POLÍTICAS CULTURAIS O Poder da Cultura Leonardo Brant
UMA DEFINIÇÃO <ul><li>Entendida habitualmente como programa de intervenções realizadas pelo Estado, instituições civis, en...
PROPÓSITOS <ul><li>Lidar com a atividade de produção, distribuição, troca, uso ou consumo de bens simbólicos. </li></ul><u...
PROPÓSITOS <ul><li>Lidar com a atividade de produção, distribuição, troca, uso ou consumo de bens simbólicos.  ECONOMI...
CATEGORIAS INTERDEPENDENTES <ul><li>o DISCURSO - as intenções para com essa política (argumentos convergentes) </li></u...
CIDADANIA CULTURAL <ul><li>Quatro tem sido as principais modalidades de relação do Estado com a cultura, no Brasil. </li><...
CIDADANIA CULTURAL <ul><li>A populista, que manipula uma abstração genericamente denominada cultura popular, entendida...
BRASIL – LEGADOS E PARADIGMAS <ul><li>Império: Aculturação | Belas Artes e Biblioteca Nacional </li></ul><ul><li>República...
POLÍTICA GIL <ul><li>Beneficiário: povo, em vez do artista </li></ul><ul><li>Simbólico | Cidadania | Economia </li></ul><u...
CENÁRIO INTERNACIONAL <ul><li>Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) – universalismo X relativismo cultural (art...
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Politicas Culturais

Aula-palesta sobre políticas culturais, em que o autor do livro O Poder da Cultura, Leonardo Brant, explora o conceito, a forma e oferece uma análise da política cultural brasileira nos últimos anos.
Published on: Mar 4, 2016
Published in: News & Politics      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Politicas Culturais

  • 1. POLÍTICAS CULTURAIS O Poder da Cultura Leonardo Brant
  • 2. UMA DEFINIÇÃO <ul><li>Entendida habitualmente como programa de intervenções realizadas pelo Estado, instituições civis, entidades privadas ou grupos comunitários com o objetivo de satisfazer as necessidades culturais da população e promover o desenvolvimento de suas representações simbólicas. </li></ul><ul><li>Apresenta-se assim como o conjunto de iniciativas, tomadas por esses agentes, visando promover a produção, a distribuição e o uso da cultura, a preservação e divulgação do patrimônio histórico e o ordenamento do aparelho burocrático por elas responsável. </li></ul><ul><li>Essas intervenções assumem a forma de: 1. normas jurídicas, no caso do Estado, ou procedimentos tipificados, em relação aos demais agentes, que regem as relações entre os diversos sujeitos e objetos culturais; e 2. intervenções diretas de ação cultural no processo cultural propriamente dito (construção de centros de cultura, apoio a manifestações culturais específicas, etc.). </li></ul><ul><li>Como ciência da organização das estruturas culturais, a política cultural tem por objetivo o estudo dos diferentes modos de proposição e agenciamento dessas iniciativas bem como a compreensão de suas significações nos diferentes contextos sociais em que se apresentam. </li></ul><ul><li>Teixeira Coelho </li></ul>
  • 3. PROPÓSITOS <ul><li>Lidar com a atividade de produção, distribuição, troca, uso ou consumo de bens simbólicos. </li></ul><ul><li>Lidar com o conjunto de instrumentos de apropriação dos bens simbólicos. </li></ul><ul><li>Lidar com o conjunto distintivo de atributos materiais, espirituais e afetivos que caracterizam uma sociedade ou grupo. </li></ul><ul><li>Lidar com a promoção das artes e o acesso à música, artes cênicas, artes visuais, literatura, arquitetura e cinema. </li></ul><ul><li>Lidar com o desenvolvimento do gosto pelas artes e com a sua fruição. </li></ul><ul><li>Lidar com o desenvolvimento de valores éticos e morais. </li></ul>
  • 4. PROPÓSITOS <ul><li>Lidar com a atividade de produção, distribuição, troca, uso ou consumo de bens simbólicos.  ECONOMIA? </li></ul><ul><li>Lidar com o conjunto de instrumentos de apropriação dos bens simbólicos.  CAPITAL CULTURAL? </li></ul><ul><li>Lidar com o conjunto distintivo de atributos materiais, espirituais e afetivos que caracterizam uma sociedade ou grupo.  DIVERSIDADE? </li></ul><ul><li>Lidar com a promoção das artes e o acesso à música, artes cênicas, artes visuais, literatura, arquitetura e cinema.  ARTES E LETRAS? </li></ul><ul><li>Lidar com o desenvolvimento do gosto pelas artes e com a sua fruição.  ESTÉTICA? </li></ul><ul><li>Lidar com o desenvolvimento de valores éticos e morais.  CIDADANIA? </li></ul>
  • 5. CATEGORIAS INTERDEPENDENTES <ul><li>o DISCURSO - as intenções para com essa política (argumentos convergentes) </li></ul><ul><li>a SUSTENTABILIDADE desse discurso - como ele é respaldado técnica (know how), legal (legislação) e politicamente (enquadramento em linhas de ação – conceituais e ideológicas); </li></ul><ul><li>a ARTICULAÇÃO necessária para garantir legitimidade, aderência e efetividade da ação juntos às mais variadas esferas da sociedade; </li></ul><ul><li>a ESTRUTURA para sua implementação (ferramentas, informação, tecnologia e capacitação humana) </li></ul><ul><li>o ORÇAMENTO - as receitas para atender as despesas exigidas e atingir as metas pretendidas </li></ul>
  • 6. CIDADANIA CULTURAL <ul><li>Quatro tem sido as principais modalidades de relação do Estado com a cultura, no Brasil. </li></ul><ul><li>A liberal, que identifica cultura e belas-artes, estas últimas consideradas a partir da diferença clássica entre artes liberais e servis. Na qualidade de artes liberáis, as belas-artes são vistas como privilégio de uma elite escolarizada e consumidora de produtos culturais. </li></ul><ul><li>A do Estado autoritário, na qual o Estado se apresenta como produtor oficial de cultura e censor da produção cultural da sociedade civil. </li></ul><ul><li>Marilena Chauí </li></ul>
  • 7. CIDADANIA CULTURAL <ul><li>A populista, que manipula uma abstração genericamente denominada cultura popular, entendida como produção cultural do povo e identificada com o pequeno artesanato e o folclore, isto é, com a versão popular das belas-artes e da indústria cultural. </li></ul><ul><li>A neoliberal, que identifica cultura e evento de massa, consagra todas as manifestações do narcisismo desenvolvidas pela mass midia, e tende a privatizar as instituições públicas de cultura deixando-as sob a responsabilidade de empresários culturais. </li></ul><ul><li>Marilena Chauí </li></ul>
  • 8. BRASIL – LEGADOS E PARADIGMAS <ul><li>Império: Aculturação | Belas Artes e Biblioteca Nacional </li></ul><ul><li>República: Formação das elites | Academia </li></ul><ul><li>Vargas: Nacionalismo | Rádio </li></ul><ul><li>Ditadura: Integração | Intervenção | TV </li></ul><ul><li>Abertura: Artes e espetáculos | Criação do MinC | Carta 1988 </li></ul><ul><li>Collor: Desmanche | Desinstitucionalização </li></ul><ul><li>FHC: Liberalização | Mercado </li></ul><ul><li>Lula: Diversidade Cultural </li></ul>
  • 9. POLÍTICA GIL <ul><li>Beneficiário: povo, em vez do artista </li></ul><ul><li>Simbólico | Cidadania | Economia </li></ul><ul><li>Políticas transversais, em vez de setoriais </li></ul><ul><li>Política como responsabilidade do Estado </li></ul><ul><li>Valorização da cultura popular (Cultura Viva) </li></ul><ul><li>Cultura como estratégia de desenvolvimento </li></ul><ul><li>Ancinav | Tv Pública | Propriedade Intelectual | Diversidade </li></ul><ul><li>Positivos: cinema, patrimônio, museus, estudos econômicos </li></ul><ul><li>Negativos: diálogo com mercado e sociedade, gestão, política de identidade (direitos civis), política para as artes </li></ul><ul><li>Crítico: Lei Rouanet (mais recente) </li></ul>
  • 10. CENÁRIO INTERNACIONAL <ul><li>Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) – universalismo X relativismo cultural (artigo 27) </li></ul><ul><li>Exceção cultural (França 1957) </li></ul><ul><li>Mundiacult (México 1982) </li></ul><ul><li>Rodada do Uruguai (1994) </li></ul><ul><li>Conferência Unesco (Estocolmo 1998) </li></ul><ul><li>Declaração sobre Diversidade Cultural Unesco (2001) </li></ul><ul><li>Relatório PNUD (2004) </li></ul><ul><li>Convenção sobre Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (2007) </li></ul><ul><li>Relatório Untad sobre Economia Criativa (2008) </li></ul><ul><li>UNESCO |OMPI | OMC | PNUD | UNCTAD </li></ul>

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