Na horta do Gervásio deu-se um grande sarilho. Depois de bem regadinha, a alface que era muito empertigada e que se achava...
A cebola tentou entrar na discussão, saiu da casca, mas todos começaram a chorar sem lhe darem qualquer hipótese.
Mas que...
Na horta
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Na horta

Dia Mundial da alimentação - Uma história "saudável"
Published on: Mar 3, 2016
Published in: Education      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Na horta

  • 1. Na horta do Gervásio deu-se um grande sarilho. Depois de bem regadinha, a alface que era muito empertigada e que se achava a mais bela do sitio , com os seus ares verdejantes, começou a falar para os outros vegetais oscilando majestosamente as suas folhas … Afastem-se! não me tapem o sol… preciso de ficar ainda mais verdinha! O tomate que já estava a ficar vermelho de raiva, virou-lhe o pedúnculo e foi falar com a ervilha: -Não querem lá ver a vaidosa da alface! Julga-se a rainha da horta! - Lá por ser verde, crê que esta é a cor da realeza! – tentou explicar a ervilha. -Então e nós? – perguntaram em uníssono os brócolos, as couves galegas, as alcachofras, as nabiças e até os espinafres –Sendo assim, também pertencemos à realeza! -Basta !!! Gritou a alface que os ouvia atentamente – olhem para mim… sou elegante, uso lindos vestidos roxos , frisados e todos me apreciam!
  • 2. A cebola tentou entrar na discussão, saiu da casca, mas todos começaram a chorar sem lhe darem qualquer hipótese. Mas que grande salsada! – comentou a salsa. Por fim, o sol que já estava cansado da barafunda começou a despedir-se de todos, pintando o céu de tons laranja, era hora de dormir. De manhã, bem cedinho todos acordaram com um puxão dali….uma sacudidela acolá… mas o que seria ? O Gervásio e a mulher estavam a colher os legumes para fazer uma bela sopa. Todos os legumes ficaram curiosos… o que iria acontecer? Primeiro tomaram um banho de água fria, ficaram muito lavadinhos e depois para finalizar um grande mergulho na água quente da panela da Dona Eufrásia. Por fim foram todos triturados e transformados numa cor só, já não se reconhecia o vermelho do tomate nem o laranja da cenoura, apenas um creme verde de uma apetitosa sopa, que a Dona Eufrásia sem saber porquê decidiu chamar “Sopa Real”.