Por que estamos em greve?Apresentação dos motivos pelosquais o magistério estadual paulistaesta em greve.
A questão salarial• Um professor da rede estadual paulista ganha, porquarenta horas semanais, um salário de R$ 2.088,27;• ...
A Lei do Piso• A Lei nº 11.738/2008, ou Lei do Piso, instituiu, além do piso salarial nacional domagistério, a regulamenta...
A Lei do Piso• A conclusão a que se pode chegar é que tivemos uma reduçãosalarial!• Isso mesmo, ganhamos proporcionalmente...
Condições de Trabalho• Como se as péssimas condições salariais não bastassem, oprofessor se depara, nas escolas paulistas,...
Condições de Trabalho• Outro ponto que deve ser ressaltado é a ondade violência que aflige as escolas paulistas.Muitos edu...
Escolas de Tempo Integral• Apesar de serem vendidas como a salvação da educação pelo governo deSão Paulo, os resultados al...
Escolas de Tempo Integral• Algumas das empresas e institutos envolvidos são: Instituto Natura, FundaçãoVictor Civita, Fund...
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Precarização do Trabalho• Para os professores efetivos, a situação não é muitomelhor. A todo instante o plano de carreira ...
Qualidade da Educação• Um dado que corrobora a falta de um projeto consistente para a educaçãopor parte do governo estadua...
Qualidade da Educação• É fácil verificar que a única melhora nas notas do IDESP se deu na 5ªsérie, que mede o desempenho d...
Conclusão• Estamos em greve por salários condizentes com aimportante função de ensinar;• Estamos em greve pela implantação...
Conclusão• Estamos em greve por uma escola de tempointegral de qualidade e sem a ingerência deempresas privadas;• Estamos ...
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Por que estamos em greve 2013

Alguns motivos pelos quais os professores do Estado de São Paulo estão em greve.
Published on: Mar 4, 2016
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Por que estamos em greve 2013

  • 1. Por que estamos em greve?Apresentação dos motivos pelosquais o magistério estadual paulistaesta em greve.
  • 2. A questão salarial• Um professor da rede estadual paulista ganha, porquarenta horas semanais, um salário de R$ 2.088,27;• O salário médio de profissionais com ensino superior noBrasil foi, em 2010, de R$ 3.876,00, segundo o IBGE. Sefosse reajustado pela inflação para 2013, esse valormédio seria de R$ 4.620,00;• O salário pago aos professores da Prefeitura de SãoPaulo, com uma jornada de 27 horas semanais (as aulasna prefeitura têm 45 minutos), é de R$ 2.600,00. Por 40hsemanais, o salário dos professores da prefeitura seria deR$ 3.850,00.
  • 3. A Lei do Piso• A Lei nº 11.738/2008, ou Lei do Piso, instituiu, além do piso salarial nacional domagistério, a regulamentação da jornada de trabalho dos professores. A lei fixouque os professores devem ter 1/3 de sua jornada fora da sala de aula;• O governo do Estado de São Paulo, contudo, se nega até hoje a cumprir a lei.Através de malabarismos matemáticos, passou a “cumprir” a legislação a seupróprio modo. Antes da Lei, os professores tinham uma carga máxima de 33h/a +3 HTPCs. Agora, a jornada máxima foi fixada em 32 aulas + 3 ATPCs. A mudança nanomenclatura do horário de trabalho pedagógico se deve, justamente, aomalabarismo matemático. Anteriormente, fazíamos a Hora de TrabalhoPedagógico Coletivo. Agora, fazemos a Atividade de Trabalho Pedagógico Coletivo.• Tudo isso para justificar o injustificável. O governo revogou uma resolução de 2006que igualava aula a hora, embora cada período tivesse só 50 minutos, contandoque os demais 10 minutos eram de atividades livres. Agora, estes 10 minutos emcada aula são somados no tempo de preparo do docente;• Assim, antes, das 40 horas-aula o professor dava 33 aulas e tinha sete livres, ouseja, 17,% do total. Agora, ele dará 32 aulas de 50 minutos contadas como 26,6horas, ou seja, terá os demais 33% de tempo extraclasse.
  • 4. A Lei do Piso• A conclusão a que se pode chegar é que tivemos uma reduçãosalarial!• Isso mesmo, ganhamos proporcionalmente menos com o nãocumprimento da Lei do Piso! Se antes trabalhávamos 34hsemanais e hoje trabalhamos 40h, e não tivemos nenhumaumento por isso, perdemos proporcionalmente 15% denosso salário;• Reduzimos nossa jornada em 1 aula e perdemos 15% denosso salário. E o governo diz que cumpre a Lei! É uma piadade mau gosto;• Aceitar isso significa dizer que, de 2006 até 2012, osprofessores corrigiram provas e prepararam aulas DE GRAÇA!
  • 5. Condições de Trabalho• Como se as péssimas condições salariais não bastassem, oprofessor se depara, nas escolas paulistas, com salas de aulalotadas, falta de funcionários e escolas imundas, o quequalquer aluno de escola pública estadual pode atestar;• Os alunos também poderiam ser ouvidos a respeito daqualidade da merenda, da falta de professores, das condiçõesdas salas de informática e de vídeo, das quadras, bibliotecas elaboratórios de ciências das escolas. Salvo raríssimas epontuais exceções, as respostas teriam uma palavra emcomum: PRECARIEDADE.
  • 6. Condições de Trabalho• Outro ponto que deve ser ressaltado é a ondade violência que aflige as escolas paulistas.Muitos educadores estão sendo agredidos emsala de aula, como várias notícias recentespodem comprovar, o que só tem aumentado onúmero de afastamentos e licenças médicas.
  • 7. Escolas de Tempo Integral• Apesar de serem vendidas como a salvação da educação pelo governo deSão Paulo, os resultados alcançados no Ideb pelas escolas que aderiram aoprojeto de ensino integral em 2006, não são significativamente melhoresdo que os das escolas que não aderiram ao programa;• O novo projeto, que abrange as escolas de ensino médio, tem outrosproblemas: A direção, a coordenação e os professores dessas novasescolas não são efetivos das mesmas. Sua permanência depende deseguirem a cartilha do governo;• Além disso, o projeto é coordenado pelo Instituto Co-Responsabilidadepela Educação, que define desde o modelo de gestão até o modelopedagógico dessas novas escolas. Em outras palavras, isso significa queempresas privadas dirão o que deve ou não ser ensinado em escolaspúblicas, o que, evidentemente, é um absurdo.
  • 8. Escolas de Tempo Integral• Algumas das empresas e institutos envolvidos são: Instituto Natura, FundaçãoVictor Civita, Fundação Lemann, Instituto Unibanco, Fundação Itaú Social,Tellus, Parceiros da Educação, Fundação Educar DPaschoal, Fundação Bradescoe consultoria internacional McKinsey & Company;• As empresas, além de mandarem nos modelos de gestão e pedagógico dasescolas públicas envolvidas, de quebra ainda fazem uma bela jogada demarketing, “ajudando” a educação pública;• Outro ponto que chama a atenção é a remuneração dos professores dessasescolas: 75% de gratificação para os profissionais que optarem (ou foremescolhidos, o que é mais provável) para trabalhar nelas, com dedicaçãoexclusiva;• As perguntas que ficam são: Se até o governo percebe que um dos fatorespara melhorar a educação é a questão de melhores salários, por que nãoestende a todos os docentes da rede essas condições de trabalho? Queprofessor adotará o regime de dedicação exclusiva sem ter certeza de quepoderá contar com esse dinheiro no futuro?
  • 9. Escolas de Tempo Integral• Defendemos uma escola de tempo integralque atenda aos interesses de toda acomunidade escolar e não aos anseios deempresas e institutos.• Uma escola de tempo integral com gestãoparticipativa e que efetivamente contribuapara a formação de cidadãos, e que não sejaapenas um depósito de alunos.
  • 10. Precarização do TrabalhoEstima-se que existam 46 mil professores categoria “O” atuandona rede paulista de educação. Esses professores não tem direitoao uso do IAMSPE, podem usufruir de apenas 2 abonadas, 3faltas justificadas e 1 falta injustificada por contrato. Após otérmino de seu contrato, devem cumprir uma quarentena paraque possam ser readmitidos. Como os profissionais do serviçopúblico, os professores categoria “O” não tem direito ao FGTS. Etambém não tem nenhuma estabilidade, por não seremconcursados, embora façam uma avaliação anual para quepossam lecionar. Os reprovados nessa avaliação devem ficar 200dias letivos de “quarentena”, ou seja, afastados da rede, semdireito a férias e 13º salário.
  • 11. Precarização do Trabalho• Qualquer empresa privada que se utilizasse de taismétodos para a contratação de funcionárioscertamente sofreria sanções por parte do Ministériodo Trabalho, por afrontar a legislação trabalhistabrasileira.• Defendemos a realização de concursos para aefetivação de mais professores e a garantia dedireitos iguais para os professores contratados.Somos todos professores!
  • 12. Precarização do Trabalho• Para os professores efetivos, a situação não é muitomelhor. A todo instante o plano de carreira sofrealterações, geralmente para pior e sem consulta aosmais interessados nisso, ou seja, aos própriosprofessores;• Há 18 anos no poder, o governo estadual continuainventando desculpas para esconder o óbvio: nãotem projeto para a educação!
  • 13. Qualidade da Educação• Um dado que corrobora a falta de um projeto consistente para a educaçãopor parte do governo estadual é o Índice de Desenvolvimento da Educaçãodo Estado de São Paulo, o IDESP; o gráfico abaixo mostra a evolução dasnotas do IDESP desde 2007:00.511.522.533.544.52007 2008 2009 2010 2011 20125ª série8ª série3º EM
  • 14. Qualidade da Educação• É fácil verificar que a única melhora nas notas do IDESP se deu na 5ªsérie, que mede o desempenho do Ensino Fundamental I, justamente aárea da educação que não é de responsabilidade exclusiva do Estado eque conta com 1661 escolas;• No Ensino Fundamental II, a nota oscilou na casa dos 2,5 pontos em 10possíveis. E Estado tem 3710 escolas de Ensino Fundamental II;• No Ensino Médio, que é de responsabilidade exclusiva do Estado e queconta com 3594 escolas, a situação é ainda pior. A nota nunca chegou a 2em 10 possíveis! Na última avaliação, essa nota foi de 1,91!• Qualquer gestor, em qualquer área, que apresentasse essesresultados, seria sumariamente demitido. Mas os governantes do Estadode São Paulo preferem jogar a culpa pelo fracasso da educação paulistanas costas de professores e alunos!• Vale ressaltar que as provas aplicadas aos alunos contém a mesmamatéria obrigatória dos “Cadernos do Aluno”, outra iniciativa mal sucedidada Secretaria de Educação, que ignora as diferenças culturais e regionaisexistentes nas escolas paulistas.
  • 15. Conclusão• Estamos em greve por salários condizentes com aimportante função de ensinar;• Estamos em greve pela implantação imediata da Lei doPiso de acordo com o parecer da CNE;• Estamos em greve por melhores condições detrabalho, com menos alunos em sala de aula;• Estamos em greve por políticas públicas de prevenção ecombate à violência nas escolas;• Estamos em greve pelo fim da precarização de trabalhotanto de efetivos quanto dos professores categoria “O”;
  • 16. Conclusão• Estamos em greve por uma escola de tempointegral de qualidade e sem a ingerência deempresas privadas;• Estamos em greve por um projeto para aeducação que garanta aos estudantes dasescolas públicas do Estado de São Paulo umaeducação de qualidade!David C. C. N.

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