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O foco agora é levar os programas
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A evolução dos parâmetros de pós-
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CONCLUSÃO
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CONCLUSÃO
Também nós precisamos refletir
mais sobre nossas políticas de
forma a evitar que ela induza a
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Políticas de credenciamento de professores em cursos de pós-graduação

Published on: Mar 4, 2016
Source: www.slideshare.net


Transcripts - Políticas de credenciamento de professores em cursos de pós-graduação

  • 1. POLÍTICAS DE CREDENCIAMENTO E RECREDENCIAMENTO DE PROFESSORES EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA E EM LINGUÍSTICA APLICADA: PUBLISH OR PERISH Vera Menezes UFMG/CNPq/Fapemi g
  • 2. A pós-graduação brasileira é um sistema bem-consolidado, graças às politicas de formação de pesquisadores da CAPES e do CNPq e ao sistema de avaliação coordenado pela CAPES desde 1976.
  • 3. O foco agora é levar os programas nacionais a alcançarem excelência internacional e a avaliação é o instrumento que auxilia o sistema a aumentar sua excelência.
  • 4. Avaliação não deve ser vista como punição e sim como contribuição importante para o aprimoramento dos programas, conforme previsto pela CAPES em seus objetivos.
  • 5. Aos programas, segundo esses mesmos objetivos, é assegurado “parecer criterioso de uma comissão de consultores sobre os pontos fracos e fortes de seu projeto e de seu desempenho e uma referência sobre o estágio de desenvolvimento em que se encontra”.  Essa comissão é formada por pesquisadores da própria área e não por burocratas contratados para esse fim.
  • 6. Esse sistema não está livre dos jogos de poder, com determinadas áreas tentando impor seus princípios e sua cultura acadêmica a outras. Corre-se também o risco de haver representantes tentando impor suas crenças e interesses pessoais nas políticas de cada área, mas isso seria assunto para outro texto.
  • 7. A evolução dos parâmetros de pós- graduação acompanha o desenvolvimento e a maturidade das áreas e influencia nas decisões dos programas das universidades públicas e privadas. Algumas decisões dolorosas, mas necessárias, foram tomadas ao longo do percurso histórico dos diversos programas.
  • 8. Os resultados das avaliações e as recomendações apresentadas nos documento de área geram impacto nas políticas dos programas e seus colegiados tentam melhorar o desempenho em busca de uma melhor avaliação ou mesmo da manutenção do índice atingido na última avaliação, no caso dos programas nota 7.
  • 9. A garantia da qualidade dos programas e a busca da excelência é fruto de avaliação interna constante e de políticas de credenciamento e recredenciamento de professores.
  • 10. As políticas de credenciamento e de recredenciamento têm como parâmetros os documentos de área da CAPES, sendo o último disponível de 2009.
  • 11. O documento reitera a necessidade de o corpo docente ser formado por pesquisadores doutores que desenvolvam projetos de pesquisa, orientem e exerçam a docência, incluindo a graduação, e que tenham produção científica regular.
  • 12. Segundo o documento, “a distribuição de atividades entre os docentes deve ser equilibrada. O equilíbrio significa que todos os docentes permanentes orientam, ministram disciplinas e têm produção intelectual em proporção adequada.”
  • 13. O documento recomenda também que o número de orientandos seja proporcionalmente distribuído pelos docentes do programa e que não ultrapasse o limite de 10 orientandos por orientador.
  • 14. A visibilidade do programa é avaliada por meio de indicadores externos tais como: membros de comissões científicas de eventos de expressão na área; de conselhos ou comissões editoriais; de comissões de agência de fomento; consultorias para agências e publicações científicas; bolsas de produtividade do CNPq ou Fundações Estaduais.
  • 15. A produção docente é dividida em dois indicadores: Indicador 1 – livro; organização de livro ou número temático de periódico; capítulo de livro; artigo em periódico nacional ou estrangeiro com arbitragem de pares; trabalho completo em anais publicado no exterior com arbitragem de pares, tradução de livro, desde que vinculado às linhas e aos projetos de pesquisa do Programa ou a domínios conexos;
  • 16. Indicador 2 – trabalho completo publicado em anais; apresentação de trabalhos em congresso ou evento similar; conferência ou palestra; tradução de artigo; artigo ou resenha em jornal ou revista; prefácio ou outra apresentação de publicação; verbetes descritivos, que não se configurem como ensaios (neste caso, será publicação de indicador 1); produção artística; organização de evento; editoria.
  • 17. A área considera como publicações relevantes, no indicador 1, livros autorais completos, capítulos de livros bem qualificados, artigos em periódicos A1, A2, B1, B2, traduções de livros. Para a avaliação desse item, será considerado o índice médio trienal de publicações por docente, tendo em conta o conjunto da produção de Letras e Linguística no período e de forma comparativa entre os Programas.
  • 18. Ressalto a importância da distribuição das publicações qualificadas entre os docentes de um programa, não se admitindo docente sem produção científica no triênio e, ainda, das publicações serem realizadas em periódicos externos à instituição.
  • 19. A produção de livros didáticos é ainda considerada apenas como um indicador de inserção social, o que demonstra a pouca importância dada á área de ensino, apesar de nossa área ser composta essencialmente de professores e a educação ser o nosso mercado de trabalho primordial.
  • 20. Tendo essas orientações como parâmetro, os programas de pós- graduação se articulam para melhorar o desempenho e, consequentemente melhorar a avaliação, ou mesmo não sofrer rebaixamento no ranking cujo índice mais alto é nota 7.
  • 21. Programas Nota 7 Linguística da UNICAMP Linguística da USP.
  • 22. Programas Nota 6 Estudos Linguísticos e Literários em inglês da USP; Estudos Linguísticos da UFMG; Linguística Aplicada UNICAMP; Linguística e Língua Portuguesa UNESP/Araraquara; Linguística da UFSC.
  • 23. COMPARAÇÃO ENTRE OS PROGRAMAS recredenciamentos, geralmente a cada 3 anos, com exceção dos cursos da USP que optam pelo período de 5 anos pelo menos um projeto de pesquisa e de uma publicação anual (Linguística da UFSC: 5 publicações por triênio) e Estudos Linguísticos da UFMG: 4 publicações por triênio).
  • 24. A busca por aumento de publicações é um denominador comum aos programas de nossa área e alguns docentes que não conseguem publicar com regularidade acabam sendo descredenciados. O fato é que todos os programas querem ser reconhecidos e por isso a pressão em cima dos docentes é grande.
  • 25. PUBLIQUE OU PEREÇA Alguns Colegiados de nossa área têm como política a exigência de que os recém-egressos publiquem sínteses de seus trabalhos em coautoria com seus orientadores como estratégia para alavancar a produção de seu corpo docente.
  • 26. PUBLIQUE OU PEREÇA Artigos que meramente reproduzem trechos de teses e dissertações não poderiam ter seus orientadores como coautores.
  • 27. PUBLIQUE OU PEREÇA Falsas coautorias são incentivadas, indiretamente, pelos próprios periódicos BRASILEIROS, especificamente aqueles que não aceitam trabalhos assinados apenas por um mestre.
  • 28. PUBLIQUE OU PEREÇA Provavelmente, esses periódicos vetam os autores com titulação de mestrado em suas políticas editoriais em consequência de uma interpretação extremada da recomendação dos critérios de classificação dos periódicos em nossa área que dizem que os artigos devem ser “preferencialmente escritos por doutores do Brasil ou do exterior” (COMUNICADO 001/2011– Área de Letras Linguística).
  • 29. PUBLIQUE OU PEREÇA Essa política de casta, induzida pelo comitê de área da Capes, também vai de encontro ao objetivo do mestrado que é o de formar pesquisador e professor pesquisador, pois impede que o egresso divulgue os resultados de seu trabalho independentemente de seu orientador e o incentiva a não desenvolver pesquisa autônoma, pois terá pouco espaço para publicar.
  • 30. PUBLIQUE OU PEREÇA Formamos inúmeros mestres por ano e muitos deles vão para instituições particulares, outros para instituições federais e a maioria deles vai sofrer pressão para publicar em função da avaliação dos cursos de graduação pelo INEP. No entanto, encontrarão dificuldade em publicar em alguns periódicos.
  • 31. CONCLUSÃO "Precisamos publicar. Porque precisamos contribuir com o conhecimento, com nossa área, com a educação e a sociedade em geral. Precisamos publicar. Porque precisamos de divulgar os resultados de nossas pesquisas e não porque alguns administradores dizem que precisamos publicar. " Colpaert in CALL (2012, p.189)
  • 32. CONCLUSÃO Colpaert (2012) termina seu editorial dizendo que, como editor, vai lutar contra a má conduta, como o plágio e o furto de dados, e estimular a pesquisa genuína. Ele conclama os avaliadores de artigos a serem críticos da nova meritocracia acadêmica e seus sintomas antiéticos, dentre eles a falsa coautoria.
  • 33. CONCLUSÃO Também nós precisamos refletir mais sobre nossas políticas de forma a evitar que ela induza a má conduta e as práticas antiéticas.

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