Preservação e Revitalização no Centro
do Rio de Janeiro
Douglas Demétrio
Isadora Luiz
Júlia Valim
Os Autores
Vicente del Rio
Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro(1978), ...
Introdução
• 1980- Surge o primeiro projeto de revitalização para o Centro do Rio de Janeiro,
representando o planejamento...
Contexto Histórico
• Desenvolvimento urbano caracterizado pela fragmentação e
descontinuidade do território, relacionada à...
Contexto Histórico
• Houve projetos sanitaristas, de
embelezamento e de melhorias na
infraestrutura viária e expansão do p...
Contexto Histórico
• 1920- Com a chegada da industrialização ocorreram mais reformas na
morfologia e na situação econômica...
Projeto Corredor Cultural
• 1970- Questionamento da qualidade de
vida urbana e degradação ambiental.
Haviam movimentos na ...
Limites originais e subáreas do Projeto Corredor Cultural, RJ. (1) Saara, (2) Largo de
São Francisco, (3) Praça XV e (4) L...
Processo de Implementação
• Implementado modificando o
Projeto de alinhamento e o projeto
de parcelamento da área. Com
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Categorias de preservação e diretrizes do projeto
• O projeto Corredor cultural, com suas
exigências e diretrizes especifi...
Categorias de preservação e diretrizes do projeto
• A categoria de reconstrução, referia-se a
edifícios com importância hi...
O Escritório Técnico
• O Comitê Executivo do Corredor Cultural,
também chamado de Escritório Técnico;
• A equipe era compo...
Incentivos Fiscais e Econômicos
• As implicações econômicas do Projeto Corredor Cultural configuram
outro fator decisivo p...
Participação Comunitária
• Um dos mais importantes ingredientes para o sucesso do Projeto
Corredor Cultural foi a consiste...
Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS
• A reciclagem de edifícios e casarões históricos é um aspecto importante d...
Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS
• Investidores privados, muitas vezes em parceria com o poder publico
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Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS
• Exemplo: Área em
torno da Praça XV
(Praça Quinze de
Novembro)
• No caminh...
Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS
• Exemplo: A Lapa é um bairro de classe média da Zona
Central do município ...
Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS
• Também é famosa pela arquitetura,
a começar pelo Aqueduto da
Carioca, sua...
Desdobramentos e Novas Tendências
• O projeto Corredor Cultural expandiu-se para muito além da reabilitação
de edificações...
Renovação das Áreas Públicas
• Logo após o Corredor Cultural, o escritório técnico se deu conta de que a
renovação arquite...
Renovação das Áreas Públicas
• Algumas das recuperações feitas que complementam os objetivos
arquitetônicos do Corredor Cu...
Uso Residencial: Mais Vida para o Corredor
• Para ilustrar essas novas leis,
em 2006 o lote de uma antigo
deposito de cerv...
Novas Ideias
• As novas ideias para o Centro e o Corredor Cultural continuaram
surgindo, inclusive a proposta de expandir ...
Novas Ideias
• Há muitos desdobramentos do Corredor Cultural sobre toda área
central, e um episódio recente demonstra bem ...
Considerações finais
• Como observado por Augusto Pinheiro, principal articulador do Projeto
Corredor Cultural desde sua c...
Considerações finais
Em 20 anos de existência do projeto, muito se conheceu sobre a
revitalização do Centro Histórico do R...
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Preservação e Revitalização no Centro do Rio de Janeiro

Preservação e Revitalização no Centro do Rio de Janeiro, Corredor Cultural
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Education      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Preservação e Revitalização no Centro do Rio de Janeiro

  • 1. Preservação e Revitalização no Centro do Rio de Janeiro Douglas Demétrio Isadora Luiz Júlia Valim
  • 2. Os Autores Vicente del Rio Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(1978), especialização em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(1979), mestrado em Master of Arts in Urban Design pela Oxford Polytechnic(1981), doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo(1991) e pós-doutorado pela University of Cincinnati(1993). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projeto de Arquitetura e Urbanismo. Atuando principalmente nos seguintes temas:Desenho Urbano, Percepcao Ambiental, Revitalizacao. Denise de Alcantara Atua como pesquisadora colaboradora no Grupo ProLUGAR da UFRJ. Autora de diversos artigos científicos e capítulos de livros no Brasil e no exterior. Sua experiência acadêmica inclui atuações nacionais e internacionais, tendo lecionado no Urban Studies and Planning Program, no Center for Iberian and Latin American Studies (CILAS) e no Departamento de História, da Universidade da California, San Diego (2009-2010). Na prática profissional tem extensa experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Planejamento e Projetos da Edificação, Arquitetura de Interiores e Instalações Comerciais e Industriais e em projetos de urbanização de favelas (Favela- Bairro).
  • 3. Introdução • 1980- Surge o primeiro projeto de revitalização para o Centro do Rio de Janeiro, representando o planejamento e o desenvolvimento da cidade. Era uma ação integrada, preservado a herança histórica e cultural da cidade, mas também a recuperação e renovação do patrimônio urbano e arquitetônico; • O projeto teve total apoio de proprietários, comerciantes e da comunidade do local, já que o projeto tem como objetivo manter a história, memória e a preservação do local; • O Projeto Corredor Cultural agregou ao controle do desenvolvimento urbano a aplicação de diretrizes de projeto especificas que visam melhorias na arquitetura e na vida social da comunidade; • Com o projeto, mais de três mil edifícios foram parcialmente restaurados, e cerca de 900 foram totalmente renovados, além dos novos centros culturais, teatros e museus instalados ou renovados, ocupando edifícios históricos.
  • 4. Contexto Histórico • Desenvolvimento urbano caracterizado pela fragmentação e descontinuidade do território, relacionada à situação morfológica da cidade; • A Baia de Guanabara, os mangues e os morros são obstáculos que limitaram o desenvolvimento do centro histórico, ate serem eliminados por aterros e nivelamento da área central; • Morfologia urbana e modelos arquitetônicos são resultados de fatores sociais, políticos e econômicos, como a chegada da Família Real e da corte portuguesa, além de eventos que aconteceram até o ano de 1960.
  • 5. Contexto Histórico • Houve projetos sanitaristas, de embelezamento e de melhorias na infraestrutura viária e expansão do porto, modernizando a cidade. Com a nova imagem da cidade, em que estava se modernizando aconteceu a erradicação de doenças endêmicas como o tifo; • Transformação da morfologia inspirada na estética francesa que reflete a logica capitalista. Aberturas de grandes avenidas, com novos eixos de transporte e acessibilidade ao centro. Vários becos e ruas alargadas, expansão de bairros de alta renda na Zona Sul; • Com as mudanças na cidade, haviam restrições para casas e imóveis de aluguel, onde os grupos de baixa renda foram sendo expulsos para os morros e favelas, se tornando uma das principais características da cidade.
  • 6. Contexto Histórico • 1920- Com a chegada da industrialização ocorreram mais reformas na morfologia e na situação econômica, onde houve o arrasamento de morros atingindo a parte pobre da população; • Plano Agache- Cidade monumental, funcional e eficiente. Sendo transformadas praças e embelezamento da cidade, assim como avenidas e calçadas para pedestres; • A partir de 1950 iniciou a expansão do trafego de veículos particulares, havendo a necessidade de ruas maiores, sendo alargadas e criando novas vias expressas, assim como viadutos. E logo depois o sistema de metrôs nas áreas centrais; • Importantes edifícios e espaços públicos sobrevivem no centro histórico e servem de testemunho de períodos passados; • O centro serve como um polo funcional, politico, social e simbólico, enquanto surgem outras importantes centralidades.
  • 7. Projeto Corredor Cultural • 1970- Questionamento da qualidade de vida urbana e degradação ambiental. Haviam movimentos na imprensa pedindo para o governo agir contra os excessos da urbanização, da especulação imobiliária e do desenvolvimento, queriam preservar a beleza natural da cidade e a herança histórica; • 1979- Projeto Corredor Cultural- preservação histórica e desenvolvimento econômico, politico, social e cultural; • Instituição de um conselho técnico composto por personalidades influentes no cenário cultural da cidade; • Projeto Corredor Cultural abrangia fragmentos da cidade que possuem características distintas que se complementam na relação sociocultural e morfológica.
  • 8. Limites originais e subáreas do Projeto Corredor Cultural, RJ. (1) Saara, (2) Largo de São Francisco, (3) Praça XV e (4) Lapa.
  • 9. Processo de Implementação • Implementado modificando o Projeto de alinhamento e o projeto de parcelamento da área. Com diretrizes e princípios urbanísticos. Para qualquer mudança deveria ter aprovação do poder executivo e legislativo; • Continuidade da implementação- novas diretrizes prevalecem sobre antigos regulamentos de uso do solo e códigos construtivos. • Planejamento realizado pelo governo seguindo suas leis; - Código de obras; - Projeto de alinhamento (Determinam direito de acessibilidade e seções dos logradouros, alinhamentos frontais); - Projeto de parcelamento (Áreas especificas de parcelamento de lote);
  • 10. Categorias de preservação e diretrizes do projeto • O projeto Corredor cultural, com suas exigências e diretrizes especificas, passou a se sobrepor ao processo convencional de aprovação de projetos do município. Divididos em 3 categorias: preservação, reconstrução e renovação; • Mais de três mil edifícios na área de projeto se enquadra no "período eclético" da arquitetura carioca, sendo que 1 300 foram classificados na categoria preservação; • A categoria renovação abrange lotes e áreas livres, edifícios construídos mais recentemente e aqueles sem necessidade de uma reconstrução histórica precisa.
  • 11. Categorias de preservação e diretrizes do projeto • A categoria de reconstrução, referia-se a edifícios com importância histórica e cultural, semidestruídos ou quase em ruínas, mas acabou sendo descartada em 1987; • Para que pudessem informar e educar proprietários de imóveis e comerciantes, assim como arquitetos e envolvidos nas obras sobre todos os objetivos do projeto, foi lançado um manual em 1985, Corredor Cultural: Como Recuperar, Reformar ou Construir seu imóvel. E também com esse objetivo, o Escritório Técnico publicou alguns trabalhos, como A Cor e Como Preservar a Sua, a Nossa Herança.
  • 12. O Escritório Técnico • O Comitê Executivo do Corredor Cultural, também chamado de Escritório Técnico; • A equipe era composta por jovens arquitetos que aprenderam seu trabalho ao longo do desenvolvimento do processo, análises intensivas e das visitas a campo diárias; • Como pré-requisito fundamental, o trabalho da equipe incluía a obtenção do registro de um catálogo das edificações do Corredor, assim como a documentação de suas características, de sua história, da autoria de projetos e construção assim como usos anteriores e atuais; • Esse banco de dados favoreceu a definição de princípios específicos para cada novo projeto de construção; • A "quinta fachada", como eles chamaram, que seria o telhado, tem um aspecto importantíssimo para o projeto.
  • 13. Incentivos Fiscais e Econômicos • As implicações econômicas do Projeto Corredor Cultural configuram outro fator decisivo para seu êxito, principalmente os incentivos em nível municipal, isenção de imposto predial e taxas municipais, e também federal, como a Lei Rouanet; • Por conta dessas isenções muitas filiais de cadeias de lojas famosas se instalaram ali; • Um estudo feito em 1999 na área do Saara por David Rodrigues mostra que, embora a cidade tenha uma significativa perda de receita por conta dessas isenções, ela acaba recuperando e ganhando por outros meios, como turismo e ficar livre de recuperar e restaurar esses imóveis históricos; • A avaliação do custo de uma reforma de um imóvel histórico é quase impossível, os dados disponíveis são específicos caso a caso, por esse motivo não existe um levantamento ou dados oficiais sobre custos.
  • 14. Participação Comunitária • Um dos mais importantes ingredientes para o sucesso do Projeto Corredor Cultural foi a consistente e ativa participação da comunidade; • Cultura singular na área do Saara, grande parte de judeus e árabes que imigraram no final do século XIX e início do século XX.
  • 15. Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS • A reciclagem de edifícios e casarões históricos é um aspecto importante do projeto corredor cultural: - Recuperação de museus existentes; - Atividades culturais; - Instalação de novos centro culturais. • Com isso o centro foi revitalizado, tornando-se um dos principais destinos para além do horário comercial, assim como espaço de entretenimento nos finais de semana. • Em vários lugares do corredor cultural - principalmente em torno dos novos polos culturais – restaurantes, bares e boates se multiplicaram; • Em 2003, tinha-se um total de 25 edifícios culturais fundamentais para a revitalização do centro histórico. • Desses, oito foram reformados e modernizados e mantiveram suas funções culturais originais, enquanto 15 foram restaurados e convertidos para novos usos.
  • 16. Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS • Investidores privados, muitas vezes em parceria com o poder publico perceberam a existência de um mercado consumidor que dava total apoio a esse tipo de empreendimento cultural; • Um número cada vez maior de visitantes vêm ao centro durante o horário comercial e também a noite e nos fim de semana; • Atraídos por exposições de artes nacionais e internacionais, shows, pela animação desses novos centros de arte e cultura, ou simplesmente pelas multidões nos bares e cafés que se multiplicam.
  • 17. Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS • Exemplo: Área em torno da Praça XV (Praça Quinze de Novembro) • No caminho, além de belas construções, monumentos e igrejas, como parte final se pode curtir as atrações do CCBB, junto com Centro Cultural dos Correios e a Casa França Brasil.
  • 18. Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS • Exemplo: A Lapa é um bairro de classe média da Zona Central do município do Rio de Janeiro, no Brasil; • Possui uma grande variedade de bares, restaurantes, boates e pubs temáticos, que atendem a todos os gostos ao longo de suas trezes ruas; • Sendo conhecido como o "berço" da boemia carioca, na atual efervescência do bairro, quinze novos estabelecimentos foram abertos apenas em 2009.
  • 19. Parceiros na revitalização: PROJETOS CULTURAIS • Também é famosa pela arquitetura, a começar pelo Aqueduto da Carioca, sua principal referência e cartão postal; • Foi construído para funcionar como aqueduto nos tempos do Brasil Colonial, e desde 1896, serve como via para o bonde que liga o centro da cidade ao bairro de Santa Teresa.
  • 20. Desdobramentos e Novas Tendências • O projeto Corredor Cultural expandiu-se para muito além da reabilitação de edificações históricas, promovendo a renovação urbana, projetos de desenvolvimento inovadores, eventos culturais e a atração de novos residentes para a área central. O projeto recém-anunciado de revitalização da Zona Portuária promete uma das mais radicais reformas urbanísticas da história do Rio de Janeiro.
  • 21. Renovação das Áreas Públicas • Logo após o Corredor Cultural, o escritório técnico se deu conta de que a renovação arquitetônica por si só não seria suficiente; • Dependia fortemente da qualidade dos espaços públicos; • A infraestrutura viária e a paisagem urbana foram recuperadas e áreas pedestres criadas no Centro; • Encorajando e intensificando o uso público e diversificando e aumentando a dimensão pública do centro histórico; • Embora previsto dês do inicio do projeto as reformas públicas apenas começaram cinco anos após o inicio das reformas do casario histórico; • A prefeitura teve de ceder as pressões de comerciantes locais conscientes de que seus edifícios históricos recém-renovados estavam cercados por ruas, praças e largos decadentes ou ocupados por terminais de ônibus, estacionamentos e outros usos não atraentes para sua clientela.
  • 22. Renovação das Áreas Públicas • Algumas das recuperações feitas que complementam os objetivos arquitetônicos do Corredor Cultural: - Avenida Rio branco, projeto rio cidade (1995); - Praça XV, inteiramente reformada (1998); - A área da Lapa, que estava severamente comprometida com um ineficiente traçado urbano.
  • 23. Uso Residencial: Mais Vida para o Corredor • Para ilustrar essas novas leis, em 2006 o lote de uma antigo deposito de cerveja foi convertido no condomínio Cores da Lapa, constituído de edifícios de 668 unidades habitacionais de 1 e 2 quartos. O sucesso foi tão grande que surpreendeu até mesmo os mais otimistas, todos os apartamentos foram vendidos em apenas 1 dia. • Por conta de um decreto, a construção de residências e hotéis era proibida na área central do Corredor Cultural; • Em 2002 a Câmara de Vereadores aprovou importantes mudanças no plano diretor da cidade, e o governo expediu leis de mudanças que proporcionaram novos usos residenciais para toda área central e adjacentes;
  • 24. Novas Ideias • As novas ideias para o Centro e o Corredor Cultural continuaram surgindo, inclusive a proposta de expandir o projeto para incluir uma grande quantidade de edifícios históricos distintos de diferentes estilos; • Entre torres modernas de estilo internacional, estilos ecléticos e art déco, e até mesmo aqueles representantes da fase “heroica” do modernismo (1930 e 1940); • Encontra-se entre eles edifícios antiquados, em precário estado de conservação e ameaçados pela renovação urbana; • Porem a equipe do Corredor Cultural entende a dificuldade políticas ao ampliar demais o escopo do projeto, entendo que a preservação desses edifícios nem sempre é essencial; • Já que muitos exemplares já se encontram protegidos em áreas mais homogenias; • A intenção é que o município estabeleça diretrizes e incentivos flexíveis e específicos para sua manutenção, apenas enquanto suas características históricas e arquitetônicas fossem respeitadas e conservadas.
  • 25. Novas Ideias • Há muitos desdobramentos do Corredor Cultural sobre toda área central, e um episódio recente demonstra bem espírito do projeto e seu impacto fora de sua área de influencia direta;
  • 26. Considerações finais • Como observado por Augusto Pinheiro, principal articulador do Projeto Corredor Cultural desde sua concepção: • “A experiência tem mostrado que passado e presente, preservação e renovação, cultura e turismo, lazer e negócios podem e devem conviver entre si e, melhor, juntos produzir riqueza, trabalho, desenvolvimento econômico e social, bem-estar e auto estima, ou seja, uma nova cultura para as cidades” (Pinheiro, 2002).
  • 27. Considerações finais Em 20 anos de existência do projeto, muito se conheceu sobre a revitalização do Centro Histórico do Rio de Janeiro, mas ainda há muito a aprender e fazer, já que o processo de recuperação de um centro vital esta acontecendo diariamente em uma cidade em continua evolução: seus costumes se alteram seus interesses se diversificam e seus habitantes desenvolvem novas percepções e relações com o ambiente em que vivem. De acordo com Augusto Pinheiro, com base em sua longa experiência como iniciador principal e articulador do Projeto Corredor Cultural, a conjugação dos diversos conceitos relativos ao valor – histórico, arquitetônico, imobiliário, simbólico, ambiental e cultural – será a determinante mais abrangente na qualidade da cidade do século XXI.