E STA D O D E M I N A S ● S E G U N D A - F E I R A , 2 7 D E A G O S T O D E 2 0 0 7 ...
of 1

Política internacional e cafeicultura

Artigo publicado no jornal O Estado de Minas em 27 de agosto de 2007.
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Business      Travel      Technology      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Política internacional e cafeicultura

  • 1. E STA D O D E M I N A S ● S E G U N D A - F E I R A , 2 7 D E A G O S T O D E 2 0 0 7 E STA D O D E M I N A S ● S E G U N D A - F E I R A , 2 7 D E A G O S T O D E 2 0 0 7 2 AGROPECUÁRIO AGROPECUÁRIO 11 ARTIGO SEGURO RURAL BIBLIOTECA DO CAMPOPolítica internacional e cafeicultura Tomate e Cobertura atinge 8% das terras FERNANDO SOUZA/ESPECIAL PARA O EM - 14/4/05 MARA LUIZA GONÇALVES FREITAS* SÉRGIO MORAES/REUTERS - 9/8/05 cenoura A contratação do seguro ru- ral para as lavouras que são for- sultado da maior oferta de recur- sos para subvenção: R$ 100 mi- madas no período agrícola co- lhões este ano contra R$ 31,1 mi- REPRODUÇÃO DA INTERNET/WWW.CNPH.EMBRAPA.BR - 22/8/07 Os prognósticos mais pessimistas nhecido como safra de verão (ar- lhões liberados no ano passado. Aafirmam que o grande gargalo da cafei- roz, feijão, milho, soja, algodão expectativa é de que 70 mil apó-cultura brasileira nos próximos 100 etc.) começou este mês com lices sejam contratadas, ante 21,8anos está relacionado às mudanças cli- perspectivas de crescimento. Na contratos em 2006. “Como a áreamáticas do planeta. Contudo, creio que avaliação de Welington Soares de ocupada com agricultura tempo-o gargalo, ou melhor, os gargalos, para Almeida, diretor do Departa- rária e permanente é de 63 mi-o agronegócio café, nas próximas duas mento de Gestão de Risco Rural lhões de hectares, cerca de 8% dadécadas, centram-se em três aspectos O site da Embrapa (Deger), da Secretaria de Política área cultivada deverá ser cobertadeterminantes: as condições macroeco- Hortaliças (Brasília-DF) Agrícola, do Ministério da Agri- pelo seguro rural privado nestenômicas brasileiras, a intensificação dos na internet tem duas cultura, 2007 deverá ser um mar- ano”, comentou Almeida.acordos multilaterais e a emergência do novas publicações dis- co na consolidação do seguro ru- Estão habilitadas para ope-continente africano como fronteira poníveis para os inte- ral no Brasil, já que a capacidade rar no Programa de Subvençãoagrícola no médio prazo, impulsionada ressados em aumentar de contratações foi triplicada. ao Prêmio do Seguro Ruralpor investimento asiático. seus conhecimentos so- Ele estima que será possível (PSPSR), em 2007, as segurado- É visível que no atendimento a con- bre produção de tomate fazer seguro rural para 5 milhões ras AGF Seguros, Aliança doceitos como sustentabilidade, rastreabi- para processamento e de hectares na safra 2007/08, que Brasil, Mapfre Seguradora, No-lidade e segurança do alimento, os cenoura. O boletim de começa a ser cultivada em se- bre Seguradora e Seguradoramembros do agronegócio café brasilei- pesquisa e desenvolvi- tembro. No ano passado, a área Brasileira Rural. O Deger estáro estão à frente, em razão das exigên- mento Efeito da época coberta foi de 1,5 milhão de hec- analisando ainda o pedido decias do mercado internacional. A con- de suspensão da irriga- tares para 46,16 milhões de hec- habilitação de mais duas segu-vergência com o Codex Alimentarius ção na produção e qua- tares cultivados. O aumento é re- radoras: Porto Seguro e Itaú XL. Plantação de arroz, uma das culturas beneficiadas pelo seguroem todo o seu aparato legal relaciona- lidade de frutos de to-do à saúde e à agricultura e respectiva mate para processa- AGROOPORTUNIDADEScapacidade de inovação na criação de Das 1,2 mil torrefações brasileiras atualmente em funcionamento, somente 10 têm perfil para competição internacional mento traz informa-sistemas de certificação de fronteira, co- ções detalhadas sobremo o Programa de Qualidade do Café um estudo que avaliouda Associação Brasileira da Indústria de bases do agronegócio café, para uma mente 10 têm perfil para competição in- nente, (c) que a produção de cafés com o efeito da época de sus-Café (PQC Abic) e a Indicação Geográfi- massiva abertura de mercado. Falo aqui ternacional e somente uma, de capital irrigação começa a atingir o seu ápice pensão das irrigaçõesca Café do Cerrado, consolidam a per- de pequenos e médios produtores e in- nacional, está entre os 10 maiores em- dentro de no máximo quatro anos de- por aspersão na produ-cepção de que vocacionados estamos dustriais, com limite de capitais de giro preendimentos torrefadores do mundo. pois do plantio e (d) que a África possui ção, qualidade de frutos ADUBOS GIR LEITEIRO MUDAS DE CANApara a produção da qualidade tecnica- e investimento principalmente. Ressalta-se que entre esse grupo de 10 mão-obra barata e abundante, final- e uso de água do toma- FORRAGEIRAmente e mercadologicamente adequa- Se a Área de Livre Comércio das empresas, duas organizações são multi- mente, depois de quase três séculos de teiro para processa-das. O país atualmente é uma das na- Américas tivesse saído do papel cinco nacionais. Isso quer dizer que abertura liderança, o Brasil pode realmente estar mento nas condiçõesções selecionadas pela Organização In- anos atrás, certamente, não mais com- de mercado para esse segmento é letal, diante de um gigante adormecido na do Cerrado do Planalto ADUBOS FERTISOLOternacional do Café (OIC) para testar a praríamos café processado por indús- porque em 10 anos, num ambiente de produção de café, capaz de levá-lo a Central. A publicação Da fábrica para o consumidor:metodologia do Código Comum para a trias nacionais, presas a defasagem do alta competição, mantidas as condições bancarrota pela superação de suas van- contém os principais re- Temos também: Uréia pecuária, Defensivos Agricolas, Sementes de Milho, sultados dessa pesquisa,Comunidade Cafeeira (4C): 500 mil sa- aparato legal que coordena o país e da econômicas de hoje, não mais que 10 tagens competitivas e comparativas. em linguagem técnico- Sorgo e Forrageiras Peletizadas.cas já foram colhidas nesta safra sob a burocracia que engessa a possibilidade torrefações nacionais têm condições de Esses são prognósticos bastante alar-égide desse procedimento. de uso de mecanismos que ampliem a sobreviver. Como conseqüência, perece mantes, mas factíveis, principalmente de- científica, e pode ser Promoção da Semana: Sulfato de Amônia. Sc 50 Kg R$28,50 Contudo, essa sólida construção po- agressividade empresarial, tal como o a produção de café que depende do bom pois da decodificação do genoma do café uma boa fonte de infor- Fone: (31) 3592-0393de não ser suficiente frente a questões drawback hoje. Compraríamos grandes funcionamento do segmento torrefador e o domínio das técnicas de melhoria ge- mação para estudantes,que não dependem de segmentos em- volumes de café canadense e estaduni- brasileiro para sobreviver, considerando nética dos cafeeiros, consolidada por gê- técnicos e pesquisado-presariais nacionais: dependem funda- dense e quiçá, mexicano e colombiano, que o perfil predominante de produto- nios brasileiros no último século 20. res. Já a circular técnicamentalmente da vontade do Estado, que há muito já aproveitam a vocação res são pequenos e médios, uma parcela Finalizando, é válido lembrar que Irrigação da cultura daque delibera e coordena de maneira so- natural do continente americano em significativa deles não está organizada com a ciência e com capital abundante, cenoura aborda, em lin- MUDASberana, o modus vivendi do cidadão e produzir cafés de altíssima qualidade, em cooperativas; portanto não têm vo- a juros baratos, tudo se faz. Ressalta-se guagem simplificada, TOUROS SEMENTESdos empreendimentos. E o Estado, nes- inclusive do Brasil. Mas se ela, a Alca, lume para a exportação e o mercado in- também que no que tange à tradição todas as principaisse sentido, tem demonstrado total inge- consolidar-se, por exemplo, num espa- terno responde atualmente pelo proces- oriental, a superação dos melhores é questões sobre esse as-rência na defesa dos interesses dos seg- ço de duas décadas, a contar de hoje, cer- samento e consumo de 51% da produ- uma regra historicamente construída. E sunto. Os interessadosmentos economicamente ativos: a co- tamente nem matéria-prima brasileira ção nacional de café. a história é uma relatora implacável: vão conhecer as princi-meçar pela falta de infra-estrutura dos será possível consumir por aqui. Mes- Com o crescimento geométrico da basta lembrar que a cafeicultura no cer- pais características, van-aeroportos nacionais e a malha viária mo que o mercado brasileiro torne-se lí- população asiática, especialmente a chi- rado mineiro existe hoje por que um tagens e desvantagensdepauperada, observa-se na política der mundial no consumo per capi- nesa e indiana, empresários dessas eco- dia caiu uma geada negra no Oeste pa- dos sistemas de irriga-cambial uma de nossas inúmeras vul- ta/ano, importar será um procedimen- nomias emergentes têm adquirido as ranaense em 1975. Conduzir o rumo da ção por aspersão, gote-nerabilidades. Ao mesmo tempo, a falta to atrativo para o varejo e os segmentos baratas e férteis terras existentes em to- escrita, portanto, é uma atribuição pre- jamento e por sulco.de pressa dos segmentos públicos é de- cervejeiro, de pastifícios e tecelagem do o continente africano, para a produ- sente de todos.salentadora e desestimulante, quando têm muito a nos contar sobre suas ex- ção de alimentos. Considerando que * O interessado pode acessar, imprimirpercebida da perspectiva profissional. periências ao longo dos anos 1990. possuímos (a) condições climáticas si- * Pesquisadora, especialista em cafeicultura ou baixar gratuitamente essas e outras publicações da Embrapa HortaliçasNão há choque de gestão visível e prati- Das 1,2 mil torrefações brasileiras milares, (b) que tanto o arábica quanto o empresarial e mestre em administração lançadas desde 2004, no endereçocado, capaz de preparar, pelo menos as atualmente em funcionamento, so- conillon são originários daquele conti- contato@maracafe.adm.br www.cnph.embrapa.br

Related Documents