“O AntigO Regime PORtUgUÊS:Um Regime De COntRASteS e mUDAnÇAS”.
D. Luiz da cunha – Tomo a liberdade de me pôr com a mais humildee reverente submissão aos seus reais pés, e lembrando-lhe ...
D. José I – Estou certo disso, D. Luiz, mas o que aconselhais vós?D. Luiz da Cunha – Deixo à consideração dos vossos minis...
QUAl A SitUAÇãO DePORtUgAl nA 1ª metADe DO SéCUlO XViii?
Nos finais do século XVII, chegaram a Portugal asprimeiras remessas de ouro provenientes do Brasil.
Na 1ª metade do século XVIII, no reinado de D. João V(1706-1750), ocorreu o período de maior afluxo de ourodo Brasil para ...
Permitiu:Sustento de uma corte faustosa (luxuosa)Proteção das artes e das letras;Construiu grandes monumentos: Palácio deM...
Aqueduto das Águas Livres Convento de Mafra
Evolução das Remessas do Ouro BrasileiroO Tratado de Methuen (1703) e a abundância do ourobrasileiro, na 1ª metade do sécu...
D. JOSÉ I 0 REFORMADORREINADO: 1750-1777
No reinado de D. José I teve quatro fases : 1ª fase: 1750-1755 – Consolidação do poder; reforço da posição de Sebastião de...
SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO CONDE DE OEIRAS (1759) MARQUÊS (1769) MARQUÊS DE POMBAL
COmO Se CARACteRizA AeCOnOmiA PORtUgUeSA nA 2ª metADe DO SéCUlO XViii?
Acho absolutamente necessário reunir todo ocomércio deste reino e das suas colónias emCompanhias e então todos os mercador...
O Fomento da IndústriaCom o ano de 1770, começou um períododitoso de oito anos incompletos que foi oséculo de ouro da noss...
Numa 1ª fase, o Marquês de Pombal, procurou criargrandes Companhias comerciais que detivessem omonopólio do comércio colon...
Numa 2ª fase, o Marquês de Pombal, desenvolveuum intenso programa manufatureiro, através demedidas proteccionistas que pre...
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O governo monárquico é aquele em que osupremo poder reside todo inteiramente napessoa de um só homem, o qual, ainda que se...
O Despotismo Esclarecido baseava-se nos seguintesprincípios:Reforço do poder absoluto do rei que, regendo-se pela razão de...
O Marquês de Pombal para implantar o DESPOTISMO ESCLARECIDO teve de reforçar o aparelho do Estado com novos órgãos da admi...
QUe mUDAnÇAS OCORReRAm nA SOCieDADe PORtUgUeSA nOtemPO DO mARQUÊS De POmbAl?
Pombal começou por afastar os Jesuítas do seu lugar deconfessores da família real. Quando o Papa protestou, Pombalameaçou ...
O ataque à nobreza começou em 1758, quando foi anunciado que orei estava indisposto e que a rainha assumiria a regência.Un...
Decapitaçãoda Marquesade Távora. Cena de execução dos sentenciados (1759) acusados de terem participado ...
O Marquês de Pombal procurou criar uma novasociedade, de acordo com os ideais dodespotismo esclarecido.Abateu a Nobreza tr...
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PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME Uma sociedade em evolução1ª metade do séc...
PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME Uma sociedade em evolução1ª metade do...
Política económica - século XVIII
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Política económica - século XVIII

A economia portuguesa durante o século XVIII
Published on: Mar 4, 2016
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Transcripts - Política económica - século XVIII

  • 1. “O AntigO Regime PORtUgUÊS:Um Regime De COntRASteS e mUDAnÇAS”.
  • 2. D. Luiz da cunha – Tomo a liberdade de me pôr com a mais humildee reverente submissão aos seus reais pés, e lembrando-lhe que souo mais antigo ministro que o senhor rei D. Pedro, heróico avô deVossa Alteza no ano de 1600 tirou da casa da Suplicação para oservir no Ministério Estrangeiro; e assim me aproveito Vossa Alteza,com a felicidade que lhe desejo, as rédeas do governo dos seusreinos e dilatados conquistas, para o bem dos seus fiéis vassalos, lhedar alguns conselhos.D. José I – E o que me aconselhas tu, D. Luiz.D. Luiz da cunha – Como sabeis, é certo os grandes danos que oTratado assinado entre nós e a Inglaterra nos trouxe; foi apermissão dada aos ingleses para meterem em Portugal os seuslanifícios, principalmente, os panos, até então as nossasmanufacturas iam-se aperfeiçoando. Não há dúvida que a extraçãodos nossos vinhos cresceu, contudo esta grande exportação devinhos não é tão útil como se imagina, porque os particularesconverteram em vinhas as terras de pão, tirando assim delas maiorlucro, mas em desconto a generalidade padece maior falta de trigo.
  • 3. D. José I – Estou certo disso, D. Luiz, mas o que aconselhais vós?D. Luiz da Cunha – Deixo à consideração dos vossos ministros fazerrenovar a pragmática do Senhor rei D. Pedro, proibindo a entrada detodas as fazendas que contribuíram ao luxo, e que em Lisboa nãorodem coches que não sejam feitos no país.Quem nos impede a nós de que se façam as lãs e as sedas quevêm de Inglaterra, da França e da Holanda. pois já a tivemos e searruinaram pelas razões que Vossa Alteza conhece.D. José I – O que propões?D. Luiz da Cunha – Convirá que se proiba com rigorosas penas asaída de lãs de Portugal. E é necessário, também, que seintroduzam as manufacturas, novamente, no reino e é precisoentender que estas no princípio se podem fazer logo tão perfeitascomo as estrangeiras, nem vender pelos mesmos preços; mas nãoimporta que sejam mais caras, pois os particulares ao compraremmais caro o que se fabrica no reino, quando nele fica o dinheiro,que deve ser sempre o principal objectivo.
  • 4. QUAl A SitUAÇãO DePORtUgAl nA 1ª metADe DO SéCUlO XViii?
  • 5. Nos finais do século XVII, chegaram a Portugal asprimeiras remessas de ouro provenientes do Brasil.
  • 6. Na 1ª metade do século XVIII, no reinado de D. João V(1706-1750), ocorreu o período de maior afluxo de ourodo Brasil para os cofres do Estado.
  • 7. Permitiu:Sustento de uma corte faustosa (luxuosa)Proteção das artes e das letras;Construiu grandes monumentos: Palácio deMafra, Aqueduto das Águas Livres de Lisboa,Palácios Igrejas e Conventos.
  • 8. Aqueduto das Águas Livres Convento de Mafra
  • 9. Evolução das Remessas do Ouro BrasileiroO Tratado de Methuen (1703) e a abundância do ourobrasileiro, na 1ª metade do século XVIII, contribuírampara a falência das primeiras medidas mercantilistas emPortugal, iniciadas no reinado de D. Pedro II.
  • 10. D. JOSÉ I 0 REFORMADORREINADO: 1750-1777
  • 11. No reinado de D. José I teve quatro fases : 1ª fase: 1750-1755 – Consolidação do poder; reforço da posição de Sebastião de Carvalho e Melo. 2ª fase: 1755-1764 – Reconstrução da cidade de Lisboa; submissão das ordens privilegiadas; reformas. 3ª fase: 1764-1770 – Crise económica. 4ª fase: 1770-1777 – Fomento manufactureiro e ultramarino.
  • 12. SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO CONDE DE OEIRAS (1759) MARQUÊS (1769) MARQUÊS DE POMBAL
  • 13. COmO Se CARACteRizA AeCOnOmiA PORtUgUeSA nA 2ª metADe DO SéCUlO XViii?
  • 14. Acho absolutamente necessário reunir todo ocomércio deste reino e das suas colónias emCompanhias e então todos os mercadores serãoobrigados a entrar nelas ou então a desistir decomerciar, por que posso assegurar-lhes comtoda a certeza que conheço melhor do que elesos seus interesses. Marquês de Pombal, 1756, cit. Por C.R. Boxer, em Império Colonial Português, Lisboa, Edições 70, 1977.
  • 15. O Fomento da IndústriaCom o ano de 1770, começou um períododitoso de oito anos incompletos que foi oséculo de ouro da nossa indústria eprincipalmente das manufacturas de seda emLisboa e na província, em que se deu oaumento da produção com proporcionadoconsumo, o aperfeiçoamento demanufacturas, a introdução de algumas queanteriormente se não fabricavam, omelhoramento do método de dar goma elustro aos tecidos, o desenvolvimento daplantação de amoreiras e da criação de sirgo(bicho-da-seda). Acúrsio das Neves, Cit. In J. Borges de Macedo, Problemas da História da Indústria Portuguesa no Século XVIII (adaptado).
  • 16. Numa 1ª fase, o Marquês de Pombal, procurou criargrandes Companhias comerciais que detivessem omonopólio do comércio colonial: Companhia do Grão-Pará e Maranhão (1755) Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (1756) Companhia de Pernambuco e Paraíba (1759) Companhia da Ásia para o comércio com o Oriente.
  • 17. Numa 2ª fase, o Marquês de Pombal, desenvolveuum intenso programa manufatureiro, através demedidas proteccionistas que pretendiam relançar aprodução nacional:Criação e renovação de muitas manufacturasConcessão de subsídios e privilégios (isenção deimpostos, exclusivo da produção)Recrutamento de técnicos estrangeiros para melhorara produção.
  • 18. em QUe COnSiStiU ODeSPOtiSmO eSClAReCiDO?
  • 19. O governo monárquico é aquele em que osupremo poder reside todo inteiramente napessoa de um só homem, o qual, ainda que sedeva conduzir pela razão, não reconhecendooutro poder superior que não seja o mesmoDeus. Sebastião José de Carvalho e Melo, Cartas e outras obrasselectas do Marquês de Pombal, Lisboa, Typographia D. Marques Leão, 1823.
  • 20. O Despotismo Esclarecido baseava-se nos seguintesprincípios:Reforço do poder absoluto do rei que, regendo-se pela razão deviagovernar em prol do progresso e bem-estar do reino;Criação de uma nova nobreza, educada de acordo com osnovos ideais, e de uma burguesia mais poderosa;Combate a desigualdades sociais (abolição de certos privilégios,promoção de alguns estratos sociais).
  • 21. O Marquês de Pombal para implantar o DESPOTISMO ESCLARECIDO teve de reforçar o aparelho do Estado com novos órgãos da administração pública:Erário Régio (1761) uma espécie de Ministério das Finanças,Real Mesa Censória (1758) para vigiar as publicações.Junta do Comércio (1755) para controlar a actividade comerciale subsidiar a indústria.Intendência Geral da Polícia (1760) cujo objectivo era “mantera segurança e tranquilidade pública”.
  • 22. QUe mUDAnÇAS OCORReRAm nA SOCieDADe PORtUgUeSA nOtemPO DO mARQUÊS De POmbAl?
  • 23. Pombal começou por afastar os Jesuítas do seu lugar deconfessores da família real. Quando o Papa protestou, Pombalameaçou cortar todas as relações com o Vaticano e criar umaigreja nacional, segundo um modelo semiprotestante. Aperseguição aos Jesuítas foi aumentando até que os seusmosteiros e colégios foram encerrados, as suas possessões nascolónias confiscadas e todos os seus padres acabaram por serexpulsos do território português. David Birmingham, História de Portugal,Uma Perspectiva Mundial, Terramar, 1998.
  • 24. O ataque à nobreza começou em 1758, quando foi anunciado que orei estava indisposto e que a rainha assumiria a regência.Uns meses mais tarde, a indisposição do rei foi apresentada aopúblico pela propaganda do governo com o resultado de umaconspiração para o assassinar, levada a cabo por aristrocatas (…).Pombal dirigiu a sua vingança, em primeiro lugar, contra o duque deAveiro, cujo palácio foi queimado (…).Em seguida, virou-se para a família Távora (…)Quebraram-lhe os ossos na roda, ao estilo medieval, enquanto amarquesa de Távora foi obrigada a assistir à execução dos própriosfilhos (…). Quando o terror se espalhou, mil ou mais supostosinimigos do rei e do seu ministro foram encarcerados emmasmorras. David Birmingham, História de Portugal, Uma Perspectiva Mundial, Terramar, 1998.
  • 25. Decapitaçãoda Marquesade Távora. Cena de execução dos sentenciados (1759) acusados de terem participado no atentado a D. José.
  • 26. O Marquês de Pombal procurou criar uma novasociedade, de acordo com os ideais dodespotismo esclarecido.Abateu a Nobreza tradicional e os JesuítasPromoveu socialmente um Burguesia enriquecida com ocomércio metropolitano e ultramarinoProcurou estabelecer uma sociedade mais nivelada, pondotermo a certos privilégios e desigualdades – acabou com adistinção entre cristão-novo e cristão- velho.
  • 27. SÍNTESE PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME UMA ECONOMIA COM DIVERSAS ORIENTAÇÕES1703- 1753-1759 1769-1776 Criação de Fomento
  • 28. SÍNTESE PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME UMA ECONOMIA COM DIVERSAS ORIENTAÇÕES1703- Tratado de 1753-1759 1769-1776Methuen (subordinação Criação deda economia nacional Fomento das companhiasaos interesses ingleses manufacturas comerciais privilegiadas e protegidas por Pombal
  • 29. PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME Uma politica centralizadora e absolutista mas tendente à modernização do EstadoD. João V D. José I (1750-1777)(1706-1750) ReforçoGoverno Governo ao serviçoCorte
  • 30. PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME Uma politica centralizadora e absolutista mas tendente à modernização do EstadoD. João V D. José I (1750-1777)(1706-1750) Reforço do poder e da autoridade daGoverno absolutista CoroaCorte luxuosa e de Governo ao serviço do progresso e dogrande ostentação bem-estar do Reino (despotismo esclarecido ou iluminado)
  • 31. PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME Uma sociedade em evolução1ª metade do séc. XVIII Alto clero e grande Favorecimento de uma elite social nobreza Quebra definitiva dos poderes e da importância Grande burguesia
  • 32. PORTUGAL NO SÉCULO XVIII ANTIGO REGIME Uma sociedade em evolução1ª metade do séc. XVIII Favorecimento de uma elite social Alto clero e grande esclarecida (burguesianobreza favorecido pela pombalina/nobreza culta) coroa Quebra definitiva dos poderes e da Grande burguesia importância do clero e da nobreza enriquecida com os tradicionais (submissão total à coroa) negócios do ouro do Brasil