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Referências bibliográficas: GADOTTI, Moacir. “A C...
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Abordagem crítica da V Conferência Internacional de Educação de Adultos

Apresentação realizada no âmbito da unidade curricular (UC) "Políticas de Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida do Mestrado em Ciências da Educação - Área de Especialização em Educação de Adultos (edição 2010/2011) da Universidade do Minho. Docente a UC - o professor Doutor Licínio C. Lima Grupo de trabalho: Glória Oliveira; Miguel Martins e Rosa Hurtado
Published on: Mar 4, 2016
Published in: Education      
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Abordagem crítica da V Conferência Internacional de Educação de Adultos

  • 1. Uma abordagem crítica da V Conferência Internacional de Educação de Adultos realizada em Hamburgo, entre 14 e 18 Julho de 1997, intitulada Aprendizagem de Adultos: Uma Chave para o séc. XXI os números | a geografia | os documentos | os temas o contexto | os objectivos | as implicações Políticas de Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida | Mestrado de Educação de Adultos 1º ano, 1º Semestre – 2010/2011 Docente: Licínio Lima Grupo de Trabalho: Glória Oliveira | Miguel Martins | Rosa Hurtado
  • 2. os NÚMEROS: Estados Membros 129 Estados 727 (50 ONG’s) políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 Membros Associados 2 Estados 5 Estados Não Membros 3 Estados (Santa Sé, EUA, Palestina) 15 7 Organizações Organizações das Nações Unidas (FAO, OIT, ONUSIDA, UNICEF, PNUD, FN 11 UAP, OMS) Observadores do Sistema das Nações Banco Mundial 3 Unidas Organizações Intergovernamentais 7 Organizações (CE, OCDE, etc.) 21 Organizações Não Governamentais 294 ONG 667 Consultores Externos UNESCO 8 1457 Participantes ONG’s sem direito a voto; importância na preparação dos documentos regionais, na elaboração do documento final da conferência e também no Agenda-Setting; mobilização através de Redes, Fóruns e Movimentos. Destaque1 para o International Council of Adult Education (ICAE).
  • 3. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 as GEOGRAFIAS: Estados Membros Presentes Estados Não Membros Presentes2 Estados Ausentes
  • 4. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 os DOCUMENTOS: Dois grandes documentos produzidos no âmbito da Confintea V:  Declaração de Hamburgo  Agenda para o Futuro Distribuição em várias línguas: Inicialmente em Inglês, Francês, Castelhano, Chinês, Árabe e Russo. Posteriormente em Catalão, Dinamarquês, Estoniano, Finlandês, Alemão, Grego, Hebreu, Húngaro, Japonês, Lituano, Norueguês, Português, Esloveno, Suaíli, Sueco, Tailandês e Xhosa3
  • 5. os TEMAS: Dez temas (estruturação dos debates) políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 1. Educação de adultos e democracia: o desafio do séc. XXI 2. Melhorar as condições e qualidade da educação de adultos 3. Garantir o direito universal à alfabetização e educação básica 4. Educação de adulto, igualdade e equidade entre homens e mulheres e a autonomia da mulher 5. Educação de adultos e a mutação no mundo do trabalho 6. Educação de adultos em relação com o meio ambiente, a saúde e a população 7. Educação de adultos, cultura, meios de comunicação e novas tecnologias de informação 8. Educação de adultos para todos: os direitos e aspirações dos diferentes grupos (idosos, migrantes e nómadas, refugiados, deficientes e populações prisionais)4 9. Aspectos económicos da educação de adultos 10. Fomentar a cooperação e a solidariedade internacionais
  • 6. o CONTEXTO:  Impacto da globalização e das novas tecnologias (novos fenómenos) em conjugação com problemas já existentes e factores demográficos; políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011  Criação de novas condições de desigualdade e violência;  Influências sobre a questão da pobreza, literacia, democracia, género e saúde e ambiente. Mensagem Central da CONFINTEA V “De forma alguma poderemos lidar com os riscos globais, sejam riscos ecológicos, riscos para a saúde, crises económicas, ou perigos culturais tais como o racismo, sem uma cidadania activa e informada. Os cidadãos precisam agora de melhorar as suas capacidades para tomar iniciativas e de adquirir novas competências. Não poderemos esperar que as crianças de agora se tornem adultos. Levaria 30 anos. É demasiado tempo. É necessário providenciar oportunidades de aprendizagem para a presente geração de homens e mulheres. A aprendizagem dos adultos tornou-se uma questão central. Tornou-se claro que a capacidade de aprendizagem dos seres humanos, a descoberta do potencial humano e a oportunidade de continuar a aprendizagem ao longo de toda a vida são tarefas centrais na definição do novo século e do novo milénio. A autonomia, a criatividade e a auto-expressão de todos os cidadãos não são apenas os objectivos mas também as condições de democracia (Declaração 1-2;5 Agenda para o Futuro 2, 4, 9, 11, 12, 14)” (Relatório de Acompanhamento da CONFINTEA V 1999)
  • 7. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 os OBJECTIVOS :  Foco na interculturalidade e transversalidade. Necessidade de diferenciar as carências específicas das mulheres, das comunidades indígenas, dos grupos minoritários ou em situação de exclusão.  Educação de Adultos como promotora da participação cívica, da democracia e da justiça social, do trabalho e da empregabilidade; do desenvolvimento sustentável; da satisfação das necessidades individuais e societais.6
  • 8. os OBJECTIVOS :  Diferentes concepções de Educação de Adultos (diversidade de políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 experiências e necessidades); Concepção alargada;  Reconhecimento e afirmação da Educação de Adultos como um processo permanente de aprendizagem do adulto (em contextos formais, não-formais e informais): desenvolvimento de habilidades; enriquecimento de conhecimentos; aperfeiçoamento das qualificações técnicas e profissionais. Reconhecimento das aprendizagens experienciais;  Conceptualização da Educação de Adultos como modalidade da educação básica;  Destaque para o papel, formação e postura do Educador de Adultos; (Agenda 20);7
  • 9. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 os OBJECTIVOS :  Assunção do carácter público da Educação de Adultos - Papel do Estado como provedor, consultor, financiador (monitorização e avaliação);  Articulação do Estado com a Sociedade Civil - estabelecimento de parcerias e aumento da participação na EA. Fortalecimento da Sociedade Civil;  Premência da territorialização da Educação de Adultos (importância da articulação de acções locais);8
  • 10. os OBJECTIVOS :  Perspectivas Regionais (Diferentes conceitos e contextos); políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011  Diferenciação de conceitos Literacia, Numeracia, Aprendizagem de Adultos, ALV e EA: entendimento diverso segundo a região Países industrializados: Definição operacional de ALV | Objectivo: Aperfeiçoar a Sociedade do Conhecimento | Prioridades: Formação Profissional/treino de recursos humanos, uso de TIC. Países em Vias de Desenvolvimento: Educação Básica para todos – Alfabetização | Escassa preocupação com ALV; (Desconfiança de algumas estruturas governamentais; Dispersão de responsabilidades; Falta de coordenação)9
  • 11. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 os OBJECTIVOS :  Criação de uma agenda própria. Sistematização e difusão de experiências relevantes. O papel dos meios de comunicação social e das TIC;  Desenvolvimento de mecanismos de acompanhamento com duplo objectivo: avaliação dos impactos e concretização dos objectivos. Monitorização a nível regional e temático (África, Região Árabe, Ásia e Pacífico, Europa, América Latina e Caraíbas). ALADIN (Adult Learning Documentation and Information Network) http://www.unesco.org/education/aladin/10
  • 12. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 as IMPLICAÇÕES : “Em 1997, na CONFINTEA V em Hamburgo, os estados membros das Nações Unidas adotaram uma Agenda para o futuro. Mas nada mudou verdadeiramente. Observamos alguns avanços em alguns países, mas igualmente estamos de acordo em constatar que o direito a aprender ao longo de toda a vida continua sendo um privilégio”. Paul Bélanger (presidente do ICAE) no Fórum Internacional da Sociedade Civil | Belém do Pará 28-30 de Novembro de 2009 http://fisc2009.wordpress.com/11
  • 13. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 as IMPLICAÇÕES : Alteração na conceptualização: Educação Permanente vs. Aprendizagem ao Longo da Vida | Educação de Adultos vs. Educação e Formação de Adultos | Competências vs. Saberes e Conhecimentos História conceptual – sendo o objectivo desta abrir o próprio conceito à investigação através do questionamento do como e do porquê consegue um dado conceito acumular diferentes e por vezes incomensuráveis sentidos ao longo do tempo, ao mesmo tempo que, por outro lado, se reflecte como essas diferentes conotações condicionaram a possibilidade de pensamento e acção. Nas palavras de Jens Bartelson: “em vez de começar por uma definição de um dado conceito, a história conceptual interessa-se por aquilo que as práticas de definição e uso fazem a um conceito, e por aquilo que um conceito, por outro lado, faz ao mundo em que está inscrito. Exposto de uma forma diferente, a história conceptual interessa-se tanto pelo que significa um conceito dentro de um determinado contexto como por aquilo que um conceito faz a um determinado contexto”.  Diferenciação do estatuto da Educação de Adultos formal da Educação de adultos de carácter não-formal ou informal. Alteração do estatuto.12
  • 14. as IMPLICAÇÕES :  A ALV tornou-se uma fórmula global (norma moldando políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 indivíduos, organizações e estados).  Alocação de recursos com prioridade para a formação profissional em detrimento da aprendizagem dos adultos para uma cidadania activa e a auto-realização.  Em síntese, muitos países não têm políticas, enquadramentos e estruturas necessárias para o avanço da Educação de Adultos (no seu sentido original): - Legislação; - Suporte financeiro; - Estruturas institucionais apropriadas, - Sistemas administrativos efectivos; - Enquadramento e sistemas de qualidade; - Condições requeridas para suporte de parcerias efectivas e lobbying.13
  • 15. as IMPLICAÇÕES : Efeitos não desejados da Confintea V: políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 “Desresponsabilizar o Estado pela definição de políticas globais e integradas, pelo financiamento e provisão de uma rede pública suficientemente acessível e diversificada em termos de ofertas, seja também pelo crescente protagonismo do mercado, para aí se remetendo as respostas educativas a muitos cidadãos, não obstante a sua falta de recursos enquanto clientes” Licínio C. Lima “Há, aparentemente, uma preocupação maior com o meio – o desenvolvimento económico – do que com o fim – o direito fundamental ao bem-estar da população mundial como um todo – que a educação de adultos se propõe a promover”14 Timothy D. Ireland
  • 16. Referências bibliográficas: GADOTTI, Moacir. “A CONFINTEA VI no Contexto do Brasil e da América Latina: uma oportunidade para a Educação Popular”. Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos do Tocantins. políticas de educação e aprendizagem ao longo da vida | 24.01.2011 04/05/2009. http://www.forumeja.org.br/to/node/82 Último acesso: 22/01/2011 INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DA UNESCO (1998). V Conferência Internacional sobre Educação de Adultos, Unesco – Hamburgo 1997. Lisboa. Ministério da Educação INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DA UNESCO (1999). CONFINTEA Follow-Up Report to the General Conference of UNESCO. Hamburgo. UNESCO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DA UNESCO (2003). La Renovación del compromisso con la educación y el aprendizage de adulto – Balance Intermedio de CONFINTEA V. Bangkok. UNESCO LIMA, Licínio. “Entre Hamburgo (1997) e Belém do Pará (2009)”. Associação O Direito de Aprender. 19/04/2010. http://www.direitodeaprender.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=407&Itemid=12 Último acesso: 17/01/2011 LIMA, Licínio. “Notas breves de um participante”. Associação O Direito de Aprender. 24/05/2010. http://www.direitodeaprender.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=430&Itemid=30 Último acesso: 17/01/2011 IRELAND, Timothy D. “A V CONFINTEA revisitada”. Associação O Direito de Aprender. 05/10/2008.15 http://www.direitodeaprender.com.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=199&Itemid=30 Último acesso: 17/01/2011