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Prevenção de infecção hospitalar - No Caminho da Enfermagem - Lucas Fontes.

Apostila que trata da profilaxia de infecção hospitalar. http://NoCaminhoDaEnfermagem.blogspot.com.br/
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Health & Medicine      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Prevenção de infecção hospitalar - No Caminho da Enfermagem - Lucas Fontes.

  • 1. 1 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Sociedade Brasileira de Infectologia Elaboração Final: 15 de Agosto de 2001 Coordenador: Medeiros EAS Autores: Machado A, Ferraz AAB, Ferraz E, Arruda E, Nobre J, Konkewicz LR, Pimentel ML, Leão MTC, Trabasso P, Grimbaum R Colaboradores: Colombro A, Manrique E, Sader H, Buchdid JA, Wey SB, Rodrigues EAC Prevenção da Infecção Hospitalar O Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, tem por objetivo conciliar informações da área médica a fim de padronizar condutas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico. As informações contidas neste projeto devem ser submetidas à avaliação e à crítica do médico, responsável pela conduta a ser seguida, frente à realidade e ao estado clínico de cada paciente.
  • 2. 2 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Prevenção da Infecção Hospitalar DESCRIÇÃO DO MÉTODO DE COLETA DE EVIDÊNCIAS: Em um primeiro momento, a Sociedade Brasileira de Infectologia identificou 10 profissionais que trabalham diretamente com prevenção e controle de infecção hospitalar. Para cada profissional foi distribuído um tema e orientado para realização de uma revisão sistemática na base de dados MEDLINE (U.S. National Library of Medicine) entre 1990 a 2000, trabalhos publicados anteriores a este período foram selecionados de acordo com a importância. Após a elaboração das diretrizes em um primeiro documento, foi realizada uma reunião com a presença dos autores das diretrizes e colaboradores (considerados referências nacionais nos temas abordados). Um segundo documento foi elaborado após ampla discussão. Este documento foi revisado pelo coordenador do projeto e adequado às orientações da Associação Médica Brasileira. GRAU DE RECOMENDAÇÃO E FORÇA DE EVIDÊNCIA: A: Grandes ensaios clínicos aleatorizados e meta-análises. B: Estudos clínicos e observacionais bem desenhados. C: Relatos e séries de casos clínicos. D: Publicações baseadas em consensos e opiniões de especialistas. OBJETIVOS: Elaborar recomendações baseadas em evidências para a prevenção de infecções hospitalares nos seguintes temas: A) infecções associadas a cateteres venosos centrais de curta permanência; B) infecções de sítio cirúrgico; C) profilaxia antimicrobiana para prevenção de infecção de sítio cirúrgico; D) infecções do trato urinário; E) pneumonia.
  • 3. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina 3 RE C O M E N DA Ç Õ E S PA R A A P R E V E N Ç Ã O D E INFECÇÕES HOSPITALARES As infecções hospitalares são as mais freqüentes e importantes complicações ocorridas em pacientes hospitalizados. No Brasil, estima-se que 5% a 15% dos pacientes internados contraem alguma infecção hospitalar. Uma infecção hospitalar acresce, em média, 5 a 10 dias ao período de internação. Além disso, os gastos relacionados a procedimentos diagnósticos e terapêuticas da infecção hospitalar fazem com que o custo seja elevado1,2 (B). A epidemiologia e a prática do controle das infecções hospitalares são disciplinas dinâmicas que estão sofrendo evolução constante. O conhecimento dos mecanismos de trans- missão, aliados a ampliação dos recursos diagnósticos labora- toriais, delinearam medidas objetivas para o controle. Entre os principais meios de prevenção incluem-se a lavagem de mãos, isolamento de doenças transmissíveis e medidas específicas para cada sítio de infecção. A prevenção das infecções hospitalares deve constituir o objetivo de todos os profissionais de saúde. As mãos devem ser lavadas imediatamente antes de cada contato direto com o paciente e após qualquer atividade ou contato que potencialmente resulte em nova contaminação3 (D). As mãos devem ser lavadas com sabão líquido e água3,4 (B). A utilização sabão com antimicrobianos (clorexidina, iodo entre outros) para lavagem rotineira das mãos reduz transitoriamente a microbiota da pele e é recomendada em unidades de terapia intensiva, unidades de imunodeprimidos e surtos4-6 (B). O uso do álcool-gel está indicado em locais e procedimentos em que ocorra dificuldade para a lavagem das mãos7,8 (B). As mãos devem ser lavadas com técnica adequada que envolve a aplicação de água antes do sabão. O sabão líquido deve ser aplicado com as mãos úmidas e ocupar toda a superfície das mãos. Estas devem ser friccionadas vigorosamente, no mínimo por 10 a 15 segundos, com particular atenção para a região entre os dedos e as unhas3,9 (D). Luvas estéreis e não-estéreis (procedimentos) devem ser disponíveis em todas as áreas clínicas. As luvas não-estéreis devem Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 4. 4 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina ser utilizadas como proteção do profissional como para coleta de sangue ou para potenciais contatos com sangue e secreções, e quando indicadas para procedimentos não-estéreis em pacientes em isolamento de contato10-12 (C). Máscara, óculos de proteção e avental devem ser usados em procedimentos com risco de contato com sangue ou secreção no rosto e nos olhos (cirurgias, entubação, drenagem, entre outros)12,13 (B). O risco de transmissão de patógenos através de um único acidente ocupacional perfurocortante com sangue contaminado é de 33,3% para o vírus da hepatite B, 3,3% para o vírus da hepatite C e 0,31% para o vírus da imunodeficiência humana13,14 (B). Todo profis- sional de saúde que sofrer uma exposição com material contaminado com sangue ou secreção deve procurar imediatamente o serviço de saúde ocupacional ou a comissão de controle de infecção hospitalar para orientação sobre vaci- nação e quimioprofilaxia, se necessário15 (D). Agulhas não devem ser reencapadas(D). Agulhas e outros materiais perfurocortantes de- vem ser descartados em recipientes próprios com paredes rígidas e impermeáveis. Nunca descartar material perfurocortante em sacos de lixo12 (D). INFECÇÕES ASSOCIADA S À C ATETERES V E N O S O S CENTRAIS D E CURTA P E R M A N Ê N C I A A utilização de cateteres intravasculares, com objetivo de administrar medicamentos, fluidos, derivados sangüíneos, suporte nutricional e monitorização hemodinâmica, constitui-se num dos importantes avanços conquistados pela medicina. A despeito de todos os benefícios que podem permitir, há também risco inerente ao seu uso, especialmente os eventos infecciosos que além de elevarem os custos da assistência, quando mais graves, como as bacteremias primárias, têm alta taxa de mortalidade, superando 20%16 (B). No Brasil, dados apontam de 10% a 20% de infecção local e 5% a 9% de bacteremia primária relacionada a cateteres centrais. 1. ESCOLHA DO LOCAL Ordem decrescente de preferência na escolha do local de passagem(D): a) Punção venosa periférica (dar preferência aos membros superiores evitando os locais de dobras cutâneas); b) Acesso venoso central de inserção periférica percutânea (mais utilizado na pediatria)17 (B); c) Acesso sub-clávio (preferência)18 (A); d) Acesso jugular (deve ser evitado quando houver traqueostomia); e) Acesso femoral; f) Em recém-nascidos, veia umbilical ou su- pra-umbilical; g) Dissecção venosa em membros superiores. 2. INSTALAÇÃO DOS CATETERES VENOSOS CENTRAIS: As mãos devem ser lavadas com anti-séptico (PVP-I degermante ou clorexidina a 2%) e a seguir: usar paramentação completa (gorro, máscara, avental longo, luvas estéreis); fazer a anti-sepsia com povidine-iodo a 10% ou clorexidina alcoólica em campo ampliado (remover o excesso, se necessário, com gase estéril); usar campos estéreis (padrão para passagem de cateter - não usar apenas o campo fenestrado)19 (D). Após a instalação do catéter, manter curativo oclusivo com gaze seca ou curativo transparente semi-permeável20 (A). 3. MANUTENÇÃO Realizar a troca sempre que este se apresen- tar úmido (de sangue, secreções, suor), sujo ou Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 5. 5 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina solto. Curativos de gaze e esparadrapo devem ser trocados a cada 24-48 horas se o curativo se mantiver seco(D). Realizar anti-sepsia com povidine-iodo ou clorexidina alcoólica em cada troca de curativo, após inspeção do local de inserção21 (A). Não utilizar antibiótico tópico no local18 (A). 4. TROCA DAS LINHAS DE INFUSÃO (EQUIPO, BURETA, EXTENSOR E TORNEIRINHA) Trocar a cada 72 horas22,23 (A). Utilizar um equipo próprio e único para NPT, hemode- rivados ou lípides, que deve ser utilizado somente para esse fim e trocado a cada 24 horas24 (B). Não há indicação de troca rotineira de cateteres venosos centrais19,25 (A), exceto para cateter de Swan-Ganz, que não deve permanecer por mais de 4 dias, devendo ser trocado se for necessária permanência superior a esse período19 (D). O cateter venoso central deve ser trocado sempre que houver suspeita de infecção no local de inserção, infecção sistêmica relacionada ao cateter ou mau funcionamento do mesmo19,26 (B). Sempre que houver suspeita de infecção relacionada a cateter de natureza sistêmica (não restrita ao local), colher imediatamente após a retirada do cateter 2 frascos de hemocultura de veia periférica, de locais diferentes e enca- minhar a ponta do cateter para cultura18,27 (A). Evitar colher hemoculturas do cateter (valor diagnóstico e interpretação duvidosa)28 (C). IN F E C Ç Ã O D E SÍTIO CIRÚRGICO As infecções de sítio cirúrgico elevam os custos e o tempo de internação. O custo do tratamento da infecção da ferida cirúrgica no Hospital das Clínicas da UFPE foi de US$ 1.400,00 para uma cirurgia de colecistectomia, US$ 500,00 para uma operação cesariana e US$ 1.100,00 para uma gastrectomia total, elevando ainda, a permanência hospitalar em 12, 4 e 14 dias, respectivamente29 (B). Devem ser lembrados os seguintes itens, antes de se discutir as reco- mendações propriamente ditas: a maioria das infecções são de origem endógena; é de impor- tância menos relevante o ambiente do centro cirúrgico; a contaminação da ferida ocorre, na maioria das vezes, no período intra-operatório; é difícil se determinar, em casos individuais, a exata fonte da infecção; vigilância epidemio- lógica, com cálculo de taxas, é necessária para se determinar a qualidade assistencial da ins- tituição; as taxas de infecção de sítio cirúrgico estão sujeitas às variações do tipo de paciente e procedimentos realizados na instituição; a maior parte dos casos de infecção de sítio cirúrgico se manifesta após a alta hospita- lar30 (B). As recomendações a seguir foram adaptadas do Programa de Infecção Hospitalar do Centers for Disease Control and Prevention, Guideline for Prevention of Surgical Site Infection, 199931 (D): PRÉ-OPERATÓRIAS 31 (D) Preparo do paciente31 (D) Internar o paciente o menor tempo possível antes da operação, preferencialmente no dia ante- rior. Exames pré-operatórios devem ser realizados em regime ambulatorial, e o agendamento das ci- rurgias deve ser criterioso e organizado. Identificar e tratar infecções comunitárias antes do procedimento cirúrgico, e se possível postergar o procedimento até a cura do processo infeccioso. Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 6. 6 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Limitar a tricotomia à área a ser operada quando se anteveja que os cabelos ou pêlos possam interferir com o procedimento. Se realizar tricotomia, fazê-lo imedia- tamente antes da cirurgia e, preferencialmente, com aparelho elétrico. Tricotomia realizada na noite anterior à operação pode elevar significa- tivamente o risco de infecção. Preferencialmen- te, esta deve ser realizada por profissional trei- nado, dentro do ambiente do centro cirúrgico. Controlar a glicemia em todos os pa- cientes diabéticos, evitando, particularmente, hiperglicemia per-operatória. Encorajar a suspensão do tabagismo. No mínimo instruir os pacientes a suspender por no mínimo 30 dias antes da cirurgia eletiva o fumo de cigarros, charutos, cachimbo, ou qualquer consumo de tabaco. Banho pré-operatório deve ser realizado na noite anterior à operação. O banho deve ser feito com água e detergente (sabão). O uso de antissépticos não é consensual, e deve ser reser- vado para cirurgias de grande porte, implante de próteses, ou em situações específicas como surtos. Orientar a limpar a região da incisão cirúrgica antes de se realizar a preparação anti- séptica da pele, com o intuito de remover a contaminação grosseira. Para esta finalidade, é suficiente o uso de soluções degermantes. Usar um agente antisséptico apropriado para a anti-sepsia da pele. A anti-sepsia pode ser realizada com soluções alcoólica de PVP-I ou clorhexidina. Não é recomendado uso de álcool, éter ou outra solução após a anti- sepsia. Realizar a anti-sepsia do campo operatório em sentido centrífugo, circular e grande o suficiente para abranger possíveis extensões da incisão, novas incisões e/ou instalação de drenos. A proteção do campo operatório pode ser feita com campos de tecido, estéreis. Filmes porosos de poliuretano não reduzem risco de infecção, e não dispensam a anti-sepsia da pele, podendo ser utilizados em situações particulares. Nenhuma recomendação para alterar ou suspender o uso contínuo de esteróides antes de procedimentos eletivos. Nenhuma recomendação em melhorar o estado nutricional do paciente com o intuito de apenas prevenir a infecção do sítio cirúrgico. Em algumas situações específicas, por- tadores nasais de S. aureus foram identificados como fontes de ISC. No entanto, não há nenhuma recomendação ao uso pré-operatório de mupirocina tópica na mucosa nasal para prevenir infecção do sítio cirúrgico, uma vez que é rápido o desenvolvimento de resistência. Em situações de surtos, ou outras situações controladas, este uso pode ser benéfico. Preparação das mãos e antebraços da equipe cirúrgica31 (D) Manter unhas curtas e não usar unhas artificiais. Realizar escovação de mãos e antebraços por pelo menos 3-5 minutos, utilizando um anti-séptico. Devem ser utilizadas soluções degermantes de PVP-I ou clorhexidina. Não é recomendado uso de “luva química” ou qualquer outra solução após a anti-sepsia. É vetado uso de solventes como álcool ou éter após a anti-sepsia, tanto por fricção, como Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 7. 7 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina imersão em bacia, uma vez que há perda de eficácia do anti-séptico com este procedimento. Após a escovação, manter os braços em flexão com as mãos para cima para que a água escorra dos dedos e mãos para os cotovelos. Enxugar com compressas estéreis e vestir capotes e luvas estéreis. Limpar abaixo das unhas antes de iniciar a escovação. Não usar jóias nas mãos ou braços. Nenhuma recomendação em usar esmalte nas unhas. Manuseio de pessoal contaminado ou infectado31 (D) Educar e encorajar pessoal da equipe cirúrgica que apresenta sinais ou sintomas de doenças infecciosas transmissíveis em se reportar ao supervisor imediato e ao pessoal de saúde ocupacional. Desenvolver políticas de atendimento ao paciente quando o pessoal dos atendimentos apresentam doenças infecciosas transmissíveis. Estas políticas devem abranger e estabelecer: a) responsabilidades em usar serviços de saúde e comunicar doenças; b) restrições de trabalho; c) afastamento do trabalho quando acometido por doença que acarretou restrições de trabalho. Afastar do trabalho e colher culturas apropriadas do pessoal que participa da cirurgia que apresente lesões cutâneas, até que o quadro infeccioso esteja adequadamente tratado. Não excluir do trabalho o pessoal da equipe cirúrgica que esteja colonizado por organismos como S.aureus (nariz, mãos, outras partes do corpo) ou Streptococcus do grupo A, a não ser que estas pessoas estejam relacionadas a disseminação desses organismos nas áreas de cuidados médicos. INTRA-OPERATÓRIOS 31 (D) Ambiente da sala cirúrgica31 (D) A sala operatória deverá estar limpa, com as portas fechadas, e a circulação de pessoal deverá ser a menor possível. O controle da ventilação é desejável. O uso de ar condicionado de parede ou ventiladores não é apropriado. O sistema de ar condicionado central é recomendável, e deverá seguir as seguintes normas: Manter ventilação com pressão positiva na sala operatória, com respeito ao corredor e áreas adjacentes; Manter um mínimo de 15 trocas de ar por hora, nas quais 3 devem ser com ar fresco; Filtrar todo o ar, o circulante e o fresco, através de filtros apropriados; Introduziroarpelotetoeretirá-lopertodochão. Não utilizar raios ultravioleta com o objetivo de prevenir infecção do sítio cirúrgico. Manter as portas da sala operatória fecha- das, exceto para a passagem de equipamentos, pessoal ou paciente. Considerar em realizar cirurgias para próteses ortopédicas em salas com ar ultra-limpo, fluxo laminar - Questão ainda não resolvida. Limitar ao mínimo o número de pessoas na sala cirúrgica. Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 8. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina 8 Limpeza e desinfecção de superfícies31 (D) Quando da presença de contaminação visível por sangue ou fluidos corpóreos em superfícies ou equipamentos, utilizar um desinfetante aprovado pelo hospital e atendendo normas técnicas do Ministério da Saúde, para áreas limpas afetadas, antes da próxima cirurgia. Não realizar limpeza especial ou fecha- mento de salas cirúrgicas após a realização de cirurgias contaminadas ou infectadas. Não é necessário o estabelecimento de salas exclusivas para cirurgias contaminadas, ou limitação de horários para realização destas. A realização de uma cirurgia contaminada antes de uma limpa não leva a riscos, uma vez que as infecções são de origem principalmente endógena. Não utilizar tapetes porosos (pegajosos) na entrada de salas cirúrgicas para controle de infecção. Realizar aspiração úmida no chão das salas cirúrgicas após a última operação do dia, com desinfetante padronizado. Nenhuma recomendação em desinfetar superfícies ou equipamentos entre cirurgias, na ausência de contaminação visível. Coleta microbiológica31 (D) Não realizar culturas de rotina do ambiente cirúrgico. Avaliar a necessidade da realização de culturas do ambiente cirúrgico incluindo superfícies e ar apenas se fizer parte de uma investigação epidemiológica. Não realizar culturas intra ou pós- operatórias de pacientes visando avaliar se houve contaminação da ferida, ou para definir se há ou não infecção. O critério diagnóstico de infecção não deve ser baseado exclusivamente em culturas. Esterilização do instrumental cirúrgico31 (D) Esterilizar todo o material cirúrgico de acordo com as normas vigentes na instituição. Em caso de suspeita ou evidência do material não estar estéril, cabe ao cirurgião e demais profissionais envolvidos rejeitar o material, notificar e enviar este para análise. Realizar esterilização rápida apenas para itens que serão utilizados de maneira imediata (reesterilizar um instrumento que foi inadver- tidamente contaminado). Não realizar esterili- zações rápidas por razões de mera conveniência, como uma alternativa para a falta de materiais de reserva, ou para economizar tempo. Roupas e vestimentas cirúrgicas31 (D) Usar máscara que cubra por total a boca e o nariz quando da entrada na sala cirúrgica se a cirurgia estiver por começar, em andamento ou se houver material cirúrgico exposto. Utilizar a máscara durante a cirurgia. Usar gorros que cubram por completo cabelos da cabeça e face quando da entrada na sala cirúrgica. Não utilizar propés com o intuito de pre- venir infecção do sítio cirúrgico. Caso recomendado proteção para os calçados para prevenção de contaminação com sangue e se- creções; cabe a todos os profissionais da insti- tuição o cumprimento da norma estabelecida. Utilizar luvas estéreis após a escovação das mãos e antebraços. Colocar as luvas após estar vestido com o capote estéril. Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 9. 9 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Utilizar capotes e vestimentas cirúrgicas que sejam barreira efetivas caso sejam molhadas ou contaminadas (material que resista a pene- tração de líquidos). Trocar vestimentas que apresentarem-se visivelmente sujas, contaminada por sangue ou material potencialmente contaminante. Nenhuma recomendação de como ou onde lavar roupas cirúrgicas, em restringir a utilização de vestimentas cirúrgicas ao centro cirúrgico, ou cobrir as roupas cirúrgicas quando fora do centro cirúrgico. Na maioria das instituições, a restrição de uso de roupas tem como intuito a limitação de circulação de pessoas e o estabelecimento de dis- ciplinas de trabalho. Caso seja esta a opção da instituição, cabe a todos os profissionais de saúde o rigoroso cumprimento da norma estabelecida. Assepsia e técnica cirúrgica31 (D) Utilizar técnicas assépticas quando da colocação de cateteres intravasculares (veia central), espinhais ou epidurais, ou quando da administração de drogas intravenosas. Abrir equipamentos ou soluções estéreis imediatamente antes do uso. Manusear tecidos delicadamente, realizar hemostasia eficiente, minimizar a desvitali- zação dos tecidos e corpos estranhos, e erradi- car espaços mortos no sítio cirúrgico. Utilizar fechamento primário retardado ou deixar a incisão aberta se o cirurgião considerar que o sítio cirúrgico está grosseiramente contaminado. Se uma drenagem se fizer necessária, utilizar drenos fechados à vácuo. Colocar o dreno por uma incisão separada e distante da incisão cirúrgica. Retire o dreno o mais precoce possível. CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS DA INCISÃO 31 (D) Proteger a ferida com curativo estéril por 24 - 48 horas de pós-operatório nas incisões que houverem sido fechadas primariamente. Lavar as mãos antes e depois da troca de cura- tivos e de qualquer contato com o sítio cirúrgico. Quando necessário a troca do curativo, o fazer de maneira asséptica. Educar e orientar o paciente e familiares quanto aos cuidados com a incisão cirúrgica, observação dos sintomas de infecção do sítio cirúrgico, e a necessidade de comunicar a seu médico estes sintomas. Nenhuma recomendação específica quanto manter o curativo oclusivo por mais de 48 horas quando do fechamento primário, nem do tempo de se banhar ou molhar a ferida sem a cobertura do curativo. Não há consenso quanto ao tipo de curativo a ser empregado, podendo ser utilizado curativo simples com gaze seca. PROFILAXIA ANTIMICROBIANA PA R A P R E V E N Ç Ã O D E INFECÇÃO D E SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) A profilaxia antimicrobiana em cirurgia é um instrumento importante na prevenção da infecção da ferida operatória, no entanto sua ação é limitada, razão pela qual não substitui as demais medidas de prevenção. Adicionalmente, a profilaxia cirúrgica está diretamente ligada ao desenvolvimento de flora resistente, razão pela Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 10. 10 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina qual seu uso deve ser racional e justificado tecnicamente. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PROFILAXIA A eficácia da profilaxia depende diretamente do modo de sua administração: o momento de início, a repetição intra-operatória e a sua duração31-33 (D)34 (A)35 (B) (tabela 1). INÍCIO DA PROFILAXIA Um dos mais importantes princípios da prescrição de profilaxia antimicrobiana é o momento em que a primeira dose é iniciada. Antimicrobiano iniciado incorretamente pode comprometer a sua eficácia, independente da dose ou duração do esquema. A contaminação da ferida operatória ocorre quando há exposição de órgãos e tecidos internos. Portanto, é importante ressaltar que o antimicrobiano deve estar presente nos tecidos manipulados no momento em que há exposição aos microorganismos. Recomenda-se o início da profilaxia no momento da indução anestésica, o que garante o pico da concentração do antimicrobiano no momento em que há exposição dos tecidos. Profilaxia iniciada três ou mais horas após o início da intervenção é ineficaz, independente da duração do uso34 (A). Em obstetrícia, recomendações anteriores preconizavam o uso de antimicrobianos no momento do clampeamento do cordão, para se evitar a transferência do antimicrobiano para a criança. No entanto, existem dados para se afirmar que o risco desta transferência é mínimo e que o antimicrobiano pode ser administrado da maneira convencional36 (A). A dose do antimicrobiano a ser utilizada é a habitual. Não há evidência em literatura de que a primeira dose do antimicrobiano deva ser superior às doses convencionais, exceto em pacientes com peso superior a 80kg37 (D). REPETIÇÃO INTRA-OPERATÓRIA Um parâmetro importante é a concentração tecidual do antimicrobiano, que vai decaindo mais rapidamente que no soro, devido a diversos fatores como as diversas alterações he- modinâmicas locais no sítio operatório. Reco- mendações baseadas em estudos com animais e também estudos clínicos sugerem a adminis- tração de uma nova dose do antimicrobiano em períodos fixos ou em caso de perda maciça de sangue38-42 (A)43,44 (B)45 (C)(Tabela 2). DURAÇÃO DA PROFILAXIA Após o encerramento da operação, a conta- minaçãodosítiooperatórioérara,emboranãoimpos- sível.Portanto,emteoria,dosesadicionaisdeantimi- crobianos não seriam indicadas. Há literatura que respalda a prática da dose única de antimicro- bianos46,47 (D)40,41 (A)48 (B). Sistematicamente, estu- dos vêm mostrando a ausência de justificativa para o uso prolongado de antimicrobianos profiláticos. Mesmo que haja eficácia, o potencial benefício da administração prolongada será certamente obscurecidopelodesenvolvimentodeefeitosadversos ecolonizaçãopormicrobiotaresistente49 (B). Os resultados destes estudos50 (A)51 (B) são suficientes para concluírmos que para a maior parte dos procedimentos em que a profilaxia é indicada, doses de antimicrobianos no pós- operatório são desnecessárias e indesejadas. Algumas exceções são dignas de nota. Em primeiro lugar, operações onde baixos inóculos bacterianos são suficientes para o desenvolvi- mento de ISC merecem administração de anti- microbianos por um período total de 48 horas. É o caso do implante de próteses de grande porte. Outro caso onde prolongamento de pro- filaxia por 24 horas pode estar indicado é o de operações onde estudos clínicos ainda não res- paldam a administração por tempo curto. Po- dem ser citadas a cirurgia cardíaca e a cirurgia Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 11. 11 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina de cólon37,38,49 (A). Também para cirurgias arteriais de membros inferiores, a literatura ainda não mostra segurança quanto à profilaxia restrita ao intra-operatório52,53 (A). Duração prolongada não é recomendada quando o paciente persiste com drenos, sonda vesical, cateter venoso ou cânula orotraqueal, uma vez que a profilaxia não é eficaz nesta situação(D). USO TÓPICO DE ANTIMICROBIANOS O uso tópico de antimicrobianos parece atrativo pela sua mínima toxicidade sistêmica. No entanto, a eficácia deste procedimento é controversa, as concentrações locais irregula- res, teoricamente propiciando uma maior chance de desenvolvimento de resistência. Mes- mo o uso combinado de antibiótico sistêmico e tópico não parece ser superior ao uso de antimicrobianos sistêmicos isoladamente. Por estas razões, não há dados disponíveis em lite- ratura hoje que respaldem o uso rotineiro de profilaxia tópica54 (B)55 (C), com exceção da ci- rurgia oftalmológica, situação onde a concen- tração ocular de antibióticos administrados por via sistêmica é baixa56 (D). ESCOLHA DO ANTIMICROBIANO Alguns critérios para utilização dos antimicrobianos devem ser seguidos. O antibiótico deve ter apresentação parenteral, possuir mínima toxicidade e custos, ser fraco indutor de resistência e farmacocinética adequada, além de possuir atividade contra a maior parte dos patógenos causadores de ISC na instituição. Não pode ser esquecido um critério fundamental: a partir do momento que estamos expondo uma grande quantidade de pacientes a um antimicrobiano específico, é possível o desenvolvimento de resistência a este antibiótico na instituição; portanto, o antimicrobiano escolhido não deve ser aquele mesmo indicado para o tratamento de infecções nosocomiais graves. As cefalos- porinas são os antimicrobianos com o perfil mais próximo do descrito. A cefazolina e a cefuroxima são os antimicrobianos mais estudados37,49 (B). Existe controvérsia sobre a diferença entre a potência antiestafilocócica das duas drogas. A cefuroxima apresentará vantagem quando se necessitar concentrações em sistema nervoso central, ou quando a incidência de infecções pós-operatórias causadas por enterobactérias na situação abordada for maior do que a encontrada na maioria das cirurgias limpas. Para as demais situações, análise de custo-benefício é reco- mendada. Embora muito utilizada em nosso meio, fora do Brasil a cefalotina quase não é usada em profilaxia. A principal razão é suas características farmacológicas, que exigem repetição a cada duas horas no intra- operatório 32,57,58 (D)(tabela 1). A cefoxitina possui excelente ação sobre bacilos aeróbios e anaeróbios gram-negativos, e uma ação no mínimo pouco confiável sobre estafilococos. Por esta razão, só deve ser indicada em situações onde a contaminação por gram-negativos e anaeróbios prepondera. É o caso das operações de cólon, onde é uma das boas escolhas possíveis37 (D)41 (A). O sulfametoxazol-trimetoprim (SMX- TMP), a clindamicina isoladamente, amino- glicosídeos associados à clindamicina ou ao metronidazol são alternativas para o uso de cefalosporinas. A vancomicina deve ser restrita para situações excepcionais. Embora possuam eficácia, as quinolonas, cefalosporinas de ter- ceira e quarta geração e os carbapenêmicos não são superiores aos esquemas propostos, e devido ao potencial desenvolvimento de resistência e também devido aos custos não devem ser utilizados para esta finalidade32 (D)51 (A). Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 12. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina 12 Prevenção da Infecção Hospitalar Tabela 1 Parâmetros para antibioticoprofilaxia cirúrgica31-33 (D) 34 (A) 35 (B) Parâmetro Objetivo da profilaxia Início da profilaxia Escolha do antimicrobiano Dose inicial do antimicro- biano Doses adicionais no intra- operatório Duração da profilaxia Duração da profilaxia em caso de manutenção de son- das, cateteres, cânulas e drenos Recomendação Prevenção da infecção de sítio cirúrgico32 (D) Deve ser realizado aproximada- mente 1 hora antes do início da cirurgia, ou na indução anestésica32,34 (A) Deve ser pouco tóxico, e não deve ser aquele utilizado para trata- mento de infecções hospitalares graves37 (D) Deve ser a dose tradicional do antimicrobiano32,37 (D) Devem ser realizadas em caso de perda maciça de sangue, ou quando a duração do procedi- mento se prolonga (vide tabela 2)38,47,49 (A) Na maioria das situações não deve exceder o período intra- operatório32,46,47 (D) Não recomendada32,47 (D) Comentário Não previne outras infecções. Eficácia limi- tada, portanto não substitui outras medidas e nem diminui risco em caso de quebra de técnica. Profilaxia iniciada mais do que duas horas antes ou três horas após a incisão não possui eficácia demonstrada. Em procedi- mentos obstétricos a dose do antimicro- biano pode ser administrado após o clam- peamento do cordão. Profilaxia em trauma obedece normas diferentes. As cefalosporinas de primeira ou segunda geração são, na maioria das situações, os que melhor se encaixam neste contexto. Para pacientes com peso ≥ 80kg a primeira dose poderá ser o dobro da convencional. Repetição intra-operatória numa freqüência maior do que em outras situações de uso do mesmo antimicrobiano é recomendada. Mesmo em situações de risco ou em con- taminações acidentais, o prolongamento da profilaxia não está associado a um melhor resultado clínico. Exceção em procedimen- tos selecionados, os quais não há consen- so em literatura, como implante de prótese e cirurgia cardíaca. Duração superior a 48 horas é considerada inapropriada. Profilaxia não eficaz nestas situações.
  • 13. 13 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Prevenção da Infecção Hospitalar 1 Não existe consenso na literatura quanto à cefalosporina de escolha. A cefuroxima é preferida quando a freqüência de enterobactérias para a situação envolvida for elevada, ou em caso de necessidade de concentração em sistema nervoso central. Para as demais operações é recomendada análise de custo-benefício. 2 Apesar de muito utilizada no Brasil, a cefalotina é consider- ada droga de segunda linha devido à necessidade de repetição intra-operatória menos conveniente. Sua eficácia na prevenção, quando respeitados os intervalos, provavel- mente é similar às da cefazolina e cefuroxima. 3 Seu uso deve ser restrito, e prescrita para profilaxia somente quando não houver outra alternativa, devido à cres- cente ocorrência de bactérias gram-positivas resistentes aos glicopeptídeos. 4 Devido a potencial indução de produção de β-lactamases em certas enterobactérias, o uso da cefoxitina deve ser restrito à profilaxia cirúrgica, e nesta situação o tempo de uso não deve exceder 48 horas. 5 A infusão rápida de aminoglicosídeos pode provocar blo- queio neuromuscular e interferir na recuperação pós- anestésica. Este efeito não ocorre com a infusão lenta (20- 30 minutos) do antimicrobiano. Estes antimicrobianos devem ser evitados em pacientes portadores de insuficiên- cia renal. 6 Alguns serviços consideram este esquema tríplice como primeira linha. No entanto esquema com droga única é mais simples e prático para uso rotineiro, e os resultados são superponíveis. Tabela 2 Antimicrobianos de escolha para profilaxia cirúrgica39-42 (A)43,44 (B)45 (C)32 (D) Antimicrobianos recomendados para cirurgias limpas, cirurgias de trato genital feminino, incluindo cesareana, tórax, trato biliar e estômago Antimicrobiano Primeira linha1 Cefazolina Segunda linha Cefuroxima Cefalotina2 SMX-TMP Clindamicina Vancomicina3 Primeira linha Cefoxitina4 Segunda linha Clindamicina + gentamicina5 Ampicilina + gentamicina + metronidazol6 Dose padrão 1g 750mg 1g 320mg/160mg 600mg 1g 1g 600mg 80mg 2g 80mg 500mg Intervalo para repetição intra-opera- tória, caso não haja sangramento intenso 4 horas 4 horas 2 horas 8 horas 6 horas 8 horas 4 horas 6 horas 8 horas 4 horas 8 horas 8 horas Alternativa para alérgicos aos β-lactâmicos Antimicrobianos recomendados para cirurgias de trato digestivo inferior e esôfago Intervalo para repetição no pós operatório, caso necessário 8 horas 8 horas 4 horas 8 horas 6 horas 12 horas 8 horas 6 horas 8 horas 6 horas 8 horas 8 horas
  • 14. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina 14 Prevenção da Infecção Hospitalar 1 Pode ser usado uma quinolona Tabela 3 Recomendação de antibioticoprofilaxia para procedimentos cirúrgicos selecionados32 (D)59,60 (B)50,61-67 (A) Operação Condição Esquema Duração da profilaxia Cirurgias cardíaca, vascular e de tórax Cirurgia cardíaca Sem implante de prótese Cefazolina ou 24 horas ou torácica cefuroxima Com implante de prótese Cefazolina ou cefuroxima 48 horas Cirurgia vascular Operação arterial acima Cefazolina Intra-operatório de aorta abdominal Operação arterial abaixo de Cefuroxima 48 horas aorta abdominal Cirurgia venosa Não indicada Cirurgia de trato digestivo Apendicectomia Não complicada Cefoxitina Intra-operatório Cirurgia de Sem fatores de risco Não indicada vesícula biliar Com fatores de risco (idoso, Cefazolina Intra-operatório obesidade mórbida, diabetes descompensado, colecistite recente) Presença de colangite Tratamento é indicado Cirurgia de estômago Com fatores de risco Cefazolina Intra-operatório (a maior parte das operações) Herniorrafia Paciente sem fatores de risco Não é indicada Paciente com fatores de risco Cefazolina Intra-operatório (obesidade mórbida, diabetes descompensado, uso crônico de corticosteróides, uso de tela) Cirurgia de esôfago Cefoxitina 24 horas Cirurgia de cólon Cefoxitina 24 horas Contaminação de cavidade com Cefoxitina 24 horas; lavagem fezes ocorrida no intra-operatório da cavidade mais eficaz do que antibio- ticoterapia Cirurgia retal Profilaxia não eficaz Cirurgia laparoscópica Profilaxia não eficaz; risco de infecção baixo Cirurgia Urológica Nefrectomia Cefazolina Intra-operatório Prostatectomia Urocultura negativa Cefazolina Intra-operatório trans-uretral Urocultura positiva Tratamento está indicado Biópsia prostática Cefoxitina7 Intra-operatório trans-retal
  • 15. 15 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Prevenção da Infecção Hospitalar Tabela 4 Recomendação de antibioticoprofilaxia para procedimentos cirúrgicos selecionados 32,56,58 (D)36,42,64,68,69 (A)51 (B) Condição Amputação na presença de gangrena ou infecção no local Paciente sem alto risco Gestação ou paciente de alto risco (Doença hipertensiva, cesareana de emergência, DPP, placenta prévia, etc. Também recomendada para pacientes com obesidade mórbida e diabetes descompen- sado). Vaginal ou abdominal Sem implante de prótese Com implante de prótese Pequeno porte Grande porte Esquema Cefazolina Indicado tratamento da infecção Cefazolina Profilaxia não indicada Cefazolina Profilaxia não recomendada Profilaxia não recomendada Cefazolina Cefazolina Cefazolina Eficácia da profilaxia não docu- mentada Cefuroxima Cefuroxima Cefuroxima+metronidazol Profilaxia não recomendada Cefazolina Cefazolina +metronidazol Cefazolina Cefazolina Profilaxia não recomendada Profilaxia sistêmica não recomendada. Utilizar via tópi- ca e/ou subconjuntival Profilaxia não indicada Eficácia da profilaxia não docu- mentada Duração da profilaxia Intra-operatório Intra-operatório 48 horas Intra-operatório Intra-operatório Intra-operatório Intra-operatório 24 horas Intra-operatório Intra-operatório Intra-operatório Intra-operatório 24 horas Operação Amputação de membro Osteossíntese Correção de pé torto con- gênito Implante de prótese Parto normal (episiotomia) Cesareana Histerectomia Miomectomia Ooforectomia Mastectomia Limpa Potencialmente contaminada Limpa Potencialmente contaminada Cirurgia de trato digestivo Cirurgia cardíaca Correção de meningomie- locele Cirurgia oftalmológica Biópsia de gânglio nódulo ou lesões cutâneas Cirurgia plástica estética Cirurgia ortopédica Cirurgias ginecológica e obstétrica Cirurgia neurológica Cirurgia de cabeça e pescoço Cirurgia infantil Outros procedimentos
  • 16. 16 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO DA PROFILAXIA No momento da indicação da profilaxia, normas genéricas podem ser utilizadas. Estas normas serão discutidas em seguida. No entanto, é importante lembrar que apesar da presença de princípios teóricos sólidos, somente estudos clínicos metodologicamente bem conduzidos possuem a capacidade de nos levar a condutas seguras e bem respaldadas32 (D). No momento da confecção de rotinas para um serviço ou instituição, revisão bibliográfica cuidadosa deve ser realizada. Anteriormente, a indicação da profilaxia dependeria da classi- ficação da operação. No entanto, hoje esta in- dicação foi refinada, levando-se em consi- deração também as condições do paciente. De um modo genérico, consideramos que a profila- xia pode ser indicada nas seguintes condições(D): O risco de desenvolvimento de ISC é alto, como nas cirurgias de cólon; O risco de desenvolvimento de ISC é baixo, mas se a infecção ocorre, suas conseqüências são potencialmente desastrosas. É o caso de implante de próteses e cirurgia cardíaca; Embora o risco de ISC seja baixo, o paciente tem uma grande propensão à infecção. Os critérios para se determinar a propensão não estão bem definidos, embora possam ser citados o diabetes descompensado, a desnutri- ção ou a obesidade mórbida. Exemplos de indicação de profilaxia estão descritos nas tabelas 3 e 4. MELHORANDO A PRÁTICA DA PROFILAXIA CIRÚRGICA NOS HOSPITAIS É papel das comissões de controle de infecção hospitalar elaborar estratégia de racionalização da profilaxia cirúrgica. Este trabalho deve ser realizado em conjunto com as equipes cirúrgicas envolvidas. O programa deve contemplar os seguintes tópicos: Desenvolver guias de profilaxia abrangentes e consensuais (diretrizes), abordando as situações mais freqüentemente encontradas, e respeitando-se os parâmetros técnicos recomen- dados. É necessária ampla divulgação e monitorização da aplicação do guia; Devem ser elaboradas estratégias de res- trição de antimicrobianos baseadas nas diretri- zes, de modo a se evitar uso prolongado de antimicrobianos. P R E V E N Ç Ã O D A S P N E U M O N I A S HOSPITALARES As infecções respiratórias representam uma grande parte das infecções adquiridas dentro de hospitais e estão associadas a grande morbidade e mortalidade. Os pacientes mais predispostos são aqueles com extremos de idade, doenças graves, imunodepressão, imobilização por trauma ou doença, depressão do sensório, doença cardiopulmonar, aqueles submetidos à cirurgias torácicas ou abdominais, aqueles que necessitam de terapia respiratória, desde nebu- lizações, oxigenioterapia, até presença de tubo endotraqueal e ventilação mecânica e, final- mente, aqueles submetidos a procedimentos que envolvam manipulação respiratória. PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE PNEUMONIAS HOSPITALARES 70 (D): Usar fluidos estéreis nos reservatórios de umidificadores e nebulizadores, que deverão ser colocados imediatamente antes do uso; Evitar que a água coletada nos circuitos Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 17. 17 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina dos respiradores retornem ao umidificador ou alcance o paciente; Não trocar os circuitos dos ventiladores com intervalos inferiores a 48 horas. Trabalhos recentes demonstram que a troca dos circuitos uma vez por semana ou mesmo a não troca não aumenta a incidência de pneumonia; Os circuitos dos ventiladores devem ser previamente esterilizados ou submetidos a desinfecção de alto nível (glutaraldeído a 2%, pasteurização); A aspiração da traqueostomia ou da cânu- la orotraqueal deve ser feita com técnica asséptica, evitando contaminação cruzada; Não reprocessar equipamento que seja de uso único; Fisioterapia respiratória deve ser empre- gada quando indicada; Lavar as mãos antes da aspiração dos pacientes; Utilizar uma sonda de aspiração para cada vez que o paciente tenha que ser aspirado; O maquinário interno dos ventiladores não deve ser rotineiramente desinfetado ou esterilizado; Os âmbus devem sofrer esterilização ou desinfecção após a utilização; Usar cânulas orotraqueais estéreis (prefe- rencialmente descartáveis) para intubação; Não contaminar as cânulas orotraqueais (colocando-as em cima da cama ou do paciente) durante o procedimento de intubação. Os guias também devem ser desinfetados ou esterilizados antes de sua utilização; A vantagem da utilização de sucralfato, em vez de bloqueadores H2 (ranitidina e cimetidina), bem como a descontaminação seletiva do aparelho digestivo, com o intuito de diminuir as infecções do trato respiratório, ainda são assuntos controversos; Interromper a nutrição enteral e remover dispositivos o mais precocemente possível. Veri- ficar a posição da sonda enteral rotineiramente; Se não houver contra-indicação, elevar para 30-450 a cabeceira da cama do paciente submetido a ventilação mecânica, para evitar aspiração; Antes de esvaziar o balonete (cuff) da cânula endotraqueal para a sua remoção, certificar-se de limpar as secreções acima da região glótica; Não administrar antibióticos rotineira- mente com objetivo de prevenção de pneumonia; Não coletar secreção traqueal como roti- na. A cultura qualitativa da secreção traqueal tem baixa especificidade para o diagnóstico etiológico de pneumonia hospitalar; A aspiração de secreção traqueal através de sistema fechado permite maior comodidade da equipe assistencial e pode diminuir a transmissão cruzada de microorganismos, porém faltam estudos que demonstrem a diminuição da incidência de pneumonia hospitalar; A utilização de filtros bactericidas nos circuitos respiratórios não reduzem a incidência de infecção pulmonar; Vacinar pacientes com alto risco para infecção pneumocócica (maiores de 65 anos, adultos com doença crônica cardiovascular e pulmonar, diabetes, alcoolismo, cirrose e imunodeprimidos). PR E V E N Ç Ã O D A S INFECÇÕES D O TRATO URINÁRIO A infecção do trato urinário (ITU) hospi- talar é responsável por aproximadamente 40% de todas as infecções hospitalares, sendo tam- bém uma das fontes importante de sepse hos- pitalar. Cerca de 80% dos casos de ITU hospi- talar são relacionados com o cateter vesical. As outras causas geralmente são associadas com cistoscopias e outros procedimentos urológicos. Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 18. Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina 18 As ITU relacionadas ao cateter vesical geral- mente ocorrem de forma endêmica em am- biente hospitalar, usualmente são assinto- máticas, na maioria das vezes, a remoção do cateter é curativa. Nos sistemas de sondagens vesicais abertos, a maioria dos pacientes apre- sentará ITU no quarto dia. Contudo, utili- zando-se os sistemas fechados de sondagem vesical, a ITU se desenvolverá ao redor de 30 dias. O sistema de drenagem urinário fechado diminuiu não apenas as ITUs em pacientes com cateteres, como contribuiu de forma significativa na redução da mortalidade dessas? RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO 71,72 (D): Lavar as mãos antes da sondagem; Evitar cateter vesical; Utilizar dispositivo externo para coleta de urina (Uripen) quando possível; A cateterização suprapúbica é descrita co- mo sendo um método seguro e parece reduzir as infecções relacionadas a cateterização vesical; Utilizar técnica e equipamento estéreis para colocação de sonda vesical; Evitar tração ou mobilização exagerada da sonda vesical; Utilizar sonda de menor calibre possível; Utilizar coletores de urina de circuito fechado com válvula anti-refluxo; Manter drenagem contínua, sem bloqueio do fluxo por dobras do cateter ou do coletor; Não desconectar o circuito em nenhuma hipótese. Coleta de urina deve ser feita através de punção do coletor em lugar próprio; Trocar o sistema caso o circuito fechado tenha sido violado; Evitar o contato do coletor fechado com o chão ou frasco de coleta; Remover a sonda vesical o mais breve possível; Não há indicação da troca pré- estabelecida (rotineira) do sistema fechado ou da sonda vesical. Prevenção da Infecção Hospitalar
  • 19. 19 Projeto DiretrizesAssociação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina Prevenção da Infecção Hospitalar 1. Wenzel RP. The Lowbury Lecture. The economics of nosocomial infection. J Hosp Infect 1995; 31:79-87. 2. Pittet D, Wenzel RP. Nosocomial bloodstream infection. Secular trends in rates, mortality and contribution to total hospital deaths. Arch Intern Med 1995; 155:1177-84. 3. Larson EL. APIC guideline for handwashing and hand antisepsis in health care settings. Am J Infect Control 1995; 23:251-69. 4.Sproat LJ, Inglis TJ. A multicenter survey of hand hygiene practice in intensive care units. J Hosp Infect 1994; 26:137-48. 5. Massanari RM, Heirholzer WJJ. A crossover comparison of antiseptic soaps on nosocomial infection rates in intensive care units. Am J Infect Control 1984; 12:247-8. 6. Doebbeling BN, Stanley GL, Sheetz CT, et al. Comparative efficacy of alternative hand- washing agents in reducing nosocomial infections in intensive care units. N Engl J Med 1992; 327:88-93. 7. Voss A, Widmer AF. No time for handwashing? Handwashing versus alcoholic rub: can we afford 100% compliance? Infect Control Hosp Epidemiol 1997; 18:205-8. 8. Bischoff WE, Reynolds TM, Sessler CN, et al. Handwashing compliance by health care workers: the impact of introducing an accessible, alcohol-based hand antiseptic. Arch Intern Med 2000; 160:1017-21. 9. Goldmann D, Larson E. Hand-washing and nosocomial infections. N Engl J Med 1992; 327:120-2. 10. Beltrami EM, Williams IT, Shapiro CN, et al. Risk and management of blood-borne infections in health care workers. Clin Microbiol Rev 2000; 13:385-407. 11. Mast ST, Woolwine JD, Gerberding JL. Efficacy of gloves in reducing blood volumes transferred during simulated needlestick injury. J Infect Dis 1993; 168:1589-92. 12. Garner JS.Guideline for isolation precautions in hospitals. Par I. Evolution of isolation practices. Hospital Infection Control Practices Advisory Committee. Infect Control Hosp Epidemiol 1996; 17:54-80. 13. Ippolito G, Puro V, De Carli G. The risk of occupational human immunodeficiency virus in health care workers. Italian Multicenter Study. The Italian Study Group on Occupational Risk of HIV Infection. Arch Intern Med 1993; 153:1451-8. 14. Cardo DM, Culver DH, Ciesielski CA, et al. A case-control study of HIV seroconversion in health care workers after percutaneous exposure. Centers for disease control and prevention needlestick surveillance group. N Engl J Med 1997; 337:1485-90. 15. Public Health Service guidelines for the management of health-care worker exposures to HIV and recommendations for postexposure prophylaxis. Centers for disease REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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