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disformes, marcados pelos caminhos, pela vida... suas histó...
Por onde andei... Pés
Por quê me trouxe? Aqui...
Justificativa: Trabalhando há cinco anos como enfermeira junto as
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Nessa vivência, a percepção dentro de diferentes contextos,
tanto na vida profissional, nas relações pessoais, na
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Por onde andei... Pés
Por quê me trouxe? Aqui...
Objetivo: Suscitar reflexão e discussão através das
imagens dos pés, suas...
Projeto: Agostinha Francisca de Oliveira
Fotografia: Giorge de Santi
Design Gráfico: Diego Weissel Rovira
Giulia Lorenzi
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Agradecimentos
Aos agentes de saúde que compõem a minha história junto à
população de rua, no despertar do meu olhar para ...
Pés. Por quê me trouxe?
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Pés. Por quê me trouxe?

Sinopse: Através desses pés, com profundas feridas, calejados, disformes, marcados pelos caminhos, pela vida... suas histórias. Um contato com o individuo descartado da sociedade, que nesse lugar “democrático” chamado “Cracolândia”, chão do sem chão, se sente acolhido.  Uma reflexão sobre o Ser Humano que compõe essa tribo “de Refugiados Urbanos" contrapondo o paradigma "Droga e Drogados”; sua nuance e estereótipos. Justificativa: Trabalhando há cinco anos como enfermeira junto as pessoas em situação de rua, transitando pelos inúmeros nichos da região central de São Paulo e nos últimos tempos na Luz, lugar intitulado “Cracolândia",a cada dia,a cada escuta,a cada vínculo estabelecido,aumenta a indagação e grande inquietude,baseadas nas histórias de vida desses sujeitos , que neste espaço chegam “pelos próprios pés” de diversos lugares, de diversos saberes, de rupturas e descartes dos vínculos familiares e sociais, e encontram um acolhimento dentro da exclusão. Nessa vivência, a percepção dentro de diferentes contextos, tanto na vida profissional, nas relações pessoais, na exploração da mídia ou da sociedade em geral, o olhar é veemente para "droga e o drogado”, onde estereótipos e preconceitos são estabelecidos, dando invisibilidade, anulando e enquadrando esse sujeito, suas especificidades, sua própria vida. A partir dessas questões , desse incomodo, busco através dos pés, em sua diversidade, a compreensão, aproximação e o olhar com e sobre esses sujeitos que compõe essa dinâmica social. Pés são esses que carregam suas historias, maneiras de (sobre) viver e conviver, seus corpos, suas marcas, dores, alegrias; pés que possibilitam enxergar a integralidade do ser. Objetivo: Suscitar reflexão e discussão através das imagens dos pés, suas histórias, do contexto do Ser, para alem do consumo do crack. Mostrar que no caos há espaço para o belo, para o acolhimento, para o olhar, para habilidades, solidariedade e afeto. A existência de pessoas vivas e reais.
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Government & Nonprofit      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Pés. Por quê me trouxe?

  • 1. “Os pés não me trouxe...Vim com o desejo de conhecer outras coisas...Deixei tudo que tinha hoje não tenho nada...Já tive tudo, mas o desejo me fez chegar até aqui. “Pois conheço um lugar que tive curiosidade de conhecer a terra de Peter Pan, onde nada acontece, nada cresce para quem entra nesse labirinto, nesse navio... navio não porque já afundou faz tempo.” “Poxa cara...Coloca bem grande aí no mural , cada um que chegar e ler, vai ficar pensando o que veio fazer aqui... tá ligado? ”... Tim
  • 2. Sinopse: Através desses pés, com profundas feridas, calejados, disformes, marcados pelos caminhos, pela vida... suas histórias. Um contato com o individuo descartado da sociedade, que nesse lugar “democrático” chamado “Cracolândia”, chão do sem chão, se sente acolhido. Uma reflexão sobre o Ser Humano que compõe essa tribo “de Refugiados Urbanos" contrapondo o paradigma "Droga e Drogados”; sua nuance e estereótipos. Por onde andei... Pés Por quê me trouxe? Aqui...
  • 3. Por onde andei... Pés Por quê me trouxe? Aqui... Justificativa: Trabalhando há cinco anos como enfermeira junto as pessoas em situação de rua, transitando pelos inúmeros nichos da região central de São Paulo e nos últimos tempos na Luz, lugar intitulado “Cracolândia",a cada dia, a cada escuta, a cada vínculo estabelecido, aumenta a indagação e grande inquietude, baseadas nas histórias de vida desses sujeitos, que neste espaço chegam “pelos próprios pés” de diversos lugares, de diversos saberes, de rupturas e descartes dos vínculos familiares e sociais, e encontram um acolhimento dentro da exclusão.
  • 4. Nessa vivência, a percepção dentro de diferentes contextos, tanto na vida profissional, nas relações pessoais, na exploração da mídia ou da sociedade em geral, o olhar é veemente para "droga e o drogado”, onde estereótipos e preconceitos são estabelecidos, dando invisibilidade, anulando e enquadrando esse sujeito, suas especificidades, sua própria vida. A partir dessas questões , desse incomodo, busco através dos pés, em sua diversidade, a compreensão, aproximação e o olhar com e sobre esses sujeitos que compõe essa dinâmica social. Pés são esses que carregam suas historias, maneiras de (sobre) viver e conviver, seus corpos, suas marcas, dores, alegrias; pés que possibilitam enxergar a integralidade do ser. Por onde andei... Pés Por quê me trouxe? Aqui...
  • 5. Por onde andei... Pés Por quê me trouxe? Aqui... Objetivo: Suscitar reflexão e discussão através das imagens dos pés, suas histórias, do contexto do Ser, para além do consumo do crack. Mostrar que no caos há espaço para o belo, para o acolhimento, para o olhar, para habilidades, solidariedade e afeto. A existência de pessoas vivas e reais.
  • 6. Projeto: Agostinha Francisca de Oliveira Fotografia: Giorge de Santi Design Gráfico: Diego Weissel Rovira Giulia Lorenzi Revisão: Guiomar Francisca Teixeira São Paulo, Novembro 2015
  • 7. Agradecimentos Aos agentes de saúde que compõem a minha história junto à população de rua, no despertar do meu olhar para os pés como elemento de identificação do sujeito. Aos meus filhos Lucas e Mariana, que contribuíram entre outros contextos na elaboração do título. A todos e todas trabalhadores e voluntários que se fazem presentes junto a essa população. À ASF e PMSP por implementar a assistência a essa população. Gratidão especial ao dono dos pés que compõe essa população. São Paulo, Novembro 2015

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