aumentar a produção de massa verde por área e melhorar a qualidade da forrageira. Nesse sentido, vários estudos foram desenvolvidos para devolver às pastagens suas capacidades originais, seja através de calagem, adubação, uso de máquinas descompactadoras do solo ou através da integração agricultura x pecuária.
  • 19. Pontos Importantes para uma boa reforma de pastagem 1. 2. Análise de solo: Tudo começa com ele, pois não existe outra forma de se conhecer a real situação da fertilidade do solo sem uma correta amostragem e uma análise feita em um bom laboratório. Devemos atentar para o resultado da saturação de base, pois se esta estiver baixa deverá ser elevada através da calagem para assim dar condições à gramínea fazer uso da fertilidade existente no solo. Outro ponto importante é a relação Ca/Mg, que deve estar em torno de 3:1. Esta relação irá influenciar na escolha do tipo de calcário a ser usado. Atente também para o teor de Fósforo existente no solo, pois este nutriente é de grande importância para um bom desenvolvimento das pastagens e que infelizmente os solos brasileiros são bem deficitários. Fazer a interpretação da Análise do solo com um profissional da área : Eng. Agrônomo. Incorporar a cultura remanescente: É muito importante incorporar devidamente os restos de cultura existentes para que venham a se decompor devidamente, quanto mais cedo se iniciar o preparo do solo melhor.
  • 20. Pontos Importantes para uma boa reforma de pastagem 3. Calagem: Se a dosagem recomendada for inferior a 1000kg/ha podemos adiá-la por alguns anos e se for maior que 3000kg/ha parcelar em duas aplicações. Após a distribuição do calcário incorporá-lo com a ajuda de uma grade. 4. Gradagem: A gradagem deve ser feita tantas vezes se fizer necessário para descompactar o solo devidamente. Em geral 2 a 3 gradagens são o suficiente. É fundamental terminar o preparo do solo com uma grade niveladora, pois esta irá dar o acabamento do preparo. 5. Conservação do solo: A conservação do solo sempre será imprescindível quando a topografia for mais acidentada. Será necessário a construção de terraços para a retenção da água. A construção de terraços para pasto é um pouco diferente de terraços para uma lavouro. Normalmente depois de alguns anos de pasto os bovinos acabam criando trieros e estes irão fazer romper os terraços e com isso corre-se o risco de uma grande erosão. Aconselho a interrupção dos terraços com terra (travesseiro), ou seja: a sua fragmentação, pois caso este venha a estourar apenas irá vazar para a curva de baixo a água contida neste fragmento e não do terraço todo.
  • 21. Estratégias para recuperação de pastagens Recuperação direta Esta prática, na maioria de suas modalidades, apresenta menor risco para o produtor, é aconselhada quando a pastagem degradada está localizada em regiões de clima e solo desfavoráveis para a produção de grãos; com falta ou pouca infraestrutura de máquinas, implementos, estradas e armazenagem, condições de comercialização, e aporte de insumos; menor disponibilidade de recursos financeiros; dificuldades de se estabelecer parcerias ou arrendamentos e necessidade de utilização da pastagem a curto prazo. Dependendo do estádio de degradação da pastagem pode-se escolher dentre os vários métodos de recuperação direta. Quanto mais avançado o processo de degradação, mais drástica será a intervenção, com maior número de operações e os custos mais elevados. Em geral, a recuperação direta pode ser categorizada pela forma como se atua na vegetação da pastagem degradada: sem destruição da vegetação, com destruição parcial da vegetação, com destruição total da vegetação. .
  • 22. Estratégias para recuperação de pastagens Recuperação direta sem destruição da vegetação Este sistema é utilizado quando as causas principais da degradação são o manejo inadequado da pastagem e ou a deficiência de nutrientes. A pastagem deve estar bem formada, sem invasoras, sem solo descoberto e compactado, e sem erosão. Deve-se ajustar a lotação animal e o sistema de manejo para a produtividade desejada, objetivada a potencialidade do solo, clima e forrageira, e a recuperação feita com aplicação superficial e à lanço de adubos e corretivos, sem preparo do solo, com doses calculadas segundo análise química da fertilidade.
  • 23. Estratégias para recuperação de pastagens Recuperação direta com destruição parcial da vegetação Este sistema é indicado quando as causas da degradação forem o manejo inadequado da pastagem, a deficiência de nutrientes, a compactação do solo, pastagens mal formadas, ou interesse de introdução de leguminosas. Inicialmente, pode-se aplicar um dessecante na pastagem, em doses que permitam o retorno da vegetação, para facilitar as operações mecânicas e a introdução de consórcios quando for o caso. Se houver compactação do solo utiliza-se um subsolador ou escarificador, com ou sem dessecação. Não havendo compactação pode-se utilizar o plantio direto com uma plantadeira apropriada. Em ambos os casos pode-se efetuar simultaneamente a adubação, ressemeadura de sementes da forrageira, introdução de leguminosas ou de forrageira anual como o milheto, para pastejo imediato e amortização dos custos até o retorno da pastagem recuperada.
  • 24. Estratégias para recuperação de pastagens Recuperação direta com destruição total da vegetação É indicado quando a pastagem está no estádio mais avançado de degradação com baixa produtividade de forragem, solo descoberto, elevada ocorrência de espécies indesejáveis, anuais ou retorno da vegetação natural, grande quantidade de cupins e formigas, solo com baixa fertilidade e alta acidez, compactação e ou erosão do solo, e o produtor deseja manter a mesma espécie ou cultivar. Este é o sistema de recuperação de custos mais elevados, pois exige operações de máquinas para preparo total e de práticas de conservação do solo. É indicado para incorporar corretivos e fertilizantes de forma mais uniforme e profunda no perfil do solo. A mesma espécie forrageira é plantada imediatamente de forma solteira ou em consorciação com leguminosas.
  • 25. Estratégias para recuperação de pastagens Recuperação indireta com destruição total da vegetação e uso de pastagem anual ou agricultura Este sistema pode ser utilizado quando a pastagem degradada estiver nas mesmas condições que o caso anterior, mas uma pastagem ou cultura anual será plantada como intermediária no processo de recuperação. Pode-se plantar imediatamente, após o preparo do solo, a mesma espécie forrageira, como reforço ao banco de sementes já existente, em plantio simultâneo ou não com pastagens anuais, como o milheto, aveia ou sorgo, ou com culturas anuais de arroz, milho ou sorgo, para amortização dos custos, valendo-se do pastejo animal temporário ou venda de grãos. O plantio solteiro de culturas anuais de soja, milho e outras também pode ser realizado, com a pastagem reimplantada ao final do ciclo das mesmas, no ano subsequente ou após dois ou três anos, dependendo da análise econômica da situação específica. Esse sistema possui muitas vantagens porque permite a elevação da fertilidade do solo com amortização parcial dos custos, quebra de ciclo de pragas, doenças e invasoras, otimização da mão-de-obra, máquinas, equipamentos e instalações, diversificação do sistema produtivo, maior fluxo de caixa para o produtor e criação de novos empregos. Exige, no entanto, maiores investimentos financeiros, infra-estrutura e conhecimento tecnológico.
  • 26. Estratégias para recuperação de pastagens Renovação direta Este é o sistema, na maioria dos casos, de sucesso mais duvidoso pois tem como objetivo substituir uma espécie ou cultivar por outra forrageira sem utilizar uma cultura intermediária. Baseia-se, principalmente, em tratos mecânicos e químicos, com o uso de herbicidas, para o controle da espécie que se quer erradicar. A substituição de espécies do gênero Brachiaria por cultivares de Panicum, uma das mais almejadas, nem sempre é bem sucedida dado o elevado número de sementes existentes no solo. O gasto de sucessivas aplicações de herbicidas e tratos mecânicos podem encarecer sobremaneira o processo. A substituição de espécies como Andropogon e Panicum por espécies de Brachiaria, no entanto, oferece melhor possibilidade de êxito. Outra troca potencial é a substituição de espécies de Brachiaria por espécies de Cynodon.
  • 27. Estratégias para recuperação de pastagens Renovação indireta com uso de pastagem anual ou agricultura Este sistema é recomendado quando o estádio de degradação da pastagem é bem avançado, com baixa produtividade de forragem, solo descoberto, elevada ocorrência de espécies indesejáveis, grande quantidade de cupins e formigas, solo com baixa fertilidade e alta acidez, compactação e ou erosão do solo, e o produtor deseja trocar de espécie ou cultivar. É de custo elevado, exige conhecimento tecnológico, infra-estrutura de máquinas, equipamentos, armazenagem, ou necessidade de parceiros e ou arrendamento. Pode ser executado com a utilização de pastagem anual de milheto, aveia, sorgo e outras, ou culturas anuais de soja, milho, arroz etc., no verão e pastagens anuais no outono/inverno, por tempo (anos ou ciclos) a ser determinado pelas circunstâncias econômicas locais e desejo do produtor. Após o cultivo sucessivo de pastagens anuais e lavouras, e controle da forrageira a ser substituída, implanta-se a nova espécie ou cultivar.
  • 28. Tecnologias associadas a renovação ou recuperação de pastagens Integração lavoura e pecuária na recuperação e renovação de pastagens Este sistema pode ser aplicado nos casos em que lavouras e pastagens anuais são utilizadas como intermediárias na recuperação ou renovação de pastagens. Sistemas integrados de rotação de lavouras e pastagens têm-se mostrado eficientes na melhoria das propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, quebra de ciclo de pragas e doenças, controle de invasoras, aproveitamento de subprodutos, pastejo de outono em pastagens anuais, melhorando e mantendo a produção animal e de grãos, com fluxo de caixa mais freqüente ao produtor, criando novos empregos, e melhor sustentabilidade da produção agropecuária. Plantio direto de pastagem anual ou lavouras na recuperação e renovação de pastagens Esta prática é recomendada, principalmente, para a manutenção da produção das pastagens, quando estas têm apenas perda de vigor ou ligeira queda na produtividade, ou em estádios bem iniciais de degradação, quando a fertilidade do solo, as propriedades físicas, a conservação do solo, a ocorrência de invasoras ou pragas não forem limitantes ao plantio de lavouras ou pastagens anuais em plantio direto. http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/cot/COT62.html