“PRIMAVERA DOS POVOS”;UNIFICAÇÕES DA ITÁLIA E DA ALEMANHA. www.thiagohmlopes.blogspot.com
Entre os anos de 1830 e 1848, a Europa irradiou uma nova sériede rebeliões burguesas após a reação absolutista da Santa Al...
No fundo, constituíam-se ideias socialistas, mas como nãoexistia uma vanguarda organizada que pudesse orientar estasclasse...
Os monarcas franceses pós-Napoleão: Luís XVIII, Carlos X e Luís Filipe I.
QUESTÃO FRANCESA: O Partido Socialista opunha-se ao governo, propondo reformas.Em 1847 iniciou uma campanha em todo o paí...
Guizot, Thiers e Napoleão III
UNIFICAÇÃO ITALIANA: O Congresso de Viena, encerrado em 1815, teve como objetivorestabelecer o equilíbrio político no co...
Teve grande importância, nas primeiras tentativas deunificação, o movimento Jovem Itália, que defendia a constituiçãode um...
Foi então que teve início mais uma tentativa de unificação. Nosanos 1850, o 1º Ministro Cavour aproximou-se da França.Prom...
A QUESTÃO ROMANA (1871 – 1929): Em 1861, Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itália.Mas, para completar a unificação...
Bandeira do Vaticano; Papas Pio IX e Pio XI
UNIFICAÇÃO ALEMÃ: O Congresso de Viena, em 1815, decidiu que o antigo territóriopertencente ao Sacro Império Romano-Germ...
Na Prússia, em particular, a burguesia industrial passou aapoiar fortemente a unificação. Para ela, assim como foi para ab...
Em 1864, Bismarck declarou guerra à Dinamarca, com o apoiodo Império da Áustria. A vitória no conflito, conhecido comoGuer...
Ao final, Napoleão III capitulou diante da Prússia e, com seuauxílio, reprimiu duramente o breve governo operário constitu...
Nacionalismos unificações
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Nacionalismos unificações

Published on: Mar 3, 2016
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Source: www.slideshare.net


Transcripts - Nacionalismos unificações

  • 1. “PRIMAVERA DOS POVOS”;UNIFICAÇÕES DA ITÁLIA E DA ALEMANHA. www.thiagohmlopes.blogspot.com
  • 2. Entre os anos de 1830 e 1848, a Europa irradiou uma nova sériede rebeliões burguesas após a reação absolutista da Santa Aliançae do Congresso de Viena (reunião da Inglaterra, Áustria, Rússia eFrança, redefinindo a Europa pós-Napoleão, a favor das velhasdinastias – Bourbons) que tentaram eliminar os ideaisiluministas, agora somadas com os desejos autonomistas-nacionalistas, redefinindo o mapa do Velho Mundo. A crise foi variável. Na Itália e Irlanda foi mais agrária; naInglaterra e França, industrial, bem como na Alemanha. A misériagerou o descontentamento político. A massa dos camponeses eproletários passou a reclamar melhores condições de vida e maiorigualdade de recursos. Na França, Carlos X, sucessor de Luís XVIII, foi obrigado aabdicar do poder, assumindo Luís Filipe (o burguês); naBélgica, dominada pela Holanda, rebeliões proclamaram aindependência; na Itália, as associações revolucionáriasimpuseram uma Constituição; na Alemanha eclodiram movimentosliberais constitucionalistas; a Polônia tentou obter suaindependência.
  • 3. No fundo, constituíam-se ideias socialistas, mas como nãoexistia uma vanguarda organizada que pudesse orientar estasclasses, coube aos liberais e nacionalistas, compostos pelaburguesia esclarecida, exercerem a oposição aogoverno, contando com o apoio da massa, sem orientação própria.
  • 4. Os monarcas franceses pós-Napoleão: Luís XVIII, Carlos X e Luís Filipe I.
  • 5. QUESTÃO FRANCESA: O Partido Socialista opunha-se ao governo, propondo reformas.Em 1847 iniciou uma campanha em todo o país visando à reformaeleitoral. A forma encontrada para a difusão da campanha foram osbanquetes nos quais os oradores debatiam a questão. O ministro Guizot proibiu a realização de um banquete, o queprovocou a eclosão da revolta. Surgiram as barricadas nas ruascom o apoio de elementos da Guarda Nacional. A revolta ganhouvulto. Guizot foi demitido em favor de Thiers, que nada resolveu. ACâmara foi invadida e os deputados fugiram. Luís Felipe abdicou.O governo provisório foi organizado e proclamou a SegundaRepública da França, com a participação de burgueses liberais esocialistas. Em 12 de novembro de 1848 foi promulgada uma novaConstituição. O presidente da República seria eleito por quatroanos, sendo Luís Napoleão o primeiro presidente eleito. Em 1851deu um golpe político, implantando o II Império daFrança, assumindo o governo com o título de Napoleão III.
  • 6. Guizot, Thiers e Napoleão III
  • 7. UNIFICAÇÃO ITALIANA: O Congresso de Viena, encerrado em 1815, teve como objetivorestabelecer o equilíbrio político no continente com a restauraçãodas antigas monarquias derrotadas por Bonaparte. Nesseacordo, o que hoje conhecemos como Itália foi dividido em váriosestados. Dentre eles, o único independente era o Piemonte-Sardenha, localizado ao norte da península italiana e governadopela dinastia de Savóia.O restante dos estados ao norte pertenciam ao Império Austro-Hungaro ou eram governados sob sua influência, como era o casodos reinos da Lombardia e de Veneza e dos ducados deParma, Módena e Toscana. Ao centro, havia os EstadosPontifícios, governados pelo papa; e, ao sul, o Reino dasSicílias, entregue à dinastia de Bourbon. Observe-se, então, que, enquanto o Congresso de Viena representou aretomada dos territórios para muitos monarcas, para a Itália, aocontrário, o acordo significou sua fragmentação.
  • 8. Teve grande importância, nas primeiras tentativas deunificação, o movimento Jovem Itália, que defendia a constituiçãode uma república democrática. Seu fundador, GiuseppeMazzini, contou com o patrocínio do rei de Piemonte-Sardenha, Carlos Alberto de Savoia. Este, por sua vez, inspirava-se no risorgimento, movimento nacionalista em defesa daliberdade italiana em relação ao domínio estrangeiro. Essa primeira tentativa foi sufocada pela invasão de tropasestrangeiras. O rei Carlos Alberto, que declarara guerra à Áustria efora derrotado, abdicou do trono em favor de seu filho, VictorEmanuel II.
  • 9. Foi então que teve início mais uma tentativa de unificação. Nosanos 1850, o 1º Ministro Cavour aproximou-se da França.Prometeu a Napoleão III os territórios de Savoia e Nice em troca deapoio numa nova guerra contra a Áustria. O conflito, que se estendeu até 1861, garantiu o controle depraticamente todos os reinos da Península Itálica, incluindo partedas possessões da Igreja e os territórios localizados no extremosul. Um dos grandes nomes desse período foi GiuseppeGaribaldi, que terminou se afastando do processo de unificaçãopor discordar dos rumos tomados pelo movimento.
  • 10. A QUESTÃO ROMANA (1871 – 1929): Em 1861, Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itália.Mas, para completar a unificação do reino italiano, era precisoincorporar Veneza e Roma. A incorporação de Veneza aconteceuem 1866 e a de Roma em 1870. Em 27 de janeiro de 1871 o Senadoitaliano votou a mudança da capital italiana de Florença paraRoma. A mudança da capital anunciava a perda do poder territorial daIgreja, contudo o Papa Pio IX não aceitou perder territórios queeram pontifícios desde o ano de 754. Indignado, Pio IX trancou-seno Vaticano e declarou que era prisioneiro da Itália, rompendosuas relações com o governo italiano. Tal questão só foi resolvida no ano de 1929, quando BenitoMussolini, buscando apoio da Santa Sé e dos católicos, e Pio XIassinaram a Tratado de Latrão, que criava o Estado do Vaticano noqual a soberania da Igreja é total.
  • 11. Bandeira do Vaticano; Papas Pio IX e Pio XI
  • 12. UNIFICAÇÃO ALEMÃ: O Congresso de Viena, em 1815, decidiu que o antigo territóriopertencente ao Sacro Império Romano-Germânico seriareagrupado sob o nome de Confederação Germânica. Essa Confederação era composta por quase quarentaestados, entre reinos, ducados e cidades. Dentre eles, os maisimportantes eram o reino da Prússia, governada pela dinastia dosHohenzollern, e o Império da Áustria, governado pela casa dosHabsburgos. A Prússia era o estado mais industrializado da ConfederaçãoGermânica - em contraste com a Áustria, cuja economia eramarcadamente agrícola - e sua maior potência militar. Sob ainfluência prussiana foi criada, nos anos 1830, uma política delivre circulação de mercadorias na região. A Zollverein, como erachamada, excluiu a Áustria e teve consequências diretas para odesenvolvimento econômico registrado nas décadas seguintes.
  • 13. Na Prússia, em particular, a burguesia industrial passou aapoiar fortemente a unificação. Para ela, assim como foi para aburguesia do norte italiano, o apoio a um governo forte era vistocomo um meio de desenvolver mais rapidamente o capitalismo. Depois de 1862, esse governo forte, na Prússia, foirepresentado pelo rei Guilherme I. Naquele ano, ao assumir otrono, nomeou Otto von Bismarck para o cargo de primeiro-ministro. Bismarck entrou para a história como o grande nome daunificação alemã, ficando conhecido como o Chanceler de Ferro.Internamente, fez alianças com a burguesia industrial e os grandesproprietários de terra. No exterior, apostou na estratégia doconfronto militar. Em 7 anos, foram 3 guerras.
  • 14. Em 1864, Bismarck declarou guerra à Dinamarca, com o apoiodo Império da Áustria. A vitória no conflito, conhecido comoGuerra dos Ducados, garantiu a esses dois estados a posse dosterritórios de Schleswig e Holstein. Mas, logo em seguida, em razão de divergências quanto àadministração dos ducados, Prússia e Áustria iniciaram um novoconflito, conhecido como Guerra Austro-Prussiana. Embora contasse com o apoio de outros estados daConfederação Germânica, a Áustria perdeu o conflito. De umlado, pesou a falta de apoio internacional ao império austríaco. Deoutro, a entrada da Itália no conflito, interessada em tomar Venezada Áustria - o que acabou ocorrendo de fato. Guerra Franco-Prussiana (1870 a 1871): Para barrar ocrescimento da influência prussiana na Europa, Napoleão IIIdeclarou guerra. A Prússia toma o valioso território da Alsácia-Lorena, rica em carvão mineral e prata. Porém, um governoprovisório de resistência, incluindo camadas populares, foiformado em Paris, em setembro de 1870.
  • 15. Ao final, Napoleão III capitulou diante da Prússia e, com seuauxílio, reprimiu duramente o breve governo operário constituídona capital francesa, chamado de Comuna de Paris. A unificação alemã se completou em janeiro de1871, quando, no Palácio de Versalhes, antiga sede da monarquiafrancesa, Guilherme I foi coroado o primeiro kaiser da Alemanhaunificada (II Reich). Tal fato, junto com a perda daAlsácia, provocou o “Revanchismo Francês”.