Nas linhas de O Conciliador do: jornalismo e política no primeiro jornal do Maranhão1 ...
por regressar a Lisboa e aderir à monarquia liberal, deixando o filho, D. Pedro a dirigiro Brasil (LABOURDETTE, 2001, p. 4...
Portugal (...) As relações com a metrópole era grandes, chegando a ignorar as demaisprovíncias e até mesmo o Rio de Janeir...
Sobre os funcionários de O Conciliador, Achilles (1976, p. 92), ao abordar aimprensa e independência brasileira, ressalta ...
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Itapecuru-Mirim, Guimarães, Pastos Bons, entre outras, bem como as localizadas emoutras províncias, como Pará, Pernambuco ...
passou huma representação do Coronel do 1º Regimento de Milícias de São Luís do Maranhão... ...
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IMA, Carlos. História do Maranhão. Brasília: Senado Federal-Centro Gráfico, 1981.LOPES, Antonio. História da Imprensa no M...
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Nas linhas de o conciliador

Published on: Mar 3, 2016
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Nas linhas de o conciliador

  • 1. Nas linhas de O Conciliador do: jornalismo e política no primeiro jornal do Maranhão1 Roseane Arcanjo Pinheiro2 Instituição: Associação Maranhense de Imprensa 1. No rastilho da Revolução do Porto e da liberdade de imprensa O jornal O Conciliador do Maranhão nasceu sob os ventos liberalizantes daRevolução do Porto, instigada pela insatisfação de segmentos da população portuguesafrente ao abandono do monarca D.João VII quanto ao destino da nação. A iniciativa dedeflagrar o movimento se deu no interior do Sinédrio, agrupamento de comerciantes,pequenos proprietários, intelectuais e oficiais do Porto, apoiados pelos militares. NaEuropa, a arrancada liberal teve o impulso do exemplo espanhol que impôs o regime damonarquia constitucional ao rei Fernando VII, como nos diz Labourdette (2001, p. 492)a respeito desse episódio da história portuguesa: Era natural que o movimento liberal partisse do grande porto do Norte. A burguesia comerciante e as suas elites intelectuais tinham-se mostrado particularmente permeáveis às idéias da Revolução Francesa. Apesar da vigilância de Pina Manique, clubes jacobinos haviam-se formando, e até à invasão napoleônica tinha havido depois um verdadeiro afrancesamento da vida social e cultural do Porto (...) O mundo dos negócios do Porto estava também muito descontente com o tratado de comércio anglo-português de 1810, que em grande parte arruinara a economia do Norte de Portugal. O movimento liberal provocou a reunião das Cortes Constituintes, que deram asousadas feições liberais à Constituição de 1822, determinando a Portugal umalegislação transformadora das suas estruturas políticas e econômicas. Com o fim doregime senhorial praticamente decretado, o liberalismo recém-chegado colocou D. JoãoVI em uma situação delicada, voltar ao reino ou administrá-lo à distância correndo orisco de perder os freios do governo para o movimento revolucionário liberal. Ele optou1 Trabalho apresentado no GT de Jornalismo do V Congresso Nacional de História da Mídia, que ocorreuna Universidade Federal Fluminense, entre 13 e 16 de maio de 2008.2 Jornalista, Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo. Professora dadisciplina História do Jornalismo Regional da Faculdade São Luís e Coordenadora da Pós-Graduação emComunicação Empresarial/Universidade Estácio de Sá. Integrante da Coordenação científica do XCongresso Nordeste de Ciências da Comunicação-Intercom Nordeste 2008.
  • 2. por regressar a Lisboa e aderir à monarquia liberal, deixando o filho, D. Pedro a dirigiro Brasil (LABOURDETTE, 2001, p. 496). As bases da Constituição Portuguesa traziam uma novidade: a liberdade deimprensa sob o calor dos embates entre liberais e absolutistas (LUSTOSA, 2003, p.21).No Maranhão, o governador da Província, marechal Bernardo da Silveira Pinto daFonseca, entusiasta do movimento liberal, adquiriu oficialmente a primeira tipografia doMaranhão sob o fim da censura e a liberdade de prelo. Jorge (2000, p. 18) observa que aaquisição do maquinário e posteriormente a impressão do jornal pioneiro inaugurarammais um espaço para a defesa da opinião política do dirigente e seu grupo: Com a iniciativa, não desejava essa autoridade trabalhar pela independência do país e seu povo, mas, sim, manter a situação do Brasil-colônia e assegurar para os portugueses todos os direitos, que eram negados aos nacionais. Foi esse o discurso do jornal que fez campanha para juramento de uma Constituição Portuguesa, o que provocou desentendimentos e problemas sérios (JORGE, 2000, p. 18). A primeira Tipografia Nacional do Maranhão, fundada em outubro de 1821 eresponsável pela impressão do primeiro jornal do Maranhão, O Conciliador doMaranhão, reitera Cheche (2006), nasceu em um panorama de disputas políticas noterreno local e no Brasil. Para o pesquisador, é necessário considerar as condições nasquais surgiu o jornal, mantido pelo cofre público e fundado após a Revolução do Porto,em 1820, que mudou os rumos do império português. Para Cheche (2006), o governadorda província, Bernardo da Fonseca, que terá seus discursos transcritos em edições dojornal oficial, lançou mão da imprensa com vistas a ter mais um espaço para manter-seno poder, frente ao caldeirão político que se descortinava e no qual debatiam-seportugueses e brasileiros. Para compreender essas ponderações, é necessário olhar de perto as relaçõesentre Maranhão e Portugal, que a proximidade geográfica, as afinidades do expressivocontingente de lusitanos no território e os interesses comerciais tornavam mais estreitas.É notável que um dirigente, a princípio absolutista por apoiar o regime de D. João VI,aproveitou a liberdade de imprensa para lançar um periódico e defender oconstitucionalismo, sobre o qual o monarca português se equilibrava pressionado pelosliberais. Como sinaliza Jorge (2000, p.20), essas contradições históricas desencadearamo surgimento da imprensa no Maranhão: “Esta Província sempre se colocou ao lado de
  • 3. Portugal (...) As relações com a metrópole era grandes, chegando a ignorar as demaisprovíncias e até mesmo o Rio de Janeiro, a sede das Cortes”. 2. O jornal O Conciliador do Maranhão na ebulição daIndependência Entre a Revolução do Porto, em 1821, em Portugal, e a Independência brasileira,em 1882, período de embates sobre o destino do Maranhão e do Brasil, nasceu o jornalO Conciliador do Maranhão, sobre o qual pesquisadores como Lopes (1959), Achilles(1976), Jorge (1987), Rizzini (1988) e Serra (2001), discorrem sobre sua fundação, suafeição oficial, seu conteúdo, seus abusos contra os inimigos políticos do governadorBernardo da Silveira e a breve circulação, de abril de 1821 (ainda manuscrito, na versãoimpressa desde novembro daquele ano) a julho de 1823. A pecha de jornal oficial sobreO Conciliador do Maranhão, cujo título foi abreviado para O Conciliador, a partir do nº77, pesou e isso pode ter contribuído para a ausência de trabalhos mais fecundos quetranspusessem o rótulo de jornal de interesses portugueses ou folha do governo daprovíncia. Ao ser julgado pelo seu posicionamento político e não analisado pelosparâmetros jornalísticos, deixou-se de se responder à seguinte pergunta: O Conciliadordo Maranhão praticou o jornalismo, pautando os acontecimentos de sua época, ou foium impresso divulgador de ofícios, decretos e infâmias contra os adversários?Contribuiremos para clarear essa questão na última parte deste capítulo, que tratará daanálise de conteúdo de vinte e três edições do referido jornal. Conforme Serra (2001, p.23), o impresso pioneiro foi “oficial e noticioso” e“ocupou-se de assuntos próprios a seu destino”. O jornal, com formato de folha de papelalmaço comum, trazia notícias do exterior e anúncios de caráter oficial. Ao comentarsobre seu conteúdo editorial, Serra (2001, p. 47) contextualiza-o com a fundação dopartido conspícuo, contrário às causas portuguesas. Esse acontecimento tem sua origemna proclamação da Constituição Portuguesa de 1820 e as idéias liberalizantes queinspiraram a Revolução do Porto: “Esse partido era acrimoniosamente atacado noMaranhão, no periódico governista O Conciliador, que publicava correspondênciaspessoais, cheias de alusões aos vultos mais salientes da oposição” (SERRA, 2001, p.47).
  • 4. Sobre os funcionários de O Conciliador, Achilles (1976, p. 92), ao abordar aimprensa e independência brasileira, ressalta Costa Soares e o padre Ferreira Tezinho,“rixentos e inimigos da causa nacional”, bem como o fato inédito do jornal pioneiro tercirculado regularmente entre abril de 1821 e julho de 1823, ora manuscrito e em seguidaimpresso, fato singular na história da imprensa brasileira. O primeiro crime de imprensa, conhecido no jornalismo maranhense, recaiusobre padre Tezinho, por abuso de liberdade de imprensa, cujo autor do processo,Caetano José da Cunha, acusava o jornalista de atacar sua reputação através doimpresso. O acusado foi indiciado no artigo 16, referente ao ataque a particulares pelasfolhas noticiosas (JORGE, 987, p. 34), no entanto, o réu foi absolvido pelos jurados.Esse processo pode evidenciar que os redatores de O Conciliador não tinham proteçãoda administração governamental para encobrir seus atos, o que sinaliza a ausência deum forte controle sobre a elaboração do jornal. Os vínculos com o governo da Províncianão impediam que seus jornalistas fossem questionados, processados ou tampoucoacobertados por leis sancionadas pelo governo, autor das mesmas e fundador do própriojornal. Sobre a circulação do jornal, Lopes (1959, p. 27) discorda de Joaquim Serra aoafirmar que a tiragem manuscrita não chegava a centenas de pessoas em razão doperiódico ser escrito a bico de pena, situação que mudará com a chegada da primeiratipografia ao território maranhense. O pesquisador observa que foram ao todo 210edições, sendo que os números manuscritos que haviam circulado entre abril enovembro de 1821 foram substituídos por outros impressos na Tipografia Maranhense.Sobre esse item, Jorge (1987, p. 28) acredita que a tiragem seria em média de 300jornais por edição, para um jornal bi-semanal, um número mais modesto, porémadequado a condições históricas da época quanto a quantidade de leitores e assinantes. Um episódio, na história do jornal, é frisado por Lopes (1959, p.29): arepresentação dos 65 cidadãos contra o governador Bernardo da Silveira, que estariapagando com dinheiro dos cofres públicos o redator Antônio Marques da Costa Soares,acusado de elogiar excessivamente o chefe do poder executivo e caluniar os adversáriosdele através da folha oficial. No entanto, citando César Marques, o autor afirma quenunca se soube o grau de veracidade dessas informações, afiançadas por pessoas ilustresda cidade. Com o conteúdo editorial sob suspeita, Lopes (1959, p.29) arremata: “Aleitura de alguns números do órgão fundado pelo Marechal Bernardo da Silveiradissipou do nosso espírito dúvidas quanto a facciosidade dessa folha”.
  • 5. À exceção da obra Os primeiros passos da imprensa no Maranhão (JORGE,1987), que faz uma pesquisa qualitativa sobre a história dos primeiros periódicos comcirculação, entre 1821 e 1841, em São Luís, as demais referências fazem menção àfundação do primeiro periódico sem alcançar de forma concreta o papel que exerceu nahistória da imprensa maranhense. O autor informa que o periódico trazia notícias nacionais, notícias estrangeiras,transcrição de decretos, correspondências, avisos, entre outras matérias. As fontes denotícias do impresso seriam jornais franceses, alemães, ingleses e austríacos. Os avisosse remetiam à compra e venda de produtos; procura de escravos, apelos de credores,embora o autor não se aprofunde sobre essas questões (JORGE, 1987, p. 28). Sobre oconteúdo ideológico nos diz: O vocabulário usado nas matérias de colorido doutrinário abusava de palavras e expressões como: erudição, liberalidade, patriotismo, protesto, coação, honra, liberdade, reputação, lei, rebeldia, constituição, monarquia, despotismo, maquiavelismo, infame, sórdido, trapaças, sistema, nação, discurso, embusteiro (...) A utilização de palavras e expressões consideradas grosseiras era comum: furibundo, sandeo, súcio, degenerados bonifácios, tupinambás corcundas, corcundas caninos... (...) De estilo retórico, com uso exagerado de palavras de puro nacionalismo (JORGE, 1987, p.30-31). As críticas às notícias e aos funcionários do jornal O Conciliador do Maranhãosurgiram em um momento político com clara divisão de forças, por isso ora um grupoatacava-o, no caso os partidários da independência, ora era elogiado pela agremiaçãopolítica do governador Bernardo da Silveira, defensora do pacto colonial, por issodevem ser analisadas debaixo de reflexões sobre uma cena histórica prestes a entrar emebulição. Rizzini (1988, p. 424) afirma que o calor dos acontecimentos políticos norteoua linha editorial do periódico: Irrompida em fevereiro de 22, com a substituição de Silveira por uma Junta Provisória encabeçada pelo ultra-retrógrado bispo Frei Joaquim de N. S. de Nazaré, a insanável divergência entre reinóis e nativos, atirou-se O Conciliador contra os últimos, braviamente aplaudido pelos primeiros, cuja influência era na província tão poderosa quanto, no Pará, a dos seus patrícios. E no Maranhão nem havia lugar para um Patroni ou um cônego Baptista Campos. Ficaram indefesos os
  • 6. brasileiros aos botes da gazeta dos ‘marinheiros’ ou ‘puças’. O título, Conciliador (...) não foi correspondido pelo contexto daquele escrito incendiário (RIZZINI, 1988, p. 424).3. Entre liberais e conservadores: jornalismo político em OConciliador do Maranhão O fato de ser um jornal vinculado ao Governo da Província fez o jornal OConciliador abordar principalmente em suas matérias o tema política, categoriaencontrada em 67% das matérias jornalísticas, como mostram os quadros abaixo. Sãotextos situados ao longo do jornal, não havendo preferência de editados na páginainicial, já que 75% dos textos não estavam na capa. Outro fator que pode ter colaboradopara pautar foram os desdobramentos da Revolução do Porto, que trouxe a liberdade deimprensa, levou a mudança do monarca português à Lisboa, ocasionando o juramento àConstituição e os embates visando o destino do Reino Português. Primeira Página % Nº/matérias Sim 25% 27 Não 75% 85 100 112 Categorias da Matéria Categorias % nº/matérias Política 67 76 Economia 0,8 1 Cultura 1,7 2 Ciência ____ ____ Cidade 17,8 20 Polícia 0,8 1 Internacional 0,8 1 Educação ___ ___ Esportes ___ ___ Religião ___ ___ Outros 9,8 11 TOTAL 100 112 O segundo tema mais encontrado nas páginas do impresso são notíciasrelacionadas ao cotidiano de São Luís e outras cidades, tais como Alcântara, Caxias,
  • 7. Itapecuru-Mirim, Guimarães, Pastos Bons, entre outras, bem como as localizadas emoutras províncias, como Pará, Pernambuco e Bahia. São registros da chegada de nomesilustres das decisões das casas legislativas municipais, dos despachos de juiz em suascomarcas e outros temas relacionados à administração pública. Abaixo uma mensagem,da edição71, 26 de março de 18221, sobre a chegada no Porto de um navio com ogovernador da província do Pará: Ante-hontem fundeou neste Porto a Curveta de Guerra Princeza Real, que sahio de Pernambuco e se dirige ao Pará, conduzindo s seu bordo o Illustríssimo, e Excelentíssimo Governador das Armadas daquela Província. Sua Excelllencia foi hontem cumprimentado a bordo por parte da Excellentíssima Junta Provisória, e do Excellentissimo Governador das Armas desta Província. As notícias do interior da província constavam nas edições, como esta de Caxias,a respeito de comunicação às Cortes, da edição 83, de 27 de abril de 1822. Como amensagem anterior, implicitamente reforça o poder instalado e os grupos que osrepresentam: A Câmara da villa de Aldeias Altas, da Província da Maranhão, dirige as suas felicitações às Cortes, e o firme protesto de adesão à causa da Nação; o mesmo fez o ex-governador do ceará, Francisco Alberto Rubim. Vários moradores da Villa do Mearim, da Província do Maranhão, dirigem a sua felicitação às Cortes, e pedem a conservação do seu governador Bernardo da Silveira Pinto A cobertura política, ampliada com a publicação das atas das reuniões doSoberano Congresso, fez com que saíssem até as críticas ao governador. Na mesmaedição, referente a uma das sessões destacou elogios ao governador provincial, e notexto seguinte, seguiu a informação da existência de uma representação contra odirigente em Lisboa (edição 62, 13 de fevereiro de 1822). Seria um lapso do redator ounão havia um controle sobre o conteúdo do jornal? Segue trecho da notícia: À Comissão da Constituição foi remettida huma representação de vários Cidadãos da Cidade de São Luiz do Maranhão, queixando-se do Governador daquella Província, e das mais authoridades della, a mesma commisao se mandou outra representação de outros Cidadãos, da mesma província, sobre vários objetos. A commissao de Ultramar
  • 8. passou huma representação do Coronel do 1º Regimento de Milícias de São Luís do Maranhão... No tocante ao jornalismo político feito por O Conciliador, os eventos eacontecimentos conectados ao governo foram divulgados ao lado da cobertura dasCortes, desde o nº 38 (21 de novembro de 1821), que informou a população sobre oandamento dos trabalhos da casa e o processo decisório, marcado por embates ediscordância. Vejamos notícia da sessão 299º, de 11 de fevereiro de 1822, publicadadois meses depois na edição nº 83: (...) O sr. Rodrigo Ferreira, relator da Commissão dos Poderes, lêo o parecer da Comissão pela qual se legalisarao os diplomas dos srs. Deputados pela Província de São Paulo. O sr. Presidente declarou continuar a discussão sobre a indicação do Sr. B. Carneiro, para que no Ultramar houvesse huma authoridade, ou atribuição annexa a alguma das Authoridades, alli estabelecidas que tivesse a mesma alçada que El Rei tinha para poder suspender os magistrados. (...) o Sr. Freire se oppoz fortemente a estas idéias, com o fundamento de que não podia delegar a o poder Real, por ser privado d’ El Rei, assim como era de declarar guerra, e fazer a paz (...) O Sr. Trigoso largamente falou em abono desta mesma opinião mostrando as irregularidades que produzirão huma tal adopção, ponderando muitas outras razões ... Parece-nos que tal abertura à divulgação de eventos políticos, nãosomente restrita ao poder local ou atos burocráticos no Maranhão, mostrou a intençãodos redatores em levar mais informações aos assinantes e leitores, divulgandoconcomitantemente o funcionamento da estrutura política que comandava o destino danação. A informação, eixo central das notícias A maior parte do material jornalístico não tinha a assinatura do autor, comexceção dos artigos, de autoria de militares ou magistrados. Apenas 30,4%, comoapontam os quadros a seguir, levaram o nome dos colaboradores e redatores. Comojornal ligado ao governo da Província do Maranhão, O Conciliador tinha comoprincipais fontes de suas matérias – opinativas ou informativas – as autoridades do
  • 9. governo, sendo outras vozes mais citadas os militares e os parlamentares, fato queconfirma o volume de matérias ligadas à vida política do território e da Metrópole. Redatores do jornal Redatores % nº/matérias Informados 30,4 34 Não- 69,6 78 informados TOTAL 100 112 Principais Fontes Fontes % nº/matérias Autoridades do 19,6 22 governo Militares 2,0 2 Religiosos ___ __ Comerciantes ___ __ Políticos ou 7,1% 8 parlamentares Outros 50 56 Não cita 20,5 23 TOTAL 100 112 A população ou segmentos dela se manifestavam em suas páginas na seção decartas ou correspondências, onde faziam solicitações, cumprimentavam os jornalistas,defendiam sua honra contra inimigos ou detratores. Em outras seções, como a depolítica, não tinham vez nem outros grupos como religiosos e comerciantes. Essacaracterística sinaliza a valorização de personagens do poder central e neste aspectopesa a questão do jornal pioneiro ser umbilicalmente ligado ao governo e à CoroaPortuguesa. A natureza do trabalho jornalístico de O Conciliador vem na análise dos gênerosjornalísticos mais adotados. Aponta-se na pesquisa que o jornalismo praticado tinha apredominância do padrão informativo, presente em 56,3% das 112 matérias estudadas,contra 43,7% de textos essencialmente opinativos. Foram comuns as notas, notícias ereportagens. No quesito opinativo, as cartas, artigos e comentários estiveram entre osmais freqüentes. Ressaltamos que não havia o uso de ilustrações ou desenhos, que vãose incorporados pela imprensa apenas no final do século XIX. A partir dos pressupostos teóricos do jornalismo que a investigação tem comoreferenciais, podemos afirmar que o impresso pratica o jornalismo informativo-
  • 10. opinativo, onde se mesclam a opção política do jornal – visível em textos oficiais e decolaboradores – e as informações sobre acontecimentos cotidianos, representados apartir da perspectiva do veículo impresso. O jornal não pode ser visto então comopartidário, não estava agregado a agremiações nem tampouco se via como tal, não seintitulava um jornal governista. Suas ligações se faziam com um governo, que abrigouliberais e conservadores, conflito sobre o qual irá se posiciona e informar seus leitoressobre os derradeiros fatos, consumados com a independência brasileira. Gêneros Jornalísticos Gêneros % Nº/matérias Informativo 56,3% 63 Opinativo 43,7% 49 TOTAL 100 112 Gênero Informativo Categorias % nº/matérias Nota 41,3 26 Notícia 47,6 30 Reportagem 11,1 7 Entrevista ______ _____ TOTAL 100 63 Gênero Opinativo Categorias % Nº/matérias Editorial 4,1 2 Artigo 28,5 14 Resenha ___ ____ Coluna ___ ____ Crônica ___ ____ Caricatura ___ ____ Carta 44,9 22 Comentário 22,5 11 TOTAL 100 49 Ilustrações % nº/matérias Sim 0 ______ Não 0 ______ TOTAL 0 ______ Um jornal da cidade e da província As notícias referentes a São Luís disputavam espaço com as de Portugal, esseembate ficou claro no decorrer da investigação entre as matérias com suas procedências
  • 11. identificadas. Sobre a capital foram encontradas 17 matérias, correspondo a 15% dototal. Sobre a Metrópole existem 18 textos, ou seja, 16% do total. Essa característicaevidencia a busca pelo jornal de uma identidade local, com noticiário voltado parainformações relativas ao meio no qual está inserido, perfil que será característico dosjornais vindouros, que constroem vínculos com as comunidades e evitam espelhar umarealidade distante dos seus leitores. Uma dessas notícias, de 3 de maio de 1821, ediçãonº 6, diz respeito à existência de um teatro em São Luís e abaixo transcrevemos partedela: O Theatro desta Cidade he hum dos mais notáveis estabelecimentos, que provao a sua progressiva civilizasao: a construcção do grande edifício, e transporte, da primitiva Companhia de Artistas, devesse a liberalidade dos comerciantes, agricultores e outras muitas pessoas principaes do Paiz, que voluntariamente concorrerão para o principio e conservação deste espetáculo tão agradável como proveitoso (...) Huma das mais efficases providencias do Exmo Bernardo da Silveira Pinto, quando chegou a esta Província, foi a de restaurar, e apoiallo, procurando-lhe assignatura numerosa, e prestando-se sempre a tudo quanto podia conservallo de hum modo digno da espectação (sic) de huma Cidade tão culta, como opulenta. Essa informação casa-se com a do item Vinculação Geográfica, que traz oMaranhão também em primeiro lugar – o território como um todo, com 25%, e São Luísem segundo lugar, com 18,7% das referências, contra 12,5%, de Portugal e do Brasil.Há um equilíbrio quanto às notícias sobre a Metrópole e o Brasil e discreta coberturasobre fatos ocorridos no interior da Província, a ele reportado somente 5,3% dasmatérias. Vejamos os resultados: Procedência das Notícias Procedência % nº/matérias Portugal 16 18 São Luís 15,1 17 Maranhão 7,1 8 Outra 6,3 7 Província Interior 6,3 7 Não informa 49,2 55 TOTAL 100 112
  • 12. Vinculação Geográfica Categorias % nº/matérias Maranhão 25 28 São Luís 18,7 21 Brasil 12,5 14 Portugal 12,5 14 Outras 9 10 Províncias Outros 9 10 países Interior 5,3 6 TOTAL 100 112 Posicionamento sobre a Independência do Brasil Tendência % nº/matérias Não se refere 84 94 Desfavorável 14,3 16 Favorável 1,7 2 TOTAL 100 112 Ao contrário do que se possa imaginar, a independência do Brasil não foi umtema corriqueiro nas páginas de O Conciliador. Como mostra o índice 84% dasmatérias não se referirem ao assunto, que pôde ser observado ao longo de vários mesesda existência do periódico. A cobertura sobre esse fato ocorreu quando a Província e oBrasil achavam-se no redemoinho das agitações políticas, sendo o quadro de 14,3% dasnotícias desfavoráveis concentrados nos últimos meses de 1822 e início de 1823,quando a Província do Maranhão aderiu à causa após envio de tropas e pressão do novoregime. Foi um jornal oficial que chegou a noticiar a adesão à emancipação brasileira, oque pode parecer um contra-senso para um veículo oficial, mas que seguiu um preceitojornalístico: não brigou com esse acontecimento. Do primeiro editorial à última reportagem Seu papel estava impresso Um jornal nascido na primeira tipografia oficial maranhense, mas o derradeiroimpresso de uma província que foi anexada ao território brasileiro após 1822. OConciliador, pelo contrário, não se via enquanto um porta-voz do governo local. Em sua
  • 13. identidade visual, não há referências explícitas ao poder governamental ou ao jugoportuguês. Não constam endereços para contato ou informações semelhantes, apresentaapenas o nome “Tipografia Nacional Maranhense”, ou então, simplesmente “Maranhãona Tipografia Nacional”, ao final de sua última página. O fato de ser único a circular, embora surgiram outros posteriormente, o fez nãoassumir o vínculo com o governo – não precisava pontuar sua presença – ou pretendiacumprir outro papel? O seu primeiro editorial, de 15 de abril de 1821, da ediçãonº 01,indica algumas reflexões: Eis o fim a que se dirige o trabalho dos Historiadores, porem como estes, ainda mesmo sendo contemporâneos dos fatos, não podem presenciallos em todo o território da Nação, cuja Historia escrevem carece de documentos mais verídicos do que os de huma tradição, quase sempre suspeita; e eis hum dos fins úteis dos jornaes. Outro ainda mais essencial he o de servirem de mediadores entre os Governos e os Povos, máxime nas extraordinárias crises, que sempre originarão as alterações no Systema Político de hum Estado. Por hum jornal conhecem os Povos os passos, que os Governos seguem para regêllos, e estes se instruem sobre os sentimentos com que aquelles olhão as suas deliberações. Que evidente e inegável utilidade para hum Paiz onde são admissíveis as idéias liberais. As auto-referências, além do primeiro editorial, não foram comuns. Seusredatores dedicaram-se então a divulgar notícias e providenciar a cobertura dos fatosrelacionados à província, sem contudo voltar a questionar com freqüência sobre o papeldo jornal na sociedade ludovicense. Outras indicações voltaram a aparecer emsuplementos, que não tinham freqüência correta. Na edição de 23 de janeiro de 1822,em um artigo, o autor afirma que o jornal é visto como o “primeiro relator dos factoshistóricos acontecidos nesta Província nos dias de sua união à Causa Nacional”. O diálogo com os leitores era costumeiro e se fazia por meio da divulgação dalistas de assinantes, da impressão dos primeiros manuscritos e a venda dessesexemplares; notas sobre outros jornais, como A Palmatória, também editado pelatipografia oficial, a partir de 17 de março de 1822; a legislação sobre a liberdade deimprensa; informe da entrega nas residências, lembretes a respeito do fim dasassinaturas, bem como as dificuldades em imprimir por completo as edições iniciais.Outro meio comum para obter retorno dos leitores era a seção de Cartas ou
  • 14. Correspondência, como que vem a seguir, edição 107, de 20 de julho de 1822, assinadapor “Hum Anonymo”: Srs. Redactores do Conciliador, Rogo a vossas mercês o obsequio de admittirem n’huma pagina do seu saudável periódico, com a maior brevidade, as perguntas que tenho a honra de enviar a Vv Mm feitas pelo despótico Juiz Ordinário da Villa de Santa Maria do Icatu, Antonio Francisco de Aguiar Lapamberg, ao Bacharel Zadico, a fim de que o respeitável público venha no conhecimento das opressões, que soffrem estes Povos por taes juizes. Deos guarde a Vv. Mm por muitos annos como deseja seu attento venerando e criado. Maranhão, 13 de julho de 1822. Falaciosas ou não, as cartas são indícios desse contato com o público e nesseprocesso os leitores faziam pedidos ao jornal, como este a seguir, de 28 de agosto de1822, nº118: Pela primeira vez tomo a liberdade de encomodar a V... exigindo o obsequio de pelo seu periódico fazer público que fugira desta Villa, há cinco para seus mezes hum escravo crioulo, baixo, grosso, e bem figurado, de idade pouco mais de vinte e cincos anos (...) Rogo por isso publicar esta fuga s fim de que sendo prezo, ser entregue (...) favor este pelo qual serei sumamente grato... Sobre a imprensa brasileira, O Conciliador, em função da sua opção política, em algunsmomentos entrou em rota de colisão com o primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense,de Hipólito da Costa. Na edição de 28 de dezembro de 1821 fez críticas à cobertura doimpresso sobre a Regeneração Portuguesa: “vimos que a boa fé do seu Redactor, oilustre decano dos nossos jornalistas em Londres, esteve a ponto de ser surpreza poh umcorrespondente do Maranhão, que parece ter querido sugerir-lhe noções pouco exatas daGloriosa Regeneração Política desta Província”. Mais de um ano depois, em dezembro de 1822, com a independência brasileira apassos largos, os redatores de O Conciliador divergem de Hipólito da Costa duramente.O jornal assume prontamente a defesa da causa portuguesa: Entre os muitos absurdos que conthem o Correio Braziliense de outubro próximo, está o seguinte apontoado de absurdos, que copiamos, para que os nossos eleitores se divirtão. Para se pôr em
  • 15. marca a Constituição pela parte que pertence aos Povos, não achamos que seja necessário nem grandes mysterios, nem extraordinários conhecimentos; basta que o Governo deixe de olhar o bom senso do povo, e não lhe embarasse a faculdade de raciocinar, como fazia o governo passado Em um texto de um colaborador, em 14 de novembro de 1822, cujo artigoaborda um despacho da Câmara da Villa de Parnahiba, há uma crítica mais contundentesobre o fim do pacto colonial: “Vivas à Independência do Brasil, e à sua União comPortugal, he hum absurdo político, e huma contradição manifesta!...”. Meses depois o jornal sairia de circulação, sendo substituído por uma gazeta donovo governo, a Gazeta Extraordinária do Governo Provisório, que circulou entre 1823e 1824. Não houve tempo hábil para repensar as atribuições do jornal frente a todas asmudanças que se avizinhavam. Com 27 meses de existência, de abril de 1821 a julho de1823, deixou de circular, não havendo mais registros do periódico. No nº 210, de 16 dejulho do mesmo ano, permaneceram três matérias sobre os últimos momentos doperiódico com a notícia da adesão à independência: Constando ao Governo desta Província que as Tropas dissidentes do Itapecuru desciao com o projecto de passar a esta Ilha; e que o partido pela independente havia augmentado nesta cidade, pela demora das Tropas esperadas de Portugal, mudança do systema político daquelle Reyno, e falta de carne motivada pela occupação dos portos onde se embarcava o gado; pareceo que se deveria adoptar a bem da salvação publica desta Província o meio de huma suspenção d’ armas com as Tropas dissidentes (...) Effetuando-se o Conselho julgou-se que pelos expostos princípios devia ser prestada adherencia à causa da independência do Brasil, ficando porem provisoriamente conservada a Constituição, que athe agora tem regido esta Província. A falta de tempo para se resolverem outros objetos fez addiar o Conselho, para amanhã... O jornal O Conciliador transformou-se no primeiro documento da história daimprensa maranhense e do seu jornalismo, além de tornar-se referência sobre asmudanças políticas ocorridas no território e no Brasil. Cumpriu com seu papel,inaugurou o jornalismo informativo-opinativo em São Luís ao mapear os registrosdiários mais relevantes e ao defender uma bandeira política, sina dos jornais da suaépoca histórica e dos que viriam depois, com a mesma postura, porém em outros tempos
  • 16. e sob outros referenciais. O jornal entrou para a história, como antecipou em seuprimeiro editorial.4. Referências BibliográficasBARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.BOSCHI, Caio C. (org.). Catálogo de Documentos Manuscritos Avulsos da Capitania doPará existentes no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa. Belém: SECULT, ArquivoPúblico do Pará, 2002, 3 vols.COUTINHO, Milson. Imperatriz: subsídios para a história da cidade. São Luís: Sioge,1994.FRIAS, J.M.C. Memória sobre a tipografia maranhense. São Paulo: Siciliano, 2001.FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Nacional, 2003CHECHE, Marcelo. Imprensa Ludovicense no primeiro reinado: possibilidadesmetodológicas. In: I ENCONTRO ESTADUAL DA HISTÓRIA DA IMPRENSAMARANHENSE, 2004, São Luís: Associação Maranhense de Imprensa/NúcleoEstadual Rede Alfredo de Carvalho, 10 e 11 nov. 2004.GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO. Perfil socioeconômico dos municípiosdo Estado do Maranhão. São Luís: Mimeo. 2006.HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José OlympioEditora, 1978.JORGE, Sebastião. Os primeiros passos da imprensa no Maranhão. São Luís,PPPG/EDUFMA, 1987.______________. A Linguagem dos Pasquins. São Luís: Lithograf, 1998.______________. Política movida a paixão: o jornalismo polêmico de OdoricoMendes. São Luís: Departamento de Comunicação Social/UFMA, 2000.KAISER, Jacques. El Periodico: Estúdios de Morfologia, de Metodologia y de PrensaComparada. Quito: Ciespal, 1964.LACROIX, Maria de Lourdes. A fundação francesa de São Luís e seus mitos. 2 ed.São Luís: Litograf, 2002.LAGO, Antonio Bernardino Pereira do. Estatística Histórico-geográfica daProvíncia. São Paulo: Siciliano, 2001.LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica. SãoPaulo: Atlas, 1991.
  • 17. IMA, Carlos. História do Maranhão. Brasília: Senado Federal-Centro Gráfico, 1981.LOPES, Antonio. História da Imprensa no Maranhão. Rio de Janeiro, DASP, 1959.MEIRELES, Mário. História do Maranhão. São Paulo: Siciliano, 2001._______________ História do Comércio do Maranhão. São Luís: Prefeitura de SãoLuís, 1992.MARQUES DE MELO, José. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis, Vozes,1995.________________________. História social da imprensa. São Paulo: EditoraEdipucrs, 2003. MOREL, Marco; BARROS, Mariana Monteiro de. Palavra, imagem e poder: osurgimento da imprensa no Brasil no século XIX. Rio de Janeiro: DP &A, 2003.NASCIMENTO, Aline Carvalho (coord). Catálogo dos jornais maranhensesexistentes na Biblioteca Benedito Leite, 1821-2006. São Luís: mimeo, 2007.PAXECO, Fran. O Maranhão: Subsídios Históricos e Corográficos. São Luís:Associação Comercial, 1998.RIBEIRO JÚNIOR, José Reinaldo. Formação do espaço urbano de São Luís 1612-1991. São Luís: Func, 2001.RIZZINI, Carlos. O livro, o jornal e a tipografia no Brasil (1500-1822). São Paulo:IMESP, 1982.SERRA, Joaquim. Sessenta anos de Jornalismo: a imprensa no Maranhão. São Paulo:Siciliano, 2001.

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