Namoro, Biscoitos E Um Grande Problema Como o namoro quase acabou com meu casamento.
“Não vos enganeis; Deus não se deixaescarnecer; pois tudo o que o homem semear,isso também ceifará. Porque quem semeia na ...
Introdução:No tempo em que estamos vivendo, vemos que uma das áreas maisfrágeis é a da família, principalmente a do casame...
O problema não é “o problema” em si. Este pode ser tratado. Oproblema existe em não se tratar “o problema”, ignorando-o, d...
Agradecimentos:Lisa, antes de tudo, quero pedir desculpas de novo pelos meus erros(pecados) antes de casar com você, agrad...
Indíce: 1. A História dos Biscoitos. 2. O Anjo 3. Meu Desejo Louco 4. O Começo e o Amor 5. Tudo ou Nada 6. ...
1A História dos Biscoitos- Mãe! Posso pegar alguns biscoitos?- Não! Tá quase na hora do almoço. Vai estragar seu apetite.-...
com aqueles beijinhos nervosos que se transformaram em maisapaixonados e daí o resto rolou. MAS, pelo menos, não caímos na...
com ele. Nunca na vida dele tinha visto uma pessoa tão linda, tãodelicada, brilhando. E, se ela de repente olhasse na dire...
tratava os outros e como levava a vida com Deus a sério, conheciquem ela era. E vendo isso, confirmou-se tudo em mim, o fa...
Até esse momento, eu não falava nada do meu interesse ou desejo porela, e nem o faria por um bom tempo. Na verdade, eu est...
Depois de duas semanas de oração de verdade, criei coragemsuficiente pra falar do meu amor por ela e pedir que casasse com...
E foi nesse momento que o menino chamado “Jeff” se tornou homem,sabendo pela primeira vez o que queria na vida. E ela, mei...
“Por que você está me ligando?”E a voz do anjo, “Eu só queria saber como você está. Tenho saudadede você.”Pois é. Quem não...
decidido esperar até casar. Sabíamos em nossos corações que issoera certo, que o beijo era algo sexual e criado somente pa...
propósito. Eu, na hora, levei numa boa. Mas, não posso negar que leveia coisa para o pessoal, me senti rejeitado. E ela vi...
bobo compraria algo sem testar”. Ninguém comprará um carro só pelaaparência e sem dar uma volta. E daí rolaram os argument...
avançara o sinal. E não levei muito tempo para romper essa barreira.Um pouco de persistência, colocando a mão de volta dep...
faríamos de qualquer jeito depois. E este era o meu raciocínio,“estávamos quase casados.” E essa foi minha desculpa num do...
10Correndo para o AltarO clima ficou tão quente entre nós depois de dois meses noivos, quesabíamos que se tivéssemos que c...
para nossa lua de mel. Por um ano e meio eu tinha esperado, sonhadopor esse momento, a hora em que eu poderia referi-la co...
enorme, nós, dois “crentes”, na nossa lua de mel, numa região deincrível beleza, num verdadeiro jardim do Éden, e eu, faze...
12O segredo que todo mundosabia, mas ninguém contou.Um dos problemas maiores foi que ninguém nos avisou que íamosdiscutir ...
E para te poupar da condenação do diabo que vem sem falhar, àsvezes ainda ficamos tão emocionados num negócio, que a nossa...
13Pulando da panela, caindo nofogo.Nós continuamos nesse ritmo, gradualmente sendo melhor a cada dia,brigando menos e a am...
própria noiva e futura esposa só para satisfazer meus desejos sexuais,nos levando a esse ponto, em que a minha esposa, vio...
Se você pensa que pedindo perdão resolverá tudo na hora, quero tedizer, nem sempre. Muitas vezes, leva tempo. No nosso cas...
casamento, fique só ligado no que você está dando. Em vez de pensarem 50% / 50 %, pense que todo 100% está com você, ou se...
Só de reconhecer que há algo errado no seu relacionamento não vaiconsertar nada. Você precisa descobrir por que existem es...
“Namoro é normal.”“Como você vai conhecer alguém sem namorar?”NamoroNo namoro, aprendemos que o sexo oposto não é confiáve...
Namoro está destruindo uma geração de casais e uma geração dejovens que querem um dia se casar.Namoro não é bíblico.Na ver...
concepção, masturbação é sexo artificial. Você está fingindo, com asua mão ou com um objeto, fazer sexo e obviamente pensa...
mente, posso confiar na palavra dela, mas, só depois, lembrando e meconvencendo que ela não mente, que posso aceitar o fat...
Não confiamos muito em nós mesmos, porque tentamos tirar aslembranças de experiências passadas mas não conseguimos.Lembram...
Não significa não.Estupro erradamente é algo que consideramos como um ato violentocom arma ou faca e alguém sendo puxado p...
biscoitos. Não existia nada novo para experimentar na aliançachamada casamento. A única coisa que existe e permanece são m...
você quer mais para a sua vida, para a sua geração. E se ele aindainsistir, pergunte se ele teve experiências sexuais ante...
Se você está vivendo esta realidade e já descobriu o problema no seucasamento, o que deu ou o que está dando errado, seja ...
confiável. Porém não se engane, você não ganhará a confiança dooutro de hoje pra amanhã.Meu amigo, Deus está com você. Com...
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Namoro0biscoitoproblema

Published on: Mar 3, 2016
Published in: Entertainment & Humor      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Namoro0biscoitoproblema

  • 1. Namoro, Biscoitos E Um Grande Problema Como o namoro quase acabou com meu casamento.
  • 2. “Não vos enganeis; Deus não se deixaescarnecer; pois tudo o que o homem semear,isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; masquem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” (Gl 6:7-8)
  • 3. Introdução:No tempo em que estamos vivendo, vemos que uma das áreas maisfrágeis é a da família, principalmente a do casamento.Aproximadamente um em três casamentos hoje em dia está acabandoem divórcio, dentro da igreja. A coisa mais espantosa é que osnúmeros dos divórcios são iguais – se não piores – tanto para os filhosde Deus quanto para os que nem O conhecem. Isso tudo deve servircomo um alerta de que algo não anda bem no corpo de Cristo. Mas, umalerta só para alarmar não ajuda ninguém. Temos que descobrir ondeexiste a fratura no osso em nossos relacionamentos. Porque estãoquebrando com tanta facilidade? Temos que encontrar e encarar osnossos demônios e expulsá-los.Eu vejo que o maior problema nos casamentos atuais é que ninguémtem idéia de por quê existem os problemas. De admitir que há, todomundo concorda. Mas, por quê? Por que um relacionamento de anos,aparentemente feliz, de uma hora para outra, implode e cair por terra?Esse livro não foi escrito somente para os solteiros, nem unicamentepara os casados, mas, para os dois. Os solteiros podem aprenderatravés dos erros dos casais, o que estes estão consertando, para nãocair no mesmo buraco, decidindo em não repetir a mesma história.Você pode entender a seriedade de tudo que você faz agora emrelação aos relacionamentos. Esse livro é para te ajudar a tomardecisões certas relacionadas ao sexo oposto, para que o seucasamento seja uma benção e não mais uma triste estatística.É para os casais que estão sofrendo e sentindo coisas que parecemque não têm base. Seu casamento pode ser tudo que Deus quer. Mas,às vezes, temos que voltar e arrancar algumas coisas que foramplantadas. Temos que encara o fato que muito do que rola de ruim emnossos casamentos é culpa nossa, pois fomos nós que semeamos.Este livro é uma arma contra aquilo que o inimigo tem tentado e estáfazendo nos casamentos. Por mais tempo que ele possa esconder araiz dos problemas, mais tempo será em que as pessoas andarão noescuro sem noção do que está acontecendo. Quantas vezes jáouvimos histórias de pessoas com problema de saúde em que não sesentem saudáveis e sempre cansados, sem saber o porquê? E quantasvezes estas pessoas passam anos desse jeito sem ir ao médico paraencontrar o problema, só para descobrir que é uma doença que, secuidada no início, poderia ser tratada com facilidade e sucesso, masagora, porque deixou tanto tempo passar, é complicada?
  • 4. O problema não é “o problema” em si. Este pode ser tratado. Oproblema existe em não se tratar “o problema”, ignorando-o, deixando opedacinho de pau no seu dedinho virar uma infecção que vai mexercom seu corpo inteiro. Temos que tratá-los, pois podem ser fatais. E,muitas vezes, os problemas matrimoniais sem tratamento são fatais.Mas, para tratar o problema, temos que descobri-lo detalhadamente.Então vamos lá. Vamos acender a luz.
  • 5. Agradecimentos:Lisa, antes de tudo, quero pedir desculpas de novo pelos meus erros(pecados) antes de casar com você, agradecer por achar perdão noseu coração e de apostar que eu poderia ser mesmo um homem deDeus. Como está escrito em Pv 5:18-19, eu me alegro em você, amulher da minha mocidade, e estou atraído pelo seu amorperpetuamente. Eu te amo!Para os jovens que vão arriscar e ler esse livro. Que Deus dê sabedoriae forças suficientes para não comer os biscoitos antes de comprar opacote. Um casamento abençoado é a melhor coisa que você podeexperimentar desse lado da eternidade. (Eu que digo)Para os casais, há esperança. Os problemas que você está passandosão os mesmos que todo mundo passa, sem falar. Eles podem setornar vitórias. Só não desista. Seu casamento ainda pode ser tudo oque você sonhou.Jesus: por mais que eu tenha feito tudo para garantir a falha do meucasamento, você mais uma vez me resgatou da lama e me fez bem-sucedido. O meu casamento é um testemunho da sua eterna graça eamor. Obrigado pelo seu amor e por minha esposa. Você estava certo.Ela é “bom”.
  • 6. Indíce: 1. A História dos Biscoitos. 2. O Anjo 3. Meu Desejo Louco 4. O Começo e o Amor 5. Tudo ou Nada 6. A Resposta 7. O Encontro 8. O Começo do Fim 9. Os Biscoitos 10. Correndo para o Altar 11. Problemas no Paraíso 12. O Segredo que todos sabiam, mas ninguém contou 13. Pulando da panela, caindo no fogo. 14. Perdão? 15. A Lei do Semeador 16. O Problema Maior 17. E agora? 18. A Solução
  • 7. 1A História dos Biscoitos- Mãe! Posso pegar alguns biscoitos?- Não! Tá quase na hora do almoço. Vai estragar seu apetite.- Só um?- Não!- Por favor?- Eu já falei não, então, é não. Está quase na hora de almoço.Parece com algo familiar do tempo que você era criança? Lembro-meda infância, em que a minha mãe sempre me dizia, quando eu eraflagrado tentando pegar um biscoito antes do almoço, para não comê-los, porque mataria a minha fome antes da refeição. E sempre pensei,será? Só um biscoitinho? Claro que, algumas vezes, coloquei o biscoitode volta, e nas outras, escondi três... ou quatro dentro do meu bolso. E,sabe de uma coisa? Minha mãe tinha razão. Todas às vezes euchegava lá sem apetite, pois já tinha provado a comida antes da horacerta.É a mesma coisa com os relacionamentos. Posso te dizer que, se vocêpegar alguns “biscoitos” antes da hora, vai estragar o seurelacionamento. Conheço muitos casais que estavam pegandobiscoitos antes de casar e tiveram problemas depois, por razão deterem provado antes.Sei bem de um casal que se conheceu na JOCUM. Eles eram muitocompromissados com Deus e queriam serví-Lo. Só que quandonoivaram, começaram a lanchar um pouco. No início era tudo legal. Atéfalaram em não se beijar até casar. Mas, num ponto do caminho,começaram a se beijar... e o beijo levou para carinhos... e as mãoschegando nos lugares que não deviam estar... Só pela graça de Deusnão caíram na cama.É uma história muito bem conhecida na juventude, não é? Só que essahistoria é minha. Conheci minha esposa na JOCUM e me apaixonei nahora por ela. Passei um ano como o melhor amigo dela, até tinhacoragem de pedí-la pra casar comigo. Depois, num “momento cego”dela, acabou aceitando. Nós começamos bem e realmente tínhamosfalado em não se beijar até que o pastor nos desse permissão na horado casamento: “Agora, você pode beijar a sua noiva”.O que aconteceu é, infelizmente, sem desculpas. Sabíamos o que oSenhor queria de nós, mas ainda assim, pisamos na bola. Começamos
  • 8. com aqueles beijinhos nervosos que se transformaram em maisapaixonados e daí o resto rolou. MAS, pelo menos, não caímos nacama.Interessante como achamos que “pelo menos não caíram na cama” éuma coisa admirável. O cara comeu todo o biscoito do pacote... sófaltou comer a embalagem! E isso é admirável? Será que terá efeito nocasamento? Porque, eles, de qualquer jeito, se casariam.As pessoas que se acham bem porque pararam antes de transar estãoenganadas. Não há casal crente ou incrédulo que não sente osresultados de ter comido o biscoito antes de casar. Aqueles carinhossão caros. Muitos casais não sabem porque falta confiança nos seuscasamentos. É porque romperam as linhas antes de casar.E o fato triste é que a maioria dos casais não agüenta isso e acabamse divorciando sem saber o que deu errado no seu casamento. Averdade é que nada deu errado nos seus casamentos, o problemaaconteceu antes. Só que a hora de pagar chegou depois, e com umpreço grande. O problema não foi o almoço, foi o fato que já estavamroubando biscoitos antes de almoçar. É melhor entrar no seucasamento faminto e detonar, aproveitar tudo o que Deus tem paravocê lá, do que aproveitar tudo antes e entrar na união com nada denovidade e um preço caro ainda a pagar.Minha mãe estava certa, eu deveria ter esperado até o almoço paracomer. Eu devia dar ouvidos à minha mãe e você também deve.2O AnjoDepois de tantos tapas na cara, não deu para acreditar que a vidapoderia ser boa. Era mais uma decisão de sobreviver em vez de curtir.Pois, qual realmente é a razão de viver? Tentar para falhar? Selevantar para cair? Tudo parece sem razão, senão só para apanhar. Eali, nessa situação de vida, sem muita esperança, ele se achou numafila, esperando pra pegar sua comida e tentar levar sua vida adiante.Quando, de repente, do nada, ela apareceu, um anjo entrou na sala.Naquele momento, todo parou, o sol travou no seu lugar, as pessoaspararam de agir, as planetas cessaram de girar e ele, capturado pelasua beleza, parou de respirar. Era como um sonho, uma cena de filmeem que todo mundo quer se achar. Algo que você sabe que não é real,só enquanto você está com os olhos fechados e viajando. Mas, aquiloera real, um anjo de verdade, sem asas. E estava ali, na mesma sala
  • 9. com ele. Nunca na vida dele tinha visto uma pessoa tão linda, tãodelicada, brilhando. E, se ela de repente olhasse na direção dele, o queele faria, gelado e com a boca aberta, preso no seu olhar? Só depensar, o coração começou a bater mais rápido e ele começou suar.Mas, sem olhar, com a mesma rapidez que entrou da sala, ela saiu.Deixando-o “sozinho”, no meio dos outros, com os seus pensamentos.Naquele momento, a vida dele virou outra. Todas as suas dores edesapontamentos sumiram, fugindo da presença de alguém quecarregava cura, que tinha um jeito de fazer a vida valer a pena. Mas,quem era ela? Qual era o nome dela? De onde ela veio? Será queDeus percebeu a ausência de um dos seus anjos lá no céu?Foi assim que conheci a minha esposa. Bom, eu realmente não a“conheci”, mas, foi assim que ela entrou e “bagunçou” com a minhavida. Do nada, quando eu menos esperava, ela apareceu, brilhandocomo o sol e com uma beleza que deixou as flores do campo cominveja. Ela mesma não sabia da minha existência, mas, eu sabia dadela e a minha vida nunca mais seria a mesma.Um dia, sem dúvida, ela saberia de mim, mas, isso não era importante.Eu estava contente em deixar tudo como estava... por enquanto.3Meu Desejo LoucoO que nasceu no meu coração naquele dia, não sei se posso dizer quefoi amor, pois nem a conheci, mas, eu a vi e poderia dizer que foi“bom”. O que surgiu mesmo foi um desejo de conhecê-la e, se tudodesse certo, quem sabe, conquistar o coração dela.Ainda meio ressentido por causa dos relacionamentos antigos que nãoderam certo, eu não estava com pressa em expor meu coração paraninguém e arriscá-lo a ser quebrado mais uma vez. Então, sendo umnovo convertido (na verdade, eu me converti de verdade duas semanasdepois de vê-la) levei meu coração – e esta coisa louca – para Deus e“deixei” lá. E eu orei, mas orei mesmo, um tipo de oração como “Deus,se você me ama mesmo, me dê essa moça. E, se me der, prometonunca mais pedir nada de Ti. Amém.”Comecei a prestar atenção nela, mas, não cobiçando. Bom... talvez umpouco. Puxa cara, não me julgue. Eu era um novo convertido e a carneestava fraca, mas, deixa pra lá. E assim, comecei a conhecê-la, semconversar, pois eu não tinha ainda coragem suficiente de me aproximardo anjo. Mas, depois de ver como ela falava com os outros, como
  • 10. tratava os outros e como levava a vida com Deus a sério, conheciquem ela era. E vendo isso, confirmou-se tudo em mim, o fato que eraum anjo e meu desejo era estar com ela.Finalmente, alguém me apresentou a ela, e o mel que saiu da sua bocapodia me alimentar para o resto da minha vida. Era tão doce como euimaginei, mas ela não dava bola a qualquer relacionamento, ouesperança disso com ninguém, se não fosse o próprio Jesus. Mas, tudobem, pelo menos eu já tinha conversado com ela, “Oi”. E agora eu tinhao som da sua voz para acompanhar os meus sonhos.4O Começo do AmorCreio que nosso amor começou como qualquer outro, pelo menos daminha parte. Vendo, gostando e, com o tempo, se aproximando. Umaconversinha aqui, uma ali, nada grande, mas, suficiente. Até o dia emque fui para visitar um amigo meu que morava na mesma casa que elamorava. Quando eu cheguei, ele estava tomando um banho, então eufui até a cozinha e lá estava ela, sentada na mesa com a Bíblia abertae estudando. Eu respirei bem fundo e fiz a pergunta mais boba da hora:“O que você está fazendo?”Como se não fosse óbvio. Mas ela, mais doce do que o puro açúcar,não ligava para a minha simplicidade e me respondeu:“Eu estou fazendo um estudo bíblico.”“Que legal”, respondi .E lá foi a conversa. Acabei me sentando ao lado dela para “ajudar”,esquecendo do meu amigo.Na verdade, eu não estava tão interessado em estudar a Bíblia, mas,em estar perto dela. Ela poderia estar estudando sobre o jeito maiscorreto de tirar carrapatos do seu cachorro e eu não me importaria.Mas, daí, com meu interesse falso de estudar a Bíblia e de desejar ascoisas de Deus (como eu tenho mudado!), nossa amizade começou.Continuei indo para a casa dela para “ver meu amigo” na esperançaque ela, meu anjo, estivesse em casa... e meu amigo, tomando umbanho.
  • 11. Até esse momento, eu não falava nada do meu interesse ou desejo porela, e nem o faria por um bom tempo. Na verdade, eu estava gostandodessa amizade, uma amizade sem pressão, sem se importar emenganar, uma amizade da qual eu nunca havia experimentado comuma menina. Eu podia mesmo curtir a presença dela sem medo deperdê-la, pois, não era minha, e sem medo de ser rejeitado, pois, aindaestava guardando meu coração.Nós começamos a passar mais tempo juntos, jogando tênis, basquete,caminhando, e claro, “estudando a Bíblia”. Ela, durante esse tempo,não percebeu nada em mim além de um cara engraçado (ainda sou),“espiritual” e amigável. O que ela sentiu, eu senti dobrado. A certeza defazê-la minha era absoluta e eu comecei a vê-la por uma óticadiferente, uma ótica de possessão, como se já fosse minha e passei aser ciumento. Dentro de mim, algo se despertou, e quando os outrosrapazes se aproximavam dela com o que eu achava menos do queintenções puras, eu era forçado a agir. Todo rapaz que chegava pertodela querendo dar um “abraço de amizade” ou até mesmo conversar,estava correndo o sério risco de apanhar, pois eu tinha a obrigação dedefender o que era meu; avisava-o das minhas intenções com ela,nada menos de casar, e ameaçava-o com dano corporal secontinuasse tentando roubar comida do meu prato. (Muito espiritualné?)Foi incrível como funcionou. Não levou muito tempo e eu era o únicohomem com quem ela conversava, melhorando as minhaspossibilidades, significativamente, de um dia casar com ela. Mas, eusabia que isso não duraria muito tempo e percebia que se eu não adeixasse ver meu coração e revelasse minhas intenções e esperançaspor ela, que um moleque, mais cedo ou mais tarde, viria e levaria “meumelhor amigo”. Eu tinha que agir e rapidamente. Chegou a hora dearriscar, a hora do tudo ou nada.5Tudo ou NadaDesde o início da nossa amizade até essa hora, já havia se passadoum ano. Tempo suficiente para saber quem e como ela era, e temposuficiente para poder abrir o meu coração sem medo de ser pisado.Mas, ainda existia o medo de ser rejeitado. “Será que ela estavasentindo as mesmas coisas?” “Será que ela estava sentindo algo alémde só ‘amizade’?”
  • 12. Depois de duas semanas de oração de verdade, criei coragemsuficiente pra falar do meu amor por ela e pedir que casasse comigo.Louco né? (E tudo sem namorar)Estávamos na casa de uns amigos nossos, onde eu morava, quandoabri minha boca. Estava na frente da casa e eu falei:“Se fosse pra eu casar com alguém, gostaria de casar com alguémigual a você.”Óbvio não??? Aparentemente não. Pois ela respondeu,“Que coisa doce de se falar. Obrigada.”E a conversa caiu por terra levando todos os meus sonhos junto. Euesperava pelo menos um abraço e talvez algumas lágrimas, mas não.Nada, nil, nothing. E eu, sem graça, nada fiz além de forçar um sorrisoe falar:“De nada.”Cara, que trauma. Que situação delicada. Eu não queria assustá-la epor isso levei o assunto assim. Mas, em vez de se espantar, ela nãoentendeu. E agora?Depois de mais duas semanas de nada e muita angústia no meucoração, eu decidi arriscar de novo. Só que desta vez, eu não deixarianada para se duvidar. Não desta vez. Esta ocasião era para o ourotodo, tudo ou nada. Então, com muito “cuidado”, eu falei:“Eu quero casar contigo.”Há dúvida nisso? Bom, ela se assustou, ou melhor, eu a assustei, mas,de qualquer jeito, estávamos na mesma página, ela entendeu. Aresposta dela?“Ó, Ó, Ó. Eu, eu, eu... eu nunca pensei em você assim.”Beleza! Me queimei de vez... dá até para sentir o cheiro de fumaça.Puxa. Será que tudo isso era “só amizade” por parte dela? Como euqueria estar perto de um buraco bem profundo naquele momento. Mas,sem buraco, e sem Jesus rasgando os céus para me buscar, eu fui emfrente.“Bom. Você não acha que seria bom, talvez, pensar nisso?”
  • 13. E foi nesse momento que o menino chamado “Jeff” se tornou homem,sabendo pela primeira vez o que queria na vida. E ela, meio sem jeito,mas, doce como sempre, respondeu:“Posso orar, sim.”Pelo menos, ela consideraria a possibilidade. Minha única esperançanessa hora era que ela realmente oraria e que aquilo não era umadesculpa ou um jeito espiritual de me rejeitar e jogar fora. E quem sabe,talvez Deus falaria mesmo pra ela?Esqueci de falar que dois meses antes desse momento, houve um“quebra-mola” em nossa amizade. Tudo devido ao fato que eu estavaficando mais ciumento a cada dia, não querendo que ela falasse comninguém além de mim e eu, pode crer, não queria falar com ninguémmais se não fosse ela. O resultado disso é que ela começou a se sentirsufocada e queria me afastar, ela queria um espaço. Eu achava quenão podia culpá-la. Mas, houve uma separação de espaço por umtempo. E eu achei melhor dar um passo por trás em vez de arriscarperdê-la.Voltando para a história, ela iria orar e eu viajaria por seis semanas,nas quais decidimos em não se fazer contato, para deixar Deus falar,sem atrapalharmos a vontade Dele. Quero falar, nesse momento, queessa idéia foi da Lisa e não minha. Por mim, eu achava que morrerseria mais fácil que ficar separado dela por seis semanas, sem contato.Só que morto não haveria nenhuma possibilidade de passar a minhavida com ela. Então, decidi agüentar e esperar Deus falar.6A RespostaEu sai dando um “Tchau” pra ela, esperando que seria mais um “atélogo” do que “tchau”. Mas, sem me preocupar tanto, fui na minhaviagem. Seis dias dentro da minha viagem, o telefone da casa em queeu estava tocou e a pessoa da casa me chamou. Era para mim? Quemestaria me ligando? Quem sabia onde eu estava? Na maior dúvida euatendi ao telefone e lá do outro lado saiu a voz mais linda do mundo.Não, não era minha mãe. Era minha princesa, meu anjo. Mas, por queela estava me ligando? Será que algo estava errado? O queaconteceu? Pois eu sabia que não era pra bater papo, pois elaconhecia a regra, foi ela quem a criou.Depois de quietar a minha ansiedade, perguntei o óbvio, para variar(tenho talento por isso):
  • 14. “Por que você está me ligando?”E a voz do anjo, “Eu só queria saber como você está. Tenho saudadede você.”Pois é. Quem não teria? (eu pensei) E depois de bater papo um pouco,acabou a conversa. E desliguei o telefone sem falar, “Eu te amo”. Oóbvio nem sempre precisa ser falado.Daí, eu desci a escada dançando e cantando, “Ela me ama. Ela meama.” Nem liguei para os donos da casa me olhando como um doido,eu já estava acostumado com isso. Naquele momento, não me importeicom nada. Só de saber que ela me amava já era o bastante. Claro queela não falou isso... na verdade, ela nem disse nada com relação aonosso relacionamento... mas, como eu já falei, “o óbvio nem sempreprecisa ser falado.”Agora eu só precisava esperar mais cinco semanas para encontrar comela. Mas, eu já podia vê-la correndo na minha direção, tipo câmeralenta, para me abraçar. A gente pode sonhar.7O EncontroQuando eu voltei, não aconteceu o negócio de câmera lenta que euesperava. Na verdade, foi meio esquisito pelo fato que foi a primeiravez que nos falamos face a face depois de “deixar os sentimentos umpelo outro serem conhecidos”. Ainda não falávamos em casar, mas, jáera conhecido. Então, lá na sala com a Lisa, eu me achei olhando nosolhos da minha futura esposa e eu não sabia o que falar, me deuvontade de correr e não olhar para trás.Como amiga, o papo nunca faltou. Mas, nesse novo passo dorelacionamento, eu estava perdido e, pela primeira vez , talvez a única,estava sem palavras. E Lisa também se sentiu bem constrangida. Foitão estranho que começamos a questionar se era de Deus ou não. Nãopor falta de querer, mas, por falta de entender esse processo e de estarpreparado para essa nova etapa em nosso relacionamento. O fato queDeus já tinha confirmado a Sua vontade para nós antes, ajudou muito agente a continuar com paz em nossos corações.Começamos a avisar todos sobre a nossa intenção de casar, aindasem noivar, pois eu queria falar com o pai dela primeiramente e pedir amão (o corpo também) dela. Nisso tudo, não nos beijamos. Tínhamos
  • 15. decidido esperar até casar. Sabíamos em nossos corações que issoera certo, que o beijo era algo sexual e criado somente para ocasamento. E queríamos entrar puros em nossa aliança.Tá certo, mas, antes de colocar a minha foto no seu guarda-roupascomo seu herói, leia o resto do livro. Esse “Super-homem” não sabiavoar, não.Eu digo puro não em relação a nunca ter havido nenhuma experiênciasexual na minha vida ou na vida dela, mas, puro entre nós. Falandonisso, um dos piores momentos da minha vida foi a hora em que eu tiveque revelar – acho que ela já sabia, mas eu tinha que admitir econfessar – a ela que eu não era virgem. E isso doeu. Como eu querialhe falar que eu nunca fiz nada com ninguém, que eu esperei por ela.Mas, eu não podia sem mentir. E ela, na mesma, impressionada poralguns rapazes, até violentada, admitiu não ser virgem também. Quemomento ruim. Não devia ser assim. Esse não era o jeito como Deuscriou o negócio para funcionar. Bom, eu sei que Deus perdoa, queDeus purifica e faz tudo novo, mas Deus não desfaz as experiências,as memórias ou as cicatrizes com tanta facilidade. O que foi feito, foifeito, e as lembranças, querendo ou não, ficam.8O Começo do FimDessa vez, eu decidi que tudo seria diferente, diferente de todos osoutros relacionamentos que já tivemos. Levaríamos o nossorelacionamento por um caminho diferente, o caminho da pureza, ocaminho do Senhor. E isso, sinceramente, era nosso desejo, opropósito que colocamos diante de nossas vidas.Infelizmente, intenções boas nem sempre resultam em resultadosdesejados ou buscados. E, não por culpa da minha esposa, as nossasintenções caíram bem longe do nosso alvo desejado.Honestamente, o problema não foi ela. Ela estava firme no propósito. Oproblema não foi o diabo, tanto que eu gostaria culpá-lo. A culpa estava100% comigo. Algo sexual se despertou dentro de mim e eu, bemmenos do que santo, dei bola aos meus desejos... dei bola, nada, dei ojogo inteiro.Foi na virada do ano novo de 1990 que eu tive a coragem de pedir queela me beijasse pela primeira vez, pois todo mundo beija nessa hora(todo mundo está fazendo). Que mal poderia ser? Só um beijinho?Mas, minha esposa santa me negou, me lembrando do nosso
  • 16. propósito. Eu, na hora, levei numa boa. Mas, não posso negar que leveia coisa para o pessoal, me senti rejeitado. E ela viu isso nos meusolhos, o primeiro passo para que ela futuramente tomasse uma decisãoda qual se arrependeria para o resto da sua vida.Duas semanas depois, igual a um cachorrinho que você chuta e elevolta alegre da vida como se nada tivesse acontecido, voltei cheio degás pra pedir o beijo de novo. Só que dessa vez, não querendo memachucar ou ofender, ela cedeu. Algo que parecia pequeno, mas, compouco tempo, esse momentinho se tornaria um bicho de sete cabeças.Não foi nada dramático, não houve foguetes ou uma orquestra tocandono fundo, nem anjos cantando. Foi um beijo simples, quase nada, masuma faísca que tocaria fogo na floresta da minha vida.O que foi pouco de nada pra ela, além de ser algo contra a suaconsciência, pra mim, foi tudo; tudo o que eu queria e nada do que euprecisava. Muitos falam e podem falar que o beijo não é nada, mas,nós do lado da honestidade sabemos muito bem dos desejos que sãodespertados através de um único beijo.Os estudos falam que 80% da sua sensibilidade sexual acha-se na suaboca. Fale-me que não sente nada. Claro que sente. E quem sou eupara discutir isso? Eu, igual um ferro de passar roupas, fui ligado emcima e comecei a esquentar em baixo. Para mim, era óbvio que issonão significava o único beijo antes do nosso casamento, mas, ocomeço de partir o fruto proibido. O fruto era bom para o olhar e comcerteza, a primeira mordida provou que o fruto era bom mesmo.O grande problema foi que, na hora, eu não me importei com asconseqüências de ter provado algo proibido. Eu não pensei que aquelefruto um dia me morderia.Com tempo, e não muito, aquele beijinho começou a se tornar um beijode vez em quando, que por sua vez se tornou num beijo maisfreqüente, que por sua vez se tornou algo que rolava todas as vezesque estávamos juntos.Se fosse mentiroso, eu te falaria que eu estava satisfeito com os beijosde mel dela. Mas, na verdade, o leão foi acordado e ele queria carne.Enquanto nossos lábios estavam se tocando, meus pensamentos jáestavam viajando para outros lugares, estavam “descendo”. Não comose fosse algo repentino, já fazia um tempo que eu estava curtindo ocorpinho e curvas dela. E estes pensamentos brotaram um desejo forteem mim de tocar no fruto, de tirar da árvore. Qual era o problema? Eutinha intenções de comprar a fazenda. Será que eu não poderia provarum pouco do fruto? Fez muito sentido ao meu lado carnal, pois “só um
  • 17. bobo compraria algo sem testar”. Ninguém comprará um carro só pelaaparência e sem dar uma volta. E daí rolaram os argumentos na minhacabeça.Só que, em tudo isso, o Espírito Santo em mim falava alto para fugir,confrontando toda desculpa na minha cabeça, pelas mentiras queeram. E eu sabia que esses argumentos eram barcos furados antes desair das docas.E por um tempo eu fugi desses desejos de avançar o sinal,substituindo-os com masturbação, um outro problema muito sério queexiste em muitos relacionamentos. É verdade. Existem muitos homens(e algumas mulheres) casados que tem problema de masturbaçãodentro e escondido nos seus casamentos. Masturbação é um problemada juventude que, se não tratado antes de casar, vai continuar dentrodo seu casamento. Casamento não resolve nada. Aquele que semasturba fora, vai se masturbar dentro. Só que com muito maiscondenação e a consciência bem mais pesada.E eu me achei com essa nova luta de masturbação por causa dosdesejos sexuais sendo despertados dentro de mim. Desejos sendodespertados e eu me entregando a eles, desculpando-se por ser algonatural. Pecado pode ser natural, mas, o fim natural do homem é oinferno também. Não podemos pegar a BR no sentido de São Paulo epensar que chegaremos em Belo Horizonte.9Os BiscoitosExistia um conflito muito grande em mim entre o lado espiritual e o ladocarnal, e eu, alimentando mais o carnal, estava começando a perder abatalha. Minha esposa, sem saber de nada ao meu lado e no que euestava sendo despertado, simplesmente sentia-se condenada com todobeijo, pois foi algo contra a consciência dela, uma violação. E eu era oculpado, o violador.Eu continuei nessa luta por um tempo, numa prisão feita por mim, umaprisão que eu tinha vergonha de contar para alguém, especialmentepra ela. Finalmente chegou a hora em que eu não podia me segurarmais. Nossos beijos já haviam se tornado algo bem mais quente, masainda faltava menos do que seis meses até o casamento. E numdesses momentos quentes, a minha mão chegou no seio dela. Semperder um segundo, ela tirou minha mão de um jeito a me deixar saberque esta área estava fora do campo do jogo, isso com a palavra “não”bem dada devia ser claro. Mas, a linha já fora ultrapassada. Eu já
  • 18. avançara o sinal. E não levei muito tempo para romper essa barreira.Um pouco de persistência, colocando a mão de volta depois de sertirada algumas vezes e, finalmente, ela cansou da batalha e cedeu.Diga-me que essa não é a experiência de muitos casais. O homemquerendo, a mulher não querendo ou com receio, e o homempersistindo até que ela cansa e deixa. Quantos homens são culpadosdisso?Aqui está um fato para nós, homens. Se tocarmos numa mulher de umjeito não desejado por ela, e esta lhe pedir pra parar ou simplesmentetirar a nossa mão e, mesmo assim, colocarmos de volta a mão, pela leibrasileira é um crime chamado “assalto sexual” e pode ser punido porum tempo na cadeia. Tem um criminoso lendo isso agora?Pode dizer que eu estou exagerando, mas, é verdade. O que achamosnormal e aceitável não o é. É um crime. E as mulheres violadassentem-se assim e sujas. Imagine um homem enorme se deitando emcima de você e tentando te pegar pelo saco. E você dizendo “não”,tentando tirar a mão dele. O que você fará? O cara é maior e mais fortee, se ele insiste em te tocar, o que você vai fazer? Nada. Nojentopensar assim, não é? E assim nós homens violamos aquelas paraquais declaramos nosso amor. E assim foi o meu relacionamento coma minha esposa.O que começou fora das roupas não demorou para chegar dentro.Pois, que graça existe em segurar um pacote de bombons sem podertirar a embalagem e provar o bombom mesmo? Ou você tem ocostume de colocar um bombom na sua boca enquanto ainda estádentro da embalagem? E sem falar em muitos detalhes, mãoscolocadas dentro das roupas vão além de apenas tocar. Acabamestimulando sexualmente o outro e simulando o ato do sexo até aoorgasmo, masturbação. E infelizmente, a maioria dos casais, nãocasados, se acham vivendo dentro dessa realidade. Fazendo coisassexuais, estimulando e masturbando, e achando normal, até bomporque não estão transando.Uma pergunta: “O que a sua consciência lhe fala?” “Tá tudo legal comDeus nessa?” Eu sei que no início, pra mim, senti uma convicção forteno meu coração. Eu sabia que o estávamos fazendo era errado. E eusabia que Lisa não gostava nem um pouco, nem queria, mas, eugostei, eu “precisava”.E aí foi o nosso relacionamento por uns meses até o ponto em quecomecei a sugerir que transássemos ou “fazer amor”, como eu falava.Qual seria o problema em transarmos? Quase éramos casados e
  • 19. faríamos de qualquer jeito depois. E este era o meu raciocínio,“estávamos quase casados.” E essa foi minha desculpa num dosmomentos bem quente. Só que minha esposa era bem mais forte efirme no Senhor do que eu, e ela, ainda por ter deixado muito rolar,segurou a onda e falou, “não”, e, dessa vez, eu entendi e desisti.Eu sabia que ela estava certa, tanto que eu queria, e Deus me poupoupelo menos desse erro na minha vida. Conheço muitos rapazes quenessa hora não param, mas continuam insistindo, fazendo a cabeça damoça até que as pernas se abrem. E isso, pela lei brasileira, échamado de estupro e também é punido por prisão. Não importa se elaé sua namorada ou noiva. Estupro é estupro. E estupro é crime.Estupro pela definição legal é sexo, vaginal, anal ou oral feito sobpressão, seja física, emocional ou mental. Não necessita de uma armapara ser considerado estupro. Se ela não quer e você força a barra, éestupro.Nosso relacionamento era muito legal antes da parte física entrar.Depois de nos envolvermos nessa área, me tornei ainda maispossessivo e ciumento. Se pelo menos eu achasse que um rapazgostava dela, ou só de ver um conversando com ela, fazia o meusangue ferver, geralmente acabando numa briga. Estas coisas quaseacabaram com nosso relacionamento. Começamos a discutir quasetodo dia – um resultado da culpa que sentíamos por tudo que rolavaentre nós.Ela, de certeza, sentiu mais culpa do que eu. Ela era mais crente emais sensível ao Espírito Santo. Eu havia desligado essa parte daminha consciência em troca de mentiras e desculpas, deixandosatisfazer a minha carne sem me importar com os sentimentos dela.Muitas vezes brigamos, quando ela pisava no freio num momentoquente, em que eu queria chegar pelo menos ao ponto do aliviamentofísico, orgasmo. Ela sentia tudo na pele e às vezes a consciência delapesava tanto que ela parava bem no meio do negócio, me deixandochateado, como se fosse obrigação dela fazer isso por mim. Por outrolado, ela fazia as coisas, muitas vezes só para evitar a briga, deixando-a chateada comigo e o clima pesado de qualquer jeito. E, como eufalei, isso foi quase o fim do nosso relacionamento.
  • 20. 10Correndo para o AltarO clima ficou tão quente entre nós depois de dois meses noivos, quesabíamos que se tivéssemos que casar sem transar, tinha que ser logo.Então, decidimos mudar a data de nosso casamento para junho em vezde agosto, uma decisão que deixou nossas famílias doidas. Muito emparte por causa da minha falta de maturidade na época e falta decontrole da minha língua. A mãe da Lisa me perguntou por queestávamos mudando a data do casamento e eu, sem pensar, respondi,“Porque a Bíblia fala que é melhor casar do que viver abrasado, e euestou abrasado por sua filha.”Algo que nenhuma mãe quer ouvir do seu futuro genro. Daí, mudamosa data para poupar o pouco da santidade que ainda existia entre nós.Organizamos tudo apressadamente para o nosso casamento, pois doismeses é pouco tempo para preparar aquilo que é para ser o melhormomento na vida de uma moça. Infelizmente, o que era para ser ummomento especial e marcante foi bem menos, devido o fato quemudamos o local do casamento para o meu estado, onde morávamos,para facilitar a organização do evento. Um detalhe: a família da minhaesposa morava 4.000 km longe do meu estado e nossos amigoscomuns moravam uns 2.000 km. O resultado, duas amigas da minhaesposa foram ao casamento e só os pais, da família dela, estavampresentes para esse “grande” momento. Quatro pessoas numamultidão desconhecida. Tinha amigos e membros da minha família lá,mas a maioria era da igreja da minha mãe e eu não os conhecia. Alémdo fato que casamos em frente a muitos desconhecidos, a hora dasanta ceia foi uma brincadeira, sem risadas. O pastor presente faloubaixo pra nós que ele tinha esquecido do pão e providenciou, do seubolso, dois amendoins. Este é o corpo de Cristo, dois amendoins? Nãofoi como sonhávamos.“Este é meu amendoim dado por você.”Eu acho que não. Este momento na vida da minha esposa é um dosque não falamos em nossa casa. Já pensou em não falar do dia do seucasamento? Ou se por acaso você está comentando sobre o dia, vemlágrimas de tristeza? Duro, né? Simplesmente casamos por casar, paratransar.É um milagre que o nosso casamento sobrevivera depois daquelecomeço bagunçado. Mas, pelo menos, estávamos casados e saindo
  • 21. para nossa lua de mel. Por um ano e meio eu tinha esperado, sonhadopor esse momento, a hora em que eu poderia referi-la como minhaesposa. Eu podia morrer feliz.Saindo da cidade, precisávamos passar no hospital, porque Lisa foipicada por uma aranha dois dias antes e quase não podia andar detanta dor. Então, eu e “minha esposa” nova passamos no hospital paraela receber uma injeção. Entramos no carro de novo, e antes de sairdos limites da cidade, olhei para minha esposa, esperando ver os seuslindos olhos brilhando em minha direção, talvez com um sorriso falandopra mim, “sou totalmente sua.” Mas, o que vi foi ela inconsciente ebabando por causa da injeção forte que tomou. Bom, não foi comosonhei, mas, estávamos casados e no caminho da lua de mel, eu eminha esposa babadora.Depois de três horas, chegamos no local, um condomínio à beira doLago Michigan. Um lugar lindo demais. E, graças a Deus, minhaesposa tinha ressuscitado. Fomos para a nossa suíte, arrumamos tudoe chegou a hora pela qual eu havia esperado, a qual sentia como umaeternidade. A hora em que nós dois nos tornaríamos um. Que horanervosa. Achei que eu seria igual um tigre saindo de uma gaiola depoisde três meses sem comer para caçar. Na verdade, eu estava mais praum gatinho se abaixando num cantinho com medo de um cachorrogrande. De qualquer maneira, achei coragem de me aproximar do anjo,com o qual acabara de casar, e consumamos o nosso casamento. Foirápido, mas, foi maravilhoso. Naquela hora, eu estava feliz queesperamos até casar. Valeu.11Problemas no ParaísoOs primeiros seis dias de nossa lua de mel foram céu puro, brincando,transando, conversando, transando, comendo, transando...Minha esposa queria continuar com nossa amizade como sempre, nãocomo eu não queria. Mas, eu queria transar, toda hora. Eu era comoum bicho faminto que não podia comer o suficiente. Legal pra mim.Ruim para ela. Tudo isso a deixou se sentindo menos como a minhaamiga, menos como a minha esposa e mais como o objeto sexual, doqual eu era insaciável. Tudo isso pra ela não soava como amor, mas,de novo, como uso.No sétimo dia da nossa lua de mel, o bicho pegou e tudo caiu por terra.Tivemos a nossa primeira briga de casamento. Uma briga feia. Griteipalavrões, chutei cadeiras e acabei comprando cigarros. Que contraste
  • 22. enorme, nós, dois “crentes”, na nossa lua de mel, numa região deincrível beleza, num verdadeiro jardim do Éden, e eu, fazendo o papeldo diabo. O negócio foi tão feio que ela se recusou a sentar na cabineda nossa caminhonete comigo. Preferiu sentar na carroceria, com abagagem. Tínhamos planos de fazer um passeio de barco e visitar umailha, que obviamente não rolou, devido muito ao fato que ela serecusou em falar comigo. Que fim rápido e ruim da minha fada decasamento. Lisa passou três horas na carroceria enquanto a minha iracrescia. Eu, finalmente, cheguei até o ponto que não agüentava mais eparei a caminhonete e, fisicamente, a forcei a se sentar na cabinecomigo, pois ela era a minha esposa, essa era a nossa lua de mel enós, pelo menos, devíamos sentar juntos, que romântico. Pelaspróximas quatro horas, ela olhava pra fora da janela sem falar umapalavra comigo, e eu, fumando como uma lareira e curtindo músicasecular bem alto. E assim começou o nosso casamento, um começoque se tornaria seis meses de inferno, brigas diárias, violência, tabacoe bebida. Bem menos do que Deus esperava deste casal, que acabarade sair da JOCUM com um chamado em suas vidas.Se você está querendo saber a razão dessa briga feia que acabou coma nossa lua de mel, quatro letras, S...E...X...O. Lisa tinha falado pramim, à noite anterior, que estava cansada e que a gente “podia” pelamanhã. Beleza, só que ela esqueceu do que fora falado e eu fiqueiirritado, acabando numa coisa tão estúpida que tenho vergonha de mimmesmo. Se eu pedisse pra ela, com certeza faríamos, mas, eu, duro decabeça, achava que era o dever dela se lembrar e se oferecer. Ela nãose lembrou e eu pirei, acabando com nossa lua de mel. Sei que nãosomos o primeiro casal a brigar sobre sexo. Os estudiosos falam queas duas maiores razões de briga nos casamentos são sexo e dinheiro.Uma dica, homens: se quer transar com sua esposa, peça. É bem raroque ela vai te procurar para rolar na cama. Não é o negócio dela. Não écomo Deus a criou. Nós somos os atacantes, aqueles que devemtomar a frente. Uma regra boa: Se quer, peça. É bem mais fácil dessejeito e com bem menos brigas.Este tempo, sem se falar, foi muito difícil pra nós. Não tínhamosninguém com quem se abrir ou confiar. Para o mundo, parecíamoscomo um casal feliz. Só nós sabíamos a verdade, do inferno quevivíamos com o medo, nunca pronunciado, que tudo acabaria emdivórcio. Uma das coisas que fizemos certo foi, antes de casar, tomar adecisão que nunca falaríamos a palavra “divórcio” em relação ao nossocasamento, sabendo que isso não era uma opção. Era até a morte,para o bem ou para o mal. E essa era, sem dúvida, para o mal. Mas,isso foi uma decisão, ou seja, uma regra nossa, de casa, quemilagrosamente, cumprimos até hoje. E, nesse tempo, Lisa estavapensando nesse negócio de “até a morte” e querendo morrer.
  • 23. 12O segredo que todo mundosabia, mas ninguém contou.Um dos problemas maiores foi que ninguém nos avisou que íamosdiscutir e brigar. Lisa nunca ouviu os pais dela discutirem, nem falar embriga. Eu já havia passado por dois divórcios como criança envolvendominha mãe, meu pai e meu padrasto. E essas não foram coisas lindas,mas meus pais na época eram incrédulos e isso eu entendia que era afalta de Jesus nos seus casamentos. Para nós, eu não tinha uma boaexplicação ou justificação.Para piorar a coisa, todo mundo, depois de saber do pouco tempo deque tínhamos de casados, comentava:“Oh! Vocês ainda estão na lua de mel.”Puxa vida. Se essa era nossa lua de mel, esse inferno, eu não queriasaber do casamento que viria. Nunca falávamos em divórcio,pensávamos que talvez acabaria assim, mas, ninguém falou.Simplesmente continuamos com nossa vida confusa e cheia de medodo futuro, desesperadamente procurando por um milagre.Depois todo desse tempo e falando com outros casais, descobri algo.Existia um segredo sobre o casamento que todo casado sabia, masque ninguém comentava: todo casamento tem discussões fortes que,vez em quando, acabam numa briga, que é pecado. A outra coisa queeu descobri é que todo casal se cala em relação à primeira verdade porcausa da vergonha, achando que são os únicos que discutem,deixando todo mundo fingindo, escondendo e mentindo sobre arealidade dos seus casamentos.A realidade é seguinte: casamento é Deus, unindo duas pessoasdiferentes, com gostos diferentes, com tendências diferentes, criadosdiferentes e com opiniões diferentes. Diga-me como não terá um vácuode vez em quando. Essa união não acontece sem problemas, como sefosse a coisa mais natural do mundo fazer duas pessoas concordaremem tudo, pois, só assim não haverá discussões. A verdade é queninguém concorda em tudo e às vezes as coisas têm que serdiscutidas, para serem resolvidas ou para chegar a uma conclusãomútua. Isso não é fácil, nem rápido. O único casamento que não temdiscussão é aquele que envolve uma viúva, uma parte que está morta.
  • 24. E para te poupar da condenação do diabo que vem sem falhar, àsvezes ainda ficamos tão emocionados num negócio, que a nossa carneacaba entrando e nós acabamos pecando. Por isso é bom conheceresse versículo:1João 1:9; Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justopara nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.Com o tempo, as discussões são menos freqüentes e menores. Ocasal tem que aprender como discordar e discutir, sem briga oupecado. Tem que aprender como concertar a casa sem derrubá-la.O que fizemos em nosso casamento que nos ajudou a chegar nesseponto foi criar uma regra bem no início do casamento, baseado emEfésios 4:26-27 que fala,“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Nãodeis lugar ao diabo.”Decidimos que ninguém dormiria antes de resolver a situação. Temosfeito isso em nosso casamento fielmente. Parece legal e fácil, mas,confessarei algo a você, no início do tempo no inferno, passamosnoites sem dormir por causa da dureza dos nossos corações. Ninguémqueria assumir a responsabilidade ou a culpa, e pedir perdão.Geralmente estas noites acabaram 15 minutos antes de precisarmos irpara o trabalho pedindo desculpas rapidamente, sabendo que opróximo “round” viria depois do trabalho. Não sei se foi Deus mesmotrabalhando em nossas vidas ou o nosso desejo de dormir (bemprovável os dois), mas, aprendemos a resolver as situações com maisrapidez.Se você já é casado, faça um favor aos que estão para casar, sejahonesto com eles sobre o seu casamento, sobre as dificuldades quetem passado e como vocês resolveram. Você pode poupar um casalnovo dos momentos infernais que você tem passado no seu casamentoe dos quais eles, sem ajuda, talvez não sobreviverão e acabarão sedivorciando. Algo que você poderia ter ajudado, se fosse um poucomais humilde e transparente.Um casamento em que se finge não ter problemas ou vácuos de vezem quando é nada mais do que uma farsa e mentira, uma casaconstruída na areia. Cuidado com as tempestades que vierem.
  • 25. 13Pulando da panela, caindo nofogo.Nós continuamos nesse ritmo, gradualmente sendo melhor a cada dia,brigando menos e a amizade fluindo e crescendo de novo. Mais umavez, eu estava feliz só de estar dividindo a minha vida com a minhamelhor amiga. Quando, de repente, depois de um ano e meio casados,ela se esfriou comigo. Esfriou mesmo. Não queria nada de mim. Elatinha uma revolta por mim. Ela não queria que eu a tocasse, abraçasse,beijasse, nem falasse em sexo.Tudo isso me pegou de surpresa. Não entendi nada. Quando penseique finalmente seríamos felizes, que tudo estava caminhando bem, derepente, eu nem podia chegar perto dela sem que ela recuasse ousaísse pra fora dos meus braços, virando de costa. Você quer falar emmedo? Não existe um medo maior num relacionamento do que quandoo outro não te quer mais. E eu estava com medo, muito medo. Se pelomenos eu tivesse feito algo, poderia entender, mas, na minhalembrança, nada eu tinha feito. Pelo menos nada que merecesse essaatitude.Sentamos para conversar, para tentar entender o que estavaacontecendo entre nós. Ela nem entendia o sentimento forte de revoltaque possuía por mim, mas tinha, sem dúvida. Então conversamos.Perguntei se ela sabia porque, ou se eu tinha feito algo, e elarespondeu que não, não sabia de nada específico. Legal, isso ajudoumuito. Minha esposa tem uma revolta, um nojo por mim e não faz idéiapor quê. Decidimos orar e pedir que Deus nos mostrasse o que estavaacontecendo e a causa (Nós éramos bem mais “espirituais” nessaépoca). Depois de orar, ela começou a chorar e confessar que cadavez que nos beijamos ou fomos além antes do casamento, ela sentiaculpa, condenação, porque sabia que era errado e, na verdade, nuncaquis fazer e só fez por minha causa, porque eu queria, e ela não queriabrigar comigo ou me deixar chateado. E que todas as vezes que eutoquei no corpo dela, ela sentia-se violada por mim e que, até essemomento, ela não tinha achado como me perdoar.Nisso, eu não tive nada a falar. Eu não tinha como me desculpar. Elatinha razão e estava certa. Eu sabia que ela não queria fazer nada,mas, os meus desejos eram mais importantes para mim do que osdela. Nunca imaginei que ela se sentira violada por mim, mas, olhandopra trás, entendi. Compreendi como ela podia se sentir assim e pudeperceber que eu tinha violentado o corpo dela e a pessoa da minha
  • 26. própria noiva e futura esposa só para satisfazer meus desejos sexuais,nos levando a esse ponto, em que a minha esposa, violentada por mim,possuía uma revolta em troca pra mim.Choramos juntos. Choramos mesmos, não de um lágrima ou duas, mascachoeiras. Choramos de culpa, de dores desenterradas, choramos deraiva e choramos de medo. Medo de não saber o que fazer com umcasamento aparentemente falido.14Perdão?A única coisa que não entendi foi como ela não havia me perdoado portodo esse tempo. Eu já pedira perdão por estas coisas mil vezes.Todas as vezes que avançamos um sinal, ou dois, e pecamos, pediperdão a ela e prometi que não aconteceria de novo, pois nós doissabíamos que era errado. Eu sempre pedi perdão. Na verdade, pedirperdão simplesmente fazia parte do ritual. Beijar, passar a mão, pecar,pedir perdão. Era parte do programa. E por isso, ela não achou comome perdoar. Ela sabia. Meu arrependimento era raso e falso e nãodurava por muito tempo. Eu não estava arrependido de verdade,demonstrado pelo fato que continuava fazendo as mesmas coisas efalando as mesmas coisas depois com as mesmas promessas vaziasque nunca mais faria. Eu vivi pecando contra ela e tentando medesculpar. Mas, não foi possível. Eu era o culpado e tinha que assumirmeu pecado e as conseqüências que ele trouxera para dentro do nossocasamento. Principalmente a frieza e revolta da minha esposa, tudoculpa minha.Ela continuou explicando que esperava que eu fosse diferente dosoutros rapazes que usaram e abusaram dela, para os prazeres deles. Ea desapontei nessa. Eu não fui nada diferente. O pior é que era para euser um “homem de Deus”, o líder da nossa casa, o sacerdote. Quedecepção. Eu não passava de um violador, um criminoso, pegando oque queria sem importar se pertencia a mim ou não, ou quem sairiamachucado. Toda a esperança de protegê-la e cuidar dela caiu porterra. Em vez de ser o protetor, eu era o predador. Ela não confiavamais em mim e quem podia culpá-la. Ela queria, mas, não sabia como.Eu tinha destruído tudo. Havia pisado em cima da confiança dela e aquebrado.Eu, mais uma vez, pedi perdão dela, de verdade, e nós choramosjuntos, de novo. Pelo menos, sabíamos do problema, algo que pareciaser impossível de conquistar, mas, conhecendo o inimigo, nóstentaríamos.
  • 27. Se você pensa que pedindo perdão resolverá tudo na hora, quero tedizer, nem sempre. Muitas vezes, leva tempo. No nosso caso, levoumais dois anos para Lisa se recuperar e perder aquela revolta que tinhapor mim. Mais dois anos! Mais dois anos de tempos difíceis, tempos dearrependimento por coisas que não deviam ter acontecido.Somente depois de três anos e meio, começamos nosso casamento dozero, limpo, onde devíamos começar no início. Em troca por algunsbiscoitinhos de prazer antes da hora de comer, eu perdi três anos emeio do meu casamento. Pior, eu machuquei e danifiquei a minhaprópria esposa, o anjo. E aqueles três anos e meio foram ruins, inferno.Tudo por causa da minha falta de controle e de amar a Lisa mais doque a mim, como a Bíblia nos ensina. Como eu gostaria de voltar efazer de maneira diferente.15A Lei do SemeadorPara todos que se acham bem porque seguraram a onda e nãotransaram, mas fizeram outras coisas, quero te mostrar seu engano desi mesmo. Não há casal, que não sente e vive os resultados de tercomido os biscoitos antes de casar. Todo mundo tem que pagar. Eaqueles carinhos são caros.A Bíblia nos ensina uma lei bem simples de entender e mais simplesainda de ver funcionando no mundo: a lei da semeadura.Gal 6:7-8; Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; poistudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quemsemeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quemsemeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.Tudo o que você semear na sua vida, você vai colher. Não é uma coisade talvez aconteça, e também não é algo somente para finanças, comoesse versículo é mais usado. Em toda área da sua vida você plantasementes e, mais cedo ou mais tarde, aquelas sementes brotarão edarão frutos. Você colherá segundo o que você plantou. Se vocêsemear sementes de laranja, não espere por maçãs. Se você semearsementes de pecado, não espere bênçãos e santidade. Se você querum bom casamento, tem que semear coisas boas ali. Fazendo coisasboas, servindo, preferindo, amando.Ouvi uma vez um segredo: como ter um casamento feliz. Foi assim, emvez de olhar para o que você está recebendo do outro no seu
  • 28. casamento, fique só ligado no que você está dando. Em vez de pensarem 50% / 50 %, pense que todo 100% está com você, ou seja, dê100% para o outro e não pense no que receberá em troca. O queacontece muitas vezes em nosso relacionamento é que paramos pracomparar o que fazemos com o que recebemos, do 100% que estápartindo de nós. E, na maioria das vezes, pela nossa ótica, pensamosestar dando mais do que recebendo. Mas, lembre-se que é nossa ótica,e geralmente é diferente da ótica do outro, que, se lhe perguntar,achará que também está fazendo mais e perdendo no negócio. Temosque parar com esse tipo de pensamento infantil em nossoscasamentos. Se podemos realmente seguir os conselhos de Jesus eservir ao outro, dando 100%, sem pensar em troca, tudo mudará.Especialmente se os dois estão nessa juntos, dando 100% um aooutro. Agora, em vez de só receber 50% e dar 50%, você podeentregar 100% e receber 100%. Exatamente como Deus planejou.Existe 200% nesse negócio, não somente 100%. A nossa matemáticaestá errada. Um bom casamento é trabalho. E você tem que trabalharpara fazê-lo bem, mas, no fim, vale a pena. Casamento é igual contabancária. Você terá ali dentro o que você depositar.Existem conseqüências para tudo o que você faz na vida. Não háexceção. É bíblico. É a lei da semeadura.16O Problema MaiorPor mais triste que fosse, nosso casamento não era uma exceção,soava mais como normal. Hoje em dia existem muitos problemas nosrelacionamentos conjugais. As estatísticas nos falam que 28% doscasamentos acabam em divórcio. E a maioria não sabe por quê, o queaconteceu, o que deu errado. Até na igreja, as estatísticas não sãodiferentes, mesmo com um bom número colocando caras de domingo efingindo estar no paraíso. Por trás da máscara existe muitas dores,medo e confusão. Qual é o problema e de onde veio?O problema maior aqui não é que a maioria dos casais tem problemasnos seus relacionamentos conjugais. O problema maior é que grandeparte não sabe por que existem esses problemas e os sentimentosruins dentro do “amor”. Sem saber o “porquê”, é difícil corrigir. Se vocêfor para um médico com uma dor de cabeça que sempre o perturba, elepode lhe dar um remédio que aliviará a dor e manda você voltar pracasa. Mas isso não resolve o problema da dor constante, e depois queo remédio perde o efeito como será? Mesma dor e nada resolvido. Amaior preocupação do médico deve ser achar por que você está tendoessas dores de cabeça para acabá-las e prevenir que não voltem mais.
  • 29. Só de reconhecer que há algo errado no seu relacionamento não vaiconsertar nada. Você precisa descobrir por que existem essesproblemas, qual é a raiz?Nesse assunto de problemas conjugais, existem muitas teorias, mas,existe uma só verdade. Os problemas em nossos casamentos sãofrutos de atos feitos por nós.“Aquilo que o homem semear; isso também ceifará.”O problema é conhecido e tem nome. Ele se chama “Falta deConfiança”. A falta de confiança é o bicho por trás da maioria dosproblemas conjugais. Nós, ainda casados, não confiamos 100% nooutro e com razão.Relacionamentos AntigosOs antigos relacionamentos e velhas experiências que trazemos pradentro do casamento vêm com mais do que apenas lembranças. O fatoque você já teve outros relacionamentos já cria uma desconfiança noseu cônjuge e em você também. Pois, que garantia existe que, ele (a),ou você não vai querer trocar por um outro (a), um modelo mais novo,mais tarde? Se já sabe o que existe lá fora, fará comparações “justas”de experiência. Essas coisas que perturbam. Quem nunca fezcomparações daquele que você tem com outros que você já teve ouconhece atualmente? E será que o outro na sua casa nunca pensouassim também? Tudo isso é resultado de ter provado do fruto que nãoera nosso. Se nunca tivéssemos comido laranja, nunca haveria umacomparação com a nossa tangerina. Agora, me diga que estas coisasnão passam por nossas cabeças.“Será que sou suficiente?”“Será que sou o melhor?”“Será que ele (a) não está arrependido de estar comigo em vez deoutra pessoa?”ou,“Puxa, olha como ela trata o marido tão bem e a minha esposa sóreclama.”“Ela tem muita sorte. O marido dela a respeita.”“Se eu fosse casado com alguém mais...”Todas essas são dúvidas que nunca deveriam estar dentro do seucasamento. Dúvidas que geram falta de confiança no outro em relaçãoao seu lado do compromisso. Um falta de confiança devido ao namoro,o destruidor de casamentos, o maior engano do diabo.
  • 30. “Namoro é normal.”“Como você vai conhecer alguém sem namorar?”NamoroNo namoro, aprendemos que o sexo oposto não é confiável. Todos quejá namoraram, já foram enganados, decepcionados, machucados,feridos e lá vai a lista. Tudo feito pelo sexo oposto dentro desserelacionamento fatal chamado namoro. Ninguém jamais teve umaexperiência no namoro que possa ser classificado como só boa, pois oque rola lá dentro, sem exceção, é pecado. E o coração quebrado nofim queima todas as possíveis boas lembranças, deixando-nos cheiosde feridas. Feridas que levamos pra dentro do casamento. Essesmachucados nem sempre estão abertos, mas, pelo menos existemcicatrizes, marcas de guerra.A falta de confiança que aprendemos na marra através do namorocontinua no casamento, pois, promessas de cuidar, amar, ser fiel, sãopalavras vazias quando colocadas à luz da experiência. A maioria doscasais entra no casamento com um pé atrás, guardando seus coraçõesabarrotados de incertezas e medo. Tudo devido ao namoro.Eu recentemente fiz uma pergunta numa conferência de jovens sobreconfiar no sexo oposto. Pedi para as moças que NÃO confiavam nosexo masculino ficassem de pé. Sabe quantas continuaram sentadas?Nenhuma. Todas ficaram em pé. E isso eu mostrei para os rapazes,para que eles pudessem entender o resultado de suas aventuras comas moças. Isso deve servir como um sinal, de como está o clima entreos dois sexos. A coisa está ruim. A moças, sem hesitar, declaram quenão confiam nos rapazes e quem pode culpá-las? Elas têm razão.Pergunte-lhes quantas já foram violadas dentro do relacionamento donamoro? Melhor, tente achar uma que não foi. Só, que no outro lado,os rapazes falam a mesma coisa. Eles não acham as moças confiáveis.Acham que elas são enganosas e trocam um rapaz por outro, como setrocassem de roupas, e sem razão. De onde eles conseguiram essespreconceitos? NO NAMORO! O gigantíssimo problema é que essespretendem casar um dia, mas, qual a possibilidade de sobrevivênciaentrando no casamento já declarando abertamente na porta que nãoconfia no sexo oposto?Um casamento sem confiança não tem muita esperança de durar muitotempo. O diabo vai detonar nisso. Confiança é uma coisa básica enecessária em todo casamento abençoado. Por isso eu declaro:Namoro não é de Deus!
  • 31. Namoro está destruindo uma geração de casais e uma geração dejovens que querem um dia se casar.Namoro não é bíblico.Na verdade, a palavra namoro aparece em algumas partes da Bíblia(algumas traduções em português utilizam a palavra ‘enamorar’), emalguns vergonhosos episódios. Destacarei algumas passagens:- Em Gn 34, Siquém violentou Diná, a adolescente filha de Jacó,resultando em desgraça. Pela primeira vez se refere à almaenamorada, com algo bem comum que acontece nos dias de hoje,violação.- Jz 16:4 onde Sansão “enamorou-se” de Dalila, o resto da história vocêjá conhece.- 2 Sm 13, onde Amnom “enamorou-se” de Tamar, sua própria irmã; aestuprou e a desprezou (isso não parece familiar nesse tipo derelacionamento?), também resultando em desgraça.- Ez 23 quando mostra o povo de Deus enamorado e em prostituição,fora da vontade de Deus e dentro da ira Dele.Namoro é algo que o diabo criou para dar chance à carne, umaoportunidade para os casais, não casados, fingirem e agirem como sefossem casados. Em outras palavras, jovens curtindo as bênçãos docasamento (beijos, carícias, toques, e até o sexo) sem compromisso.Bênçãos que se tornam em maldições quando praticadas fora domatrimônio e que vêm com um preço muito alto a ser pago mais tarde.Infelizmente, um assunto que deveria ser fácil para os pastores ehomens de Deus chegarem a um acordo, tem se tornado um assuntode contenção e brigas. Existem pastores enganados andando pelonosso país estimulando os jovens a namorar, até falando que beijos ecarinhos são coisas boas porque assim você vai saber se gosta dooutro ou não. Meu, não dá para você saber se gosta de alguém sempecar? Assim, desse jeito, você só cairá em pecado. Sem julgarninguém, nunca ouvi uma palavra tão furada e safada na minha vida.Pelo amor de Deus, onde caímos para chegar a esse ponto deencorajarmos os jovens a pecar porque é natural?Têm pastores defendendo a masturbação dizendo que é algo “natural esaudável” e declarando que não é pecado. Desde quando? Cara, nãosei, talvez eu esteja muito longe da realidade, mas, na minha
  • 32. concepção, masturbação é sexo artificial. Você está fingindo, com asua mão ou com um objeto, fazer sexo e obviamente pensando emalgo além de pizza ou sorvete. Jesus falou que se um homem olhassepara uma mulher a desejando, que já estava em pecado no seucoração. E era pecado de qualquer jeito. Ele também falou que se suamão direita o leva a pecar, seria melhor cortá-la e jogar fora, e assim,entrar no céu com uma mão em vez de ir para o inferno com as duasmãos. Isso não é óbvio? Então, por que tanta confusão? Vamoschamar o pecado de pecado e parar de tentar justificar as obras dacarne.Não vou declarar que o namoro é pecado, MAS, o que rola no namoro,sem exceção é nada menos que... PECADO. Não há um casal emnamoro que não esteja pecando. E não há ninguém que está lendoesse livro que não sabe do que estou falando. Namoro tem destruídouma geração de casamentos (quase um em três) e está seposicionando para acabar com uma outra se não tomarmos a posiçãode lutar pelo lado de Deus, o lado da santidade. Namoro não é deDeus.Virgem?A falta de um ou o outro ser virgem quando casa sempre gera uma faltade confiança. No namoro que rola hoje e dia, mais vezes do quemenos, acabam na cama com a perda da virgindade. O estrago de algoque devia ser poupado para a sua esposa ou marido, e que não podeser conseguido de volta.Existem pessoas que falam que não ligam pra isso, mas vamos serhonestos, me diga que não mexe com alguém pensar em seu maridoou esposa transando com outro que não é você e até desfrutandodisso. Não conheço nenhum homem que esteja tranqüilo pensando queum outro, ou talvez mais, transou com sua esposa antes dele e quetalvez ela gostara e tivera prazer. Me diga que não mexe com você.Eu sei que mexe. O fato que minha esposa me diz que nunca queriafazer sexo antes de mim, mas acabou cedendo, não traz paz para omeu coração. Pelo contrário, gera perturbação, raiva. Pensar num outrocomendo do meu prato não é legal. Com certeza, gera na hora falta deconfiança, pois a primeira coisa que entra na minha cabeça é duvidarda palavra dela.“Será que ela está falando isso para me proteger ou para esconderos sentimentos envolvidos com alguém antes de mim?”Eu sei que é o diabo bagunçando na minha cabeça, mas é real dequalquer jeito e algo que tenho que cuidar. Sabendo que ela não
  • 33. mente, posso confiar na palavra dela, mas, só depois, lembrando e meconvencendo que ela não mente, que posso aceitar o fato que,realmente, ela não queria. Logo então, vem a outra ira, uma vontade deprocurar aqueles moleques, que são homens agora, que mexeram comminha princesa e fazer uma maldade com seus corpos, talvezcastração depois de uma boa surra. Tá ligado?A virgindade, ou a falta dela, importa e importa muito. E não só do ladodo homem, o maior medo das mulheres, especialmente na nossacultura, é que o seu marido a trairá. Mas, por que existe esse medo?Será que tem base? Sabe por quê? Porque ele já teve outras. E anatureza da mulher é de sempre estar se comparando, com todas asoutras, quem é mais linda, quem é mais magra etc. E se uma mulhersabe que seu marido teve outras antes dela é bem mais provável queele fez por que quis e não por pressão, como é o caso de muitasmulheres. E é bem provável que ele gostou, pois foi ele que iniciou elevou o negócio até a cama. Então, entra a natureza da mulherpensando e se preocupando se ela é tão “boa” quanto as outras.“Será que ele não gostava mais com aquela outra de pernascumpridas?”“E se ele gostou mais com as outras, será que ele não vai sertentado pra estar com uma delas mesmo depois casado?”Me diga que esse medo não é real. E me diga que esse medo não gerafalta de confiança.Voltando para os homens, vamos ser honestos, nosso machismo querpensar que somos os “melhores” e que “eu sou o melhor que ela játeve”. Mas, a nossa mente nos faz questionar isso, a nossa mente nosfaz duvidar também.“Será que um deles era ‘maior’ do que eu?”“Será que os outros não podiam segurar a onda por mais tempoque eu?”“Será que ela teve um orgasmo com um deles ou talvez comtodos?”Todas dúvidas plantadas pelo diabo. Todos frutos de algo semeadoantes de casar. Todos resultados desse maldito negócio chamadonamoro. Todas gerando uma grande desconfiança no casamento.
  • 34. Não confiamos muito em nós mesmos, porque tentamos tirar aslembranças de experiências passadas mas não conseguimos.Lembramos muito bem os atos sexuais antes de casar e com quem ospraticamos. O pior é quando uma imagem de alguém do seu passadoaparece na sua mente enquanto você está na cama com seu cônjuge.É uma coisa doente. Muitas pessoas admitem pensar em outraspessoas enquanto estão com seu parceiro de casamento. Se nãopodemos confiar em nós mesmos, como podemos confiar no outro?“O que o homem semear, isso também ceifará.”A Lei do Biscoito“Aquele que come biscoitos antes da refeição não vaiestar com fome quando vem a hora de almoço.”Eu e minha esposa estávamos comendo os biscoitos, não meimportando com o fato que rasgei a embalagem dela. Eu só sabia oque queria na hora, acabando com minha fome, mas tudo isso foiapenas o começo de muitos problemas. Assumo que a culpa foitotalmente minha, pois não me lembro de nenhuma vez Lisa pedindoque eu passasse a mão nos seios dela. E, na maioria dos casos, é ohomem o culpado. Geralmente somos os agressores, aqueles queforçam a barra.O grande problema com os biscoitos é que a maioria deles sãoroubados e não oferecidos. Nós os tomamos sem pedir permissão emuitas vezes mesmo depois que a moça manifesta que não quer dar.Deixe-me repetir o que falei antes, esse tipo de ação é crime. Eu sei, amaioria dos rapazes são criminosos e, se uma moça decide processá-los, eles podem parar na cadeia. Um biscoito bem caro.Agora vou falar bem claro. Antes falei mais de mim e do que fiz. Agoravou desenhar algumas linhas. Se você tenta colocar a sua mão numlugar privado de alguém sem convite, é considerado MOLESTAÇÃO.Se a pessoa tira a sua mão e você a coloca de volta, forçando a barra,é ASSALTO SEXUAL. Ou se você a faz tocar em você, ou seja,masturbar você, também é considerado assalto sexual. Caminhandomais, se você coloca qualquer pressão sobre alguém pra transar comvocê, tipo, “Se você não quer fazer, vou achar outra” ou, “Se vocêrealmente me ama...” ou, “Eu sei que você quer...” ou “Puxa vida, melevou até esse ponto e vai fechar a loja?” Qualquer pressão sobrealguém, seja verbal, emocional, física ou mental para fazer sexo échamado ESTUPRO. Está ligado? E se ela fala ou manifesta o não, énão.
  • 35. Não significa não.Estupro erradamente é algo que consideramos como um ato violentocom arma ou faca e alguém sendo puxado para dentro do mato esendo violentado. Isso acontece, mas, a maioria dos casos de estuproou assalto sexual acontece dentro do namoro com alguém que declaraamor pelo outro. E isso é o que deixa muitas moças confusas. O caraestá roubando os biscoitos dela como se ele tivesse direito a eles, eela, muitas vezes, também acha que ele tem direito pois é o namoradodela. NEGATIVO. Ele não tem o direito a nada até casar com você. Oresto é pecado e crime.Quer saber por que existe a falta de confiança nos casamentos hoje emdia e por que um em três está falhando? Quer saber por que asmulheres, muitas vezes, não estão tão interessadas no sexo depois decasar? Depois de tantos anos de abuso quem iria querer?A maioria das mulheres tem sido violentada por aquele que falavaque a amava.A maioria das mulheres tem sido violentada pelos próprios maridos nonamoro, antes de casar. E a maioria dos homens, senão todos, sãoculpados de crimes contra várias moças, incluindo a própria esposa.Existe dúvida por que existe um falta de confiança entre os casais hojeem dia?A Medalha de Honra?Eu fui um cara-de-pau mesmo. Andei com minha cabeça erguida, “meachando”, pelo fato que não transamos antes de casar. E, por umtempo, tive o maior prazer de compartilhar isso com qualquer um queparava tempo suficiente para me escutar. Que coisa ridícula. Cadacoisa que fiz antes de casar e achei legal só porque conseguir segurarmeu pênis fora do buraco. Engraçado, mas triste na verdade, comopodemos comer todos os biscoitos do pacote e ainda achar que é algohonroso porque não comemos a embalagem? Deus tenha misericórdiade nós. A hora chegou de tomarmos vergonha na cara e assumirmosos nossos pecados. Está na hora de parar de maquiar os nossostúmulos por fora.17E Agora?Muitos casais não sabem por que existem problemas no seucasamento, mas sabem que falta confiança. O problema é quecasaram apenas com a embalagem, pois já haviam comido todos os
  • 36. biscoitos. Não existia nada novo para experimentar na aliançachamada casamento. A única coisa que existe e permanece são muitasdores e uma confiança quebrada.Muitas vezes achamos que se casando resolve tudo, pensando que ocasamento criará uma confiança já detonada por um tempo, como sefosse um tipo de mágica. Essa idéia é bem furada. Uma aliança no seudedo não significa nada de confiança se esta não existia antes decasar. Uma mulher que não podia confiar no namorado ou noivo prarespeitá-la e ficar fora de suas calcinhas antes de casar, não vai, derepente, confiar nele só porque colocou uma aliança no dedo dela.“Uma aliança nem sempre fala de confiança.”E casando com essa falta de confiança é muitas vezes fatal.Gal 6:7; Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; poistudo o que o homem semear, isso também ceifará.Admitimos termos semeado pecado e estamos agora colhendo o frutodisso. Mas, será que o resto de nossa vida tem que ser assim? Seráque não existe uma solução? Será que não existe um jeito de ainda terum casamento abençoado e feliz? E agora?18A SoluçãoBem, chegamos no ponto em que a maioria de nós se acha bemqueimados, devido por muito tempo brincar perto do fogo, até mesmoalguns de nós caíram dentro da fogueira. Mas, pra onde vamos? O quedevemos fazer pra acertar o que deu errado? Obviamente, nãopodemos voltar e desfazer o que foi feito, então, o que podemos fazerpara corrigir os erros e consertar nossos relacionamentos?SolteirosFaça questão de comprar o pacote antes de provar os biscoitos. Vigie-se pra conservar sua santidade. Não compre a mentira do diabo e demuitas igrejas de que o namoro é bom. Não é. É o primeiro passo parauma descida muito lisa que acaba no abismo do inferno. Não namore.Não compre as mesmas mentiras que a minha geração comprou e estápagando um preço muito alto na medida de um em três casamentosfalindo. Sua geração não precisa fracassar nessa área só porque aminha fez antes. Aprenda com nossos erros. E se algum adulto lhequer estimular a namorar e pecar, com gentileza deixe-o saber que
  • 37. você quer mais para a sua vida, para a sua geração. E se ele aindainsistir, pergunte se ele teve experiências sexuais antes de casar,pecados que curtiu no namoro, se ele casou virgem e quais os frutosdesses pecados que ele desfruta agora. É incrível como um alcoólatraé o primeiro a oferecer bebida a alguém. Não vai nessa, jovem. Deustem o melhor separado para você. E se você que é jovem e já estáabrindo o pacote e provando os biscoitos, pare onde você está, peçaperdão de Deus e da outra pessoa, mas, PARE!1João 1:9; Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justopara nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.Só porque você já perdeu um dedo na serra não quer dizer que vocêprecisa perder o braço também. Não é tarde demais pra parar e decidirlevar a vida em santidade. Você ainda pode ter uma vida e umcasamento abençoado.Lembre-se, você não precisa namorar para casar. Faça uma amizadeespecial e bem legal. Assim você verá quem o outro é de verdade, semfingimento e sem dano próprio. Deus é muito mais capaz de trazeralguém com quem você pode casar sem pecar. Você pode confiarNele?CasaisSe você já está colhendo os frutos ruins de coisas semeadas, o quefazer? Olhando para o inferno que você criou é assustador e pareceimpossível de consertar. Mas, posso te falar que não é. Já faz 10 anosdesde aqueles três anos e meio no inferno com minha esposa à beirada falência. E nesses últimos 10 anos, Deus tem feito um milagre emnosso casamento. Conheço poucos casais que tem um relacionamentoigual ao nosso. Tudo para a glória de Jesus. Mas, ainda, de vez emquando, passamos por um vácuo, fruto do que foi semeado quase 14anos atrás. Faz bem pouco tempo desde a última vez que pedi perdão,sim, de novo, da minha esposa por não ter sido o homem de Deus quedeveria ter sido e por a ter violado. Ridículo, né? 14 anos depois? Eusei que ela tem me perdoado, mas, ela não tem esquecido, nem eu.Sou um homem diferente hoje, sou homem de Deus de verdade, masainda existe em mim um arrependimento forte por tudo o que fiz com oanjo que Deus colocou na minha vida. Acho que continuarei pedindoperdão dela para o resto da minha vida, talvez não seja necessário,mas eu quero, eu preciso. Talvez na esperança de que numa dessasvezes todas as memórias ruins serão apagadas, não sei. Mas pedindoperdão, continuarei.
  • 38. Se você está vivendo esta realidade e já descobriu o problema no seucasamento, o que deu ou o que está dando errado, seja bem vindo aomundo do real, e parabéns. O primeiro passo em consertar qualquercoisa é descobrir a fonte do problema, onde ele está quebrado econsertá-lo.Agora, a primeira coisa que você precisa fazer é pedir perdão a Deuspor coisas feitas antes de conhecer sua esposa ou marido, e para ascoisas feitas entre vocês antes de casar. A segunda coisa que vocêprecisa fazer é se humilhar e pedir perdão do outro. Peça perdão porcoisas feitas antes de conhecer o outro e cosias feitas entre vocêsantes de casar, talvez depois também. Mas, peça perdão mesmo. Eisso é tanto para as mulheres quanto para os homens.Tiago 5:16; Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai unspelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo podemuito em seus efeitos.Os dois têm que se perdoar mutuamente pelas experiências antes dese conhecerem, pois não foi algo feito para machucar, mesmo quepareça ter sido uma traição. Mulheres, perdoem com a ajuda do Senhoros seus maridos pelas coisas que eles fizeram contra você. Eleserraram sim, mas, não são os únicos que erram no seu casamento.Liberar perdão é um ato sobrenatural e o efeito dele no seurelacionamento também será sobrenatural. Homem, também perdoe asua esposa por qualquer experiência que ela teve antes de você, domesmo jeito que ela vai lhe perdoar.Agora, homem, depois de pedir perdão pra sua esposa pelas coisasfeitas contra ela, leve a vida em frente, sabendo que, às vezes, umaferida leva tempo pra sarar. Não seja impaciente, insistindo que ela lheperdoe e esqueça de tudo o que aconteceu imediatamente.“Puxa! Eu já pedi perdão de você.”Lembre-se que a ferida dela é sua culpa. Em vez de reclamar do tempoque está levando para ela sarar, dê uma olhada para a sua própria mãoe veja se você ainda não está segurando uma faca sangrando. Dê a elao tempo suficiente. E não esquente, ela sarará e Deus ajudará.Deus criou o casamento para ser um lugar seguro, um lugar de benção.E independente de como você vê o seu, Deus ainda pode fazê-lo umlugar de benção. Ele trabalha bem com o “impossível”, pergunte àminha esposa. Deus pode criar uma confiança sobrenatural no seucasamento. Mas, para ter confiança pelo outro, você tem que ser
  • 39. confiável. Porém não se engane, você não ganhará a confiança dooutro de hoje pra amanhã.Meu amigo, Deus está com você. Com tempo, você superará os seusproblemas, conquistando e fazendo seu sonho virar uma realidade.Você terá um casamento abençoado e cheio de confiança.

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