PONTAPÉS NAGRAMÁTICA(e são só alguns exemplos…)
PARA CHORAR COM ALGUMAS RESPOSTAS…
NOTA:A falta de pontuação, de acentos e...
Ouve os danos de mi que apercebidos8
Estão a teu sobejo atrevimento,
Por todo o largo mar e pola terra
Que inda hás de soj...
h) Estrutura interna: Canto II, estancias 39 a 44.
Estrutura externa: Adamastor
i) Na estrutura externa d’ Os Lusiadas as ...
e) A expressividade da comparação contido no quatro primeiros verso da estância
40 é devido ao grande perigo que estavam a...
Parte C
1. Lê atentamente a estância 19 do Canto I d’Os Lusíadas.
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Já no largo Oceano1
navegavam,
As inquietas ondas apar...
A importância do plano da viagem é que descreve a viagem e a
narração, narra cada acontecimento (nota: translineação- acon...
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Pontapés na gramática "Adamastor"- Os Lusíadas

Respostas de alunos de 9º ano num teste de Português sobre o episódio "Adamastor" de Os Lusíadas
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Education      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Pontapés na gramática "Adamastor"- Os Lusíadas

  • 1. PONTAPÉS NAGRAMÁTICA(e são só alguns exemplos…) PARA CHORAR COM ALGUMAS RESPOSTAS… NOTA:A falta de pontuação, de acentos e más (péssimas) construções sintáticas são reais e as respostas foram copiadas literalmente: Parte B Lê atentamente as estâncias 39 a 44 d’Os Lusíadas. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado. 5 Não acabava, quando hũa figura Se nos mostra no ar, robusta e válida, De disforme e grandíssima estatura; O rosto carregado, a barba esquálida1 , Os olhos encovados, e a postura Medonha e má, e a cor terrena e pálida; Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos. Tão grande era de membros, que bem posso Certificar-te que este era o segundo De Rodes estranhíssimo Colosso2 , Que um dos sete milagres3 foi do mundo. Cum tom de voz nos fala, horrendo e grosso, Que pareceu sair do mar profundo. Arrepiam-se as carnes e o cabelo, A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo! E disse: “Ó gente ousada, mais que quantas No mundo cometeram grandes cousas, Tu, que por guerras cruas, tais e tantas, E por trabalhos vãos nunca repousas, Pois os vedados términos4 quebrantas E navegar meus longos5 mares ousas, Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho, Nunca arados6 de estranho ou próprio lenho: Pois vens ver os segredos escondidos Da natureza e do húmido elemento7 , A nenhum grande humano concedidos De nobre ou de imortal merecimento, 1. esquálida: suja. 2. De Rodes estranhíssimo Colosso: estátua de Apolo, na ilha de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo antigo. 3. milagres: maravilhas. 4. vedados términos: limites proibidos. 5. longos: distantes. 6. arados: lavrados. 7. húmido elemento: mar. 8. apercebidos: preparados. 10 15 20 25 30
  • 2. Ouve os danos de mi que apercebidos8 Estão a teu sobejo atrevimento, Por todo o largo mar e pola terra Que inda hás de sojugar com dura guerra. 35 40 45 Sabe que quantas naus esta viagem Que tu fazes, fizerem, de atrevidas, Inimiga terão esta paragem, Com ventos e tormentas desmedidas! E da primeira armada, que passagem Fizer por estas ondas insofridas9 , Eu farei de improviso tal castigo, Que seja mor o dano que o perigo! Aqui espero tomar, se não me engano, De quem me descobriu10 suma vingança. E não se acabará só nisto o dano De vossa pertinace confiança: Antes, em vossas naus vereis, cada ano, Se é verdade o que meu juízo11 alcança, Naufrágios, perdições de toda sorte, Que o menor mal de todos seja a morte! Luís de Camões, Os Lusíadas, edição organizada por Emanuel Paulo Ramos, Porto Editora, 2011 9. ondas insofridas: nunca navegadas. 10. quem me descobriu: Bartolomeu Dias, primeiro navegador a passar o Cabo da Boa Esperança, em 1488. 11. juízo: ideia, razão. Responde, de forma completa e bem estruturada, aos itens que se seguem. Localiza as estâncias transcritas na estrutura interna e externa d’Os Lusíadas. a) As estâncias pertencentes à estrutura interna são da estância 41 à 44 e as da estrutura externa são as estâncias 39 e 40. b) As estâncias transcritas na estrutura interna e externa d’Os Lusíadas é no mar. c) As estâncias transcritas na estrutura interna é a estância 39 à 40. As estâncias transcritas na estrutura externa é as est. 41 à 44. d) As estâncias transcritas na estrutura interna localizam-se no mar mediterrâneo. e) Estas estâncias transcritas localizam-se no episódio simbólico: Adamastor e no plano Mitológico e Plano da Viagem. Encontra-se na parte da Narração. f) A estrutura interna é a narração e a estrutura externa é o plano mitológico e o plano da viagem. g) Da est. 42 á 44
  • 3. h) Estrutura interna: Canto II, estancias 39 a 44. Estrutura externa: Adamastor i) Na estrutura externa d’ Os Lusiadas as estancias localizam-se: na viagem. j) As estâncias transcritas na estrutura interna e externa d’ Os Lusíadas localizam-se no “Cabo das Tromentas” agora conhecido “cabo da Boa Esperança”. Demonstra como a descrição do Adamastor procede do geral para o particular. a) A descrição do Adamastor começa pela forma geral porque Vasco da Gama começa por dizer a sua aparência física (… O rosto carregado, a barba esquálida/ Olhos encovados, e a postura…”) e depois a psicológica. b) Na descrição do Adamastor começa por descrevelo como ele é, diz que ele é mostra um ar robusto e válido; estrutura grande, a descrição esta a ser feita das coisas mais grandes para as coisas pequenas, como boca negra, dentes amarelos etc… c) A descrição do Adamastor procede do geral para o particular, porque ele de uma primeira vez está a dizer que nunca ninguém se tinha atrevido a passar por ali, passando algumas estâncias ele esta a dizer que Bartolomeu Dias tinha sido o primeiro navegador a passar pelo Cabo da Boa Esperança, mas depois ele morreu. d) A descrição do Adamastor procede do geral para o particular pois, primeiramente, fala nos portugueses em geral mas depois, começa a falar nos grandes nautas portugueses, como: Bartolomeu Dias e Pedro Álvares Cabral. e) A descrição do Adamastor procedeu do geral para o particular porque ele começou a falar da caracterização física e depois falou nos males que já fez e ainda vai fazer. Explicita a expressividade da comparação contida nos quatro primeiros versos da estância 40. a) A comparação contida nos quatro primeiros versos quer dizer que os membros eram tão grandes como Colosso, pois este é uma das sete maravilhas do mundo antigo. b) A comparação é de que Adamastor era de um grande membro onde “ajudava” todos e agora faz com que as pessoas “morram”. c) A expressividade da comparação serve para caracterizar o admastor e para comparar com a estátua de Apolo. d) Esta comparação realça a altura e como foi importante o monstro.
  • 4. e) A expressividade da comparação contido no quatro primeiros verso da estância 40 é devido ao grande perigo que estavam a correr e a estatura do Adamastor que era parecida com a de “Rodes estranhíssimo colosso”. f) Na estância 40 explicita uma comparação agressiva, porque a estátua de Apolo na ilha de Rodes era uma estátua enorme, por isso Vasco da Gama pretende dizer que ele também era enorme. g) A expressividade da comparação contida nos quatro primeiros versos da estância 40, quer dizer que Rodes tinha uns membros muito grandes, era muito grande e que era uma das sete maravilhas do mundo. Demonstra como o discurso ameaçador do Adamastor redunda, inintencionalmente, num elogio aos portugueses. a) Estancia 43 “Que tu fazes, fizerem, de atrevidas…” b) O Adamastor ao tratar os portugueses como “gente ousada”, elogia os portugueses como estes serem fortes e corajosos ao navegarem naqueles mares, que as pessoas diziam que havia monstros. E o facto de terem coragem de enfrentar aquele monstro (Adamastor). Em que medida este discurso pode ser considerado uma profecia? a) A medida este discurso pode ser considerado uma profecia é a ousadia que os lusos tem de atravessar o cabo, tendo lá o horrendo mostrengo. b) Este discurso pode ser considerado uma profecia, porque o Adamastor está a dizer a Vasco da Gama o que lhe vai acontecer e a todos os outros que o acompanham. c) É um discurso profético porque queria se vingar daqueles que fizeram grandes guerras. d) Porque esta a dirigir-se aos navegadores que ali passam. e) Este discurso pode ser considerado uma profecia porque o Adamastor não é uma personagem real é uma personagem fictícia, logo foi inventado. f) Este discurso pode ser considerado uma profecia, porque numca nimguém viu o Adamastor sem ser Vasco da Gama e a sua tripulação, por isso, pode não ser verdade. g) A medida que este discurso pode ser considerado uma profecia é que o Adamastor está a elogiar que os portugueses são atrevidos, corajosos e humildes. h) A medida em que este discurso pode ser considerado uma profecia é que os portugueses são uns lutadores.
  • 5. Parte C 1. Lê atentamente a estância 19 do Canto I d’Os Lusíadas. 5 Já no largo Oceano1 navegavam, As inquietas ondas apartando; Os ventos brandamente respiravam, Das naus as velas côncavas inchando; Da branca escuma os mares se mostravam Cobertos, onde as proas vão cortando As marítimas águas consagradas, Que do gado de Próteu2 são cortadas, in op. cit. 1. Oceano: oceano Índico. 2. Próteu: deus marinho, guardador do gado de Neptuno. 1.1. Redige um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, em que exponhas as linhas fundamentais de leitura desta estância d’Os Lusíadas. O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão. Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apresentados a seguir. • Identificação das personagens intervenientes na ação e do contexto espaciotemporal circundante. • Resumo da ação relatada e seu relacionamento com o processo in medias res. • Identificação dos dois planos da narração que se articulam nesta estância e referência à importância de cada um deles na estrutura global d’Os Lusíadas. a) A ação circundante passa-se no Olimpo já cinco dias passados das despedidas. as personagens intervenientes são os deuses. O consílio dos Deuses onde se discutiu que os portugueses serão ajudados a chegar à Índia é relatado “in media res” pois eles já estavam quase a chegar à índia. O plano da viagem e o plano mitológico articulam-se, o plano mitológico ajuda a glorificação e a mitificação do herói, os portugueses. b) No canto I d’ Os Lusíadas as personagens é Vasco da Gama, marinheiros, uma mãe e uma esposa. Ambas falam dos seus familiares que partiram numa grande viagem, ao qual podem não sobreviver. Este canto decorrem em Belém, onde as naus partiram. Este canto está relacionado com uma expressão latina “in media res”, o seu significado é a meio da coisa/ acontecimento, pois esta narração está a ser contada a meio da epopeia. Este canto relata as despedidas tristes e contentes. Esta narração tem dois planos, a narração e o plano da viagem.
  • 6. A importância do plano da viagem é que descreve a viagem e a narração, narra cada acontecimento (nota: translineação- acontecim-ento). c) No texto do Consìlio dos Deuses as personagens intervenientes eram: Baco; Júpiter; Vénus; e marte que estavam a “discutir” por causa dos Portugueses. Vénus queria que os Portugueses parassem lá porque os achava parecidos com os Romanos na língua… Mas Baco não queria porque tinha medo de ser esquecido, Marte ajudou Vénus porque achava que os Portugueses tinham passado por muito e porque vénus era o seu grande amor antigo. In media res quer dizer esta a meio da coisa. Por fim os dois planos eram o plano da viagem e o plano dos deuses, os planos eram importantes porque se Baco não os deixa-se parar lá tinham que ir para outro lado e dos deuzes para saberem o que achavam. d) Esta estância pertence ao Consílio dos Deuses, as personagens intervenientes era Júpiter, Mercúrio e os Deuses. O processo in media res tinha como significado a meio dos acontecimentos, pois os nautas já tavam navegando no largo oceano Índico. Os dois planos que se articulam nesta estância eram o plano mitológico, que se referia aos deus, e o plano da viagem é onde se trata da viagem da descoberta do caminho marítimo e) As personagens intervenientes na ação são os Portugueses que se encontram em alto mar. Os Portugueses já iam no largo oceano a meio da viagem (in media res) onde se começava a formar uma tempestade onde o vento começara a ficar agitado, as velas começam a ficar inchadas e as águas do mar começavam a ficar muito agitadas. O planos da narração que se articulam nesta estancia são os planos da viagem é importante para a estrutura d’ Os Lusíadas porque é onde se relata a viagem dos portugueses á Índia. f) As personagens intervenientes na ação e do contexto circundante são os corajosos marinheiros portugueses e Proteu que era o deus que guardava o gado de Neptuno. A ação relatada nesta estância era que a nau portuguesa já estava em alto mar e que derrepente se aproxima uma grande tempestade. As velas côncavas comessam a inchar, as nuvens cada vez se estão a aproximar e os marinheiros ficam cheios de medo. A importância de os portugueses descobrirem o mundo foi muito importante e assim as pessoas conseguiram saber mais um pouco do nosso mundo.