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Política do café sem o leite

Artigo publicado no Coffee Break em 25 de janeiro de 2007.
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Business      Technology      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Política do café sem o leite

  • 1. Café - Informativo Coffee Break Page 1 of 3 HOME PAGE INFORMATIVO COFFEE NEWS O CAFEZAL SABOR CAFÉ SOBRE O SITE FÓRUM DO CAFÉINFORMATIVO EDITORIASArquivo de edições ArtigosBusca notícias EntrevistasEdição do dia EstatísticasEditorias notícias da edição Ano - Nº 1883 - 25/01/2007 EventosVersão impressão Acompanhe artigo relativo ao regime de drawback InternacionalCOFFEE NEWS Investimento Leia, na seqüência, artigo de Mara Luiza Gonçalves Freitas, LavouraAnálises especialista em cafeicultura empresarial e mestre em AdministraçãoFórum do café Leilões pela Universidade Federal de Lavras, a qual aborda pontos relativosLinks do café à realização ou não do regime de drawback pelo Brasil. MercadoNotícias on-line Política CafeeiraSemana do café Política do Café sem o Leite PreçosO CAFEZAL Café-com-leite, além de ser a bebida preferida das crianças em Resoluções idade escolar, também já foi título de um período importante da TempoArtigos e projetos política brasileira, onde o recém Estado Republicano BrasileiroColheita forjava-se a partir da intercalação no posto presidencial de cidadãosDica da semana natos em Minas Gerais e São Paulo. E nesse florescer político queDoenças culminou com o período Modernista Brasileiro, a economia cafeeiraEstratégias foi se consolidando como magna atora do desenvolvimento econômico social, que atravessou todo o século passado e permeouImplantação no século XXI.PragasPreparo Essa mesma história, que ao longo do tempo foi se tornando umRegiões cafeeiras pouco ofuscada pela diversificação da pauta agropecuária nacional,Tratos culturais conduziu a cafeicultura brasileira ao atual momento, onde se deparaSABOR CAFÉ com uma importante discussão que pode mudar a compreensão sobre a atual estrutura administrativa de parte dessa cadeiaCafeterias produtiva devido à globalização e à liberalização da economia: aCuriosidades questão do drawback.HistóriaLivros Precedendo a discussão sobre a temática, é preciso ponderar sobreReceitas uma questão capital que diz respeito à opção estratégica que aSOBRE O SITE governança institucional do agronegócio café fará no sentido do delineamento da interface da cafeicultura brasileira com o mundo,Assinatura que é “como o agronegócio café brasileiro quer ser conhecido”:Contato Como maior país produtor? Como maior país consumidor? ComoConteúdo maior exportador de solúvel? Como maior exportador de café torrado em grão e ou moído (T&M)? Como maior exportador de know-how? Como um país de muitas origens de café e muitos sabores? Afirma-se que a cafeicultura brasileira tem vocação para liderar em todos esses segmentos, contudo, é certo que, para que tal liderança mundial seja alcançada, sacrifícios serão imprescindíveis. Não considerando aqui a máquina política brasileira, que engessa o desenvolvimento econômico do país, é correto afirmar que, para que o drawback seja utilizado como insumo estratégico para a alavancagem do market share brasileiro no mercado global de cafés industrializados, solúveis ou T&M, o agronegócio café brasileiro terá de cortar na própria carne, à montante e à jusante da porteira. Por exemplo: baixa capacidade de investimento, incompetência à jusante e à montante da porteira, falta de profissionalismo, baixa competitividade, inexistência de vantagens comparativas e competitivas não são aspectos tolerados em nenhum país do mundo que tem obtido sucesso nas suas práticas comerciais em nível global. Isso vale para a cafeicultura nacional com ou sem drawback. É preciso ponderar que o anseio e a convergência de esforços dahttp://www.coffeebreak.com.br/assinantes/edic-not.asp?ID=1883&NT=11 18/10/2007
  • 2. Café - Informativo Coffee Break Page 2 of 3 cadeia produtiva, nos últimos 16 anos, rumo ao desenvolvimento do mercado consumidor de cafés diferenciados contribuiu, sobremaneira, para a atração de redes mundiais, como a Starbucks para o mercado nacional. E é aí que, talvez, more o perigo: o deslumbre com a possibilidade de existir uma Starbucks em cada cidade do país, impactando positivamente na elevação do consumo per capita de café no mercado interno, talvez tenha levado os agentes a não perceberem que a rede, tal como o McDonald’s, tem um portfólio padrão mundial de produtos a oferecer. O Brasil, por enquanto, não tem como religião dominante o hinduísmo, que conduziu a maior rede mundial de fast-food a mudar o cardápio, como fez na Índia, oferecendo hambúrguer de carne de ovelha. Regras são regras e estas somente são quebradas se o mercado consumidor exigir. Se isso não fosse verdade, a Cafeera, cafeteria de propriedade do grupo Ipanema Coffees e que é fornecedora de grãos da Stabucks, teria se multiplicado pelo nosso território dada a sua concepção de negócio. Mas, como todos aqueles envolvidos no agronegócio sabem, a estratégia de expansão da companhia brasileira foi suspensa em detrimento de contrato com a multinacional. Isso permite concluir que, se a caneta em Brasília não colaborar, a importação de grãos dar-se-á por vontade do consumidor brasileiro, bem informado e cosmopolita, que conhece a ampla carta de cafés da rede mundial (a Starbucks), oferecida em outros rincões do mundo. Qualquer pessoa que leu “Dedique-se de Coração”, ama a marca. Se a cafeicultura brasileira não está pronta para o drawback, porque ela então estaria pronta para participar da comunidade que subscreve o Código Comum para a Comunidade Cafeeira? Se ela (a cafeicultura) está pronta para participar de um programa global de sustentabilidade da cafeicultura mundial, tem que estar pronta, também, para concorrer com produtores de qualquer parte do mundo. Trazer cafés de outras partes do mundo, agregar valor com a industrialização e reexportar esse produto significa criar vantagens competitivas no país, tanto em termos de redução de custos, em função da possibilidade de aquisição de matérias-primas de qualquer parte do mundo, quanto em termos de atender os desejos de consumo de consumidores de qualquer país, inclusive o nosso. Não é a busca pela similaridade com o mercado de vinhos que o agronegócio sempre almejou? Do ponto de vista de quem compra, não tem nada de mais: a pluralidade de aromas e sabores faz parte do mundo gastronômico. A questão muda de figura quando se acessa a arena da política internacional. A introdução de uma barreira técnica, como, nesse caso, uma barreira fitossanitária, é um trunfo importante no que tange à demonstração de poder de barganha na mesa de negociação com outros países, que têm interesse em estabelecer relações comerciais com o nosso mercado. No caso do café, todos os países produtores, incluindo o Brasil, são subdesenvolvidos. Então, a negociação não gera benesse algum, exceto se ela impactar de alguma maneira na forma de aquisição de cafés no mercado spot por parte da indústria e dos traders. Clientes de qualquer parte do mundo e do Brasil, poderão, caso o drawback seja instituído, adquirir cafés também de qualquer parte do mundo, inclusive brasileiro, por meio de empresas sediadas em nosso território, desde que entendam que tal modelo de comércio éhttp://www.coffeebreak.com.br/assinantes/edic-not.asp?ID=1883&NT=11 18/10/2007
  • 3. Café - Informativo Coffee Break Page 3 of 3 competitivo e lucrativo para eles mesmos. Se o produtor local, nessas condições, tiver capacidade de oferta no preço estabelecido pelo mercado, vende. Se não, perde dinheiro. Barreira técnica é importante para se evitar a entrada de pragas e doenças não existentes nos cafezais nacionais, contudo, a preocupação a ser discutida, no momento, são as estruturas de contrato a serem utilizados em um novo contexto do mercado que, praticamente, está à porta. Com a Starbucks, mais o marketing do café, mais a crescente disponibilização de informações sobre o produto, o consumidor, o local de produção e a nacionalidade serão apenas detalhes importantes no design das preferências pessoais em relação àquele velho companheiro do leite, em nossas cotidianas refeições matinais: o amado cafezinho. Menu desta edição Última edição Preparar para Imprimir HOME PAGE INFORMATIVO COFFEE NEWS O CAFEZAL SABOR CAFÉ SOBRE O SITE FÓRUM DO CAFÉ Coffee Break - Editado por Textuando Editora - Rua Sargento Wilson Abel de Oliveira, nº 42, sala 21, Caixa Postal nº 5 - Garça (SP) - CEP 17400-000 Fone/fax: (14) 3406-3305 - E-mail: coffeebreak@coffeebreak.com.br - Editor e Web Master: Vanderley Sampaio (Mtb nº 27.413-DRT-SP) Colaboração: Paulo André C. Kawasaki (Mtb nº 43.776-DRT-SP) - Web Designer: Andréa Carolina Batista e Marcos Alves de Souza.http://www.coffeebreak.com.br/assinantes/edic-not.asp?ID=1883&NT=11 18/10/2007

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