OPINIÃO
A imagem que deixa
no trânsito pode dizer
muito sobre você
No final da semana passada, atendendo aos...
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A imagem que deixas no trânsito pode dizer muito sobre você

SCHNEIDER, A. Marcelo. A imagem que deixas no trânsito pode dizer muito sobre você. Jornal Folha Popular, Teutônia, p.11, 18 de maio de 2010.
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Career      Sports      Technology      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - A imagem que deixas no trânsito pode dizer muito sobre você

  • 1. OPINIÃO A imagem que deixa no trânsito pode dizer muito sobre você No final da semana passada, atendendo aos apelos da esposa, dediquei parte da manha para um passeio com objetivo definido: a escolha de uma lembrança para o Dia das Mães. Era sábado de véspera e, como lembrou ela, ou escolhia-mos algo naquele dia; ou não haveria mais tempo. Como iria para outra cidade da região re- solver um assunto,jáaproveitaríamosumtemr^para Já tendo conversado sobre as possibilidades de escolha, au- xiliei a colocar os filhos no carro e nos deslocamos diretamente ao estabelecimento escolhido, que conciliaria um presente bonito,rapidez no atendimento e praticidade, já que ficava na mesma cidade. Lá chegando, como era cedo, havia ainda uma vaga disponí- vel para estacionar, na rua em frente aloja Era a última vaga, no final da rua, antecedendo a faixa de segurança e a esquina. Per- feito, pois permitia inclusive, sair com facilidade após a compra Ledo engano! Voltando da loja, um daqueles "espertinhos de plantão" estacionou a menos de 10 cm da traseira do meu carro, impedindo sequer a possibilidade de manobrar para sair. Como se não o bastante, conseguiu estacionar toda a traseira do carro sobre a faixa de segurança O dono de um bar localizado em frente e um motorista de caminhão que estava descarregando, percebendo meu ar um tanto desolado com a situação, foram pragmáticos: u- Tem gente que comprou a carteira mesmo... liga pró 190; chama os azuizinhos" Ora, estava esperando pouco mais de dez minutos, que não era tanto assim. Pela forma que estava estacionado, poderia ter sido uma emergência Decidimos esperar. Mais 10 minutos e imaginei uma última possibilidade. Fui até a loja em frente, agorajá movimentada e passei para o dono a placa e características do veículo. Prontamente solicitou às atendentes que verificassem junto aos clientes se algum deles era o proprietário. Feliz coincidência, lá estava ele realmente entre os clientes, com sua família. Felicidade que em pouco tempo foi substituída O proprietário retornou pela rua com uma calma francisca- na, não teceu sequer um Bom Dia e qualquer pedido de descul- pas , mesmo que lamentando o ocorrido. Como se não bastasse, permaneceu com o carro ligado no meio da esquina, aceleran- do, numa sugestão de que eu saísse rápido para que pudesse aproveitara minha vaga Obviamente que, mais tarde, foi um dos assuntos do almoço do dia das mães. Lembrei de um antigo capitão da Polícia Rodovi- ária Estadual, do qual não me recordo o nome, mas me marcou por uma manifestação em uma palestra de SIPAT realizada na empre- sa Perguntei a ele o que passava na mente das pessoas quando re- alizavam atos deliberados de imprudência, ao que ele respondeu: "- As pessoas, de maneira geral, são no transito como são no dia* dia fesoas queficamcosturando entre os carros,ficamnervosas e agressrvaspdngando e buzinando; tendem a também nodia-íwlia, desrespeitar seus colegas e passar por cima das outras pessoas. Já pessoas que cuidam das regras e mantêm a calma no trânsito, no dia-Êtdia normalmente são pessoas que escutam as demais, são gentis e convivembem em seus relacionamentos." Desse ensinamento me recordo a cada vez que percebo um motorista, conscientemente, desrespeitando as leis de trânsito, ou arriscando a sua vida e a de outros. Fico pensando como de- vem se portar entre os colegas de trabalho e amigos. Seriam de feto aqueles que buscam aparecer, sempre levar a melhor, con- tando vantagem para os outros? Falhas podem acontecer, muitas vezes involuntárias, mas, se todos utilizarem de mais gentileza no trânsito, danos e víti- mas também serão menores.O que não se pode mais aceitar é que as mesmas pessoas, repetidamente, arrisquem usando do jeitinho brasileiro ou da arrogância no trânsito, para obter vantagem; acreditando inclusive, que são mais inteligentes que outros em função disso. A sociedade pode começar a coibir isso de maneira bem simples: não achando graça de quando as pessoas contam van- tagem por terem conseguido levar a melhor com base em uma artimanha utilizada no trânsito. Esse motorista deve perceber em nosso olhar a reprovação e de que forma sua imagem fica negativamente marcada com isso. Á educação que Ma no trânsito é muito mais moral do que técnica São alguns motoristas (e pedestres) que ainda preci- sam aprendera ser gente. Administrador de Empresas

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